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4 de fevereiro de 2014

GOVERNADOR PAULISTA ACHA QUE É O CENTRO DAS ATENÇÕES DA BANDIDAGEM

Não há nada mais chato—e inútil—que um governo falastrão. Acostumado a desferir bravatas ou, então, a “criar” deduções ridículas (como o “fator cultural” para justificar o “rolezinho” nos shoppings), o governador paulista, Geraldo Alckmin, agora vem com mais uma: “O governo não se intimida”. A troco de quê mais uma demonstração de valentia? Por causa do ataque de ontem à noite, em São Paulo, ao filho Tomaz que, em companhia da filha—netinha de Alckmin—, teve o carro cercado por quatro bandidos armados, na região do Morumbi, proximidades do Clube Paineiras, capital paulista. Para dar mais importância ao crime, o governador sugere, nas entrelinhas, que o ataque pode ter sido um ato do crime organizado. E toda a polícia paulista está mobilizada para esclarecer o caso. Como se os vagabundos fossem se amedrontar com o “bla, bla, bla” de Alckmin. No fundo, o que o governador quer é caracterizar o ataque como obra da facção criminosa afastando a hipótese de que qualquer cidadão teria sido alvo dos meliantes nas mesmas circunstâncias. Esforço inútil, governador. O senhor não quer dar espaço para que o cidadão paulistano compare o privilégio de Tomaz, que circula pela cidade com PMs guarda-costas (quantos, hein?—não vi esse número em nenhum veículo de informação). filho_alckmin

Esse privilégio o cidadão não tem, muito pelo contrário. Quando às voltas com um episódio como esse tem que se virar sozinho. Polícia, para o povo, não tem. Se a vítima for prestar queixa, além do tempo perdido ainda verá, muito em breve, que nada acontece quanto à elucidação do crime. Daí, para valorizar o drama do filho e sugerir que o ameaçado na verdade é ele, enquanto governador, vem com essa lenga-lenga de “não se intimidar”, como se o ataque ao filho dele tenha sido coisa do PCC para amedrontar o governo paulista. A vagabundagem tem mais o que fazer, governador. Sem polícia nas ruas para proteger o cidadão comum, há bancos para roubar, caixas eletrônicos para estourar, joalherias para assaltar, drogas para traficar, prostituição para explorar e muito mais. O menu é tão farto e variado que não é preciso se dar ao trabalho de ameaçar familiares do governador como prova de força. Bobagem, Alckmin. A moleza da bandidagem é muito grande. Não é preciso procurar sarna para se coçar. 

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O governador valente está no link 'Nada está descartado', diz Alckmin sobre abordagem criminosa a filho e neta

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Imagens: Geraldo Alckmin / Tomaz Alckmin