CONTATOS, INCLUSIVE ASSESSORIAS DE IMPRENSA:
FALE CONOSCO!

Navegue à vontade

Na coluna à direita, logo abaixo das postagens preferidas do leitor, está o ZAPPING. Através dele você tem acesso direto às noticiais do dia, nacionais e internacionais, além de informações sobre quase tudo. ZAPPING. Uma central de notícias e entretenimento em que você escolhe o que quer.

1 de novembro de 2013

MORRE O REPÓRTER RENÊ REINALDO, DA JOVEM PAN/SP

rene_reinaldoFiquei sabendo da morte de Renê Reinaldo, 73 anos, repórter de trânsito da “Jovem Pan”/SP, através de um post do amigo José Maria Scachetti, no Facebook. A nota informava:Calou-se a poderosa voz do trânsito da Jovem Pan. Morreu nesta madrugada o repórter Renê Reinaldo que por duas décadas informou, com sua voz marcante, sobre o trânsito em São Paulo. Descanse em paz amigo.”

Como era esperado, aos poucos foram se sucedendo manifestações de pesar pela morte de Renê. Um colega lembrava algo, outro acrescentava um detalhe e, devagar, se reconstituiu parte da carreira dele. Por exemplo, Celso de Freitas informou a morte de Renê aos colegas Rodolfo Ortriwano, Dalva Ueharo, Isidro Barioni, Luisa Borges e outros que passaram pelo SGR (Sistema Globo de Rádio). Através desse depoimento, fiquei sabendo que o repórter Renê Reinaldo também trabalhou na rádio “Excelsior”, na famosa Rua das Palmeiras. Outro colega, Carlos Roberto Escova Escova, lembrou que Renê também atuou como plantão esportivo, um dado que eu ignorava.

Conheci Renê Reinaldo na rádio “Bandeirantes”, nos idos de 1977. Curiosamente, não me lembro dele na “Excelsior”, onde também trabalhei, de 1978 a 1979. Muito provavelmente nós passamos pela emissora em épocas diferentes. Ele deve ter ido para lá no início da nova programação da “Excelsior”, que incluía o Balancê, de Osmar Santos. Em pouco tempo, a “Excelsior” assumiria de vez a identidade com a qual é conhecida hoje: “CBN”.

Procurei, na Internet, mais informações sobre o colega. Encontrei a notícia que o site Terceiro Tempo, de Milton Neves, publicou e um link que conduz à página da Pan, no Facebook. Dessa página, copiei a foto que ilustra o post. Muito pouco, mas essa escassez de dados sobre Renê Reinaldo não me espanta. Dotado de temperamento tímido, extremamente discreto, não costumava falar de si mesmo.  

Há cerca de cinco ou seis anos, pedi a Renê se ele poderia me apresentar a alguém, na Pan, em busca de trabalho. Ele tentou. Marcamos de nos encontrar na rádio e lá fui eu. Ao chegar, pedi para chamá-lo. Ele veio à recepção, no ato. Notei que algo o incomodava. Perguntei. Ele me disse que havia tentado falar com o diretor de jornalismo da emissora, mas não conseguira. Mesmo assim, me convidou para entrar com ele. Quem sabe, durante minha permanência no prédio, surgisse uma chance de falar com o homem a meu respeito.

Não deu. Tímido como era, ficou sem jeito de entrar na sala do diretor para me apresentar. Percebendo o constrangimento que meu pedido havia causado ao colega, considerei o caso encerrado. Nunca mais toquei no assunto, mas fiquei grato a ele por, pelo menos, ter tentado me ajudar. Imagino o quanto aquilo deve ter sido difícil para Renê, por causa do temperamento arredio que tinha. Esse detalhe acentuou ainda mais minha admiração por ele. 

*** *** *** *** ***

Fontes: José Maria Della Guardia Scachetti - http://terceirotempo.bol.uol.com.br