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29 de novembro de 2013

BRADESCO ESPORTES FM. QUANDO O PRÊMIO NÃO REFLETE O DESEMPENHO

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Sempre disse que sou avesso a premiações por desempenho. “Melhor do Ano”, “Destaque”, “Revelação” e outros que tais não passam, a meu ver, de lisonjas —muitas vezes falsas— que geralmente objetivam fortalecer relações comerciais e de mercado. No fundo, são ações de marketing que tanto podem premiar um jogador de futebol, um automóvel, uma empresa prestadora de serviços, um profissional qualquer, um contrafilé da Friboi e o que mais a imaginação permitir. Tudo é motivo para premiação. Misturam-se alhos com bugalhos que passam a ter o  mesmo peso. Em torno disso, celebram-se conquistas nem sempre verdadeiras. Por essa razão, como diz um locutor que conheço, “prefiro minha parte em dinheiro”.

Veja como um prêmio nem sempre representa a realidade. Vamos tomar como exemplo a rádio Bradesco Esportes FM. A emissora vive um dos momentos mais delicados desde sua estreia, há menos de dois anos. Os modelos propostos para manter uma rádio falando de esportes 24 horas, desde logo se revelaram inadequados. Equipes inteiras de profissionais contratados para sustentar a programação foram desfeitas e demitidas. Tentaram-se alternativas e todas tiveram o mesmo destino das anteriores: lixo. Na última segunda-feira, 25 de novembro, foi colocada em prática talvez a última e desesperada tentativa de acertar o rumo da emissora. Em razão disso, novas dispensas.

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Para esquentar ainda mais o clima de bastidores, mas, agora, com maior ressonância no mercado, José Carlos Araújo declara, no Rio, que pretende continuar na Bradesco Esportes FM. Ele tem contrato até 2015 e fim de papo. Com todo o respeito pela dimensão profissional do “garotinho” e equipe, é muito pouco para manter o horizonte da rádio livre das intempéries. A permanência dele pode funcionar no Rio, mas a incógnita é São Paulo.

O grupo financeiro Bradesco é o detentor do “naming rights”, um tipo de patrocínio que exige grande aporte de verba, mas que permite ao patrocinador dar nome ao objeto patrocinado. Exemplos de “naming rights” são a rádio “SulAmérica Trânsito”, a rádio “Mitsubishi FM” —que não deu certo, casas de espetáculos musicais, como a “Credicard Hall”, e os estádios de futebol, agora chamados de “arenas”.

O Bradesco, claro, esperava um retorno publicitário correspondente ao valor do investimento. Pelas mexidas tantas que já foram feitas é evidente que o retorno tem sido muito aquém do desejável. O que vai acontecer, ninguém se arrisca a dizer.

colunistas

Pois no meio do cenário que está mais para tragédia, vem a Associação Brasileira dos Colunistas de Marketing e Propaganda —Abracomp— promotora do Prêmio Colunistas, premiar a “Bradesco Esportes FM” como Destaque do ano de 2013. Destaque em quê? Só se for Destaque Negativo. De outro, não se pode falar.

Viu como essa coisa de prêmio é muito relativa?

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Demais premiados pela Abracomp estão no link “Colunistas São Paulo reúne vencedores

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Imagens: Prêmio ColunistasPrêmios futebolGarotinho e equipe