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30 de maio de 2014

LUIZ FERNANDO MAGLIOCCA. SUBSTANTIVO PRÓPRIO QUE SIGNIFICA TALENTO

Se houvesse um dicionário específico para definir termos e nomes de profissionais relacionados ao rádio, um dos verbetes mais significativos dos últimos 40 anos —pelo menos— seria, sem dúvida, o substantivo próprio “Luiz Fernando Magliocca”.

Para que eu não fique, aqui, tecendo loas ao amigo (embora ele mereça todo elogio), peço que você clique no link indicado, abaixo, para saber um pouco mais sobre as atividades profissionais de Magliocca.

Para os amigos da rede que gostam de rádio e curtem histórias relacionadas ao veículo tenho outra sugestão, que faço prazerosamente: neste domingo, Luiz Fernando Magliocca abre a série de 29 episódios comemorativos aos “28 anos que mudaram o rock”. Uma produção especial que começa a ser exibida, às 11h30, em 1º de junho, pela 89 FM, a rádio rock.

O porquê do privilégio de abrir a série, você vai ficar sabendo durante a entrevista que Magliocca concederá à emissora. Não perca essa participação, em forma de bate-papo recheado de música, durante o programa que estreia sob o comando de Ricardo Alexandre.

No rádio, a frequência é 89,1 mhz, em FM. Na Internet, o endereço é http://www2.radiorock.com.br/ Ou nos melhores tablets, Ipads, Ipods, Iphones e Smartphones do mundo. 28 anos que mudaram o rock”. Não se esqueça, começa às 11h30. Yeah!

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No site Jornalistas, você pode conhecer, um pouco, da carreira de Luiz Fernando Magliocca. Clique aqui

Fonte: Radioamantes / Imagens: Luiz Fernando Magliocca, executivo / Magliocca, com a “camisa” da 89 / A rádio rock

29 de maio de 2014

REINALDO GOTTINO PODE "CAIR" DO BALANÇO NA RECORD

Com origem profissional no rádio, sempre que posso escrevo sobre o tema. Mas o rádio (de São Paulo, particularmente), coitado, anda por baixo --quem diria-- apesar de estarmos a apenas alguns dias da Copa.

A expectativa pelo início das transmissões parece ter congelado o setor.

Pouca coisa se tem noticiado sobre o dia a dia do veículo, depois que a migração do AM para o FM deixou de chamar a atenção, em meados de março.

No dia 12 daquele mês foi assinada a Portaria Nº 127, definindo procedimentos que deverão ser adotados pelo setor de radiodifusão para dar andamento ao processo de migração propriamente dito. Estamos na fase burocrática e nada vai acontecer, senão o trâmite legal, coordenado pelo pelo MiniCom e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Então, o negócio é deixar a bola rolar.

Por outro lado, a TV que, igualmente, vai se empanturrar de futebol a partir de junho, não para de gerar assuntos que não dizem respeito apenas à bola. O ponto alto do noticiário gerado pela televisão, têm sido contratações e transferências de profissionais de uma emissora para outra. O caso mais recente, ainda repercutindo fortemente no meio, foi a saída de Luiz Bacci, da Record, contratado pela Band. Este fato já foi comentado aqui, de modo que não voltarei a ele, mas me permito projetar uma provável consequência.

Desde o anúncio da contratação de Bacci, a Record se mostrou pouco animada a tentar manter o profissional em seus quadros e o deixou sair sem criar obstáculos. Antes, divulgou que Reinaldo Gottino seria o substituto imediato de Bacci no "Balanço Geral SP". Gottino está na Record desde 2005 e se orgulha de ter passado por quase todos os programas da casa. Imediatamente, prevendo a possível efetivação no cargo de titular do "Balanço", Gottino se colocou à disposição para o que for preciso.

De fato, versátil, o jornalista tem mostrado que se pode contar com ele nas horas de aperto. Esse é o problema, mesmo que, à primeira vista, pareça ser a solução.

No conceito da direção, presumo, Gottino é o chamado "pau pra toda obra". Algo semelhante a um utilíssimo canivete suíço. Um conjunto de ferramentas adequadas para quebrar galhos em várias situações. Tipo da coisa ruim de acontecer para qualquer profissional, pois, nas emergências, será dele o primeiro nome lembrado para apagar incêndios. E o público, de certa forma, se habitua com o fato de ora Gottino apresentar um programa, ora outro. É o "coringa" de plantão, sempre cobrindo o titular.

Esse tipo de funcionário dificilmente ascende ao "estrelato", pois a emissora prefere mantê-lo à mão, no caso de uma necessidade.

Para complicar um pouco mais a situação, Reinaldo Gottino surpreendeu a direção da emissora ao se recusar a fazer merchandising, uma das mais rendosas formas de propaganda em programas populares. Obrigada a contornar a situação, a Record encarregou outra pessoa para a função comercial. Aparentemente, o caso foi resolvido. Aparentemente.

Acontece que Marcelo Rezende precisou se ausentar do programa de hoje, 29 de maio, e a Record chamou a rechonchuda repórter amazonense Fabíola Gadelha para apresentar o "Cidade Alerta". Se Rezende não voltar amanhã, a amazonense repete a dose. Pode ser laboratório.

Parece que o gato subiu no telhado, Gottino. *Atualização: No encerramento do ”Cidade Alerta” de hoje, Fabíola disse que Marcelo Rezende retoma o comando do programa nesta sexta-feira. Mas avisou que no sábado é com ela.

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A resistência em fazer merchandising pode ser a pedra no sapato do substituto de Luiz Bacci, na Record. Veja no link "Reinaldo Gottino se recusa a fazer merchandising na Record" - Fonte: RD1

 

Record pode estar testando apresentadora para o "Balanço Geral SP". A dedução é minha, é possível. Veja o link "Repórter de Manaus assume 'Cidade Alerta' durante ausência de Rezende" - Fonte: Uol Entretenimento

 

Imagens: Rádio na Copa / Migração do AM / Reinaldo GottinoCanivete Suíço / Fabíola Gadelha

28 de maio de 2014

SABRINA SATO ESTÁ DEIXANDO A RECORD APAVORADA

Quando uma empresa precisa de um profissional ela o contrata. Está resolvida a questão? Claro que não. Para encontrar o profissional adequado, na maioria das vezes, gasta-se um bom tempo em pesquisa de mercado, avaliações de currículos e uma série de entrevistas. Um processo minucioso, pois a empresa, quando contrata alguém, espera encontrar a solução para o problema que originou a contratação. Do ponto de vista pragmático isto seria ideal, mas nem sempre é o que acontece. Mesmo cercando-se de cuidados, delegando a peritos a função de selecionar candidatos adequados, às vezes, uma contratação se revela equivocada. Além do tempo perdido no processo, uma contratação mal feita agrava o problema em vez de encontrar a solução para ele.

É mais ou menos isso o que aconteceu com a Record, em relação à Sabrina Sato. Descoberta num Big Brother global, a japonesinha bem feitinha de corpo, jeito simples, sotaque interiorano carregado, bem humorada, super simpática, coisa e tal, logo despertou a atenção da mídia e do público. Aproveitada pelo pessoal do “Pânico”, no rádio e na TV, a “japa” começou a deslanchar uma carreira em torno de uma única expressão: “É veerrrrdaaadee!”

Funcionava, pois era o que se esperava dela. Fazer uma gracinha, rebolar um pouquinho para destacar a plástica, mostrar-se ingênua tanto quanto possível e encher a tela de caras e bocas.

Dito assim, tem-se a impressão de que fiz uma descrição pouco lisonjeira de Sabrina Sato.

Longe de ser deselegante com ela fui, apenas, sintético.

Afinal, em dez anos de participação no programa, a evolução artística de Sabrina foi apropriada para garantir a ela um considerável ganho mensal.

Na maioria das ações de merchandising e anúncios de que participava, ela precisava apenas concordar com o que o locutor dizia. E lá vinha a clássica expressão: “É veerrrrdaaadee!”

Dentro deste cenário, tudo ia bem para ela. Até que a Record decidiu “roubar” a japonesinha do “Pânico”.

De um lado, a Record cantou vitória saboreando a conquista, de olho nos dividendos futuros.

De outro lado, o pessoal do “Pânico”, ressentido, foi jocoso e indelicado, num dos programas, ao apresentar a cachorrinha “Fiel” como substituta de Sabrina Sato. Atitude duplamente mal intencionada.

De uma só vez, agrediu a ex-contratada —chamando-a de “cachorra”, conforme o significado popular da expressão— e, de quebra, aludiu bisonha e desnecessariamente ao sustentáculo da rede de Edir Macedo; no caso, o fiel da igreja Universal.

A gente entende o ressentimento, mas a “japa” saiu porque já não se sentia prestigiada onde estava e sabia que, ali, dificilmente teria oportunidade de fazer outra coisa que não fossem os esquetes humorísticos e ponto final. Depois da porta arrombada, até a Band entrou na parada, embora Sabrina Sato fosse contratada do “Pânico” que, como todos sabem, é uma produção independente. A intervenção do canal nessa disputa serviu somente para deixar no ar a impressão de que Sabrina foi desleal e cuspiu no prato em que comeu. Uma grande bobagem, diga-se.

Para concluir, retomando o ponto central do post, a única que se deu bem na história foi Sabrina Sato e quem mais perdeu foi a Record.

É a conclusão a que chego, depois de saber que os novos empregadores da “japa” estão desesperados atrás de novos quadros para o programa da moça, cuja audiência vem caindo depois de um início promissor. É que, passada a fase da curiosidade do público, ficou a constatação de que Sabrina Sato ainda tem muito chão pela frente antes de ser considerada uma apresentadora, de fato. 

Se você me perguntar, então, se a Record se equivocou ao contratar Sabrina Sato, acreditando que a moça estivesse pronta, sabe que resposta eu lhe daria? Claro que sabe, pois a resposta é uma só: “É veerrrrdaaadee!”

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Veja os detalhes no link “Desesperada, Record procura novos quadros para salvar Sabrina Sato” – Fonte: Notícias da TV

Imagens: Emprego / Pânico / Sabrina rebola, no Pânico / Programa da Sabrina, na Record/ Cachorrinha Fiel / Sabrina Sato, se deu bem

27 de maio de 2014

ALEX ESCOBAR ESTREIA PARA OS PAULISTAS COM ALTA REJEIÇÃO

Embora o planejamento das emissoras de rádio e tv que vão transmitir a Copa do Mundo possa ter começado assim que o Brasil foi confirmado como sede do mundial, em 2007, é agora, na reta final para o início da competição, que os detalhes se ajustam. Isso é natural, até por causa de acontecimentos inesperados, como foi a morte lamentada de Luciano do Valle, que comandaria o evento pela Band.

O primeiro grande obstáculo a ser contornado foi o alto custo imposto pela Fifa às emissoras que vão transmitir a Copa.

A tv, menos, e o rádio, mais, puseram à prova seus departamentos comerciais na captura e conquista de patrocinadores de grande porte. As cotas de patrocínio, salgadas, exigiram muita capacidade de negociação tanto das emissoras quanto dos anunciantes para que os interesses acabassem convergindo num ponto comum.

Tanto no rádio como na televisão, a Fifa proíbe a citação comercial corriqueira nas transmissões, chamada de texto foguete, habitual nos campeonatos estaduais e nacionais. É quando o locutor, durante o jogo, usa o bordão da emissora e, em seguida, entra a referência comercial.

Na TV, antes dos “foguetes, a Globo usa a frase “Globo. A gente se liga em você”. Na Band, atualmente, o bordão tem sido “Tá na Copa, tá na Band”. Logo após as frases, aparecem na tela o logotipo do patrocinador e se ouve uma locução rápida (daí a denominação “foguete”) alusiva ao patrocinador. Na Globo, vamos imaginar que entra o logotipo do banco Itaú e a locução diz, por exemplo, “Itaú, todos os corações no mesmo lugar. Isso muda o jogo”.  Por enquanto, tem sido assim, mas na Copa não vai ter disso.

A proibição da Fifa complicou a vida das emissoras que só podem veicular os comerciais dos patrocinadores antes, no intervalo e depois dos jogos. Com a bola rolando, nada feito. O mesmo vale para o rádio. Jogo duro, mas, com habilidade, tudo vai dar certo.

Resta contornar os imprevistos. Na Band, Téo José foi elevado à condição de primeiro locutor, posição anteriormente ocupada por Luciano do Valle. A diferença vai ser notada, apenas, nos jogos do Brasil. Nas demais partidas da Copa, cada estado vai receber a narração de seus locutores habituais. Portanto, nada muda.

Nesse departamento, a Globo pode ser obrigada a fazer uma pequena alteração, testada sem sucesso neste final de semana. Com a intenção de promover Alex Escobar entre os principais narradores da casa, o moço foi escalado na partida entre Sport e Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro. O estranhamento foi imediato.

É bom que se diga: Alex Escobar apresenta o “Globo Esporte Rio”, com o jeitão “descontraído, leve, solto, bem humorado” e outros adjetivos que identificam, igualmente, Tiago Leifer, apresentador da versão paulista do programa.

Escobar deve ser uma pessoa extremamente simpática no convívio diário, motivo que pode explicar a rápida ascensão profissional do rapaz. Aliás, antes de se tornar locutor, Alex Escobar era comissário de bordo, portanto acostumado a subidas, mas não caiu no gosto dos telespectadores fora do Rio.

Da mesma forma, imagino que causaria espanto se Tiago Leifert fosse transformado em narrador e apresentado de supetão ao telespectador de outras praças que não o conhecessem nessa função.

Muito criticado nas redes sociais, Alex Escobar pode ser remanejado nas escalas da Copa. Nada que comprometa o que foi planejado até aqui, mas é mais uma lição que a Globo precisa considerar. Nem tudo pode ser enfiado goela abaixo do telespectador brasileiro.

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No link “Alex Escobar é chamado de ‘robô’ em primeira narração para SP”, você acompanha algumas opiniões que circularam pelas redes sociais, sobre o narrador global – Fonte: Notícias da TV

Imagens: Copa do Mundo no rádio / Luciano do Valle, morto em abril / Joseph Blatter, presidente da Fifa / Téo José / Alex Escobar / Tiago Leifert /

26 de maio de 2014

LUIZ BACCI, NA BAND, PODE VIRAR MÁRCIA GOLDSMITH?

  Amigos me pedem para comentar a contratação de Luiz Bacci, ex-Record, pela Band. Acima de tudo, dizem que não entenderam como uma emissora que, recentemente, promoveu cortes e reestruturações com o objetivo de conter despesas, agora abre o cofre para contratar o jovem jornalista.

Respeito os amigos que me cutucaram, mas, francamente, não cabe comentar uma contratação apenas pelo aspecto financeiro acertado pelas partes. Em primeiro lugar, administração de empresa alheia é coisa que não me diz respeito e, em segundo lugar, não acho que seja o que interessa aos demais leitores deste blog.

O assunto tem sido notícia na grande mídia e colunas especializadas, sinal de que a contratação da Band, sob o ponto de vista do marketing promocional, já está rendendo frutos.

Quanto isso vai custar para o Grupo Bandeirantes de Comunicação é irrelevante. Televisão é atividade muito cara e os patrocinadores bancam o que for preciso. Esse, portanto, não é o problema. O que interessa é saber o que Luiz Bacci vai apresentar na Band.

A “Central de Boatos” já tem dezenas de versões diferentes. De substituto de Datena, no “Brasil Urgente” (possibilidade em que eu também acredito) até programas de auditório, sonho e meta do jovem Bacci, a tal “Central” fala de muita coisa.

Entre o que dizem e o que deve acontecer, de fato, vai grande diferença.

No departamento de jornalismo, Bacci talvez coubesse no policialesco hoje apresentado por Datena, mas o perfil low profile do rapaz, que se preocupa demais com o cabelo e o nó da gravata, se chocaria com o conteúdo mondo cane consagrado pelo “Brasil Urgente”. O programa precisaria ser remodelado para ficar sob o comando do jovem apresentador. Vale a pena?

Ninguém consegue imaginar Luiz Bacci, por exemplo, ao lado de Ricardo Boechat, no Jornal de Band. Falta ao jovem jornalista o que Boechat esbanja, na telinha: credibilidade.

Ele formaria boa dupla com Renata Fan, na apresentação do desfile de misses que a Band tem levado ao ar, todos os anos. Mas um programa anual é muito pouco para tanto investimento. 

Li, entre as várias hipóteses imaginadas para o recém contratado, que Luiz Bacci pode apresentar a versão brasileira de um programa argentino, da produtora Eyeworks. 

O programa seria uma mistura de jornalismo e entretenimento e contaria com auditório, uma das maiores aspirações do apresentador.

O “menino de ouro” precisa, apenas, tomar cuidado para não ser transformado em uma versão masculina de Márcia Goldsmith, que a Band fabricou e sepultou, sem cerimônia.

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Flávio Ricco publicou detalhes da contratação de Luiz Bacci, pela Band. Veja no link “Luiz Bacci assina com a Bandeirantes e deve estrear após a Copa do Mundo” – Fonte: Coluna do Flávio Ricco - Uol

Entre os muitos projetos imaginados para o “menino de ouro”, estão um programa diário e um dominical. Veja no link “Band confirma contratação de Luiz Bacci” – Fonte: Exorbeo

Imagens: Luiz Bacci, “menino de ouro” / Luiz Bacci, na Band / Boataria / Bacci cuida do cabelo / Ricardo Boechat / Marcia Goldsmith

 

 

 

23 de maio de 2014

GREVE DOS ÔNIBUS EM SP: A GLOBO SAIU DO ROTEIRO E PEGOU A CONCORRÊNCIA DORMINDO

Não vai muito longe o tempo em que a Rede Globo de Televisão seguia o figurino de "não sair do roteiro", sem permitir nenhuma improvisação. Tudo, na Globo, era feito rigorosamente sob os ditames do padrão global de qualidade. Esse padrão não admitia falhas e, durante anos, foi marca registrada da TV de maior audiência no Brasil. À Globo, nessa época, coube o estigma de não saber improvisar.

A concorrência, sem recursos financeiros para contra-atacar o poderio e as grandes produções globais, encontrou na programação "ao vivo", uma forma de conquistar o telespectador interessado em saber o que está acontecendo na cidade, no estado, no país e no mundo, sem ter que esperar pelo Jornal Nacional para ficar sabendo das novidades.
Programas como o "Aqui Agora" e outros do gênero, começaram a dar uma nova cara à TV plastificada, sem margem para erro. Repórteres, na telinha, narravam como no rádio e as câmeras passaram a ser substitutas da imaginação, outrora usada pelo ouvinte para "visualizar" o que estava acontecendo. 

O rádio, de onde a TV nasceu, foi, novamente, a fonte inspiradora para a nova fase televisiva que passou a se interessar, cada vez mais, pelo improviso. 


A fórmula de levar o repórter ao local dos acontecimentos e transmitir os fatos em tempo real, desde logo se mostrou acertada. Havia empecilhos técnicos a serem equacionados, mas nada que o avanço tecnológico não viesse resolver. 

A Globo, que resistiu durante muito tempo à ideia do modelo "ao vivo"--exceto na programação esportiva, mesmo assim com limites--devagar começou a se preparar para o que muita gente, lá dentro, chamou equivocadamente de "nivelar-se, por baixo, à concorrência".

Enquanto isso, as outras emissoras continuaram improvisando, até como forma de aprimorar a técnica e, nesse particular, deixaram de se preocupar com o império global que, como sempre se disse, "não sabia improvisar". 
Não é que, na última greve de ônibus em São Paulo a Globo mostrou que acabou aprendendo como se faz? 

Com o auxílio, inclusive, de produtores do departamento de jornalismo, que se transformaram em repórteres, a Globo acompanhou de perto o drama do cidadão paulistano, apanhado de surpresa pelo movimento grevista. 

Sem câmeras, mas munidos de celulares, esses produtores foram a campo e atuaram muito bem na linha de frente.


Com uma programação jornalística específica para São Paulo, capital, a emissora tirou programas da grade nacional (como Ana Maria Braga e Bem Estar) para prestar serviços à população local. Bem ancorada nos estúdios, passou o dia vendo de perto a situação dos terminais de ônibus e metrô, reportando o drama do cidadão paulistano que mal conseguiu chegar ao trabalho, mas não sabia nem podia, voltar para casa. 

Enquanto isso, a concorrência, estranhamente, manteve sua programação normal. A Globo, improvisando, demorou para acordar. Quando o fez, mostrou que está preparada para "sair do roteiro" e pegou a concorrência dormindo.

Um bom teste de agilidade com vistas aos novos tempos de Internet sem fronteiras ou barreiras, que já estamos vivendo, e toda a novidade que vem por aí.
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21 de maio de 2014

GREVE DE MOTORISTAS E COBRADORES DE ÔNIBUS MOSTRA QUE SÃO PAULO É TERRA DE NINGUÉM

São Paulo virou bagunça, desde ontem, terça-feira, dia 20 de maio. Um movimento grevista de motoristas e cobradores de ônibus, depois de ter havido uma convenção trabalhista aprovada pela categoria, virou a cidade de pernas para o ar. Milhões de cidadãos prejudicados por um grupo de vândalos irresponsáveis e inconscientes que direcionaram sua ira sobre quem não tem nada com as reivindicações da classe insatisfeita.

O pior de tudo é o imobilismo das autoridades, encurraladas entre o medo da repercussão negativa em caso de ação enérgica contra os grevistas e o temor de pagar o preço político se agir com vigor contra uma parcela de profissionais que também são eleitores. 

Outra coisa lamentável e difícil de aceitar: agentes municipais encarregados de orientar o trânsito da cidade dizem que nada podem fazer quanto às centenas de ônibus estacionados em locais proibidos, e até atravessados em vias públicas, atrapalhando a circulação de veículos.

Alegam os “marrozinhos” que por se tratar de manifestação de trabalhadores, estão impedidos de multar os infratores. Como todos sabem que esses agentes não têm autonomia para tal decisão, não é difícil entender que a orientação veio “de cima”. Os objetivos são, claramente, políticos.

Além disso, onde termina o direito de um, o trabalhador, começa o direito de outro, a população. No entanto, esse direito tem sido simplesmente ignorado, como se São Paulo fosse terra de ninguém. Nem mesmo a polícia tem agido como se espera. Para disfarçar, ameaça com abertura de inquérito para apurar responsabilidades.

A população, massacrada diariamente no insuficiente e deteriorado sistema público de transporte de massas, aturdida, não sabe o que fazer para chegar ao trabalho. Os que conseguem, de alguma forma, dar um jeito para ir trabalhar, depois não têm como voltar para casa. Sem opção, o recurso é caminhar.

Governantes frouxos e/ou comprometidos com a manipulação de projetos eleiçoeiros escusos, apenas olham e fazem declarações estudadas, com caras de patetas, um colocando a culpa no outro, nas entrelinhas. Covardes, não falam às claras, não agem, não decidem, não determinam, lavam as mãos. “A população que se vire”, parece ser a mensagem.

Tomara que todos entendam o descaso do recado e possam dar uma resposta à altura, em outubro. Para isso, no entanto, será preciso que, até lá, surja alguém no cenário político capaz de, pelo menos, acenar com uma possibilidade confiável de novos tempos. Francamente, não acredito nisso.

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Categoria tinha aceitado reajuste de 10%, mas grupo dissidente quer mais. “Representante diz que motoristas querem até 20% de aumento” – Fonte: Portal G1

No teatro da tragédia humana, encenações não faltam. “Polícia Civil abre inquérito para apurar possível crime na paralisação de ônibus” – Fonte: Portal Estadão

Imagens: Pegos de surpresa / Enfileirados para atrapalhar / Atravessados na via pública / O recurso é caminhar

16 de maio de 2014

CAFÉ COM JORNAL PODE ESFRIAR DEPOIS DA COPA

O programa “Café com Jornal”, da Band, não pode ser classificado como telejornal, pois é, antes de tudo, um apanhado de variedades em que apresentadores e colunistas trazem informações de sua área. Entre os participantes, algumas gratas surpresas.

Longo, começa às seis da manhã e termina às nove, “Café com Jornal” veio com a promessa de levar ao público tudo o que está acontecendo no Brasil e no mundo, de um jeito diferente.

Meio pretensioso, não? “Não”, segundo um amigo meu, “é pretensioso e meio”.

Para concluir, ele disse: “não sei quanto a você, mas eu tenho a impressão de que essa novidade da Band foi inspirada no ‘Morning Show’, da REDETV!, com menos palhaçada.”

Esse meu amigo é radical por excelência, então não vou entrar nessa. Deixemos no ar a impressão de que o programa é “meio pretensioso”. E, como se autodenomina, descontraído.

Falando nisso, a participação de Ricardo Boechat e José Simão, ao vivo, direto da BandNews FM (Simão por telefone), é um dos bons quadros do “Café com Jornal”. A dupla sabe das coisas, tem boa sintonia, e arranca gargalhadas tanto no rádio quanto na TV.

A equipe é boa. E grande. Todos têm o que falar e a primeira impressão é a de que num programa tão longo sobre tempo para que ninguém se apresse. Pois não é o que acontece.

Espremidos pela pauta que anda privilegiando quantidade, em vez de qualidade, o que se nota é uma certa disputa entre eles para ver quem consegue passar as informações de que dispõem, anseio natural entre jornalistas.

Alguns colunistas são interrompidos ou lembrados de que o tempo está acabando e precisam “acelerar.” Coisa chata. Dispensável, com boa coordenação. E tudo indica que a “correria” pode aumentar, pois, na busca pela audiência, começou um desfile de fotos de telespectadores com a cara de quem comeu e não gostou, visto que, alguns, acordaram de mau humor ou sei lá o quê. Sem falar das frases “espirituosas” destacadas pela bancada.

Ver a própria “cara” na telinha é legal. Para quem aparece ali, claro, mas, convenhamos, é um saco para quem não tem nada com isso e gostaria de ver e ouvir as notícias do dia. A propósito, o “Café com Jornal”, na intenção de mostrar que é “descolado” e atrair o público que navega na rede, destaca os assuntos que estão “bombando” na Internet. Só tem um problema: como o programa é apresentado logo cedo, os destaques vão para o que bombou no dia anterior. Não existe nada pior para o internauta; ver algo com gosto de coisa velha, apresentado como se tivesse acabado de sair do forno. É preciso prestar atenção nisso.

A nova atração da Band mostra uma reação positiva nos números do “Ibope”, comemorada com o exagero próprio de quem saboreia uma sopinha rala, mas se comporta à mesa como se participasse de um banquete.

Nunca é demais lembrar que os comensais mais importantes, os telespectadores, precisam gostar da refeição e fica difícil tomar sopinha e se imaginar saboreando iguarias preparadas por um grande “chef”.

Como eu disse acima, a equipe do “Café com Jornal” é grande. Faltou acrescentar “e cara”.

Por enquanto, a pontuação conquistada pelo programa é vista no Morumbi como razoável. Quando o investimento começar a ser comparado com o retorno, a coisa vai se complicar.

A Copa do Mundo deve contribuir para alavancar a audiência do programa, mas e depois? Eis a questão.

Imagens: Equipe Café com Jornal – divulgação / Equipe Morning Show – divulgação / Ricardo Boechat – divulgação / Ana Paula Rodrigues – divulgação / “ROI”, Return On Investiment

14 de maio de 2014

RADICALISMO VOLTA A SER ARMA PETISTA PARA ATEMORIZAR ELEITOR

voltar_atras Esta é a opinião de cientistas políticos, ao analisarem a estratégia petista para reconquistar a confiança do eleitorado, em outubro. “Não podemos voltar atrás”, diz o comando de campanha do partido com a intenção de incutir o medo no cidadão brasileiro diante de um possível retrocesso que colocaria em risco “a estabilidade que já foi conquistada”.

O grande objetivo partidário é deter a queda livre da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto. Missão dificílima. Se já não bastassem os fantasmas de José Dirceu, Genoíno e outros caciques do partido, envolvidos até o pescoço em suspeitas nada lisonjeiras, há fatos novos que aumentam o desconforto petista. Para citar os mais recentes, basta lembrar as estreitas relações de aliados com doleiros acusados de lavagem de dinheiro para financiar campanhas e a desastrada aquisição da refinaria de Pasadena. Os dois fatos representam a pá de cal sobre o cadáver malcheiroso em que vem se transformando a gestão Dilma Rousseff. A necrose, aliás, já se manifestara na metade do primeiro mandato de Lula, com a denúncia do mensalão. Mesmo assim, Lula foi reeleito e fez a sucessora no planalto. Inocência do eleitor?

A campanha presidencial promete uma avalanche retórica fenomenal na tentativa de soterrar qualquer resquício de má lembrança que possa deixar em dúvida o eleitor, neste 2014. Essa avalanche será provocada pela situação e pela oposição, em igual intensidade.

A situação, com a estratégia do medo, vai aterrorizar o cidadão brasileiro ao acenar com a volta do que era antes.

Como o filme de Dilma está queimado, a volta ao passado se refere ao período anterior a Lula. Isso equivale a uma admissão de que Dilma não fez o que se esperava dela. Em tempos normais, a declaração seria um trunfo para os oposicionistas. O problema é que, além de se defender do golpe situacionista, a oposição precisa tornar aceitável um candidato entre os que estão por aí. Sem dúvida, uma situação anômala e vexatória.

Pelas pesquisas mais recentes, o postulante ao cargo presidencial que reúne mais chances de enfrentar a atual presidente num segundo turno é Aécio Neves. Ainda que haja uma mudança de panorama no processo sucessório, quase impossível, as forças oposicionistas precisarão se unir para o tudo ou nada, provocar o segundo turno e partir para o ataque final.

Aécio Neves e qualquer outro candidato que, porventura, conseguir a proeza, vai sucumbir se não houver união dos demais partidos de oposição. Ninguém dá apoio de graça, como sabemos. O toma-lá-dá-cá, tem custo altíssimo sem benefícios para o país.

Falando em custo, a campanha de 2014 deve consumir recursos superiores a 500 milhões de reais segundo estimativas do PT, do PSDB e do PSB. Tal informação contribui para que o eleitor faça, mentalmente, uma pergunta: por que gastar tanto dinheiro, se é sabido que o “investimento” jamais será recuperado? Claro que os homens públicos dirão que esse é o preço do sacrifício que farão pela Pátria, mas, aí, é querer acreditar que o eleitor é mais inocente do que tem demonstrado ser.

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Para cientistas políticos, discurso do medo do PT dá início a tom radical da campanha” – Fonte: Jornal O Globo

Custo elevado de campanha sugere pergunta ao eleitor: gasto vale a pena? Veja “PT, PSDB e PSB estimam gastar R$ 500 milhões na campanha eleitoral” – Fonte: Jornal O Globo 

Imagens: Em quedaEleições 2014  / Eleitor / Filme Queimado /

13 de maio de 2014

VOLTA DE CARLOS NASCIMENTO AO SBT REPERCUTE NAS REDES SOCIAIS

Repercutiu intensamente nas redes sociais o retorno de Carlos Nascimento às atividades jornalísticas. Como todos sabem, Nascimento estava afastado desde setembro de 2013 para o tratamento de um câncer no reto. Tão logo a doença foi diagnosticada, tem sido muito grande a torcida de todos pela recuperação do profissional. Consagrado pela rede Globo como excelente repórter, Carlos Nascimento, depois, passou para as bancadas de emissoras concorrentes com brilho e competência. Tanto que acabou voltando para a rede Globo onde apresentou, inclusive, o telejornal Hoje.

Contratado pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, Carlos Nascimento teve um expressivo crescimento profissional, com um tipo de liberdade e autonomia jamais concedido a ele pela Globo e qualquer outra emissora. Parecia que o jornalista havia encontrado o lugar definitivo.

Porém, Silvio Santos se encarregou de convidá-lo para trocar a Band pelo SBT. Para muitos, e para mim também, uma troca cujo fator financeiro foi decisivo, mas, profissionalmente, deixou a desejar. Carlos Nascimento, na Band, era espetacular. No SBT perdeu muito do brilho acumulado no Morumbi, mas a vida, para ele, seguia tranquilamente até a descoberta da doença. A volta provisória aconteceu ontem, no lugar de Joseval Peixoto, que está em férias.

Após a grande repercussão do retorno, começam as especulações. Nascimento ficará no lugar de Joseval?

Este é um assunto para o futuro; não precisa nem deve ser tratado precocemente, no calor da emoção da volta. O que nós desejamos, sinceramente, é que o jornalista recupere a saúde plena e possa retomar a rotina desgastante e cansativa do jornalismo diário.

A torcida, que não faltou desde o primeiro momento em que a doença foi anunciada, não vai faltar, agora, para que Carlos Nascimento volte com todas as forças, não importa se neste ou naquele telejornal. Profissionais competentes e valorosos, como ele, estão em falta e o jornalismo brasileiro só tem a ganhar com essa recuperação.

Bem-vindo, Nascimento.

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Na volta, o carinho do público.  “Telespectadores pedem para SBT trocar Joseval por Nascimento” - Fonte: Notícias da TV

Veja um pouco mais da carreira do jornalista, no verbete “Carlos Nascimento”, encontrado na Wikipédia, a enciclopédia livre, da Internet, neste link

Imagens: Carlos Nascimento, com Rachel Sheherazade / Grupo Bandeirantes de Comunicação / Silvio Santos / Joseval Peixoto