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12 de novembro de 2013

MICROFONES DENTRO DO CAMPO. INVASÃO DE PRIVACIDADE E RISCO À INTEGRIDADE

O esporte tem sido pioneiro na discussão de vários aspectos da vida social. No Brasil, foi através de uma poderosa voz esportiva que o movimento das “Diretas Já” ganhou ressonância. Osmar Santos, o pai da matéria, incendiou multidões, nas ruas, durante os discursos que pediam a volta da Democracia, em 1984.

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Doutrina que começou bem antes, ainda nos estádios, quando o locutor, ao descrever uma jogada ou narrar um gol, disparava frases e bordões alusivos à liberdade, à livre manifestação do pensamento, concitando o torcedor-cidadão a pensar num futuro melhor.

A homossexualidade e a homofobia também ganharam destaque no esporte. Jogadores apontados como “florzinhas”, mostravam que “futebol é pra homem”. E foram pro pau, no bom sentido, sem economizar botinadas. Para os acusadores sobrou a provocação: Vai encarar? E até no vôlei de praia, entre saques e bloqueios, Larissa e Lili levantaram a bola da discriminação e desceram o braço para cortar o preconceito.

O bom uso do esporte como agente transformador da sociedade merece apoio, mas não pode haver exageros. Já faz algum tempo, não sei porquê, nota-se uma tentativa clara e deliberada de invadir o espaço de trabalho de técnicos e jogadores de futebol para revelar o que ocorre durante as partidas.

Microfones são espalhados em todos os cantos do gramado, “para captar os sons que tornam emocionante a prática esportiva” —segundo as emissoras. A ideia central é boa, mas sobram as extremidades.

Uma delas é o festival de xingamentos e expressões grosseiras que passaram a ser despejados, com casca e tudo, na casa do telespectador. É um tal de “corra, “baralho”, “filho da truta”, “vá pra ponte que caiu”, “vai tomar caju” e outras, que você conhece. Desprovidas de delicadeza, acabam se transformando em agressões gratuitas ao telespectador e ao ouvinte de rádio que acompanham os jogos. Há que se defender os profissionais da bola, pois eles estão no exercício de sua função. Nos gramados, o ritmo esportivo sempre foi cadenciado pelos gritos de entusiasmo, de incentivo, de decepção e também pelos xingamentos. Treinadores e atletas estão na deles. As emissoras é que invadem a área. O resultado é o que se ouve. Alguns profissionais que fazem a cobertura esportiva ainda criticam, de forma jocosa, o “mau comportamento dos profissionais da bola”. Não deixa de ser uma sacanagem, isso sim. 

A outra extremidade, é a do risco que a presença cada vez maior de microfones, com pedestais, margeando o gramado representa. Uma hora dessas, cai um jogador por cima disso (alguns já atropelaram câmeras) e vai ser um deus-nos-acuda. Para dar um exemplo, você se lembra que recentemente o ala do Cascavel, Anderson Alves, o Caça, foi lançado com violência sobre um banco de madeira colocado quase dentro da quadra. O desfecho, traumatismo craniano e coma, só não foi pior porque o “anjo da guarda” do rapaz estava de plantão naquele dia. Acidentes acontecem, mas não se pode colaborar para que sejam mais graves.

Encerrando, esse negócio de transmitir um jogo tendo ao fundo a ruidosa manifestação da torcida, de um lado, e os xingamentos de técnicos e jogadores, de outro, está criando uma nova mentalidade de narrador esportivo: aquele que não se incomoda mais com o que está sendo levado ao ar.

E até fazem questão de “esclarecer” dúvidas eventuais. Como foi o caso do locutor gaúcho José Aldo Pinheiro, durante a partida entre Cruzeiro X Grêmio, em Belo Horizonte, Minas Gerais. E antes que alguém o crucifique, a reação de Pinheiro foi coerente com o que temos ouvido, em casa, nos últimos tempos. Então, ele não teve dúvida e seguiu o modelito. O esporte, assim como o rádio, pode e deve ser utilizado para fins mais nobres.

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O trecho da narração está no site “Radioamantes”. Para ouvir, clique no link “Torcida xinga Renato Gaúcho; narrador se distrai e diz no ar do que ele foi chamado”`

Entrando na luta por direitos iguais para todos, “Jogadoras de vôlei de praia, Larissa e Lili se casam em Fortaleza

Jogador de futsal, teve sorte, mas poderia ter sido pior. Incidente serve de aviso. Veja no link “Jogador do Cascavel sai do coma e pode deixar a UTI nesta quarta-feira

Imagens:  Osmar Santos em palanque – Diretas JáMicrofonesCaça, jogador de Futsal - Mineirão