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28 de novembro de 2013

PARA TROCAR DE EMPREGO O SALÁRIO CONTA MAIS?

e_agora Eu já tive a oportunidade, neste FG-News, de falar sobre escolhas individuais em torno da carreira profissional. Cada caso é um caso e o que dá certo para alguém pode não funcionar para outra pessoa. Muitos colegas já me pediram opinião sobre o caminho a seguir, em determinados momentos da vida. É difícil falar sobre o que alguém deve fazer, pois ninguém melhor que a própria pessoa pode saber o que mais lhe convém. São muitos fatores a se considerar; entre eles a família, a qualidade de vida, a integração social, o crescimento profissional e a ambição de cada um em relação à carreira. Em casos assim, sempre pedi que o colega pensasse nos pontos positivos e negativos da mudança, sem se incomodar com o que os outros poderiam pensar a respeito da atitude a ser tomada. E que esta atitude representasse, pelo menos, o meio termo entre o racional e o emocional.

Se você disser que agindo dessa forma eu negava ajuda ao colega vou respeitar sua opinião, mas nunca me julguei capacitado para decidir o que é melhor para outra pessoa. Porém, sempre fiz questão de deixar claro: não troque de emprego pensando apenas no dinheiro que você pode ganhar.

O dinheiro é consequência de uma carreira bem sucedida. E uma carreira bem sucedida pressupõe satisfação pessoal e profissional, em todos os sentidos.

corda_bamba

Pois bem, hoje, navegando pela rede, Encontrei um post em que um jovem engenheiro, de 30 anos, colocou as dúvidas que o acometiam no momento profissional que ele atravessava, em 09 de fevereiro de 2011. O post tem dois anos e dez meses, mas continua atual e serve de bússola para profissionais que, porventura, estejam vivendo os mesmos dilemas: mudar ou não de emprego? Enfrentar a corda bamba do desconhecido ou acomodar-se no conforto de sempre?

A leitura me remeteu ao site www.manualdeingenuidades.com.br mantido por Adriano Silva. O perfil do autor do site mostra que Silva é sócio diretor da Damnworks Brand Content e Social Media - Fundador da Spicy Media - Publisher que trouxe o Gizmodo, o Jalopnik e o Kotaku ao Brasil - chefe de Redação do Fantástico, TV Globo - Diretor do Núcleo Jovem, Editora Abril - Diretor de redação da Superinteressante - Editor-sênior da Exame - Diretor de marketing do Grupo Exame - MBA, Universidade de Kyoto, Japão - Graduação em Comunicação Social, UFRGS - Autor de três livros: "Homem sem Nome", "E Agora, O Que É Que Eu Faço?" e "Tudo O Que Eu Aprendi Sobre o Mundo dos Negócios" e, também, dá palestra sobre os temas: Carreira, Vida Executiva e Mercado Digital.

Como se vê, Adriano Silva é um profissional de ponta dentro das áreas em que atua. No site, exerce a função de consultor de carreiras (coaching), aconselhando e apontando caminhos. Era a indicação do caminho a seguir que o engenheiro pedia ao consultor. Resumidamente, o jovem disse que, antes, trabalhou em uma multinacional chinesa, saiu e veio a São Paulo em busca de novos horizontes. Acontece que foi convidado a retornar à empresa anterior e “balançou”. Justificando, relacionou outros pontos da questão. Num trecho da consulta, o engenheiro afirmou que por uma condição salarial mais atraente voltaria ao antigo emprego. Destaco o trecho em que o consulente disse ter a sensação de que na empresa atual (em 2011), apesar de haver novos desafios e oportunidades de crescimento, ele se sentia apenas mais um entre os demais, ao contrário da multinacional chinesa, onde era um dos elementos mais importantes da empresa. 

Veja a resposta que Adriano Silva deu a esta observação: (…) “Meu sentimento, nesse ponto, é contrário ao seu. É muito melhor ser o rabo da baleia do que a cabeça do camarão. É muito mais produtivo ser o pior dos melhores do que o melhor dos piores. Com gente boa, brilhante, melhor que você, você crescerá, terá incentivo diário para melhorar, para se manter afiado. Com gente média, acomodada, pior do que você, o atalho para a estagnação e para a mediocridade aparecerá para você como uma tentação diária.”

Senti um alívio e certo conforto. Afinal, aquilo que a percepção pessoal me mostrou ao longo dos anos vai diretamente ao encontro do que disse o consultor ao consulente, aí em cima. A experiência me ensinou que trabalhar com os melhores de nossa área talvez seja a principal condição de crescimento, em qualquer empresa, de qualquer natureza. Ênfase para a observação: “É muito mais produtivo ser o pior dos melhores do que o melhor dos piores”.

Não resta dúvida de que estando entre os bons, sua permanência vai depender de sua própria evolução profissional. Ao contrário, sentir-se com o “rei na barriga”, dono da situação, superior aos demais, leva ao descuido, ao relaxamento e, fatalmente, à obsolescência na função. E quando isso acontecer, ganhando bem ou mal, você estará fora. 

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Veja, na íntegra, a orientação de Adriano Silva ao profissional que o consultou. Clique no link “Nunca aceite um emprego pensando primeiro no dinheiro

imagens: Satisfação - Corda bambaAdriano SilvaDúvida (montagem)