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27 de maio de 2014

ALEX ESCOBAR ESTREIA PARA OS PAULISTAS COM ALTA REJEIÇÃO

Embora o planejamento das emissoras de rádio e tv que vão transmitir a Copa do Mundo possa ter começado assim que o Brasil foi confirmado como sede do mundial, em 2007, é agora, na reta final para o início da competição, que os detalhes se ajustam. Isso é natural, até por causa de acontecimentos inesperados, como foi a morte lamentada de Luciano do Valle, que comandaria o evento pela Band.

O primeiro grande obstáculo a ser contornado foi o alto custo imposto pela Fifa às emissoras que vão transmitir a Copa.

A tv, menos, e o rádio, mais, puseram à prova seus departamentos comerciais na captura e conquista de patrocinadores de grande porte. As cotas de patrocínio, salgadas, exigiram muita capacidade de negociação tanto das emissoras quanto dos anunciantes para que os interesses acabassem convergindo num ponto comum.

Tanto no rádio como na televisão, a Fifa proíbe a citação comercial corriqueira nas transmissões, chamada de texto foguete, habitual nos campeonatos estaduais e nacionais. É quando o locutor, durante o jogo, usa o bordão da emissora e, em seguida, entra a referência comercial.

Na TV, antes dos “foguetes, a Globo usa a frase “Globo. A gente se liga em você”. Na Band, atualmente, o bordão tem sido “Tá na Copa, tá na Band”. Logo após as frases, aparecem na tela o logotipo do patrocinador e se ouve uma locução rápida (daí a denominação “foguete”) alusiva ao patrocinador. Na Globo, vamos imaginar que entra o logotipo do banco Itaú e a locução diz, por exemplo, “Itaú, todos os corações no mesmo lugar. Isso muda o jogo”.  Por enquanto, tem sido assim, mas na Copa não vai ter disso.

A proibição da Fifa complicou a vida das emissoras que só podem veicular os comerciais dos patrocinadores antes, no intervalo e depois dos jogos. Com a bola rolando, nada feito. O mesmo vale para o rádio. Jogo duro, mas, com habilidade, tudo vai dar certo.

Resta contornar os imprevistos. Na Band, Téo José foi elevado à condição de primeiro locutor, posição anteriormente ocupada por Luciano do Valle. A diferença vai ser notada, apenas, nos jogos do Brasil. Nas demais partidas da Copa, cada estado vai receber a narração de seus locutores habituais. Portanto, nada muda.

Nesse departamento, a Globo pode ser obrigada a fazer uma pequena alteração, testada sem sucesso neste final de semana. Com a intenção de promover Alex Escobar entre os principais narradores da casa, o moço foi escalado na partida entre Sport e Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro. O estranhamento foi imediato.

É bom que se diga: Alex Escobar apresenta o “Globo Esporte Rio”, com o jeitão “descontraído, leve, solto, bem humorado” e outros adjetivos que identificam, igualmente, Tiago Leifer, apresentador da versão paulista do programa.

Escobar deve ser uma pessoa extremamente simpática no convívio diário, motivo que pode explicar a rápida ascensão profissional do rapaz. Aliás, antes de se tornar locutor, Alex Escobar era comissário de bordo, portanto acostumado a subidas, mas não caiu no gosto dos telespectadores fora do Rio.

Da mesma forma, imagino que causaria espanto se Tiago Leifert fosse transformado em narrador e apresentado de supetão ao telespectador de outras praças que não o conhecessem nessa função.

Muito criticado nas redes sociais, Alex Escobar pode ser remanejado nas escalas da Copa. Nada que comprometa o que foi planejado até aqui, mas é mais uma lição que a Globo precisa considerar. Nem tudo pode ser enfiado goela abaixo do telespectador brasileiro.

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No link “Alex Escobar é chamado de ‘robô’ em primeira narração para SP”, você acompanha algumas opiniões que circularam pelas redes sociais, sobre o narrador global – Fonte: Notícias da TV

Imagens: Copa do Mundo no rádio / Luciano do Valle, morto em abril / Joseph Blatter, presidente da Fifa / Téo José / Alex Escobar / Tiago Leifert /