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30 de abril de 2014

MARKETING DE CUECA IRONIZA, SEM QUERER, A BANANA DE NEYMAR

A influência da TV é incontestável. A câmera, hoje, pode estar presente em qualquer lugar e não deixa escapar nenhum detalhe. Essa possibilidade ampliou e muito as ações de merchandising, o filé da propaganda.

Celebridades de todas as áreas são escaladas para guiar o carro mais bacana, vestir as criações exclusivas de grandes nomes da moda, ostentar jóias de grife e o que mais a imaginação permitir. Para aumentar o poder de sedução da propaganda, imaginam-se situações em que os famosos possam aparecer dando destaque aos produtos, fazendo de conta que aquilo é parte natural de seu dia a dia.

Tudo é feito para garantir maior visibilidade ao anunciante. Detalhes que, antes, passavam despercebidos, hoje são evidenciados intencionalmente. Em geral, fazem muito sucesso, embora haja casos que seriam melhor não terem sido criados. Um desses casos, por sinal um fiasco, foi o merchand da Friboi, protagonizado recentemente por Roberto Carlos.

De uns tempos para cá, Neymar deu de deixar à mostra a marca da cueca fabricada pela empresa que o patrocina. Jogador de futebol não usa cueca durante a partida. A peça, além de inapropriada para a prática esportiva, é substituída por sungas, cintas, faixas e protetores. Tudo em nome da proteção ao jogador.

Neymar, porém, atendendo à sugestão da agência que atende ao anunciante, concordou com a “jogada” e foi “flagrado”, em campo, com a marca do patrocinador à vista. Detalhes de regulamentos à parte (a Fifa, por exemplo, proíbe esse recurso) o fato é que a estratégia chamou a atenção em todo o mundo.

Também por isso, Neymar foi entrevistado pela repórter Amanda Davies, da CNN. A moça, entusiasmada por receber o craque no estúdio, logo tocou no assunto da cueca, mas se disse decepcionada com o tamanho do atleta, muito menor que Cristiano Ronaldo.

A comparação não deixa de ser desastrosa para o produto, pois inevitavelmente o consumidor é levado a pensar na questão dos tamanhos, correto?  Como se vê, boas ideias nem sempre produzem o efeito desejado.

Além disso, esta é a segunda ação “bolada” por publicitários que tomou o rumo do imponderável, aliás como é a característica do próprio futebol. E, por coincidência, as duas ações foram pensadas, originalmente, para Neymar. O caso da banana, protagonizado por Daniel Alves, que gerou a campanha de repúdio “SomosTodosMacacos, e esta, da cueca.

A campanha contra a discriminação racial acabou provocando protestos, depois da revelação de que se tratava de uma ação de marketing cuidadosamente planejada. E, agora, mais essa. Se o tamanho de Neymar, pesar no inconsciente coletivo, bye bye cueca.

Está na hora dos criativos começarem a pensar nesses detalhes. Ou o resultado das ações poderá se revelar uma tremenda bola-fora!

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Tiro pela culatra? Veja o link “Cueca de Neymar chama a atenção de repórter da CNN em entrevista” – Fonte: Notícias da TV

Fabricante não assume Ideia de merchand, mas aprova resultado. Ou aprovava. Veja no link “Contrato não prevê que Neymar mostre a cueca em campo, diz patrocinador” – Fonte: Café de Notícias

Imagens: Paul McCartneyNeymar, cueca / Amanda Davies e Neymar / Daniel Alves

29 de abril de 2014

#SomosTodosMacacos, MAS ALGUNS SÃO MAIS ESPERTOS

O dedo oportunista, via de regra, coloca em questão o lado politicamente correto de movimentos que surgem, em todo o mundo, em prol de uma boa causa. O gesto de Daniel Alves, jogador do Barcelona, da Espanha, ao comer uma banana atirada ofensivamente contra ele, no jogo entre Barcelona x Villarreal, pelo campeonato espanhol, no último domingo, repercutiu positivamente em todo o mundo. Pareceu uma forma espontânea do jogador protestar e, ao mesmo tempo, motivar milhões de pessoas contra a segregação racial.

Pareceu, mas tudo não passou, mesmo, de um caso pensado. Aliás, muito bem pensado.

É indiscutível que a questão racial, entre outras, deve e merece ser discutida com seriedade, pois nenhum estigma faz sentido. Em pleno século 21 o ser humano continua se deixando contaminar por ódios contra seus semelhantes.

Ao caminhar ereto sobre duas pernas e desenvolver a capacidade de pensar o “Homo Sapiens” deu a demonstração cabal de que surgiu neste mundo para ser líder. A raça humana, desde então, só tem feito progredir. Por raça humana entendem-se todos, sem distinção. Este é o ponto.

Após o gesto de Daniel Alves, as redes sociais foram inundadas pela hastag #SomosTodosMacacos, numa forma inteligente e até bem humorada de protestar contra a atitude racista que vitimou o jogador. Ato contínuo, algumas personalidades divulgaram fotos em que apareciam comendo bananas, em apoio ao movimento de repúdio.

SomosTodosMacacosTudo ia bem, até que um “gênio”, provavelmente por não suportar o peso da própria vaidade, decidiu revelar que toda a encenação foi meticulosamente planejada e executada.

O momento era de discrição máxima, pois o que interessava, de fato, eram os resultados e não o processo em si. Eu lamento e aproveito para sugerir que se acrescente à lista dos males que castigam a Humanidade, também a vaidade.

Disfarçada em mais de 50 sinônimos em Português, a “estultice” (um deles) age como erva daninha. Um jardim de belas flores pode perder o encanto sob a ação nefasta dessa praga. Acho que nem é preciso ser publicitário brilhante para entender a analogia, não é mesmo?

Então, para não deixar que o movimento caia no vazio, continue acreditando no gesto de Daniel Alves.

Embora não tendo sido espontâneo, ao contrário do que afirmam os idealizadores da campanha, o grande objetivo é promover o fim da discriminação racial. Uma luta que vale a pena.

Além de tudo, a banana é uma fruta especial. Veja, no link abaixo, os benefícios que ela produz ao organismo humano. Inclusive para o cérebro que, como se vê, precisa pensar melhor. Sempre.

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Criadores da campanha agora tentam vender a ideia de que o gesto de Daniel Alves foi espontâneo. Inclusive, “era Neymar quem deveria ter feito o gesto”. Sei, sei. Os detalhes, no link “Publicitário diz que ideia de comer a banana foi de Neymar” – Fonte: ESPBR.com

Neste outro link, mais pormenores da campanha. “Somos todos macacos” tem Loducca envolvidaFonte: Meio &Mensagem

E por último, como a natureza sempre tem razão, veja os benefícios da fruta que virou sucesso, no link “Nove benefícios da banana” – Fonte: Ciclo Vivo

Imagens: Daniel Alves / Neymar e filho / Ivete Sangalo, Luciano Huck e Angélica e Ana Maria Braga / Pavão / Erva-daninha

 

28 de abril de 2014

ANA PAULA PADRÃO A CAMINHO DA BAND

Quando Ana Paula Padrão saiu da Globo e foi para o SBT, em 2005, uma das declarações mais pungentes da profissional foi a de que, agora, cumprindo horário mais favorável, iria encomendar neném. Afinal, a Globo não era brincadeira. Se eu fosse Silvio Santos, certamente ficaria preocupado, pois, aparentemente, a julgar pela declaração de Ana Paula, o SBT era moleza. Mas como não sou o Silvio e ele mesmo não se importou com isso, ficou o dito pelo não dito e pronto.

O tempo passou e Ana Paula Padrão se bandeou para a Record, de mala e cuia. Sem neném, todavia. Como tudo que é visto de fora, às vezes, favorece ao engano, é possível que a apresentadora não tenha encontrado o tempo livre que imaginou haver na TV do “patrão” e o neném ficou para “um outro dia”.

Entre os fatos notáveis produzidos por ela na emissora de Edir Macedo, por duas vezes, a moça se confundiu e chamou a Record de Globo e pensou que estava na bancada do “Jornal Nacional”. Vieram as contingências na Record e Ana Paula foi atingida. Sem renovar contrato, saiu do ar. Agora terá tempo de sobra, pensei, vai engravidar.

Mas eu estava enganado. Na verdade, não li uma declaração dela, em 2011. Depois de quatro anos no SBT e mais um tempo nos domínios da Universal (a igreja, dona do canal), a jornalista declarou que “não se pode ter tudo na vida” e praticamente encerrou o assunto maternidade. Uma questão atribuída ao relógio biológico e, também, porque ela não queria mais enfrentar o doloroso processo de inseminação artificial. Tudo isso pôs fim, definitivamente, ao sonho materno.

Ana Paula foi tocando a vida e parecia que a TV estava riscada dos planos da apresentadora. Além do site Tempo de Mulher, a jornalista agora empresária apostava na produção de documentários, através de sua empresa, a Touarueg. Já era o suficiente.

Veja que ironia, pois, ao que tudo indica o destino profissional de Ana Paula Padrão, a caminho dos 49 anos, ainda dotada de rara beleza, pode estar sendo selado com a Band.

Flávio Ricco informa na coluna dele, hospedada no portal UOL, que a jornalista teve um encontro de horas com diretores da Band, cercada de grande sigilo, e espera “pelos próximos capítulos".

Daí, você me pergunta aonde está a ironia, certo?

É que na Band, devagar, como as coisas costumam andar por lá, vai sobrar tempo para Ana Paula. Até para namorar, se fosse o caso.

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Em julho de 2011, depois da temporada no SBT e mais um período na Record, Ana Paula desistiu. Veja no link Ana Paula Padrão: “ser mãe hoje não é fundamental” – Fonte: Fatos e Famosos

Colunista Flávio Ricco afirma que a bela jornalista pode ir para a Band. Veja no link “Ana Paula Padrão tem reunião sigilosa com a direção da Band” – Fonte: Coluna do Flávio Ricco

Imagens: Ana Paula Padrão / Logos SBTxRecord / Ana Paula, relógio biológico /

26 de abril de 2014

BRAGA JUNIOR LANÇA “NO AR”, LIVRO DE HISTÓRIAS DO RÁDIO ESPORTIVO

capa livro Braga Junior Júlio Franco, colega e amigo locutor, me avisa sobre o lançamento do livro “No Ar”, de Braga Junior. O livro é, na verdade, uma coletânea dos melhores textos publicados no blog mantido pelo narrador (o link remete à única referência que encontrei na web). Histórias saborosas, de bastidores, acontecidas nas rádios em que Braga Junior trabalhou. Algumas são do tempo em que o rádio reinava absoluto, sem a concorrência da televisão.

No portal “Terceiro Tempo”, de Milton Neves, consta a informação de que Braga Junior é o único locutor ainda vivo entre aqueles que narraram a Copa do Mundo de 1958. Disputada na Suécia, marcou a primeira conquista do Brasil na competição. Nessa Copa, Edson Arantes do Nascimento, Pelé, despontou para o mundo do futebol.

A sinopse do livro diz que José Alves BRAGA JUNIOR nasceu em Vitória, Espírito Santo. Na relação de emissoras por onde passou, destacam-se a Rádio Mayrink Veiga, a Continental e a Rádio Globo, todas três do Rio de Janeiro. Em São Paulo, Braga Junior esteve na Rádio e TV Record, Rádio Panamericana, Rádio Bandeirantes, Rádio e TV Gazeta, Rádio Excelsior e Rádio Globo.

braga_junior Braguinha, como também é chamado, foi narrador esportivo dos bons e, mais tarde, virou comentarista. Versátil, encarava as mais diferentes modalidades esportivas como futebol, basquete, vôlei, boxe, tênis, golfe, hipismo e automobilismo—inclusive a Fórmula 1. Braga Junior também fez parte da equipe do “pai da matéria”, Osmar Santos. Dessa época, vale a pena destacar uma passagem contada pelo próprio Braga, registrada em 2010 por Júlio Franco, durante entrevista para pós-graduação em Jornalismo Esportivo.

Em 1986, depois de combinar com Osmar Santos que comentaria apenas os jogos do Brasil na Copa do Mundo aquele ano, realizada no México, Braguinha viajou para lá. No “pacote” do acordo havia, também, outros privilégios que acabaram não sendo concedidos. Aborrecido porque o trato não fora mantido, no dia seguinte Braga Junior foi a uma agência de viagens e comprou uma passagem de primeira classe de volta para o Brasil. Ou seja, desistiu da Copa e deixou a equipe de Osmar Santos. Em seguida, abandonou o rádio. Como se vê, o homem “não era fácil”. Não sei se essa passagem é contada “No Ar”, mas é possível que seja. 

Para falar da carreira e, com certeza, reviver passagens marcantes do esporte, que Braga Junior testemunhou como cronista esportivo, “No Ar” é lançado nesta segunda-feira, dia 28 de abril, a partir das 18 horas, em São Paulo, capital. Publicação oportuna da “Editora Intermeios”, às vésperas da Copa do Mundo, neste ano realizada no Brasil.

O local escolhido para o lançamento, o Museu do Futebol, anexo ao estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, não poderia ser mais apropriado.

Um dos mais tradicionais estádios brasileiros, o Pacaembu foi palco de jogos memoráveis. Muitos deles, presenciados por Braga Junior.

Não perca.

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Fontes: Júlio Ferdinando Franco / Portal Terceiro Tempo / Editora Intermeios

Imagens: Braga Junior, reprodução / Logo Terceiro Tempo / Logo Intermeios / Museu do Futebol

25 de abril de 2014

DEPOIS DO “PITO”, SILVIO SANTOS IMPEDE A SAÍDA DE “CIRILO” PARA A RECORD

A contratação do ator mirim do SBT, Jean Paulo, que ficou conhecido pelo nome do personagem “Cirilo” na novela “Carrossel”, mexeu com Silvio Santos. Ao voltar de longas férias em Miami, Silvio ficou surpreso e irritado quando soube que a rede Record havia contratado o menino, para atuar no programa “Domingo Show”, sob o comando de Geraldo Luís.

Do jeito brincalhão que sempre usou mesmo para falar sério, Silvio Santos deixou claro que não gostou da manobra da concorrente. Durante a gravação da entrega do Troféu Imprensa, no último dia 23, o “patrão” tocou no assunto e disse que não foi avisado sobre a saída do garoto. De certa forma, a “bronca” serviu também para os diretores do SBT que não deram ao episódio a importância que Silvio atribuiu a ele. Nas entrelinhas, o recado foi direto: vocês tinham que me avisar do que estava acontecendo, antes que houvesse a conclusão do caso.

Toda vez que vejo o assessor de empresários, políticos ou artistas morrendo de medo de falar com seu contratante, me pergunto para quê, então, ter uma assessoria que se acovarda quando é preciso coragem, conhecimento e determinação? Caso contrário, ninguém precisa de assessores.

Foi mais ou menos isso que aconteceu em relação a Jean Paulo. Os diretores da emissora devem ser o braço direito de Silvio e, nessa condição, precisam conhecer até os pensamentos do dono da TV. Porém se omitiram e, pior, não souberam avaliar o quanto a contratação do ator mirim pela concorrente desgostaria Silvio Santos.

Falha grosseira que não precisaria ter acontecido. Principalmente porque tudo se resolveu com dinheiro. E nem era tanto assim, para, digamos, “congelar” os executivos do SBT que acabaram deixando acontecer. Foi pixotada mesmo. Um erro infantil de avaliação. A “criança”, neste caso, não foi “Cirilo”.

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Veja os detalhes desta história, no link “Após assinar com a Record, ator mirim fica no SBT; emissora pagará multa” – Fonte: Coluna de Flávio Ricco

 

Imagens: Jean Paulo, “Cirilo”, com Geraldo Luís / Silvio Santos / Jean Paulo, sem culpa

24 de abril de 2014

PRESSÃO INTERNA PARA APRESSAR DECISÃO DA BAND

É de se imaginar, sim, que após a morte de Luciano do Valle, o clima no Morumbi seja de expectativa com vistas à Copa do Mundo. Afinal, a pouco menos de dois meses para o início da competição, perder o principal narrador escalado para o evento abalaria qualquer empresa de comunicação. Não será fácil substituir o grande narrador, mas isso será feito. Porém, dizer que existe uma grande preocupação de bastidores devido à desorganização da Band em relação à Copa do Mundo, é um exagero.

O “clima” de intranquilidade existiria porque a Band ainda não divulgou a escala para a transmissão dos jogos durante a Copa. O momento exige calma e sabedoria. Resolver a escala da Copa é o menor dos problemas. A Band, hoje, é a única televisão brasileira capaz de fazer sombra à Globo que, além do poder econômico, dispõe de uma estrutura técnica e profissional invejável, cujo apoio se sustenta, por exemplo, nos canais Sportv. Mas a Band, até por tradição, é adversária que merece respeito e vai agir como tal.

Não adianta, apenas, cumprir tabela e transmitir os jogos da Copa. O projeto esportivo do Grupo Bandeirantes de Comunicação, com certeza, é muito maior e deve prever continuidade sólida após a Copa. Por isso, não há dúvida de que Band vai contratar um narrador para o lugar de Luciano do Valle. A solução doméstica pareceria falta de ousadia dos diretores do Morumbi, gesto equivalente a uma admissão pública de incompetência, coisa que não passa nem de longe pelo território de Johnny Saad.

Aos profissionais mais afoitos e, talvez, interessados em saber se vão ser valorizados na reestruturação da equipe esportiva da Band, a recomendação é não botar pressão, pois a panela pode explodir. Mesmo não sendo cozinheiros, acho que a rapaziada vai entender o recado.

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Sob o rótulo de desorganizada, Band pode estar sendo pressionada a apressar decisão sobre substituto de Luciano do Valle. Veja no link “Falta de organização da Band com a Copa preocupa profissionais; canal não dividirá transmissões” – Fonte: RD1

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Imagens: Logo Copa do Mundo / Johnny Saad

23 de abril de 2014

REDE RECORD DESISTE DO SLOGAN “A CAMINHO DA LIDERANÇA”

Depois de uma década de tentativas a rede “Record” de televisão anuncia que vai abandonar o slogan “A caminho da liderança”. Quando se propôs a “revolucionar o mercado televisivo”, a primeira providência da emissora de Edir Macedo foi contratar profissionais da “Globo”. Alguém deve ter imaginado que ficando “parecida”, a liderança da concorrente estaria automaticamente ameaçada.

A prática não deu resultado e custou um bom dinheiro aos cofres da “Record”. É duro admitir o insucesso, o que deve ter levado à insistência da estratégia durante uma década.

Para complicar ainda mais as coisas, Edir Macedo lançou a “Record News” que, efetivamente, não aconteceu. Apesar da contratação de nomes de peso, como Heródoto Barbeiro, para alavancar a audiência do canal fechado, o resultado ficou muito aquém do previsto.

Aos poucos, a “Record” vem desarticulando estruturas e projetos. A dispensa de Augusto Liberato e Ana Paula Padrão, entre outros, vinha sinalizando novos tempos, de um ano para cá. Recentemente, o anúncio da intenção de vender os estúdios “RecNov”, no Rio de Janeiro, deu mais uma clara indicação dos novos rumos que a emissora pretende seguir. O problema é que, até agora, não houve um balizamento confiável sobre a nova rota da empresa. De qualquer forma, o reconhecimento de que apenas um bom um slogan não basta para se firmar num mercado tão competitivo já é um bom começo.

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Emissora de Edir Macedo joga a toalha. Veja no link “Record ‘aposenta’ slogan por não bater meta de audiência em 10 anos

Imagens: Logo Record / Logo Record News

22 de abril de 2014

JORNAL NACIONAL ENSINA COMO SE DEVE DAR O GRITO DE GOL

Não é de hoje que os canais abertos de televisão registram queda nos índices do Ibope. O “Jornal Nacional”, por exemplo, já foi o programa de maior audiência da televisão brasileira, chegando a superar 70% com relativa facilidade. Em certa ocasião, há muitos anos, o todo-poderoso Boni disse que se a Globo exibisse apenas o logotipo do canal ainda assim seria mais vista que as concorrentes. Um rompante que traduzia bem a superioridade global.

A TV paga e a Internet contribuíram decisivamente para a queda dos números. Mesmo assim, um comercial dentro do “Jornal Nacional” continua custando muito caro. Se veiculados em rede nacional, 30 segundos podem chegar a 380 mil reais, uma pequena fortuna.

Os números deixam claro que o negócio televisivo é para gente grande, em todos os sentidos.

Por isso fica difícil entender certas pautas jornalísticas, como a de ontem, segunda-feira, dia 21 de abril, feriado nacional de Tiradentes. Valendo-se do clima de Copa do Mundo, o “JN” resolveu ensinar o torcedor a gritar gol, sem machucar a garganta.

Como é?—você pode perguntar, com toda a razão. A reportagem “genial” ganhou destaque negativo nas redes sociais. Internautas de todo o país não entenderam a “jogada”. Certas coisas, ninguém consegue entender mesmo. Custando tão caro, o tempo do “Jornal Nacional” deveria ser melhor aproveitado.

Vacilos como esse ajudam a explicar o recorde negativo de audiência registrado pelo “Jornal Nacional”, no último dia 11 de abril: 18 pontos, ou seja, cerca de 26% da audiência habitual registrada nos anos 1970 e 1980.

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Vacilão global vai parar na rede. Veja no link "Jornal Nacional" vira piada na web após matéria ensinar "como gritar gol"

Audiência do “Jornal Nacional” cai a menos de 30% do que registrava há 40 anos. Veja no link “Jornal Nacional atinge pior audiência da história

Imagens: Logo Globo / TV por assinatura / Internet

21 de abril de 2014

QUEM A BAND VAI CONTRATAR PARA O LUGAR DE LUCIANO DO VALLE?

Passada a comoção causada pela morte de Luciano do Valle, não resta alternativa à Band: é preciso contratar alguém, urgentemente, para o lugar do narrador.

No mercado não existe ninguém com a exuberância narrativa de Luciano, mas algumas opções podem estar em análise.

Os compromissos comerciais da emissora devem ser honrados e a Band precisa agir rapidamente para encontrar o profissional certo para ocupar a vaga deixada por Luciano.

Reitero que outro Luciano do Valle não existe e a menos de dois meses da Copa do Mundo, tirar um narrador da concorrência será tão caro quanto difícil.

A hora e as circunstâncias exigem competência na busca. A indagação inevitável, neste momento de especulação é “qual seria o nome ideal?”

Eu iria buscar Luiz Carlos Júnior, do Sportv. Luiz Carlos, apesar de jovem, tem a experiência necessária para capitanear um projeto dessa envergadura. A meu ver, cairia como luva no Morumbi.

O problema é que a Globo não abriria mão do locutor nesta altura dos acontecimentos. Há quem diga que nem depois da Copa, mas aí já é coisa para se ver com calma.

Apesar de ter renovado contrato com a Globo até 2018, Galvão Bueno não teria gás para manter o pique por muito mais tempo.

Vai daí…

A saída honrosa poderia ser outro nome que, inclusive, tem o perfil empreendedor tão ao gosto dos Saad, além de ser conhecido naquelas bandas. Falo de Éder Luís, talvez o profissional do rádio mais bem sucedido na área esportiva dos últimos tempos, além de Milton Neves que, no entanto, é apresentador. Éder não é um novato na TV e certamente aceitaria o desafio. Como vantagem adicional, é um nome de respeito para, futuramente, substituir a José Silvério na própria rádio Bandeirantes. Restaria a Johnny Saad apaziguar as coisas com Téo José, o preferido de muitos internamente.

Correndo por fora, claro, podem surgir narradores das afiliadas à rede; por exemplo, mineiros e gaúchos que se destacam no esporte. Se a proposta fosse pensar em um projeto de longo prazo, esta seria uma opção. Mas a Copa do Mundo começa daqui a pouquinho.

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Imagens: Logo Band / Luciano do Valle / Luiz Carlos Júnior / Éder Luiz

19 de abril de 2014

MORRE LUCIANO DO VALLE, A VOZ DO ESPORTE

Tipo da notícia que a gente não gostaria de dar, mas não tem como fugir dela. Morreu neste sábado, o narrador esportivo Luciano do Valle, aos 66 anos de idade. O locutor passou mal durante o voo a Uberlândia, Minas Gerais, onde iria narrar a partida entre Atlético Mineiro x Corinthians, na abertura da 1ª rodada do Campeonato Brasileiro, marcada para este domingo de Páscoa.

Atendido ainda no avião por um médico cardiologista que estava no mesmo voo, Luciano foi socorrido pela unidade dos bombeiros do aeroporto e conduzido ao Hospital Santa Genoveva, de Uberlândia. Apesar do pronto atendimento, o narrador não resistiu e foi declarado morto às 16h15.

A morte de Luciano do Valle é, sem a menor sombra de dúvida, uma perda irreparável, às vésperas da Copa do Mundo no Brasil. Narrador que provocava emoções, Luciano se doava inteiro ao telespectador no exercício da função. Eclético, versátil, narrava qualquer tipo de esporte e foi responsável direto pela ascensão espetacular do vôlei brasileiro, além de ser grande incentivador de outras modalidades esportivas.

Prestes a completar 51 anos de carreira profissional, Luciano deixa uma lacuna impossível de ser preenchida e será uma das ausências mais sentidas pelo torcedor brasileiro nesta Copa do Mundo.

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A seguir, alguns links com mais informações sobre a carreira e a morte de Luciano do Valle.

Narrador Luciano do Valle morre após passar mal em UberlândiaFonte: Portal G1

Após passar mal em avião, narrador Luciano do Valle morre aos 66 anosFonte: O Estado de Minas

Morre aos 66 anos o narrador Luciano do Valle Fonte: Band.com.br

18 de abril de 2014

PESQUISA REVELA: 72% DO PÚBLICO OUVEM RÁDIO PARA SE INFORMAR

Veja os números apurados em uma pesquisa realizada pelo Ibope, no início do ano, sobre os meios de comunicação preferidos do paulistano. Os resultados obtidos não podem simplesmente servir de parâmetro para as demais localidades brasileiras, principalmente as mais afastadas dos maiores centros urbanos.

O rádio interiorano tem outra característica e é mais forte que nas cidades populosas. Essa é uma das causas da atual desarticulação de certas redes nacionais de rádio e a prioridade que as praças locais passaram a ter em determinados horários.

No entanto, a pesquisa revela o lugar-comum em todo o país: o rádio ainda é um veículo confiável e um dos mais acessados pela população que deseja se manter informada. A Internet, embora seja um dos meios preferidos de quem busca informação, aparece em terceiro lugar, depois do rádio. Além disso, a rede exige que o internauta digite, pesquise, leia e saiba o que está procurando, o que nem sempre é possível em determinadas circunstâncias. O rádio é só ligar e ajustar a sintonia adequada. Além disso, não exige que o ouvinte fique grudado na frente do aparelho.

Diante dos números da pesquisa encomendada pelo Target Group Index, fica a pergunta: de quem é a culpa pelo que está acontecendo com o rádio, acusado de perder prestígio e penetração junto à população?

Se existe público interessado e este não é atendido em sua demanda, não se pode culpar o veículo por isso, mas quem o dirige.

Ou estou enganado?

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Desprestigiado, acusado de perder o fascínio e não ter penetração o rádio surpreende. Veja no link “Pesquisa do Ibope mostra que 72% usam rádio para ficarem informados” – Fonte: Tudo Rádio

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Imagens: Digitando / Rádio / Vendados

17 de abril de 2014

GUGU LIBERATO NEGOCIA PARCERIA COM ENDEMOL DONA DO BBB

Com atraso de alguns anos, Gugu Liberato anuncia provável parceria com produtora de formatos de programas destinados à televisão.

Dono de uma grande produtora instalada em Barueri, região de Alphaville, Gugu está fora da TV desde que saiu da Record.

Depois de muita especulação sobre a ida dele para este ou aquele canal, o agora empresário Gugu Liberato anuncia que pode se associar à Endemol.

Todos sabem que se trata da maior produtora de formatos de programas de TV. Rico, experiente, dono do próprio nariz, Gugu Liberato não é pessoa para quem se dá conselhos, mas, caso eu tivesse essa chance, diria: vá em frente, rapaz.

Este é o caminho e não há maior demonstração de acerto na opção do que a própria existência da Endemol e de outras empresas do gênero, espalhadas pelo mundo. Com mais de 2.000 títulos catalogados, a Endemol tem programas no SBT, na Record e na Globo, por exemplo. Para medir o grau de retorno financeiro que a produtora obtém com os programas, basta citar o “Big Brother Brasil”, o “BBB”, cuja 14ª edição foi exibida na emissora global.

A produtora de Augusto Liberato foi projetada para ser uma emissora de televisão autônoma. Atualmente, passa por um processo de reativação, o que deve deixá-la apta a produzir sob os mais elevados padrões técnicos de som e imagem.

Inclusive programas do próprio Gugu, que podem ser comercializados, livremente, com vários canais de televisão.

A independência financeira de Gugu já está assegurada, faz tempo. Faltava acalmar o bichinho da vaidade e encontrar um jeito de levar o apresentador de volta à TV com liberdade para fazer o que quiser.

Parece que a fórmula foi, finalmente, encontrada.

 

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Os detalhes da informação acima, estão no link “Gugu Liberato se associa à Endemol e poderá produzir até novela” – Fonte: Notícias da TV

Curiosamente, a rede Record acaba de colocar à venda os estúdios localizados em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Denominados RecNov, o complexo de dez estúdios (ao lado) foi montado especialmente para a produção de novelas.

Juntando as pontas, será que aí tem? Veja a notícia aqui

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Imagens: Augusto Liberato / Logo Endemol / Record / RecNov

16 de abril de 2014

POSTOS DE SAÚDE DEVEM FUNCIONAR BEM SÓ NA PROPAGANDA ELEITORAL

upa_cpo_limpo

Nesta época do ano, aumenta a pressa para inaugurar obras, mesmo inacabadas, para que possam aparecer no horário eleitoral obrigatório, nas campanhas que começam em agosto. Além da desincompatibilização obrigatória já em vigor, cujos prazos variam dependendo do cargo ocupado, a partir do próximo dia 5 de julho a legislação eleitoral passa a proibir participação de candidatos em inaugurações de obras públicas que possam ser utilizadas em propaganda (Lei nº 9.504/97, art. 77). O candidato não pode aparecer, mas não está impedido de mostrar realizações de seu partido ou de sua gestão e exibir as imagens.

Nesse quesito, uma das obras que mais receberão cobertura no tempo que resta é a de postos de saúde. O tema é prioritário nas campanhas e todo candidato que se preze vai se mostrar comprometido com o setor. E como o único objetivo é filmar tudo bonitinho no dia da inauguração, parece não haver a menor preocupação com os dias seguintes.

Passado o dia inaugural, a praxe é o posto de saúde, hospital ou pronto-socorro, seja o que for, começar a mostrar problemas no atendimento. Faltam médicos, equipamentos, recursos laboratoriais, insumos e as filas vão se tornando maiores a cada dia. Não tem erro. Passou a inauguração, resta a dura realidade. Mas, é bom que se diga, parece que, agora, a coisa está mudando. Para pior. Não se salva nenhuma administração seja municipal, estadual ou federal de qualquer partido. As três esferas falham, igualmente, com o cidadão. Quando não é o atendimento que deixa a desejar é a falta de medicamentos, médicos, exames. Uma rotina cada vez mais constante.

A Unidade de Pronto Atendimento, UPA, inaugurada na segunda-feira no Campo Limpo (Zona Sul de São Paulo/SP) apresentou problemas NO MESMO DIA da inauguração. E não foram poucos. Além da falta de médicos em algumas especialidades, aparelhos de raio X deram defeito e deixaram pacientes na mão. Na sala de espera, superlotada, pessoas espalhadas pelo chão, esperaram longas sete horas, em média, pelo atendimento.

O pior de tudo é ter que ouvir as justificativas para os contratempos. De “casos pontuais” a normas de procedimento que visariam “privilegiar o atendimento de pacientes mais graves”, o cidadão é levado a acreditar que tudo está funcionando às mil maravilhas. Só faltou o secretário municipal de saúde, José de Filippi Junior, acima, dizer que a população é a verdadeira culpada pelo caos, por ficar doente. 

cronograma_TSE Na propaganda eleitoral, porém, a partir de 19 de agosto, as imagens mostrarão o povo feliz, sorridente, atendido no horário marcado, retirando os medicamentos de que precisa, sem problema.

Estamos em abril. Até cinco de outubro, dia da votação, quem terá se lembrado que as imagens mostradas na TV são de arquivo e muitas cenas com o povo sorridente são produto da mais pura ficção?

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Poder público inova e nem espera mais o dia seguinte para assumir falhas. Veja no link “Secretário da Saúde diz que problemas em UPA eram esperados” – Fonte: Agora São Paulo

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Imagens: Espera – reprodução Agora-SP / UPA Campo Limpo / José de Filippi Junior / Logo TSE - reprodução 

15 de abril de 2014

SILVIO SANTOS MANDA NO SBT. RACHEL SHEHERAZADE FICA. DE BOCA FECHADA

 

Nem poderia ser diferente. Depois de todo o “barulho” em torno de Rachel Sheherazade, aconteceu o que era esperado: a moça vai ficar de boca fechada, em nome do “clima de tranquilidade” da emissora, no caso, SBT. Por “clima de tranquilidade” entenda faturamento saudável, que ninguém é de ferro.

São governamentais as mais apetitosas fatias do mercado publicitário, entre elas, Petrobras, Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, os 39 ministérios (na conta estão incluídas as secretarias com status ministerial) com suas campanhas “geniais”, porém lucrativas para a mídia e por aí afora. Não participar dessa “festa” é suicídio na certa.

Silvio Santos pode ser bom patrão, bom coração e uma série de outros adjetivos que seguem a linha do “ão”, mas bobão ele não é. Assim, se alguém esperava que “SS” mantivesse a bravata do tipo “quem manda no SBT sou eu e Rachel Sheherazade vai continuar fazendo comentários”, percebe que tudo não passou de ilusão.

Rachel que seja sensata e fique fria. Sair da telinha, agora, em demonstração de brio ferido, seria sepultar a carreira. Nenhuma outra rede nacional bancaria sua contratação. Para ela, a recomendação é fazer cara de paisagem e tocar a vida. Como se sabe, não há inocentes nessa história.

silvio_negocia Silvio Santos também não é diferente dos demais empresários do setor. Todos, sem exceção, recebem gordas verbas publicitárias governamentais e, sem elas, seria impossível sobreviver financeiramente. Sendo assim, o “jornalismo combativo, destemido, corajoso, independente” etc.., etc.., etc.. (você conhece a ladainha toda) é somente conversa mole para boi dormir.

O tamanho da verba de cada empresa determina o limite até onde se pode criticar ou se deve elogiar o governo de plantão. Todos seguem o “figurino”. A menos, é claro, que o objetivo seja ganhar um pedaço do bolo com mais cobertura e confeitos. Ah, o pecado da gula! Aí é que mora o perigo…

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Fechar a boca também está de bom tamanho para Rachel, depois de avaliar que o emprego estava em jogo. Veja no link “Sheherazade pensou que seria demitida; governo pressionou SBT” – Fonte: Notícias da TV

Imagens: Rachel Sheherazade / Anunciantes / Silvio Santos

14 de abril de 2014

TV TIBAGI, DA REDE MASSA, AFASTA APRESENTADOR ACUSADO DE INJÚRIA RACIAL

Alguém que supostamente fala alguma coisa que não deveria será punido por isso ou estará sujeito à punição se ficar comprovado que a suposta fala aconteceu? Fica meio confuso pensar assim, não é? Pois informar dessa forma é, igualmente, semear confusão. Não sei se é falta de coragem ou de transparência de determinados colegas e veículos, mas, ultimamente, o festival de suposições que assola a imprensa brasileira está passando do limite.
Veja este exemplo: “Apresentador é afastado de afiliada do SBT após supostamente chamar jogador de macaco”.
A verdade é uma só: não se informa por hipótese e ponto. Se não há certeza de algo, a melhor solução é apurar o fato. Durante a apuração, podem surgir novidades sobre o caso, mas, se não forem comprovadas, é preciso deixar esse detalhe bem claro. Usar suposição como probabilidade é maltratar a informação. Suposição se baseia em ideias sem comprovação. Probabilidade está baseada na evidência da verdade. Coisas muito diferentes, portanto.
Voltando ao caso da punição do jornalista da TV Tibagi, da rede Massa, afiliada ao SBT. Acusado de xingar Maicon Silva, jogador do Londrina Esporte Clube, o colega foi conduzido à autoridade policial. Prestou depoimento, foi liberado e deve responder por crime de injúria racial. Jornalismo é atividade que se exerce com a correlata responsabilidade.

Porém, lendo a notícia, nota-se que o relato acima depende de comprovação. O incidente, segundo se informa, ocorreu durante a transmissão da partida entre Maringá x Londrina, pela final do campeonato paranaense. Seria natural que houvesse registro sonoro da ofensa. Isso bastaria para a comprovação do fato, com o eventual endosso de testemunhas. Há indício de que o crime de injúria racial foi cometido, mas, até que seja provado, o acusado deve ser considerado inocente.
A direção da TV Tibagi contribuiu para deixar o episódio mais nebuloso. Depois de tornar público que afastou o colaborador, Lourival Santos (foto), manifestou a esperança de que o incidente seja esclarecido. Se espera pelo esclarecimento, é sinal de que não tem certeza. Se não tem certeza, não deveria comunicar o afastamento do profissional, pois esta ação equivale a reconhecer a responsabilidade do jornalista, quanto à ofensa.
Os veículos precisam descer do muro e abandonar a tendência a fazer média. Credibilidade não é roupa que se lava, passa e está pronta para novo uso. É preciso ter bom senso nos bons e maus momentos. No fim, o que interessa é a verdade. Só a verdade.
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Para ver os detalhes da informação, clique no link “Apresentador é afastado de afiliada do SBT após supostamente chamar jogador de macacoFonte: Portal Comunique-se
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