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21 de maio de 2014

GREVE DE MOTORISTAS E COBRADORES DE ÔNIBUS MOSTRA QUE SÃO PAULO É TERRA DE NINGUÉM

São Paulo virou bagunça, desde ontem, terça-feira, dia 20 de maio. Um movimento grevista de motoristas e cobradores de ônibus, depois de ter havido uma convenção trabalhista aprovada pela categoria, virou a cidade de pernas para o ar. Milhões de cidadãos prejudicados por um grupo de vândalos irresponsáveis e inconscientes que direcionaram sua ira sobre quem não tem nada com as reivindicações da classe insatisfeita.

O pior de tudo é o imobilismo das autoridades, encurraladas entre o medo da repercussão negativa em caso de ação enérgica contra os grevistas e o temor de pagar o preço político se agir com vigor contra uma parcela de profissionais que também são eleitores. 

Outra coisa lamentável e difícil de aceitar: agentes municipais encarregados de orientar o trânsito da cidade dizem que nada podem fazer quanto às centenas de ônibus estacionados em locais proibidos, e até atravessados em vias públicas, atrapalhando a circulação de veículos.

Alegam os “marrozinhos” que por se tratar de manifestação de trabalhadores, estão impedidos de multar os infratores. Como todos sabem que esses agentes não têm autonomia para tal decisão, não é difícil entender que a orientação veio “de cima”. Os objetivos são, claramente, políticos.

Além disso, onde termina o direito de um, o trabalhador, começa o direito de outro, a população. No entanto, esse direito tem sido simplesmente ignorado, como se São Paulo fosse terra de ninguém. Nem mesmo a polícia tem agido como se espera. Para disfarçar, ameaça com abertura de inquérito para apurar responsabilidades.

A população, massacrada diariamente no insuficiente e deteriorado sistema público de transporte de massas, aturdida, não sabe o que fazer para chegar ao trabalho. Os que conseguem, de alguma forma, dar um jeito para ir trabalhar, depois não têm como voltar para casa. Sem opção, o recurso é caminhar.

Governantes frouxos e/ou comprometidos com a manipulação de projetos eleiçoeiros escusos, apenas olham e fazem declarações estudadas, com caras de patetas, um colocando a culpa no outro, nas entrelinhas. Covardes, não falam às claras, não agem, não decidem, não determinam, lavam as mãos. “A população que se vire”, parece ser a mensagem.

Tomara que todos entendam o descaso do recado e possam dar uma resposta à altura, em outubro. Para isso, no entanto, será preciso que, até lá, surja alguém no cenário político capaz de, pelo menos, acenar com uma possibilidade confiável de novos tempos. Francamente, não acredito nisso.

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Categoria tinha aceitado reajuste de 10%, mas grupo dissidente quer mais. “Representante diz que motoristas querem até 20% de aumento” – Fonte: Portal G1

No teatro da tragédia humana, encenações não faltam. “Polícia Civil abre inquérito para apurar possível crime na paralisação de ônibus” – Fonte: Portal Estadão

Imagens: Pegos de surpresa / Enfileirados para atrapalhar / Atravessados na via pública / O recurso é caminhar