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14 de fevereiro de 2014

RACHEL SHEHERAZADE, DO SBT, DÁ A CARA PARA BATER. JÁ OS DISSIMULADOS…

Embora eu não morra de amores por Rachel Sheherazade, jornalista e apresentadora do SBT, devo respeitá-la como colega. Não morro de amores, pelo fato de ela usar de artimanha emocional a título de conscientizar a população. A técnica, no fundo, passa a impressão de que o objetivo real é o da autopromoção.

Fazer o quê, se Silvio Santos a contratou exatamente por causa da conduta espalhafatosa de Rachel, no vídeo? É problema dele e só a ele compete permitir ou proibir o comportamento da jornalista que, às vezes, cria embaraços para si mesma. É o caso do apoio explícito que ela deu à ação de populares que amarraram um bandido a um poste, em ato de autêntica revolta contra a escalada de crimes de que é vítima a população, sem que haja uma atitude eficaz da polícia.

As críticas contra Rachel foram imediatas, mas, é bom que se diga, a maioria permeada de interesses que vão desde o caráter político-partidário até—como sempre!—ao desejo de calar a boca de quem tiver a ousadia de falar o que pensa. Claro que entre esses dois extremos pululam variações de toda ordem, em particular a defesa dos Direitos Humanos. Para bandidos, pois quando morre uma pessoa do povo ninguém aparece para defender a família da vítima.

Kiyomori_Mori Entre os desdobramentos provocados pelo comentário de Rachel Sheherazade, destaco dois apenas. O primeiro, é um artigo do advogado e jornalista, Kiyomori Mori, especial para o portal Comunique-se. O segundo destaque, vai para uma notícia distribuída pela Folhapress, replicada na Internet pelo jornal Correio da Bahia.

Mori alerta sobre o papel dos sindicatos de classe, em resposta à atitude do sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro, que se manifestou contra Rachel. Já o Correio da Bahia demonstra claramente o uso político do episódio. Sem entrar na polêmica de ser contra ou a favor, peço que você leia as duas notas para, então, julgar de que lado você estaria se acontecesse alguma barbárie de marginais com você ou com alguém de sua família. Ou com um amigo.

Rachel Sheherazade, pelo menos, dá a cara para bater e não se esconde atrás da palavra “suposto” quando se refere ao autor de um ato criminoso. E tampouco emprega o adjetivo “adolescente” ao se referir ao menor infrator, frio, insensível e calculista—como fazem alguns—na aparente tentativa de sensibilizar o leitor e/ou telespectador. Jornalistas pusilânimes, estes sim, usam e abusam da suposição. Tudo, para eles, é suposto. Ninguém afirma nada, pois morrem de medo de “se complicar”.

Esta, sem dúvida, é a maior virtude de Rachel Sheherazade. Ainda que, no fundo, ela possa capitalizar os dividendos de um comentário para o aspecto profissional (o que coloca em dúvida, a convicção pessoal dela) a moça corre o risco e não se esconde. Como eu disse, no início, não morro de amores por ela, mas respeito-a como colega e, acima de tudo, pela coragem demonstrada. Que vergonha para vocês, dissimulados!

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A opinião de Kiyomori Mori, sobre a atuação sindical, está no link “O papel do sindicato dos jornalistas no caso da apresentadora do SBT” Claro que a pelegada não gosta, mas e daí? / portal Comunique-se

O oportunismo de partidos políticos sobre casos que atingem repercussão nacional, está no link “PSOL pede que Rachel Sheherazade responda por apologia ao crime”. No link, você encontra, também, o vídeo do polêmico comentário de Rachel / Correio da Bahia, com informações da agência Folhapress

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Imagens: Kiyomori Mori, reprodução da matéria do C-se / Rachel Sheherazade