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16 de abril de 2014

POSTOS DE SAÚDE DEVEM FUNCIONAR BEM SÓ NA PROPAGANDA ELEITORAL

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Nesta época do ano, aumenta a pressa para inaugurar obras, mesmo inacabadas, para que possam aparecer no horário eleitoral obrigatório, nas campanhas que começam em agosto. Além da desincompatibilização obrigatória já em vigor, cujos prazos variam dependendo do cargo ocupado, a partir do próximo dia 5 de julho a legislação eleitoral passa a proibir participação de candidatos em inaugurações de obras públicas que possam ser utilizadas em propaganda (Lei nº 9.504/97, art. 77). O candidato não pode aparecer, mas não está impedido de mostrar realizações de seu partido ou de sua gestão e exibir as imagens.

Nesse quesito, uma das obras que mais receberão cobertura no tempo que resta é a de postos de saúde. O tema é prioritário nas campanhas e todo candidato que se preze vai se mostrar comprometido com o setor. E como o único objetivo é filmar tudo bonitinho no dia da inauguração, parece não haver a menor preocupação com os dias seguintes.

Passado o dia inaugural, a praxe é o posto de saúde, hospital ou pronto-socorro, seja o que for, começar a mostrar problemas no atendimento. Faltam médicos, equipamentos, recursos laboratoriais, insumos e as filas vão se tornando maiores a cada dia. Não tem erro. Passou a inauguração, resta a dura realidade. Mas, é bom que se diga, parece que, agora, a coisa está mudando. Para pior. Não se salva nenhuma administração seja municipal, estadual ou federal de qualquer partido. As três esferas falham, igualmente, com o cidadão. Quando não é o atendimento que deixa a desejar é a falta de medicamentos, médicos, exames. Uma rotina cada vez mais constante.

A Unidade de Pronto Atendimento, UPA, inaugurada na segunda-feira no Campo Limpo (Zona Sul de São Paulo/SP) apresentou problemas NO MESMO DIA da inauguração. E não foram poucos. Além da falta de médicos em algumas especialidades, aparelhos de raio X deram defeito e deixaram pacientes na mão. Na sala de espera, superlotada, pessoas espalhadas pelo chão, esperaram longas sete horas, em média, pelo atendimento.

O pior de tudo é ter que ouvir as justificativas para os contratempos. De “casos pontuais” a normas de procedimento que visariam “privilegiar o atendimento de pacientes mais graves”, o cidadão é levado a acreditar que tudo está funcionando às mil maravilhas. Só faltou o secretário municipal de saúde, José de Filippi Junior, acima, dizer que a população é a verdadeira culpada pelo caos, por ficar doente. 

cronograma_TSE Na propaganda eleitoral, porém, a partir de 19 de agosto, as imagens mostrarão o povo feliz, sorridente, atendido no horário marcado, retirando os medicamentos de que precisa, sem problema.

Estamos em abril. Até cinco de outubro, dia da votação, quem terá se lembrado que as imagens mostradas na TV são de arquivo e muitas cenas com o povo sorridente são produto da mais pura ficção?

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Poder público inova e nem espera mais o dia seguinte para assumir falhas. Veja no link “Secretário da Saúde diz que problemas em UPA eram esperados” – Fonte: Agora São Paulo

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Imagens: Espera – reprodução Agora-SP / UPA Campo Limpo / José de Filippi Junior / Logo TSE - reprodução