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19 de novembro de 2013

VEM AÍ O BLACK FRIDAY. ANTES DE COMEMORAR VAMOS PENSAR

Amigos da rede, eu andei muito entusiasmado com a minha sorte. Como se não bastassem os avisos diários de que ganhei somas inacreditáveis, mesmo sem ter jogado em nenhuma loteria (é muita sorte, não é?), agora outra nuvem resolveu chover em minha horta. Acabei me convencendo de que minha fada madrinha pirou de vez e quer me ver maluco de felicidade. Só pode ser.

De repente, passei a receber ofertas de dinheiro para comprar o que eu quiser. Uns, me oferecendo míseros 30 reais. Outros, mais generosos, dando 200 reais. Teve um doido (deve ser muito fã meu) que me deu 990 reais para eu comprar o que quiser na loja virtual dele. Todos demonstram total confiança em mim. Basta que eu compre qualquer produto e use o dinheiro que me deram.

Para funcionar, tem que ser assim: eu compro alguma coisa de, digamos, 300 reais e uso os 30 para abater em minha dívida. Um espetáculo. E todos os demais descontos seguem o mesmo mecanismo. Fantástico!

Mas, espere! —como diziam os antigos anúncios das facas Ginsu— o melhor de tudo são os descontos porcentuais na compra de vários artigos. Até 70% OFF (como eles gostam de chamar descontos) só para eu comprar nas lojas deles. Esse pessoal nem me conhece direito e gosta de mim a ponto de me oferecer coisas assim. Que gente boa!

Nesta segunda-feira, resolvi calcular os descontos porcentuais que eu poderia obter, além dos valores pré-fixados que me concederam nas várias lojas boazinhas: a soma deu incríveis 3.780 reais. Para atingir o total, eu só precisaria gastar uns 30 mil reais. É ou não é para aproveitar essa moleza? Afinal, dezembro está chegando e Papai Noel entra em cartaz, em breve.

Munido de caneta e papel, comecei a pesquisar ofertas de coisas que hipoteticamente eu poderia comprar. Foi quando descobri uma coisinha elementar. Fazendo comparações de preços, nesses sites de buscas (tipo Buscapé) fui vendo que um par de tênis que, por aí, custa de 250 a 270 reais, é oferecido, nos sites que me dão descontos, por valores que oscilam entre 400 e 500 reais. Os demais produtos, de roupa a eletroeletrônicos, seguem a curiosa tendência de custarem muito mais do que o preço de mercado. Mesmo com os “fabulosos” descontos a gente vai acabar gastando uma nota preta. black_friday_2013

Comecei a ficar meio desconfortável. Mas como? A bondade não passa de isca para pescar distraídos ou gente, como eu, que acredita ser bafejado pela sorte? Não, não pode ser! Então, me lembrei que no próximo dia 29 haverá o “Black Friday”, aquele dia de descontos “monstruosos” para renovar estoques.

Você se lembra do ano passado? Produtos anunciados por 2.100 reais eram vendidos por apenas 1.300. Em alguns casos, o preço normal ultrapassava a 5.000 reais, mas com o “descontão” era reduzido para algo em torno de 2.500. Tanta generosidade, faria Narcisa Tamborindeguy exclamar “ai, que loucura!”

O problema é que um dia antes, o mesmo produto era vendido naquela mesma loja por… adivinha… 2.500 reais. O cliente pagava o mesmo preço do dia anterior, que não era o “Black Friday”. Ou seja, o preço “normal” anunciado era falso e o desconto não existia. Típica propaganda enganosa que este ano deve prejudicar a promoção. Afinal, até os mais crédulos, como eu, uma hora descobrem que esse negócio de sorte exagerada e vantagens absurdas deve ser tratado com muito cuidado. Pensando bem, acho que minha sorte não anda lá essas coisas…

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 Imagens: Trevo - Facas Ginsu - Montagem Black Friday frame 1frame 2Narcisa -