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23 de maio de 2014

GREVE DOS ÔNIBUS EM SP: A GLOBO SAIU DO ROTEIRO E PEGOU A CONCORRÊNCIA DORMINDO

Não vai muito longe o tempo em que a Rede Globo de Televisão seguia o figurino de "não sair do roteiro", sem permitir nenhuma improvisação. Tudo, na Globo, era feito rigorosamente sob os ditames do padrão global de qualidade. Esse padrão não admitia falhas e, durante anos, foi marca registrada da TV de maior audiência no Brasil. À Globo, nessa época, coube o estigma de não saber improvisar.

A concorrência, sem recursos financeiros para contra-atacar o poderio e as grandes produções globais, encontrou na programação "ao vivo", uma forma de conquistar o telespectador interessado em saber o que está acontecendo na cidade, no estado, no país e no mundo, sem ter que esperar pelo Jornal Nacional para ficar sabendo das novidades.
Programas como o "Aqui Agora" e outros do gênero, começaram a dar uma nova cara à TV plastificada, sem margem para erro. Repórteres, na telinha, narravam como no rádio e as câmeras passaram a ser substitutas da imaginação, outrora usada pelo ouvinte para "visualizar" o que estava acontecendo. 

O rádio, de onde a TV nasceu, foi, novamente, a fonte inspiradora para a nova fase televisiva que passou a se interessar, cada vez mais, pelo improviso. 


A fórmula de levar o repórter ao local dos acontecimentos e transmitir os fatos em tempo real, desde logo se mostrou acertada. Havia empecilhos técnicos a serem equacionados, mas nada que o avanço tecnológico não viesse resolver. 

A Globo, que resistiu durante muito tempo à ideia do modelo "ao vivo"--exceto na programação esportiva, mesmo assim com limites--devagar começou a se preparar para o que muita gente, lá dentro, chamou equivocadamente de "nivelar-se, por baixo, à concorrência".

Enquanto isso, as outras emissoras continuaram improvisando, até como forma de aprimorar a técnica e, nesse particular, deixaram de se preocupar com o império global que, como sempre se disse, "não sabia improvisar". 
Não é que, na última greve de ônibus em São Paulo a Globo mostrou que acabou aprendendo como se faz? 

Com o auxílio, inclusive, de produtores do departamento de jornalismo, que se transformaram em repórteres, a Globo acompanhou de perto o drama do cidadão paulistano, apanhado de surpresa pelo movimento grevista. 

Sem câmeras, mas munidos de celulares, esses produtores foram a campo e atuaram muito bem na linha de frente.


Com uma programação jornalística específica para São Paulo, capital, a emissora tirou programas da grade nacional (como Ana Maria Braga e Bem Estar) para prestar serviços à população local. Bem ancorada nos estúdios, passou o dia vendo de perto a situação dos terminais de ônibus e metrô, reportando o drama do cidadão paulistano que mal conseguiu chegar ao trabalho, mas não sabia nem podia, voltar para casa. 

Enquanto isso, a concorrência, estranhamente, manteve sua programação normal. A Globo, improvisando, demorou para acordar. Quando o fez, mostrou que está preparada para "sair do roteiro" e pegou a concorrência dormindo.

Um bom teste de agilidade com vistas aos novos tempos de Internet sem fronteiras ou barreiras, que já estamos vivendo, e toda a novidade que vem por aí.
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