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30 de dezembro de 2013

BRADESCO ESPORTES FM. DE PROJETO ARROJADO A ELEFANTE BRANCO DO ANO

A nota lamentável do rádio, em 2013, é sobre a malfadada parceria dos grupos Bel, Bradesco e Bandeirantes. Em formato naming rigths, a Bradesco Esportes FM, foi anunciada como a rádio só de esporte, 24 horas. Inaugurada em 17 de maio de 2012, desde o início, porém, o projeto mostrou rápida perda de fôlego. Das praças prometidas, no lançamento da parceria, algumas chegaram a entrar no projeto —Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte—, mas acabaram por se desligar da rede. Em meados deste ano a Bradesco Esportes FM se resumiu a São Paulo e ao Rio de Janeiro. Analisados o potencial esportivo dos dois estados e os principais eventos esportivos iminentes, a Copa, em 2014, e os jogos olímpicos, em 2016, parecia que os parceiros haviam acertado a mão. Nada fazia supor que houvesse novas turbulências de percurso pouco tempo após os primeiros ajustes. As equipes originais entraram em ritmo de desmantelamento. Novas contratações não resolveram o quadro de anemia profunda de uma programação que não caiu no gosto do ouvinte. A mais evidente demonstração do fracasso do projeto foi a decisão, a partir de 25 de novembro deste ano, de tocar música durante a programação anteriormente dedicada apenas ao esporte. Se, até então, as explicações (poucas) apontavam para acerto de rota, a medida radical de mudar a programação abriu uma fenda profunda no projeto original. Não havia mais como negar a crise.

Para piorar a situação, começaram a circular rumores de que a Rede Transamérica, através de Eder Luiz, mantinha negociações com José Carlos Araújo, o popular “Garotinho”, único nome forte que ainda continua sob contrato dos empreendedores. O blog Radioamantes, de Rodney Brocanelli e Marcos Lauro, levanta a lebre de uma possível saída irreversível de “Garotinho”, depois da divulgação de áudio em que José Carlos Araújo se despede dos ouvintes da Band News FM fluminense. Imediatamente voltaram as especulações sobre o destino do narrador do Rio de Janeiro. As apostas, claro, se concentram na Transamérica, pois tudo indica que esta acabou levando a melhor na disputa. Seja lá o que for que venha a acontecer daqui para a frente, salvo uma justificativa razoável por parte dos grupos Bel, Bradesco e Bandeirantes, a verdade é que o projeto da Bradesco Esportes FM foi atingido de morte e pode não resistir a 2014. De passagem, atinge em cheio um formato de patrocínio que, se não funcionou bem agora, tinha tudo para dar certo.

O que deu errado precisa ser apurado, mas, de qualquer forma, o desfecho deste caso é ruim para o mercado, para os profissionais do setor e para o Bradesco que, inexperiente, comprou uma ideia atraente e vai acabar pagando um preço muito alto após o terrível golpe na imagem corporativa do grupo. Como anunciante, o Bradesco sempre esteve envolvido com o esporte. Com cacife para bancar grandes eventos esportivos, a marca Bradesco se consolidou no segmento e, ao lado de um grupo seleto de patrocinadores, era vista como uma das cerejas do bolo publicitário. Agora, contudo, diante do fiasco, o Bradesco é atingido negativamente. Um prejuízo incalculável para a imagem institucional do grupo financeiro. Resta saber como ficarão nessa história os grupos Bel e Bandeirantes, quando se pronunciarem.

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A despedida de José Carlos Araújo reforça especulações em torno da Bradesco Esportes FM. Ouça o “Garotinho”, no link “Áudio de José Carlos Araújo agita mercado de rádio do Rio de Janeiro

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Imagens: LogoJosé Carlos Araújo - Cereja