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30 de abril de 2014

MARKETING DE CUECA IRONIZA, SEM QUERER, A BANANA DE NEYMAR

A influência da TV é incontestável. A câmera, hoje, pode estar presente em qualquer lugar e não deixa escapar nenhum detalhe. Essa possibilidade ampliou e muito as ações de merchandising, o filé da propaganda.

Celebridades de todas as áreas são escaladas para guiar o carro mais bacana, vestir as criações exclusivas de grandes nomes da moda, ostentar jóias de grife e o que mais a imaginação permitir. Para aumentar o poder de sedução da propaganda, imaginam-se situações em que os famosos possam aparecer dando destaque aos produtos, fazendo de conta que aquilo é parte natural de seu dia a dia.

Tudo é feito para garantir maior visibilidade ao anunciante. Detalhes que, antes, passavam despercebidos, hoje são evidenciados intencionalmente. Em geral, fazem muito sucesso, embora haja casos que seriam melhor não terem sido criados. Um desses casos, por sinal um fiasco, foi o merchand da Friboi, protagonizado recentemente por Roberto Carlos.

De uns tempos para cá, Neymar deu de deixar à mostra a marca da cueca fabricada pela empresa que o patrocina. Jogador de futebol não usa cueca durante a partida. A peça, além de inapropriada para a prática esportiva, é substituída por sungas, cintas, faixas e protetores. Tudo em nome da proteção ao jogador.

Neymar, porém, atendendo à sugestão da agência que atende ao anunciante, concordou com a “jogada” e foi “flagrado”, em campo, com a marca do patrocinador à vista. Detalhes de regulamentos à parte (a Fifa, por exemplo, proíbe esse recurso) o fato é que a estratégia chamou a atenção em todo o mundo.

Também por isso, Neymar foi entrevistado pela repórter Amanda Davies, da CNN. A moça, entusiasmada por receber o craque no estúdio, logo tocou no assunto da cueca, mas se disse decepcionada com o tamanho do atleta, muito menor que Cristiano Ronaldo.

A comparação não deixa de ser desastrosa para o produto, pois inevitavelmente o consumidor é levado a pensar na questão dos tamanhos, correto?  Como se vê, boas ideias nem sempre produzem o efeito desejado.

Além disso, esta é a segunda ação “bolada” por publicitários que tomou o rumo do imponderável, aliás como é a característica do próprio futebol. E, por coincidência, as duas ações foram pensadas, originalmente, para Neymar. O caso da banana, protagonizado por Daniel Alves, que gerou a campanha de repúdio “SomosTodosMacacos, e esta, da cueca.

A campanha contra a discriminação racial acabou provocando protestos, depois da revelação de que se tratava de uma ação de marketing cuidadosamente planejada. E, agora, mais essa. Se o tamanho de Neymar, pesar no inconsciente coletivo, bye bye cueca.

Está na hora dos criativos começarem a pensar nesses detalhes. Ou o resultado das ações poderá se revelar uma tremenda bola-fora!

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Tiro pela culatra? Veja o link “Cueca de Neymar chama a atenção de repórter da CNN em entrevista” – Fonte: Notícias da TV

Fabricante não assume Ideia de merchand, mas aprova resultado. Ou aprovava. Veja no link “Contrato não prevê que Neymar mostre a cueca em campo, diz patrocinador” – Fonte: Café de Notícias

Imagens: Paul McCartneyNeymar, cueca / Amanda Davies e Neymar / Daniel Alves