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29 de março de 2014

CNN USA MAL VELOCIDADE DA REDE E “MATA” PELÉ

A Internet, apesar de encurtar o tempo decorrido entre o acontecimento e a divulgação do fato, tem mostrado que a pressa continua sendo a maior inimiga da informação.

Na ânsia de serem os primeiros a noticiar, alguns veículos, inclusive grandes, cometem o erro básico de não checar sua veracidade. Os internautas, ao tomarem conhecimento de uma notícia, se encarregam de espalhar a informação pelas redes sociais. CNN-logoMesmo que esteja errada. É o preço da pressa.

Foi o que aconteceu nesta sexta-feira com a CNN—Cables News Network, TV a cabo fundada pelo empresário norte-americano Ted Turner.

ted_turner Conhecido como magnata da informação, cujos negócios se estendem, também, pela área cinematográfica, Turner é um dos maiores sócios do grupo de entretenimento Time Warner.

O alvo do equívoco foi o “Rei do Futebol”, Pelé. Usando o perfil criado no Twitter para o programa “New Day”, do grupo, a CNN publicou o post abaixo em que informava a morte de Edson Arantes do Nascimento, aos 74 anos.

Como era de se esperar, a notícia repercutiu rapidamente pelas redes sociais. Tão logo se conscientizou do erro, a CNN deletou o post e pediu desculpas pela falha, mas o estrago já estava feito.

CNN_mata_Pele

Todos querem ser os primeiros a noticiar algo importante, o chamado “furo”, mas o bom senso continua sendo fundamental. A pressa, em nome da primazia da informação, pode produzir efeitos indesejáveis como a “barriga”. A velocidade da rede não deve ser confundida com desatenção e irresponsabilidade. Embora a Internet divulgue muita bobagem, uma empresa jornalística que se preza não pode correr o risco agredir a credibilidade.

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A desatenção ou negligência na hora de checar a notícia. “Barriga internacional: CNN pede desculpas por anunciar a morte de Pelé” – Fonte: Portal Comunique-se

Imagens: Redes sociais / Ted Turner / CNN logo / Twitter-reprodução

28 de março de 2014

MILTON FERRETTI JUNG DEIXA A RÁDIO GUAÍBA, EM PORTO ALEGRE/RS

Mais uma vez recorro ao site Radioamantes, de Rodney Brocanelli, para falar do rádio.

Na verdade, Rodney, como eu faço agora, indica a publicação original, do colega Edu Cesar, o mais persistente jornalista esportivo da web, onde atua com grande competência, apesar das enormes dificuldades que enfrenta. Principalmente com a lamentável falta de patrocínio.

Gaúcho de Porto Alegre, Edu Cesar, além do esporte (futebol em particular) tem no rádio sua grande paixão.

Pois Edu Cesar abriu espaço no site Papo de Bola, para falar da demissão de um colega que há 56 anos trabalhava na rádio Guaíba. (Para ver o recorte em tamanho maior, clique sobre a imagem)

Milton Ferretti Jung, aos 78 anos, foi dispensado da emissora juntamente com outro veterano, o operador de externas Celso Costa, de 83 anos. Como curiosidade, vale esclarecer que Milton Ferretti Yung é pai do jornalista Mílton Jung, da CBN, São Paulo.

A história toda você pode acompanhar no Radioamantes ou no próprio Papo de Bola. De nossa parte, fica o lamento pelo desfecho. É sempre triste noticiar o afastamento de colegas tão dedicados ao rádio.

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Fontes: Radioamantes e Papo de Bola 

Imagens: Edu Cesar / Milton Ferreti Yung, recorte de jornal

DOCUMENTÁRIO DA VOLKSWAGEN DESTACA ‘ÚLTIMOS DESEJOS’ DA KOMBI

Descontinuada no Brasil no final do ano passado, a Kombi, um dos maiores sucessos comerciais da Volkswagen, volta ao cenário automobilístico como protagonista de primeira grandeza. Agora, com um documentário-testamento em que o veículo ‘pega a estrada’ para a viagem final. No trajeto, vai recordando passagens e pessoas que marcaram a trajetória de sua existência longa e produtiva, de 63 anos.

volks_logo_novo O documentário estreia hoje, no Youtube, e já está sendo muito acessado. Permeado por clima nostálgico, mas não derrotista—pelo contrário—, o filme é a prova cabal da carreira bem sucedida deste notável produto Volkswagen. Intitulado ‘Último Desejo’, tem cerca de quatro minutos e encerra um capítulo importante da história da indústria automobilística mundial. Antes da “morte” da Kombi brasileira, a produção do veículo já havia sido encerrada na Volkswagen alemã, em 1979, e em 1995 no México.

Os novos critérios brasileiros de segurança automotiva, em vigor desde janeiro deste ano, definiram o fim da “perua mais amada do Brasil”. A instalação obrigatória de air bags e freios ABS, por exemplo, tornaria a produção do veículo economicamente inviável. Tanto amor dedicado pelos consumidores e—claro—lucros proporcionados à montadora durante mais de seis décadas, não foram suficientes para salvar a Kombi da extinção.

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Veja o filme no link Kombi “volta para casa” em documentário da Volkswagen - Fonte: adNEWS

Imagens: Kombi Last Edition / Logo novo

25 de março de 2014

TV SEM IMAGINAÇÃO PROVOCA QUEDA DE AUDIÊNCIA

Os baixos índices de audiência de algumas emissoras de televisão deveriam preocupar a direção desses veículos. Um olhar mais crítico é suficiente para encontrar motivos que justificam o “ibope” de traços, comuns em determinados horários da TV brasileira, inclusive em grandes centros, como é o caso de São Paulo.

Veja, por exemplo, a crítica de Mauricio Stycer sobre a divulgação do filme Rio 2, feita pela Band. Uma coletiva e uma pré-estreia foram o ponto alto do lançamento do filme, dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha.

Participaram dos eventos o ator Rodrigo Santoro—que dubla um dos personagens—e os músicos Carlinhos Brown e Sérgio Mendes, responsáveis pela trilha sonora de Rio 2. De acordo com Mauricio Stycer, a Band ficou devendo em termos de criatividade na promoção do filme.

barra_superior_m_stycer Faço, apenas, uma observação sobre o colunista. Carioca, radicado em São Paulo há mais de duas décadas, Stycer não consegue disfarçar a simpatia explícita que nutre pela Globo. Por esse motivo, as críticas dirigidas à Band podem parecer suspeitas, mas o jornalista tem razão no que diz.

quarteto_rio2A falta de imaginação, destacada por ele, é fato notório em todas as emissoras de televisão, não apenas na Band. Inclusive na própria rede Globo, cujos índices de audiência já não alcançam números de dez, quinze anos atrás.

Por esse motivo, a Globo vem atirando para todos os lados, principalmente nas novelas, alvo de maior preocupação dos executivos globais. Some-se à pobreza imaginativa da TV o crescimento irrefreável da Internet e você terá, sem dúvida, um problema a ser resolvido urgentemente.

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A crítica do crítico. Maurício Stycer aponta falta de imaginação da TV. Veja no link “Promovendo o mesmo filme com piadas parecidas em três programas da Band” – Fonte: Blog do Mauricio Stycer

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Imagens: Audiência / Rio 2 / Cabeçalho Blog do Mauricio Stycer / Santoro, Saldanha, Mendes e Brown

24 de março de 2014

HOMOSSEXUALISMO NA GLOBO IRRITA TELESPECTADORES, MAS AUDIÊNCIA NÃO CAI

Amigos e leitores têm escrito para o blog, pedindo minha opinião sobre a novela “Em família”, exibida pela rede Globo, após o Jornal Nacional.

O que parece incomodar a audiência, agora, é o relacionamento sexual entre Giovanna Antonelli e Tainá Müller, respectivamente Clara e Marina.

Antes desta novela, a Globo já havia mostrado vários “casais” homossexuais femininos e masculinos, em outros folhetins, incluindo o primeiro beijo gay masculino, entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso), no encerramento da novela “Amor à Vida”.

Faz algum tempo que a rede Globo insiste na exibição de personagens homossexuais. A cada novela a trama destaca ora um casal, ora outro.

Não sou noveleiro, mas acompanho pelos sites especializados a repercussão das tramas e do efeito que determinados personagens provocam na audiência.

Os telespectadores reclamam que, no departamento amoroso, a Globo já mostrou de tudo: homens mais velhos com mocinhas; mulheres mais velhas com garotões; mulher com mulher e homem com homem. A tendência, dizem os reclamantes, é a de que, em breve, as novelas se transformem em concorrentes de filmes pornôs, sem escancarar as imagens, mas ninguém é de ninguém. “Aonde isso vai parar?”—perguntam.

Nunca fui moralista, mas também não acho graça nessa história de destacar casais românticos que fogem ao modelo tradicional de ‘homem x mulher’, como se esses casais fossem a razão de ser da novela. Cada um é dono de seu nariz e faz o que bem entende com o próprio corpo, todos sabemos. Entre quatro paredes, como se diz, toda forma de amor vale a pena. Nada a opor, nesta condição.

Homossexualismo, assim como a prostituição, existe desde os mais remotos tempos históricos. São comuns relatos de amantes masculinos, por exemplo, na Grécia e Roma antigas. Mas há uma diferença entre sabermos da existência de formas de relacionamentos sexual fora do padrão aceito pelo consenso da maioria e fazer dessa diferença o ponto alto de novelas de grande audiência. Tudo reside, exatamente, na audiência, pois o que é mostrado, tende a ser imitado. Com a força da televisão trabalhando a ideia, não se pode, mesmo, imaginar qual será o resultado de tanta divulgação, como temem as pessoas que me perguntam “aonde vamos parar?” Não estamos falando de moda em que roupas e acessórios, entre outros, são disputados pela população motivada pela novela. E são esquecidos, após o sucesso.

Desde o início da luta pelo direito de dispor do próprio corpo como bem entenderem, os gays recusam-se a aceitar que seu modo de vida seja produto de doença mental. Creio que estão certos, pois não há comprovação científica de tal afirmação. Porém, quando se referem à própria condição sexual, os gays repudiam a ideia de que tenham exercido a opção que desejavam assumir e, por isso, “saíram do armário”. Antes, preferem que esta condição seja rotulada como orientação sexual.

Eu não concordo com a definição, pois, deste modo, parece estar implícito que ser gay é resultado de criação familiar. Soa como se pai e mãe tivessem orientado o filho ou a filha ao homossexualismo. Acredito que isto vai acontecer, fatalmente, em relação aos filhos adotivos de casais homossexuais, masculinos ou femininos.

Vendo, em casa, o relacionamento diferente dos “pais” será quase inevitável que o exemplo de “pai” e “mãe” se reflita na vida sexual desses filhos. Ainda assim, esta possibilidade sempre será discutida em família. Não cabe à televisão promover orientação, incentivando a escolha sexual de alguém.

Por último, é preciso deixar claro que as novelas tendem a reproduzir a vida real em sua trama. Se os grupos homossexuais estão ganhando força na telinha é porque, de fato, estão se fortalecendo em todos os demais segmentos da vida.

Agora, se o telespectador não concorda com a exposição maciça do homossexualismo glamurizado nas novelas deveria mostrar seu descontentamento às emissoras, deixando de assistir aos capítulos diários. O que determina o destaque para este ou aquele personagem é a popularidade que eles conquistam junto ao público.

Dizem que, pouco tempo atrás, as cenas que agora são mostradas sem nenhuma inibição seriam vetadas na emissora.

A nova administração global é que teria liberado o que os telespectadores mais exaltados chamam de “sacanagem”.

Ignoro se há um fundo de verdade na afimação, mas de uma coisa tenho a mais absoluta certeza: “sacanagem”, mesmo, é transformar uma mulher espetacular como Giovanna Antonelli em “sapata” de ocasião.

Façam-me o favor, hein?

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Imagens: Giovanna Antonelli e Tainá Müller/ Mateus Solano e Thiago Fragoso / Daniel de Oliveira  e Maitê Proença / Antiguidade homossexual / Elas / Eles / Giovanna Antonelli

20 de março de 2014

SE ARREPENDIMENTO MATASSE…

Hoje eu havia decidido não postar nada no blog. A experiência de quase quatro anos editando este espaço, mostra que depois de uma pequena série de posts é preciso dar um tempo para que o leitor consuma suas publicações. Este FG-News, na verdade, foi inaugurado em 12 de outubro de 2009, mas, entre abril e junho de 2010 estive afastado daqui. E, na volta, fui tocando a vida devagar. Dedicados ao blog, de fato, são os quase quatro anos que citei. Tempo suficiente para “sacar” o que funciona e o que é preciso evitar. Apesar disso, meu “vício” de escrever um pouco mais, apesar de contrariar a lógica das redes virtuais, continua dando certo. Até porque, desde o princípio, decidi escrever para quem sabe e gosta de ler, como você já notou, claro.

Isto posto, e como ontem postei três artigos, hoje eu ficaria no “dolce far niente”. Ficaria, mas recebi este material e decidi publicá-lo. Não posso afirmar que as declarações atribuídas aos personagens foram mesmo dadas por eles, mas é possível que sim. Isso não importa, pois o importante é o recado, cujos rumores a gente ouve diariamente aqui e ali. De certa forma, o “zum zum” está na boca do povo. E como a grande mídia, hoje, se ocupa de nova “atrapalhada” da presidente Dilma Rousseff—com a compra de gato por lebre, representada pela refinaria de Pasadena—acho que a postagem vem ao encontro da ocasião. Além disso, a Polícia Federal, para variar, está correndo atrás de gente grossa envolvida em lavagem de dinheiro. Como se nota, está tudo como era antes no quartel de Abrantes. Tem gente achando que está pior. Lembrando antigo programa da rede Globo, você decide.

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Clique sobre qualquer uma das imagens. Ao abrir, clique novamente para ver em tamanho maior.

19 de março de 2014

ROLANDO BOLDRIN: UMA LIÇÃO DE VIDA AO ESTILO DO HOMEM DO CAMPO

No início dos anos 1990, idealizei um projeto de programas de rádio com personalidades da televisão brasileira. Relacionei artistas que poderiam render boa audiência e parti para os contatos. Falei com muita gente e a receptividade à ideia foi animadora. Porém, faltou o pilar de sustentação financeira ao projeto, ou seja, o patrocínio. Os planos ficaram no papel.

Vou me permitir não relacionar os artistas contatados naquela ocasião, com exceção de um. Não posso deixar de falar dele porque guardo, até hoje, a história que passo a lhes contar. Uma autêntica lição de vida.

sergio_d'antino Procurei o escritório do advogado Sérgio Famá D’Antino, que me assistia juridicamente em uma ação por direitos conexos contra a TV Cultura, de São Paulo, administrada pela Fundação Padre Anchieta. Pedi a ele que fizesse a intermediação entre mim e alguns dos artistas relacionados ao projeto radiofônico. D’Antino assessorava, e ainda assessora, vários artistas do meio televiso. Entre eles, estava Rolando Boldrin.

O apresentador, que mantinha um certo isolamento do meio artístico depois de ter saído da rede Globo, em 1984, aceitou conversar comigo para conhecer os detalhes da ideia.

Depois de inteirado do assunto, a conversa profissional adquiriu um tom mais pessoal quando, então, Boldrin me contou que vivia amargurado. E me expôs as razões. Sinto-me à vontade para revelar a história porque ele mesmo já deu esse depoimento para diversos veículos, após aquele nosso encontro. Assim, estou livre para falar sobre a conversa sem o risco de parecer indiscreto.

toquinho_boldrin Como já mencionei, o contrato de Rolando Boldrin com a rede Globo, onde apresentava o “Som Brasil”, não fora renovado. Depois do sucesso alcançado na maior emissora do país, Boldrin sabia que seria difícil voltar a ter o mesmo êxito em outra TV. Deprimido, o artista se recolheu em solidão. E passou a viver amargurado. Mudou-se para uma cidade do interior paulista e de lá quase não saía. De quando em quando, via um programa na televisão e se perguntava: “como é que essa pessoa está na mídia e eu não estou?” Nessas ocasiões, Boldrin ficava revoltado com o que considerava ser uma injustiça.

O tempo foi produzindo um grau cada vez maior de mágoa e ressentimento. Passou a ser rotina criticar colegas “muito piores que ele”, mas que estavam na televisão. Depois de uma dessas ocasiões, Boldrin decidiu que era hora de parar com aquilo. Afinal, as críticas faziam mal a ele mesmo, pois as pessoas alvos da crítica nunca tomariam conhecimento disso. Se continuasse com aquele procedimento, estaria se “envenenando” cada vez mais.

Rolando Boldrin acabou retomando a carreira na televisão e, hoje, faz sucesso na TV Cultura com o programa “Sr. Brasil” em que ele representa o próprio personagem-título da atração.

Ao vê-lo feliz, senhor absoluto do palco, fazendo o que gosta, me lembro da história que acabei de contar. E, de certa forma, encontro nela um lenitivo.

Afinal, o exemplo de Rolando Boldrin tem me impedido de adotar o ressentimento para justificar minhas aflições.

O futuro não me pertence, mas é possível que ele ainda me reserve um espaço, a exemplo da história de Rolando Boldrin.

Não sou um bom contador de “causos”, como o “Sr. Brasil”, mas tenho aprendido, pelo menos, a confiar em finais felizes. Está demonstrado, claramente, que eles existem.

Não sei se Boldrin vai ler este depoimento (creio que não). Se o fizer, com certeza, vai se lembrar do que acabei de contar. Calejado, não deixará de esboçar o sorriso matreiro de quem aprendeu, com o homem simples, do campo, que “é no andar do carro de boi que as abóboras se acomodam”. Não é verdade, “cumpadi”?

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Imagens: Anos 1990 / Sérgio D’Antino / Toquinho e Rolando Boldrin / Rolando Boldrin, ao violão / Boldrin, “matreiro”

NO PRIMEIRO EMBATE ENTRE JÔ SOARES E DANILO GENTILI O SBT LEVOU A MELHOR

Na “luta” pela audiência, o SBT levou a melhor com Danilo Gentili. Rafinha Bastos, como era esperado, não faz frente ao ex-contratado da Band. Porém, o que se aguardava com mais expectativa era o embate entre Gentili e Jô Soares, da Globo. Pois a curiosidade já foi satisfeita. Durante 41 minutos, na madrugada desta quarta-feira, o SBT manteve a liderança no confronto direto entre os dois talk shows, Gentili X Jô. Vitória, até folgada, de 5 pontos da TV de Silvio Santos contra 4.1 do império dos Marinho.

A juventude e o talento de Danilo Gentili vão diretamente ao encontro do gosto do público. Enquanto Jô insiste no rótulo de melhor entrevistador brasileiro (embora ele seja bom, não concordo que seja o melhor), Gentili cativa pela simplicidade e espírito aguçado que tornam o programa do SBT bem mais engraçado. Um feito notável do jovem entrevistador, considerando-se a origem artística de Jô Soares, humorista consagrado. Uma coisa, porém, ainda precisa ser acertada em relação ao “The Noite com Danilo Gentili”.

Episódios como a censura a trecho da entrevista do humorista Rey Biannchi, em que o artista se excede e xinga a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, precisam ser evitados. É possível conceder liberdade aos entrevistados, dentro dos limites do bom senso. Afinal, está provado que o humor grosseiro, tipo Rafinha Bastos, não está com nada.

Com alguns cuidados básicos, fáceis de administrar pela produção do programa, Danilo Gentili vai longe. Caso contrário, com a acusação de censura pesando sobre o programa, o “The Noite” pode não ver, em breve, o raiar de um novo dia.

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Não deu para a Globo. Clique no link “No primeiro confronto, Jô Soares perde liderança para Danilo Gentili” e veja os números do primeiro “pega” – Fonte: Notícias da TV

“Tesoura” pode sinalizar futuro incerto para o talk show da Anhanguera. Veja no link “SBT veta xingamentos a Lula e Dilma em talk show de Gentili” - Fonte: Notícias da TV

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Imagens: Logo “The Noite” / Jô Soares / Danilo Gentili

RÁDIO 9 DE JULHO: 15 ANOS DA VOLTA AO AR DEPOIS DE CASSADA PELO REGIME MILITAR

RD_9 de julho Nesta quarta-feira, em post, no Facebook, o colega radialista Adriano Barbiero, filho do grande Altieris Barbiero, lembra que a rádio “9 de julho” (São Paulo/SP) completa, hoje, 15 anos da volta ao ar. Cassada pelo governo militar do general Emílio Garrastazu Médici, em 1973, a emissora retomou as operações normais em 19 de março de 1999. Para quem acompanha a trajetória do rádio brasileiro, o site da “9 de julho” traz um histórico da emissora, desde a inauguração, em 1953, passando pela cassação e a retomada das atividades, há 15 anos. Focada na evangelização, a emissora mantém programas que mesclam atrações musicais, prestação de serviços e o trabalho missionário em favor do catolicismo.

O modelo de programação, de certa forma, tem sido largamente copiado e difundido por representantes de outras religiões que acabaram elegendo o rádio como púlpito eletrônico, cujo alcance está relacionado ao caráter popular desse meio de comunicação.

Sobrevivendo de doações dos fiéis, as emissoras que adotam a linha evangelizadora de programação—católicas, evangélicas e de outras doutrinas religiosas—, passam ao largo das dificuldades que têm abatido o vigor do, outrora, dinâmico, atuante e combativo rádio brasileiro.

Faço o registro da data, no desejo de que o rádio, como um todo, consiga se livrar das dificuldades econômicas e retome o lugar que sempre ocupou no coração do ouvinte; como consequência, quem sabe o rádio volte a ser considerado o companheiro ideal da população em todas horas, em todos os lugares. Um abraço aos companheiros da “9 de julho”, neste dia especial.

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No site da rádio “9 de julho” você encontra o histórico, desde 1953, data de fundação da emissora. Clique aqui

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Imagens: Adriano Barbeiro, reprodução do Facebook / Evangelização / Logo rádio 9 de julho

17 de março de 2014

NOITE DE INSÔNIA COM CHACRINHA, SILVIO SANTOS, SÉRGIO BOCCA, ANTÔNIO VIVIANI…

Com raras exceções, todos nós já passamos algumas horas acordados pensando na vida, sem conseguir dormir. Vira de um lado para o outro, procura um jeito mais confortável na cama, ajeita as cobertas e nada de sono. Não adiantam chá e leite quentes, contar carneirinhos e toda aquelas coisas que dizem ser “tiro e queda” para curar a insônia. O sono demora a chegar. Até que, vencidos pelo cansaço, “capotamos”. Para a maioria de nós, esse acontecimento é ocasional e depende de quão agitado ou preocupado foi o nosso dia. Mas existem aquelas pessoas que convivem com a insônia rotineiramente. Dormir, para elas, é algo tão difícil quanto ardentemente desejado, todas as noites.

 

ligiaNossa amiga e leitora Ligia Tebcherani é uma dessas pessoas. Ao contrário dos insones tradicionais, Ligia é bem humorada, simpática, tem muitos amigos e se mostra sempre de bem com a vida. Como, para ela, dormir pouco é uma rotina, Ligia se ocupa, até que o sono apareça, pensando e escrevendo. Numa dessas noites, ela começou a pensar no passado e fez algumas comparações ao relacionar coisas que mudaram ao longo do tempo. As mudanças são inevitáveis e surge a dúvida: “para melhor ou para pior?” Costumo dizer que isso depende do quanto cada pessoa já viveu e o que espera da vida para si mesma em relação ao futuro.

Neste caso, isso não importa. O que vale é o texto que nasceu da insônia. Pensamentos que podem ocorrem a mim, a você, a qualquer um de nós. Sou mencionado no comentário, o que, de saída, já me deixa numa situação desconfortável. Fica parecendo mero oportunismo para me autopromover, mas outros dois colegas de rádio do meu tempo também foram citados, o que me “alivia” a barra. 

Vamos ao pensamento. Acho que você vai gostar.

O VALOR DA INSÔNIA

Ligia Tebcherani

“Minha insônia, apesar de me presentear com longas noites solitárias, não é, de todo, ruim.

Costumo ir, com meus pensamentos, dos primeiros anos de minha vida, até aos que ainda nem vivi, mas anseio, como todos, naturalmente.

Numa dessas noites, incomodada com tudo o que havia ouvido e visto, durante o dia (refiro-me aos comentários sobre TV, rádio, artistas em geral, política, consumos, enfim...), pensei no porquê de estarmos vivendo dias tão descartáveis, tão desinteressantes, eu diria. Dias que não tenho certeza que ficarão na memória, que não teremos saudades, que não serão dignos de serem referidos com frases como: “naquele tempo é que era bom”.

Pensei na TV... passei de um entretenimento a outro, tentando encontrar algo que eu pudesse constatar que fosse interessante, educativo, ou de um humor puro, gostoso de saborear, do começo ao fim. Não encontrei.

Fui para o passado... difícil relatar um só programa, um só noticiário, um só humorístico. Muita coisa ruim também nos assombrava, obviamente, mas a maioria, ótimos, os encobria.

Tínhamos na TV, o “figuraça” Chacrinha, Sílvio Santos desde sempre, mas com quadros menos apelativos, mais inocentes e com convidados que faziam jus à audiência esmagadora.

Sílvio Santos mereceria um capítulo à parte, como dizem. Nesses programas, podíamos ver e ouvir cantores que, até hoje, não consegui ver quem os superasse em voz, criatividade, postura de palco, inteligência, conteúdo. Tanto que, até hoje, muitos ainda estão na ativa e só não em evidência, exatamente pela triste condição a que nossa cultura foi e é guiada.

Tínhamos os noticiários, que embora, sem os recursos da internet, eram tão mais interessantes, os jornalistas pareciam estar a par do que falavam, sentíamos credibilidade, eram jornalistas de verdade, não ex-BBBs da vida, informando notícias prontas, retiradas da rede.

A verdade é que, à parte de ser uma saudosista, eu penso e tenho saudades de tudo, simplesmente por que era bom.

No rádio, aquelas músicas, que até hoje, são consideradas as melhores. E eram. E são!

Hoje em dia, qualquer um é locutor, ou pelo menos, acha que é. O rádio não tem aquele sabor. Nós tínhamos locutores que nos levavam para dentro do rádio, com seus dinamismos, suas vozes envolventes, seus conhecimentos de música, e isso sem contar, que eles realmente amavam o que faziam e nós sentíamos isso.

Tínhamos as maravilhosas  emissoras de rádio, como: Rádio Cidade, Excelsior, Difusora... que eram brilhantemente representadas por  radialistas de verdade.

Tínhamos Flávio Guimarães, um locutor maravilhoso, voz linda, jornalista completo, inteligentíssimo e que faz muita falta nos telejornais, e, hoje em dia, ainda nos presenteia com seus posts sempre deliciosos e pertinentes em seu blog, mas que deveria estar no rádio, na TV, em ambos.

Tínhamos o Antônio Viviani, com aquele vozeirão e alegria contagiantes e que embora,hoje, acompanhemos seu talento nas locuções de rádio e TV, faz muita, mas muita falta no rádio.

Sérgio Bocca, com suas traduções inesquecíveis, fazendo os corações mais durões se derreterem em sonhos e paixões. Eles sabiam e sabem fazer Rádio e simplesmente não estão mais lá. Ao contrário, lá se encontram pessoas que chegam, conversam, mostram que tem um pequeno dom para falar alguma besteira e pronto... são donos do microfone... e o pior, sinto que não tem a mínima ideia da responsabilidade que isso representa.

E eu continuo, pela noite, pensando... Vou para os relacionamentos.

Que pena que hoje em dia, para um casal se conhecer, não passem por algumas etapas tão especiais... aquele olhar que provoca uma dor de estômago imediata e o desviar dos olhos...

E aquela pergunta para os amigos.. “quem é”?  Sem os recursos de hoje, completávamos com: “Não sei nada sobre essa pessoa, preciso saber.” E depois, um recado, um bilhete, uma demonstração de interesse mútuo, ou não...mas, uma “história” para se contar.

Pensei nos jovens da minha família. Eles contarão: nos conhecemos no “WhatsApp”, saímos, conversamos, ficamos e casamos? Poderá ser em outro lugar, mas o fim será o mesmo? Ficamos e casamos.

Eu sempre tive fama de “moça velha”... mas que culpa tenho eu, se vivi esses anos lindos e deles vejo que tão pouco sobrou? Além do que trago aqui dentro, claro...

Minha insônia não é bem vinda, mas me traz esses momentos, esses amigos, essas pessoas de volta. Assim, eu acabo a esperando com certa simpatia e quando percebo sua presença, quase digo: “entrem”, por favor...”

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Ligia Tebcherani, reprodução FB /Insônia / Chacrinha / Silvio Santos /Antônio Viviani / Sérgio Bocca / Porta dos Sonhos

15 de março de 2014

QUEM PODE SER INIMIGO DE DANILO GENTILI? RAFINHA BASTOS, JÔ SOARES OU…

A maior moleza dos últimos tempos é a “briga” pela audiência entre a Band e o SBT envolvendo os dois talk-shows de fim de noite. O “Agora é Tarde”, sob o comando de Rafinha Bastos não deverá ser páreo para “The Noite com Danilo Gentili”. Independentemente do tipo de humor adotado por Rafinha, que provoca uma certa repulsa no público, o fato é que falta ao humorista da Band a desenvoltura que Gentili esbanja na TV de Silvio Santos. Essa característica já o diferenciava na própria Band, a ponto de se tornar um pedregulho no sapato de Jô Soares. Embora sem admitir, coisa que a Globo não faz nem a pau, era notória a apreensão global com a crescente popularidade do humorista e sua trupe, no Morumbi. O receio, ao que consta, persiste e, agora, com maior intensidade. A conferir.

A escalação de Rafinha Bastos para assumir o “Agora é Tarde”, após a contratação de Gentili pelo SBT, não preocupa os domínios da Globo. O temor é de que Danilo Gentili, fatalmente, tenha maior penetração junto ao público. Audiência por audiência, a TV de Silvio Santos é mais vista do que a Band, muitos pontos atrás, na média geral. Rafinha Bastos, além da repulsa natural por uma parcela considerável do público, tem contra si a incógnita: quanto tempo vai levar até que o humorista pise no calo de alguma celebridade e comece a ter problemas com os convidados? Ninguém ousa apostar contra isso.

Por outro lado, a tendência de crescimento de Danilo Gentili é (quase) irreversível. Não por outra razão, o rotundo apresentador global anda com a barba de molho.

“The Noite com Danilo Gentili” tem apenas um inimigo. No entanto, é tão poderoso e imprevisível que pode, de uma só vez, arrasar o programa e todos os profissionais envolvidos na produção e apresentação do talk-show. Seu nome é Silvio Santos. Se ele não decidir mudar o horário da atração ou não tiver alguma das ideias malucas que costuma ter (imagine uma novela mexicana entre um bloco e outro do programa de Gentili), o futuro do novo contratado do SBT poderá longo e risonho.

Exagerei? Tomara, caso contrário…

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Rafinha Bastos, sem convencer o telespectador, é gozado por TV concorrente. Veja no link “Com baixa audiência, Rafinha Bastos vira piada até da Gazeta” – Fonte: Noticias da TV

Globo não abre o jogo, mas preocupação com a concorrência existe. Veja no link “Jô Soares volta das férias em meio a guerra entre Danilo Gentili e Rafinha Bastos” – Fonte: Boa Informação

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Imagens: Rafinha Bastos / Jô Soares / Danilo Gentili

14 de março de 2014

DEPUTADA QUER INCRIMINAR RACHEL SHEHERAZADE. NADA COMO O *RABO DOS OUTROS

O comentário de Rachel Sheherazade, sobre um jovem assaltante conhecido no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, que foi amarrado, nu, a um poste, por populares, continua sendo usado por políticos oportunistas, de olho no voto do eleitor. E cada um, claro, desfila um caminhão de argumentos, demagógicos em sua maioria. Agora é a vez da deputada Federal pelo PCdoB, do Rio de Janeiro, Jandira Feghali. Ela quer porque quer que a jornalista do SBT seja denunciada pelo Ministério Público por apologia ao crime. No entender da deputada, ao se manifestar favoravelmente aos populares que agiram daquela forma, Rachel cometeu um crime. Preocupa-se, a parlamentar, que o apoio da jornalista sirva de estímulo à pratica da “justiça pelas próprias mãos”. De fato, depois disso, têm sido registrados alguns casos de reação popular contra marginais apanhados com a boca na botija. A população, descrente do trabalho policial e desiludida com a Justiça (em todo o país), tem agido por conta própria.

“É apologia ao crime”, diz Jandira Feghali. Bobagem, deputada. A senhora deveria se preocupar, de fato, com o péssimo exemplo que a categoria política, principalmente, tem dado. A “coisa tá feia”, por assim dizer. A certeza da impunidade, como se tem visto, acaba servindo de estímulo para “um monte de gente”. Gente eleita para cuidar dos interesses do povo, mas…

A propósito, o “adolescente” do poste não aprendeu a lição, pelo contrário. Embalado pela “fama”, continua praticando crimes.  E  avisa: “sou o menor do poste”. Cada um usa as credenciais que tem.

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A iniciativa de Jandira Feghali, está no link “Deputada quer que Ministério Público denuncie Rachel Seherazade” – Fonte: Portal Comunique-se

Relembre o caso do menor, no link “Adolescente é espancado e preso nu a poste no Flamengo, no Rio” – Fonte: G1-Rio de Janeiro

A experiência não serviu de lição, pois, o menor voltou às ruas e (adivinhe?) tentou roubar dois turistas, na mesma região do Flamengo. Veja no link “Sou o do poste”, disse jovem detido no Rio para não apanhar – Fonte: Exame/Abril

* Com base no ditado popular que diz: “Macaco senta sobre o próprio rabo para falar do rabo dos outros”

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Imagens: Rachel Sheherazade / Jandira Feghali

13 de março de 2014

MORRE PAULO GOULART. A VIDA, A OBRA E O ADEUS

Paulo Goulart, um dos últimos atores cujo nascimento artístico se deu ainda no rádio, morreu nesta quinta-feira, em São Paulo. Na juventude, trabalhou como radialista na emissora fundada pelo próprio pai, em Olímpia, São Paulo. Pioneiro também na TV, foi ligado durante muitos anos à rádio e TV Tupi. Mais tarde, se transferiu para a Globo onde permaneceu até que a doença o impediu de trabalhar. Dono de voz grave, personalíssima, Paulo Goulart se destacou também na publicidade como locutor e intérprete de muita propaganda de sucesso.

Fica o nosso registro, na certeza de que o mundo das artes perde um grande valor e fica mais pobre e triste com a morte desse ribeirão pretano, cujo nome verdadeiro era Paulo Afonso Miessa. A melhor cobertura que você vai encontrar sobre a morte de Paulo Goulart, é na Globo. Vários links, abaixo, destacam a vida e a obra do artista. Casado com a atriz Nicette Bruno, Goulart deixa filhos e netos. E, sem dúvida, muita saudade.

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Os links selecionados para você, a seguir, traçam um bom perfil do artista que brilhou no rádio, na televisão, no teatro e no cinema. Todos os links conduzem ao portal G1, da rede Globo, empresa a que o ator pertenceu desde 1969:

Morre o ator Paulo Goulart

‘Ele estará sempre conosco’, diz Nicette Bruno sobre Paulo Goulart

Fotos: Paulo Goulart

Vídeos: Paulo Goulart

Veja repercussão da morte do ator Paulo Goulart

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Imagens: Paulo Goulart / Nicette Bruno e Paulo Goulart

 

12 de março de 2014

ESPÍRITO SANTO, AMÉM? NÃO, NA RECORD DEU CONFUSÃO COM FUNKEIRO AO VIVO

cidade_alerta_espirito_santo Quanto mais a gente vive, mais aprende. Veja só o “rebu” que um cantor de funk, famoso no Espírito Santo (o estado, tá?) acabou causando na programação local com reflexos diretos na cúpula da Universal, de Edir Macedo. O programa “Cidade Alerta”, comandado em São Paulo por Marcelo Rezende, tem em cada praça importante da rede o seu correspondente com apresentação estritamente local. Isto acontece, também, com Datena, da Band, cujo “Brasil Urgente” tem uma parte em rede nacional e outra dedicada exclusivamente ao noticiário policial da região. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher,  a produção local do “Cidade Alerta” convidou o funkeiro Mc Jefinho para cantar “uns funk da pesada homenageando a mulherada”, se isto é possível.

logo_cidade_esp_sto Pois no meio do programa de sexta-feira passada, o apresentador local sentiu dores de barriga e abandonou o estúdio enquanto o funkeiro se apresentava. O que ninguém esperava era que o número musical se transformasse em ataque direto aos pastores do “chefão”.

Não vou contar toda a história. É melhor—e mais engraçado—você conferir diretamente na coluna Outro Canal, da Folha, editada por Keila Jimenez.

Por essa, Ricardo Martins, o apresentador que aproveitou a música para ir ao banheiro, não esperava. Não se sabe qual foi a maior cag… (ops) a de Martins ou a de Jefinho. Clique no link “Funkeiro ataca Edir Macedo no Cidade Alerta”, leia o texto e assista ao vídeo do programa – Fonte: Coluna Outro Canal – Vídeo: YoutubeImagens do programa e logo: reprodução do vídeoEdir Macedo

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7 de março de 2014

EDISON GUERRA: TRIBUTO A UM PASSADO INESQUECÍVEL

virada A proximidade das festas de final de ano é um convite à reflexão. As realizações, as frustrações, os amigos que se foram, as oportunidades que deixamos escapar ou que não pudemos alcançar, enfim, tudo entra na composição do “balancete anual”. O clima de nostalgia é inevitável.

A produtora “Introspectiva S/A” nos recorda imagens que, muitas vezes, tentamos esquecer. Outras, pelo contrário, procuramos identificar, em detalhes, na “tela” das lembranças mais caras. Na sucessão de cenas, de repente, notamos um rosto e um nome em especial ou sentimos a falta deles. É quando nos perguntamos: “onde estarão?”

É curioso notar que a ausência de alguns colegas nos remete à questão de nossa própria presença, colocada em perspectiva de futuro. Parece complicado, mas não é. Vou lhe dar um exemplo: em novembro de 2013, uma leitora entrou em contato comigo pelo “FALE CONOSCO!”. Tendo visto que também escrevo sobre o rádio, ela me perguntou se, de fato, Edison Guerra havia morrido e quando. Eu sabia que sim, mas ignorava a data.

guerra_guerra Lembro-me de já ter mencionado, neste blog, que conheci o Guerra em 1972, quando deixei Sorocaba, minha terra natal. Depois, trabalhei com ele durante um curto período, na rádio Bandeirantes. Isto aconteceu em 1980, quando ele assumiu a direção artística da emissora, em substituição ao inesquecível “xará”, Gualberto Curado. Nossa convivência foi de apenas poucos meses, mas o suficiente para eu saber que Edison Guerra “era do ramo”, como costumamos dizer. Saí da rádio em dezembro daquele mesmo ano para me dedicar à TV Cultura, de São Paulo. Anos mais tarde, nos vimos uma única vez em uma produtora de vídeo onde Guerra era responsável por vinhetas de passagem, abertura e encerramento de vídeos documentários, empresariais e institucionais.

Com a pergunta da leitora, decidi buscar a resposta na Internet. “Dei um Google”, como se diz, para saber mais do Guerra e descobri que há um registro muito pequeno do passado profissional dele. “Inacreditável. Como é possível?” —pensei, espantado. Diante da miséria de informações, recorri ao amigo Antônio Viviani para saber a data da morte do Guerra.

Edison Soubhia, conhecido em arte como “Edison Guerra”, morreu há 14 anos e sete meses, em 10 de agosto de 1999. Um lapso de tempo muito pequeno, em termos históricos. É difícil entender que haja um registro tão escasso sobre ele, como se o colega não tivesse representado nada na história do rádio.

bastidores_radio Além da minha própria citação, encontrei somente três outros registros em nome de “Edison Guerra”. Dois, do site “Bastidores do Rádio”. O primeiro, traz um breve histórico da carreira dele, neste link.

Chicopaes O segundo, surge na entrevista que o mesmo site realizou com o ex-diretor comercial da rádio Record, Francisco Paes de Barros, neste link. O terceiro link conduz à locução do Guerra para a abertura do programa “Linha Sertaneja Classe A”. Aqui. E só.

Considerando que a história do rádio estava sendo injusta com Edison Guerra, mandei um e-mail ao Chico Paes de Barros, atual diretor da rádio Capital, pedindo que me falasse do passado profissional do colega com quem ele trabalhou durante vários anos. Eis o relato, na íntegra:

guerra_altieris “Quando comecei a trabalhar na Rádio Record, em 1970, o Guerra era o braço direito do Paulito Machado de Carvalho. Diretor Artístico de primeira qualidade. Competente, criativo e dedicado. Criou as mais belas vinhetas da Rádio Record. Profissional de alto gabarito. Guerra acumulava funções, pois apresentava um programa. Voz lindíssima, comunicador excepcional. Profundo conhecedor da música popular brasileira. Era um sucesso. Em 1980, assumi a Direção Geral do Sistema Globo de Rádio/São Paulo. Tive a honra de convidar o Guerra para assumir a direção artística da Excelsior FM. Sua gestão foi um grande sucesso. Voltando à Rádio Record, fui buscar o Guerra novamente. Ele tinha acabado de fazer uma operação do coração. Restabelecido, mostrou sua competência fazendo um excelente trabalho. Em 1997, ajudei a relançar a Rádio 9 de Julho, que tinha sido cassada pelo Regime Militar. Lembrei-me do Guerra para apresentar um programa matinal de variedades que alcançou os primeiros lugares de audiência. Foi quando, de repente, o Guerra morreu em plena atividade, no auge de sua carreira profissional. Fiquei muito triste. O rádio perdeu, então, um dos mais geniais colaboradores. Sou gratíssimo ao Guerra, pois aprendi muito com ele. Em todas as rádios que estivemos juntos, ele marcou presença de maneira brilhante.”

A título de esclarecimento, no dia 10 de agosto de 1999, uma terça-feira, Edison Guerra encerrou o programa que apresentava na rádio “9 de Julho” e foi almoçar em um restaurante próximo à emissora. Durante a refeição, caiu morto, sem dizer uma palavra. Aparentemente, não sofreu.

viviani Depois do depoimento de Chico Paes de Barros, senti que faltavam as palavras de um amigo que tivesse convivido com Edison Guerra. Como eu disse no início, minha vivência pessoal e profissional com ele fora muito pequena. Então, confiei essa tarefa ao amigo Antônio Viviani que, mais uma vez, me socorreu de bom grado. Leia o que ele escreveu sobre Edison Guerra:

“Quando Flávio Guimarães me solicitou ajuda para reunir material sobre meu grande amigo Edison Guerra, não poderia imaginar que encontraria tanta coisa.

Contando com a ajuda de sua viúva Sueli Uchôa e seus filhos Veridiana e Daniel consegui reunir muitas fotos e recortes de jornais.

Ter sido contratado por Edison Guerra em 1982 para trabalhar na Rádio Record foi um orgulho. De Diretor Artístico a um grande amigo foi um pulo. Homem íntegro, capaz, tranquilo e um grande líder.

Já o admirava como locutor, é claro. Ganhou por duas vezes o Prêmio Roquete Pinto, o maior do rádio brasileiro.

Isso sem contar as grandes publicidades que ficaram marcadas na sua voz maravilhosa como, por exemplo, os grandes filmes de Marlboro. Sim, ele foi o primeiro locutor da enorme campanha da marca de cigarros, quando isso era permitido. Outros tempos.

Nossa amizade se fortaleceu a partir de 1984 quando, juntos, produzimos uma centena de fitas K7 e saímos por toda São Paulo distribuindo nosso repertório.

Foram meses nessa tarefa e cada dia íamos num carro.

Infelizmente nos deixou muito cedo mas, como costumo pensar, suas ideias comigo partilhadas sempre ficaram comigo.

Obrigado, Flávio, por esta oportunidade de podermos homenagear um dos maiores locutores e nomes do rádio brasileiro.

Antônio Viviani”

Além do texto acima, Viviani, com a colaboração da viúva e dos filhos de Edison Guerra, me mandou o material do álbum de fotos, a seguir. Nele, você verá, também, alguns recortes de jornais e até um currículo incompleto do radialista.

Aqui retomo minha divagação inicial, quando eu disse que a ausência de alguns colegas nos remete à questão da nossa própria presença colocada em perspectiva de futuro. Edison Guerra não merece “desaparecer” da história do rádio brasileiro em tão pouco tempo. Eu também não gostaria de ser esquecido assim. E tenho motivos reais para tal receio. Minha participação no desenvolvimento da radiofonia brasileira é, no mínimo, 1.000% menor que a de Edison Guerra, um profissional correto, talentoso, justo e competente.

Ao revelar esta preocupação, presto meu tributo ao companheiro e aos familiares dele. Em particular à viúva, Sueli, e aos filhos, Veridiana e Daniel que se desdobraram para levantar o material que ilustra este post. Com a ajuda deles, de Chico Paes de Barros e de Antônio Viviani, a gente conseguiu evocar a memória de Edison Guerra e aumentar um pouco o volume de informações existentes sobre ele, na rede. Longe de nós a pretensão de suprir uma lacuna histórica, nada disso. Espero que, de alguma forma, daqui para a frente, quando alguém ler este post, resgate a memória do inesquecível radialista Edison Guerra. Através dele, quem sabe, eu também possa “viver” um pouco mais na lembrança dos amantes do rádio, amanhã. Que assim seja.

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Imagens: Virada / Logo Bastidores / Chico Paes de Barros (reprodução) / Antônio Viviani (reprodução)

Fontes e agradecimentos: Bastidores do Rádio / Francisco Paes de Barros / Antônio Viviani / Sueli, Veridiana e Daniel.