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11 de novembro de 2013

FRAUDE DO “ISS” EM SÃO PAULO REVELA O NÓ DA GRAVATA

Sabe o que aborrece mais nessa história dos ladrões de ISS da prefeitura de São Paulo? De acordo com declarações já levantadas, os fraudadores cobravam propina equivalente à metade da dívida real da construtora e davam entrada nos cofres municipais de apenas 10% do valor acertado. O restante era dividido em mais 10% para despachantes que participavam do esquema e 30% iam para o bolso dos fiscais. Então, pense: qualquer que fosse, a quantia acertada representava 100% da propina paga. Se você deduzir a porcentagem relativa ao que deu entrada no erário, mais o que coube aos fiscais e aos despachantes, temos 50% da propina. E os 50% restantes (do valor efetivamente pago), para onde iam? Parece que ninguém se preocupa em saber disso.

Fica todo mundo mostrando moto, carro importado, gastos em boates, apartamento que vale tanto… e fica nisso. O patrimônio ilícito dos fiscais soma algo em torno de 80 milhões de reais, segundo se apurou até agora.

A suspeita é a de que o esquema fez com que a prefeitura paulistana deixasse de faturar cerca de 500 milhões de reais. É o que todos dizem.

Levando-se em conta que os fraudadores faziam o débito do devedor “desaparecer” mediante o pagamento de 50% da dívida original, temos 250 milhões de reais gerados na fraude. Pelos índices do “rateio”, 75 milhões foram parar em contas correntes dos acusados. O valor se aproxima do patrimônio fraudulento acumulado por eles, até agora. Falta rastrear os 25 milhões (10%) que ficaram com despachantes e o saldo, de 100 milhões de reais, que ninguém menciona. Onde estão?

É uma continha bem simples. Não precisa ser auditor de receitas públicas para saber que tem gente não chegando ao fim das contas. Ficou claro? Parece que não estamos diante do verdadeiro nó da questão, pois a coisa se complica, mesmo, é com o nó da gravata. O que justifica toda a bravata.

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As descobertas vão se sucedendo; agora é a vez das mesadas dos auditores, para tratamento “vip”. Clique no link “Construtoras pagavam mesada para quadrilha do ISS por tratamento vip

Valores que terminavam nas mãos dos vigaristas podiam ser maiores que 50% da dívida das construtoras. E a parte destinada à prefeitura não chegava nem a 10% da propina. É o que fica bastante claro no link “Fraude em SP: construtoras obtinham 50% de desconto no ISS

Tem-se a impressão de que as investigações estão perto de alguma coisa ainda maior. Não se pode pensar de outra forma quando um representante petista sai em defesa do ex-prefeito, sob alegação de “uso político” da questão. Era o que faltava. Veja no link “Presidente do PT-SP defende Kassab durante votação do PED” Aí tem…

Por último, este link conduz às denúncias de ex-mulher de auditor. Diz o ditado que vingança de “ex” é pior que praga de parteira. Clique em “Ele sempre deixou claro que era corrupto, diz ex de servidor preso

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Imagens: Gravata e algemas - Motos - Carro