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28 de junho de 2014

FIM DO “ARENA”, NO SBT. TV É IMAGEM, RÁDIO É IMAGINAÇÃO

A TV nasceu do rádio.

Os primeiros profissionais dessa mídia eram, quase todos, nomes consagrados no rádio. Na foto, Mário Lago integrava o elenco de radionovelas da famosa rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Reconhecidos pela voz, esses artistas atraíam a curiosidade do público que começava a ver televisão.

Como acontecia no próprio rádio, ao serem identificados, alguns daqueles artistas provocavam uma certa decepção. Os tipos físicos e estéticos idealizados pelo ouvinte, muitas vezes, não correspondiam à figura criada pela imaginação. Homens, mulheres e crianças ouviam rádio e a voz dos personagens despertava sonhos de paixão, aventura e heroísmo. Ao verem, na TV, os “donos” da voz do rádio, o choque era inevitável.

Ao longo do tempo, a TV contornou essa dificuldade, tentando aproximar a imagem do sonho a uma pretensa situação real.

Galãs, mocinhas e super-heróis foram ganhando a aparência glamorizada de pessoas bem sucedidas na vida e no amor. Uma das razões do sucesso das novelas está justamente no poder de provocar ilusões, quase uma fuga da realidade enfrentada pelo telespectador, no dia a dia. Pensando bem, as novelas preservam do rádio, até hoje, um dos elementos mais poderosos na construção da audiência, ou seja, a imaginação.

Além das radionovelas, os programas humorísticos também migraram para a TV, calcados nos modelos de sucesso da era de ouro do rádio. Muito antes do chato e castrador politicamente correto, os tipos físicos eram —deliberadamente— grosseiros, caricatos, malandros, ingênuos ou inocentes e, ainda, ignorantes ao extremo. Na foto, Paulo Gracindo e Brandão Filho (ambos já falecidos) representavam uma sátira social personificando os primos rico e pobre. O quadro servia, sim, como denúncia das desigualdades, mas o que importava para para o público, desde os tempos da PRK 30, do rádio, sempre foi o bom humor. A bichinha, o gordo, o careca, o preto, o pobre, o turco, o judeu, o bêbado, o gago, enfim, tipos os mais variados, eram presenças obrigatórias. Tudo para provocar riso. Para mim, no humor, o limite entre fantasia e realidade é claro, explícito e inequívoco.

Em uma novela é diferente. Alguns estereótipos da trama provocam discriminação porque fantasia e realidade podem ser —até intencionalmente— evocadas para confundir. Não pretendo polemizar, mas basta ver quem é o autor por trás de uma novela para entender a intenção de certos diálogos e cenas que, antes de esclarecer, constrangem.

Se a TV conseguiu se livrar da característica do rádio, através do cuidado com a imagem, o mesmo não aconteceu com a mídia que deu origem à televisão. Pior do que isso, o rádio simplesmente ignorou a imaginação e escancarou a realidade. A começar do fato de que, hoje, qualquer pessoa se torna “radialista” tenha ou não tenha o requisito mínimo para trabalho no rádio, ou seja, uma voz pelo menos razoável.

O sucesso do rádio, mesmo quando dedicado exclusivamente à informação (CBN, BandNews e outras do gênero) continua calcado na imaginação. A mesma notícia bem anunciada muda completamente se for mal transmitida. Vozes comuns, leitura primária, articulação defeituosa, respiração inadequada e até dislalias como a conhecida língua presa, por exemplo, são ouvidas diariamente. O rádio se “desprofissionalizou” e matou o encanto. Encanto, que pode ser traduzido por imaginação, é fundamental no rádio.Entendo que seja essa uma das razões do fracasso do programa “Arena”, do SBT. Anunciado como boa novidade, reuniu profissionais do rádio em programa esportivo-humorístico. Não deu certo.

Primeiro, foi cortado o personagem “Gavião”, vivido por Roberto Barrabás, segundo informa o xará Flávio Ricco, na coluna que mantém no UOL. No rádio, vai bem. Na TV, faltou a espontaneidade a que o ouvinte já se acostumou. Eu diria que faltou, também, o elemento que mais sustenta o personagem no rádio: imaginação. Ao “ver” o humorista, ainda que seja apenas a silhueta, o personagem vai pelo ralo da decepção. Rádio é diferente da TV exatamente por isso.

O mesmo aconteceu com o pessoal do programa “Na Geral”, da rádio Bandeirantes. Baseado no humor de Beto Hora, o programa é conduzido por Zé Paulo da Glória e Lélio Teixeira. Os dois servem de escada para o talento do humorista que, valendo-se do grande recurso vocal que possui, dá vida a diversos personagens que fazem a alegria do ouvinte. O programa é sucesso no rádio desde 2002.

beto hora_silvio santos Embalados pelos números do Ibope, tentaram a versão televisiva do programa, em abril de 2005. Não funcionou. Os personagens criados por Beto Hora ganham vida e forma na imaginação do ouvinte. Cada um “vê” o malandro “Vila” a sua maneira; o mesmo se dá com o bêbado “Moaci” e “Dona Inês”, entre outros.

Quando Beto imita “Pelé”, “Wanderlei Luxemburgo”, “Maria Bethânia”, “Cid Moreira”, “Francisco Cuoco” e vários outros, o ouvinte “cria” a melhor imagem para aquela voz. Na TV, Beto Hora tentou a caracterização com o uso de máscaras como, a de Silvio Santos, na foto, mas não é a mesma coisa. O resultado frustrou o telespectador, antes ouvinte.

TV é imagem. Rádio é imaginação. Tem gente que se esquece disso. Ou ainda não entendeu.

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Depois da dispensa de Gavião, agora se anuncia o fim do programa. Veja no link “Cartão vermelho: SBT vai tirar o ‘Arena’ de campo” - Fonte: Coluna do Flávio Ricco

Donos de um programa de sucesso na rádio Bandeirantes, os humoristas tentaram a sorte na TV. Recorde, no link “Sob aplausos, o Esporte Total Na Geral estreia na Band” - Fonte: Noticias.band.uol.com.br

Veja, a seguir, alguns dos personagens de Beto Hora, “construídos” para a televisão. O encanto da caricatura imaginada pelo ouvinte, certamente, não bateu com o tipo mostrado na tela. Fim da empatia. Veja no link “Beto Hora. Imitações do programa Na Geral” – Fonte: Youtube

Imagens: Mário Lago / Regina Duarte e Francisco Cuoco, em Selva de Pedra (1972) /Logo CBN / Personagens Clara e Marina, da novela “Em Família” / Participantes do Arena, do SBT / Gavião, humorista /  Beto Hora como Silvio Santos, frame de vídeo do Youtube /

JÚLIO CÉSAR, SALVADOR DA PÁTRIA


ILUMINADO!

27 de junho de 2014

LUCIANO FACCIOLI PARECE TER ACERTADO SITUAÇÃO COM A BAND. PARECE

Hoje, sexta-feira, dia 27 de junho, a bola não rolou na Copa do Mundo. A “folga” exigiu, das emissoras dedicadas à cobertura do evento, mudanças na grade de programação. O mais óbvio que se viu foram entrevistas protocolares sobre a seleção brasileira, repetecos de alguns jogos e comentários sobre lances polêmicos, entre os quais, a mordida de Luis Suárez, do Uruguai, no ombro do zagueiro italiano, Giorgio Chiellini.

Entre opiniões divididas sobre a “rígida e exagerada” punição ao atleta e o acerto da medida, sobrou também espaço para que os analistas de plantão apresentassem suas predileções sobre esta ou aquela formação ideal da nossa seleção e, claro, a manifestação de “terror” que outras seleções despertam ou deveriam despertar no torcedor brasileiro. No geral, o que se viu e ouviu foi muito bla, bla, bla.

Cansado de tanta repetição esportiva comecei a zapear por outras emissoras. Numa dessas, passei pelo “Mulheres”, da Gazeta paulista, no momento em que Cátia Fonseca, ladeada de Leão Lobo e Mamma Bruschetta, botava em dia as fofocas do meio artístico. De passagem, o nome de Luciano Faccioli surgiu no bate-papo. Leão Lobo, meio na defensiva (disse que não podia, ainda, divulgar detalhes) contou ter conversado com Faccioli e este lhe dissera estar muito feliz por ter praticamente acertado seu retorno ao mercado, depois de um acordo com a Band. Fiquei interessado, pois não se tocou mais no nome do jornalista que perdeu a função desde a estreia do novo informativo da Band, o morníssimo “Café com Jornal”. 

Curioso, fui procurar informações no noticiário especializado em portais e colunas da Internet. Encontrei uma nota original e várias reproduções da mesma nota. Como a fonte original é digna de crédito (Notícias da TV, de Daniel Castro), considero a informação como verdadeira. No entanto, antes de redigir este post, dei mais um giro pela rede, em busca de eventuais atualizações. Achei uma declaração de Marcelo Faccioli, irmão e empresário de Luciano, em que se desmente o fim do vínculo entre Luciano Faccioli e a Band.

Marcelo foi categórico ao declarar que “não há nada de verdade nisso, que ele está fora da Band ou o que ele vai assinar [a rescisão] hoje ou amanhã. O que esperamos é que em breve essa situação se resolva, situação que incomoda a todos que amam o trabalho do Luciano. E esperamos que isso aconteça o mais breve possível”, diz um trecho da declaração.

Se a informação é falsa ou verdadeira, saberemos em breve, mas, desde já, manifesto minha torcida para que, de fato, esse episódio lamentável sobre a situação indefinida de Luciano Faccioli com a Band se resolva rapidamente.

É esperar para ver.

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No link “Band faz acordo e demite apresentador Luciano Faccioli”, a informação bate com o comentário de Leão Lobo no “Mulheres”, da Gazeta, embora o colunista não tenha declarado o nome da nova empresa em que Faccioli irá trabalhar. – Fonte: Notícias da TV

Neste outro link, irmão e empresário de Luciano Faccioli, desmente o acerto. Leia o post “Empresário de Faccioli vai à TV afirmar que apresentador segue na Band” – Fonte: Televisão.uol.com.br

Imagens: Sem bola rolando / Luciano Faccioli / Não

26 de junho de 2014

FALCÃO VAI BEM NA TV E “BOA NOITE, COPA” VIRA BOA ATRAÇÃO NO FOX SPORTS

O sucesso de programas de entrevistas, sejam no formato tradicional que coloca entrevistador e entrevistado frente a frente; talk shows; mesas-redondas; arenas ou qualquer outra formatação que se imaginar, depende, basicamente, de bons entrevistadores e, sobretudo, bons entrevistados.

Se os primeiros não forem experientes e não contarem com um bom trabalho prévio de produção, a entrevista tende a se desenvolver no chato e cansativo terreno das frivolidades ou evocar fatos conhecidos do público e se tornar repetitiva.

Bons entrevistadores não se esquecem que o entrevistado é o personagem central da entrevista. Assim, devem ser sucintos e fazer perguntas diretas. Inteligência e informação sobre o assunto a ser tratado são necessários. Provocar e instigar para extrair o máximo do entrevistado, mas não ultrapassar a linha do bom senso, é fundamental. 

Por outro lado, de nada adianta a tarimba profissional de entrevistadores e produtores, se o entrevistado se comportar tímida ou mediocremente durante a entrevista. Menos comum, mas acontece, é o entrevistado ostentar uma superioridade arrogante e antipática. Enfim, o equilíbrio das virtudes é o primeiro passo no sentido de se obter o sucesso desejado para o programa. Embora se conheça a fórmula, são muitas as variáveis que acabam jogando por terra o que pareciam favas contadas.

Dito isto, quero destacar a presença de Paulo Roberto Falcão, no programa “Boa Noite, Copa”, exibido na grade noturna do canal por assinatura Fox Sports, após os jogos desta Copa do Mundo.

O cenário segue o padrão de programas esportivos. Uma mesa com tampo acrílico transparente, sobre um praticável mais elevado que o plano dos convidados, telões e os recursos tecnológicos de praxe, porém simples. A “bancada” de convidados, na verdade, é constituída de uma fileira de cadeiras onde se sentam os participantes do programa.

O apresentador e uma assistente —que também dá pitacos— ficam em pé o tempo todo. Poderia haver dois banquinhos altos em cena para Falcão e a moça, pelo menos, aliviarem as pernas de quando em quando. O programa se estende por até três horas e ninguém é de ferro. Sendo altos, os banquinhos não ofereceriam o risco (embora desejado pelos marmanjos) de a moça, se estiver de saia ou vestido, pagar o mico de deixar à mostra o que pode não querer mostrar.

Seguro, simpático e educado Falcão, o “Rei de Roma” dá conta do recado com muita tranquilidade. O apelido surgiu quando o ex-jogador do Internacional gaúcho e da seleção brasileira, transferiu-se para o futebol italiano onde jogou pela Roma.

De volta ao Brasil, encerrou a carreira no São Paulo Futebol Clube. Contratado pela extinta Rede Manchete de Televisão, foi comentarista, ao lado de João Saldanha. Depois disso, em 1991, recebeu convite para treinar a seleção brasileira com vistas à Copa do Mundo de 1994, mas permaneceu menos de um ano no cargo.

Convidado pela Rede Globo, atuou, de 1996 a 2010, como comentarista ao lado de Galvão Bueno. Deixou o cargo para assumir o posto de treinador do Internacional, de Porto Alegre, time do coração. Apesar do envolvimento emocional com a equipe, não se livrou de levar um cartão vermelho do presidente do clube e foi demitido apenas três meses depois de ser contratado. Insistindo no segmento esportivo, foi parar no Bahia onde ficou de fevereiro a julho de 2012. Atualmente, Falcão faz uma espécie de intercâmbio com a Fiorentina, da Itália, para se aprimorar como técnico de futebol.

Porém, caso as coisas não corram da forma que ele deseja, o futuro do ex-craque pode estar na televisão como apresentador. A presença de Falcão no programa “Boa Noite, Copa” tem sido excelente e pode determinar novos rumos profissionais na vida do “Rei de Roma”.boa_noite_copa O programa de ontem, dia 25 de junho, estava espetacular. Com Zico e Mozer como convidados, Falcão conduziu a apresentação com segurança e bom humor, revivendo passagens pitorescas do trio formado pelos dois convidados mais o atual comentarista contratado da Fox Sports, Mário Sérgio. Os três jogaram pelo Flamengo, do Rio de Janeiro e pela seleção brasileira. Aproveitando o gancho, Falcão explorou muito bem o “material”. O resultado foi ótimo, prova de que nem sempre a supremacia tecnológica e financeira da rede Globo supera o talento genuíno e boas histórias.

Não sei se Falcão continua no canal por assinatura depois da Copa, mas deveria continuar. Com outro nome, transformado em atração semanal, por exemplo, mais curto (duas horas, no máximo) certamente o programa se revelaria um campeão de audiência no segmento esportivo. Bem, amigos, esta é a minha opinião.

O programa “Boa Noite, Copa”, de ontem, teve ainda a participação de Benjamim Back (primeiro sentado, à esquerda, na foto acima). A moça que dividiu o cenário com Falcão, nesse programa, é muito bonita e, de vez em quando, os cortes de câmera ofereciam ao telespectador uma imagem mais próxima da assistente, para deleite dos olhos. O nome dela é Letícia Wiermann.leticia_wiermannE por estar, aqui, manifestando a surpresa positiva em relação ao apresentador do programa do Fox Sports, cabe mais uma revelação espantosa: Letícia é filha de José Luiz Datena, quem diria!

Prova de que a natureza —além de sábia— é generosa, se aprimora e corrige falhas. Ainda bem!

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Imagens: Marília Gabriela e Reynaldo Gianecchini / Alberto Dines, no Roda Viva / Paulo Roberto Falcão / Falcão, na Roma / Convidados do Boa Noite, Copa – reprodução de frame de vídeo / Letícia Wiermann – reprodução de frame de vídeo (ambos disponíveis no link http://www.foxsports.com.br/ na seção intitulada “Os melhores vídeos do Fox Sports”

25 de junho de 2014

CAFÉ COM JORNAL. AUDIÊNCIA JÁ PREOCUPA E A COPA NEM ACABOU

Alerta que fiz aqui há pouco mais de um mês (no dia 16 de maio, para ser exato) já aparece como notinha na coluna “Outro Canal”, de Keila Jimenez, da Folha, revestida de tom preocupante. No post “Café com Jornal pode esfriar depois da copa” apresentei alguns pontos que, avaliados devidamente, podem diminuir o entusiasmo dos criadores da atração da Band. Em plena efervescência da Copa do Mundo, o “Café com Jornal”, a despeito do discurso modernoso e ufanista que precedeu o lançamento do programa, mostrou, desde a estreia, a que veio. Pretensamente descontraído, informal, jovem, moderno e outros adjetivos que visam, primeiro, desqualificar a concorrência, o programa da Band, por enquanto, mostrou muito pouco. Talvez por esbarrar em problemas orçamentários, tem percorrido o lugar comum dos programas noticiosos, com poucas e honrosas exceções. Num horário em que Record, Globo e SBT também apresentam telejornais “amanhecidos”, a Band apenas acrescentou mais um prato feito ao cardápio informativo oferecido ao telespectador matinal. Ou seja, nada de novo. A Copa tem “livrado a cara” do pessoal do Morumbi, mas e depois? Essa é a pergunta que não quer calar.

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A nota de Keila Jimenez, está no link “Neymar divide anunciantes com ex-craques da seleção”. Corra a página até o fim.  É apenas uma observação, sob o título “Sono”, mas para ter chegado à coluna, o “vazamento” pode ser reflexo da insatisfação de alguma ala interna, das muitas, que existem nos domínios dos Saad. – Fonte: Outro Canal

Se você não viu meu post do dia 16 de maio, clique no link “CAFÉ COM JORNAL PODE ESFRIAR DEPOIS DA COPA

Imagem: Café com Jornal

23 de junho de 2014

AGUINALDO SILVA SE ENGANA COM CHAMADA FALSA SOBRE A PRÓPRIA NOVELA

Todos sabem que imitações não resistem à comparação com originais, mas o mercado está abarrotado de muita coisa falsificada: quadros, roupas de grife, relógios, tênis, aparelhos eletrônicos, bebidas e mais uma variedade considerável de falsificações. A prática resulta em grande prejuízo à economia e à população em geral. Produtos piratas normalmente são produzidos na clandestinidade e, além de não pagar impostos, lesam o consumidor que, mais cedo ou mais tarde, vai descobrir o engano. Pirataria é atividade tão criminosa quanto a falsificação de dinheiro.

No entanto, quero recomendar às emissoras de televisão que prestem atenção numa pessoa de grande talento que costuma frequentar o Youtube. O produto falsificado são “teasers” (chamadas em vídeo) de novelas e programas da Rede Globo. 

A mais recente “vitima” dessa falsificação é o autor de novelas Aguinaldo Silva. Depois de encontrar na web um “teaser” sobre a próxima novela das nove, “Império”, da Rede Globo, assinada por ele, o autor postou o vídeo no próprio site, acreditando ser um trabalho da emissora para a qual trabalha.

Avisada, depois da descoberta da fraude, a Rede Globo reconheceu que o “teaser” em questão (…)“é um trabalho de um ‘fã criativo’, que já fez outros similares envolvendo programas e novelas da emissora”, segundo esclarece texto da colunista especializada em TV, Keila Jimenez, que escreve na Folha. 

Diante da revelação, me pergunto: o que essa pessoa (pode ser homem ou mulher, não ficou claro) está fazendo na “clandestinidade”? A locução é masculina, mas isso não significa que a redação e a edição sejam da mesma pessoa, embora possam ser. Se os “teasers” falsificados têm tanta qualidade, a ponto de enganar ao próprio autor da novela, a Rede Globo está perdendo tempo. Trate, pois, de descobrir quem é essa pessoa e… contrate-a!  

A falsificação, desta vez, pode levar à descoberta de um produto original. Vale a pena procurar, não vale?

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A informação sobre o engano de Aguinaldo Silva está no link “Vídeo falso de nova novela da Globo engana autor” – Fonte: Outro Canal

Já está on-line um site dedicado à novela, mostrando, por enquanto, a sinopse da nova atração global. Acesse no link http://imperionovela.com.br/noticias/sinopse-novela-imperio/

Para a comprovação da veracidade do fato, se for o caso, o autor Aguinaldo Silva faz um comentário a respeito no próprio site, que você pode acessar através do link “http://asdigital.tv.br/portal/”. É preciso procurar pelo vídeo, correndo a página para baixo até encontrá-lo. Para quem não quiser se dar ao trabalho, basta clicar na imagem abaixo. Clicando sobre o logo do Youtube, você verá o “teaser” no local de origem.

Imagem: Aguinaldo Silva / Logo site Império / Original

21 de junho de 2014

ANA PAULA OLIVEIRA, MARÍLIA RUIZ E A TECNOLOGIA EM DESTAQUE NA COPA

Com a overdose de Copa na TV, por mais “filmeiro” que a gente seja uma hora acaba se tornando também “boleiro”. É inevitável, se quisermos ficar um pouco “por dentro” do que está rolando nos gramados brasileiros. Assim, tenho visto alguns jogos.

Para quem assiste à transmissão pela TV, como eu, é impossível não notar a expressão de surpresa de narradores e comentaristas em relação a seleções consideradas pequenas e que têm assustado “a fina flor do futebol mundial”. A maior “zebra” (para eles) é a seleção da Costa Rica, já classificada para a próxima fase. Na foto, o gol da vitória contra a Itália.

Entre os fiascos, ainda repercute a saída de Espanha, Austrália, Inglaterra e Camarões, seleção que muita gente entendida no assunto apostava que faria um grande estrago entre os competidores. Faltou cabeça entre eles (ou sobrou?). Assou-Ekotto e Moukandjo, de Camarões, trocaram cabeçadas no jogo contra a Croácia, que meteu 4 a 0 no time africano. Foi preciso que Webo (camisa 15, na foto), contivesse os ânimos e evitasse um vexame ainda maior.

Os destaques positivos desta Copa devem-se à exibição de gala de grandes seleções como Alemanha (hoje enroscou em Gana), França (deu mais um espetáculo, diante da Suíça) e Holanda. Itália, Brasil e Argentina, por enquanto, despertam mais temor na torcida por uma eventual desclassificação precoce do que a confiança de que podem ser finalistas.

A vedete das transmissões tem sido a tecnologia da linha de gol (TLG). Caro e eficiente, o sistema que incluiu 14 câmeras de alta velocidade, custa 260 mil dólares (R$ 623 mil) e cerca de 4 mil dólares (R$ 9.300) por partida, para ser operado, acaba com a história do “entrou, não entrou”.

A Fifa deve bancar a manutenção do TLG nos estádios da Copa durante um ano. Findo esse prazo, se a CBF entender que vale a pena, o sistema poderá ser comprado e incorporado ao estádio, como “legado da Copa do Mundo”.

Além da tecnologia da linha do gol, o “tira-teima” virtual (ainda mais aperfeiçoado) não deixa dúvida sobre erros e acertos da arbitragem quando o assunto é, na maioria das vezes, impedimento. Como curiosidade, a repetição do lance duvidoso é vista apenas pelos telespectadores. No telão dos estádios, não. Medida acertada, me parece, para não gerar discussão entre as torcidas e evitar brigas desnecessárias.

Falta, agora, desenvolver um software para evitar os erros grosseiros do apito, sobretudo em jogadas faltosas (ou não) dentro da área. Alguns pênaltis duvidosos foram marcados ou deixados de marcar prejudicando, num caso e no outro, as equipes envolvidas na partida. O comitê de arbitragem da Fifa defende a livre interpretação dos árbitros, questão que, por enquanto, alimenta acalorada discussão em torno do assunto. Não me parece que vai haver mudança a curto prazo.

Diante dos avanços tecnológicos evidentes, já citados, tem se tornada hilária a análise dos comentaristas de arbitragem escalados para acompanhar e esclarecer possíveis lances polêmicos durante o jogo. Gastam um tempo precioso discutindo o indiscutível e, pior, aborrecendo a paciência do telespectador que viu o lance nos mínimos detalhes. Ninguém escapa, Globo, Sportv (ótima cobertura), Band, ESPN e Fox Sports. Esse “quesito” precisa ser revisto.

Por último, esta Copa mostra que a presença feminina entre comentaristas das emissoras nacionais é muito pequena. Comumente, as mulheres ocupam espaços na reportagem e na apresentação de programas esportivos e nesta Copa não tem sido diferente. Apenas a Fox Sports 2, se não estou enganado, abriu espaço para duas mulheres comentarem os jogos. São elas Marília Ruiz e Ana Paula Oliveira.

Marília, casada com o humorista Paulo Bonfá —que narra jogos no canal—, tem experiência jornalística de alguns anos, mas, por falta de oportunidades (é o que penso) acabou criando uma TV web, onde tem atuado no segmento esportivo. Na grande mídia, a participação de Marília nesta Copa do Mundo talvez seja a grande performance profissional da jornalista.

Ana Paula de Oliveira, consagrada como bandeirinha (apitou jogos também), é jornalista, dá os primeiros passos como comentarista durante a partida (não apenas de arbitragem) e tem se saído bem. Dona de uma beleza clássica indiscutível, talvez seja esse detalhe que a inibe um pouco quando está diante das câmeras. Se sorrisse mais, certamente acrescentaria um toque especial à própria imagem. Talvez ela queira evitar a crítica de pessoas que creditam o sucesso feminino apenas à aparência físico-estética e fica um tanto inibida. Ser bonita, com conteúdo, é um privilégio, não é crime. Sorria, Ana Paula. O telespectador, principal favorecido, agradece.

E, antes que me esqueça, parabéns, às duas, pelo bom trabalho.

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Imagens: Costa Rica, gol contra a Itália / Cabeçadas de Camarões / TLG - Gol Line Tecnology / Linha de Impedimento / Pênalti, Fred  / Marília Ruiz e Paulo Bonfá / Ana Paula Oliveira

18 de junho de 2014

DATENA SE ESQUECE QUE ESTÁ NO AR É USA PAPO DE BOTECO NA COPA

A distração de José Luiz Datena durante a narração de Chile x Espanha, na tarde desta quarta-feira, pela Band, não é novidade. Há muito tempo o rádio e a televisão vêm usando a linguagem que mais se aproxima do jeito de falar da população, no dia a dia.

Ao descrever o zagueiro Sérgio Ramos, da Espanha, como jogador violento, Datena disse "esse cara bate pra caralho, Neto".

Uma fração de segundo depois, ele pediu desculpas pelo "palavrão involuntário". Datena disse mais ou menos isto: "Pô, desculpe, saiu sem querer."

E foi isso mesmo. A frase sobre Sérgio Ramos soou naturalmente na hora do bate-papo entre o narrador e o comentarista, acerca de um lance faltoso. Talvez até passasse despercebida se não fosse o próprio Datena ter se preocupado em se desculpar com o telespectador.

Alguns colegas me pediram uma opinião sobre o incidente. Eu estava assistindo ao jogo, pela Band. Ouvi a frase, mas não me surpreendi. A expressão é rotineira em emissoras de rádio, principalmente em FM, nesses programas que passam trotes e coisas do gênero. Alguns, recorrem ao "pi" tradicional para "censurar" palavras.

Para mim, o uso do sinal sonoro é hipocrisia e nem funciona. Quem é que não sabe o que foi dito, sob o "pi"? No fundo, o recurso é usado para chamar a atenção.

O "escorregão" de Datena vai se tornar lugar-comum em todos os veículos, não demora muito não. Aliás, na TV, já vem acontecendo há tempos. Quem nunca ouviu o "porra, meu" dito por Faustão? Ninguém reclama, pelo contrário, até o elogiam por ser "descontraído".

Não discuto se é bonito ou se é feio falar assim, mas é assim que se fala entre amigos em torno de qualquer assunto. Sinal dos tempos. Não perca o sono por isso, Datena. No máximo, se você, de fato, acha que pisou na bola, controle sua língua.

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Imagens:  José Luiz Datena / Sérgio Ramos / Pi

16 de junho de 2014

OLIVEIRA NETTO E CASEY KASEM. DOIS ESTILOS UNIDOS PELA IMAGINAÇÃO

Uma postagem de Luiz Fernando Magliocca, hoje, 16 de junho, me levou à pagina do B.A.R. —sigla que identifica, no Facebook, um grupo de radialistas que se autodenominam “Bons Amigos do Rádio”.

O post avisava sobre a morte de Kemal Amin Kasem, extraordinário apresentador norte-americano, de 82 anos.

Conhecido como Casey Kasem, o radialista comandou durante anos o programa “AMERICAN TOP 40”, apresentado de costa a costa “com sucesso absoluto”, segundo destaque de Magliocca.

Além disso, a voz de Kasem deu vida a personagens famosos do cinema e da televisão como “Salsicha” do desenho Scooby Doo”, “Batman” e “Os Caça-Fantasmas”, por exemplo. A voz marcante do radialista era, também, muito utilizada pela rede NBC e pela propaganda.

Após ler a informação, dei um “giro” pela página do B.A.R. e encontrei uma nota, postada por Nilo Frateschi Jr,  sobre a morte de um grande locutor brasileiro, cujo falecimento eu desconhecia.

Trata-se de Oliveira Netto. Ainda hoje lembrado pela série de comerciais inesquecíveis da Bozzano, Oliveira Netto foi, sem dúvida, uma daquelas pessoas que ninguém, jamais, esquece depois de conhecê-las.

Na foto ao lado, o locutor (de camisa azul-marinho e mangas compridas) posa ao lado da estatua do violeiro, num evento realizado no Clube da Viola, de Bauru/SP.

Natural de Botucatu, interior paulista, tinha 81 anos. Dono de voz grave, personalíssima, inspirou seu trabalho em Ramos Calhelha.

Sem o menor constrangimento, pelo contrário, Oliveira Netto sempre manifestou admiração por Calhelha (à direita), considerado “Mestre dos mestres da narração”. Enganava-se quem supunha que a comparação o aborrecia. Pelo contrário, Oliveira Neto sentia um misto de prazer e orgulho quando alguém lembrava a semelhança de estilo com o colega locutor.

Conheci Oliveira Netto em meados dos anos 1990, no estúdio Banda Sonora, quando este se mudou para o Campo Belo, em São Paulo, capital. Procurei, na rede, uma foto que me remetesse ao Oliveira que conheci e a mais próxima foi essa, do violeiro. Calmo, andar cadenciado, nessa época estava em tratamento de algo que o incomodava nos ouvidos. Queixava-se que o problema o atrapalhava na hora de gravar, mas, apesar do que sentia, mandava muito bem diante do microfone.

Sempre digo que os caminhos profissionais acabam, por vezes, nos separando de pessoas que gostaríamos de ter mais próximas e Oliveira Netto foi uma dessas pessoas.

Lamento muito não ter sabido, antes, da morte do colega, mas, depois de ver a nota no B.A.R. considerei que era uma questão de justiça citar Oliveira Netto ao falar de Casey Kasem.

Além da profissão em comum —e da idade, ambos eram octogenários— havia mais um traço que os unia, embora vivessem muito distantes, geograficamente, um do outro: com a voz, ambos sabiam transformar em arte, magia e imaginação um texto bem interpretado.

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No post de Nilo Frateschi Jr, no B.A.R., existe um material de áudio com a voz do locutor. Clique no link e recorde o trabalho de Oliveira Netto, inclusive num comercial da Bozzano. Você vai ouvir, também, o depoimento em que ele confessa ter como ídolo Ramos Calhelha. Um momento especial de saudade

Neste outro link, uma nota sobre a morte do colega. “Morre radialista conhecido pelo vozeirão do comercial Bozzano”. A foto que ilustra o vídeo mostra um locutor jovem que não sei se é Oliveira Netto, mas a voz é dele, sem dúvida.  

Neste outro link, a notícia sobre a morte de Casey Kasem. “Morre o radialista Casey Kasem, 82, voz de Salsicha e Robin

Imagens: Casey Kasem / Kasem, ScoobyOliveira Netto / Ramos Calhelha / Caminhos da Imaginação

14 de junho de 2014

DATENA CONQUISTA A COMISSÃO TÉCNICA DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Quem me acompanha pelo blog sabe que faço ressalvas ao comportamento de José Luiz Datena diante das câmeras, na condução do “Brasil Urgente”. Exibindo um jeitão blasé (combinação de indiferença e apatia) misturado à arrogância e violência, em determinados momentos, o apresentador tenta passar a ideia de que “não está nem aí com a voz do Brasil”. Exceto, claro, quando convém mostrar-se indignado, de olho no “ibope”.

Profissionalmente, não há mais nada que mereça reparo em Datena. Já faz algum tempo que o apresentador vem manifestando, no ar, o desejo de abandonar os programas policiais que o consagraram perante o público. A ascensão de Marcelo Rezende, da Record, concorrente direto no estilo de programa, pode estar pesando mais na decisão. O problema é que, para a Band, manter o “Brasil Urgente” no ar talvez seja interessante, em termos de audiência.

Antes mesmo da morte de Luciano do Valle, a Band já vinha divulgando a intenção de integrar Datena à equipe de esportes, durante a Copa do Mundo.

Como se sabe, no início da carreira, o apresentador foi repórter de campo. Mais tarde, na equipe do próprio Luciano do Valle, na mesma Band, Datena também exerceu a função de narrador.

Portanto, participar da Copa, narrando jogos, não era má ideia. Tanto mais que o nome de Datena, indiscutivelmente, funcionaria como um atrativo extra para o telespectador. Faltava, porém, a anuência do apresentador. Durante algum tempo, os planos da Band ficaram só no terreno das possibilidades. Com a lamentável morte de Luciano do Valle, a emissora deve ter melhorado os argumentos e convenceu Datena em relação à Copa.

O jogo México X Camarões, dia 13, foi narrado por ele. Pouco antes da partida, José Luiz Datena apareceu no programa “Jogo Aberto”, de Renata Fã, e disse que esta Copa seria a última convivência dele com o esporte.

Mostrando boa cintura e conhecimento das equipes, Datena narrou do Morumbi, “off-tube”, enquanto o comentarista Denilson “Show” estava na Arena das Dunas, em Natal, Rio Grande do Norte. Embora tenha se atrapalhado nos dois gols mal anulados pela arbitragem (não houve impedimento), Datena foi bem. Uma evidência disso é que apesar dos aparentes privilégios da rede Globo junto à CBF, a comissão técnica da seleção brasileira, na Granja Comari, viu o jogo pela Band, narrado por Datena.

Não resta dúvida de que, depois da Copa, a Band vai ter que mexer no quadro de narradores se quiser atrair patrocínio para as transmissões esportivas. Com a morte de Luciano do Valle, fica faltando um grande nome para atrair o anunciante. Não quero, com esta observação, desmerecer a nenhum dos atuais integrantes da equipe de esportes da Band, mas é evidente que a lacuna deixada por Luciano é uma questão a ser resolvida. A Band tem nas mãos uma possível solução doméstica, capaz de repercutir bem no mercado e, ainda, agradar ao desejo de Datena se desligar dos programas policiais. O resto, são apenas detalhes que podem fazer muito bem à “ibagem” de Datena e da Band.

Imagens: Comissão Técnica, Granja Comari / Luciano do Valle / Datena, repórter de campo / Datena, off-tube

11 de junho de 2014

LIDERANÇA DA RÁDIO GLOBO AM, EM SÃO PAULO, PODE PROVOCAR MUDANÇAS NA CAPITAL

* Atualização: três dias depois da postagem, alterei a manchete para destacar o verdadeiro foco do post

Vi no “Bastidores do Rádio” a tabela de audiência das emissoras de rádio AM de São Paulo, relativa ao trimestre “março, abril e maio” deste ano. O mesmo site publica, também, a tabela do “ibope” das FMs. Minha atenção se volta para o AM, por uma razão específica: eu queria ver o resultado da associação Capital/ESPN, parceria que acaba de completar um ano. Estranhei os números. Eu imaginava que estivessem nas alturas, com a proximidade da Copa do Mundo.

Copa A rádio Capital vinha acenando com a possibilidade de transmitir a Copa do Mundo—ainda que não oficialmente—após ter transmitido a Copa das Confederações, em 2013, através de um acordo com a Super Rádio Tupi, do Rio de Janeiro (veja o anúncio do acordo, em 2012). A chegada da ESPN, do grupo Disney, afastou essa possibilidade, mas eu pensei que para a Copa do Mundo a bola fosse rolar, na boa.

espn_capital Confesso que não acompanho a Capital, portanto não me dei conta de que a ESPN estava fora da Copa, no rádio. Só fui saber, mesmo, quando, após verificar os números de audiência em baixa da Capital, espiei o site da emissora a fim de verificar a programação para o campeonato mundial.

Nada. Nem uma palavra. Problemas com o site, pensei. Entrei em várias páginas, na expectativa de encontrar referências sobre a cobertura do evento esportivo. Continuei sem resposta. No link “Programas”, há duas indicações da Equipe ESPN. ambas restritas a programas esportivos: “Sportscenter Rádio” —das 18h00 às 19h00— e “Bate Bola – ESPN”, das 20h00 às 21h00.

Esta ausência, imagino, só pode estar relacionada com o tempo decorrido desde o fim da parceria da ESPN com o grupo Estadão, em 31 de dezembro de 2012, até firmar o acordo com a rádio Capital. Foram seis meses ausente do rádio, atuando apenas pela Internet, o que provocou insegurança nos eventuais patrocinadores. Sem a certeza de que a ESPN estaria no ar, na Copa, a venda de cotas publicitárias se tornou inviável.

Além disso, por ter apenas a onda média, a rádio Capital restringiu o trabalho da equipe. Este empecilho, como todos sabem, vai deixar de existir com a migração do AM para o FM, mas Chico Paes de Barros já deixou claro, há tempos, que se o pessoal da ESPN quiser também o FM, haverá uma negociação específica para essa frequência.

Posso estar enganado, mas o fato da rádio Capital ter ficado de fora da Copa tem contribuído para a baixa dos índices nesta época em que o assunto do momento é o campeonato mundial. Para se ter uma ideia do tamanho do estrago, no trimestre “Abril/Maio/Junho”, de 2013, o primeiro da atual parceria, a Capital estava em segundo lugar, com 0,52% da audiência geral do AM.

A líder era a rádio Globo, com 0,59%, uma diferença de apenas 7 décimos de ponto porcentual. Este ano, no trimestre “Março/Abril/Maio”, a Globo aumentou sua liderança para 0,60%.  A Capital permanece em segundo, mas com 0,39%, ou seja, 21 décimos de ponto porcentual atrás da primeira colocada. Uma queda de quase 8% da audiência que detinha um ano atrás.

Não é pouca coisa, pois em número de ouvintes por minuto a Globo pulou de 101.085,22 para 107.606,26 ouvintes por minuto. No sentido inverso, a rádio Capital caiu de 88.421,46 para 70.015,49 ouvintes por minuto. No confronto direto, a Globo disparou com 37.590,77 ouvintes por minuto sobre a segunda colocada.

Se o mercado conhece Chico Paes de Barros, é possível supor que existe um bom motivo para “segurar” a parceria. A ESPN está descarregando um caminhão de dinheiro na emissora de Roberto Morizono e, com Copa ou sem Copa, o faturamento está garantido.

Porém, se os números do “ibope” têm alguma relação com a presença da equipe ESPN na programação da rádio Capital, a manutenção desses dois horários, no futuro, é uma grande incógnita.

O problema é saber se a perspectiva agrada ao grupo Disney. Preciso esperar para ver, pois não tenho bola de cristal. Você arrisca um palpite?

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Depois de cinco anos de parceria, o acordo com as rádios Eldorado AM e FM terminou. Relembre o fato no link “Grupo Estado e ESPN encerram parceria comercial” – Fonte: Estadão (31/10/2012)

Em 2013, havia a chance de a rádio Capital, em parceria com a Super Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, transmitir a Copa do Mundo. Entrada da ESPN acabou com a possibilidade. A parceria Capital/Tupi está no link “Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro firma parceria com a Rádio Capital de São Paulo” – Fonte: Tudo Rádio (26/07/2012)

No trimestre encerrado em junho de 2013, antes da parceria com a ESPN ter início, em julho, a rádio Capital estava nos calcanhares da Globo. Veja no link “Audiência do AM na cidade de São Paulo” – Fonte: Bastidores do Rádio (15/06/2013)

Em plena efervescência da Copa do Mundo, a mais recente aferição de audiência do AM coloca a rádio Globo com larga vantagem sobre a Capital, vice-líder. Veja no link “Audiência do Rádio AM na cidade de São Paulo” – Fonte: Bastidores do Rádio (11/06/2014) 

Imagens: Copa / Capital/ESPN / Estadão/ESPN / Em queda / Rádio Globo / Chegada /

9 de junho de 2014

RÁDIO, DURANTE O DIA, TEM O DOBRO DA AUDIÊNCIA DA TELEVISÃO

Você, que gosta de rádio e acompanha as notícias do setor, sabe que os donos de emissoras choram as pitangas diante do “baixo faturamento”. Para alguns, “a única solução” é arrendar horários para igrejas e salvar, pelo menos, a alma do negócio. Para outros, a parceria com grandes grupos de comunicação —caso da ESPN e rádio Capital— é o que garante o “dinheiro da xepa”, choramingam. E tem, também, os empresários que arrendam a emissora inteira para projetos de naming rights, tipo rádio SulAmérica, Bradesco Esportes.

A julgar pela reclamação, é cada vez menor o número de proprietários de rádios que encaram o mercado e saem no lucro. “O rádio vive seus piores momentos a caminho da extinção”, vaticinam, com aquela expressão dolorida de quem está prestes a enterrar um ente querido. Grosso modo essa é a situação do rádio atual. “Pouca audiência produz pouca renda”, atestam esses senhores com ares professorais, olhos lacrimejando. Ah, coitados!

Não, não estou me condoendo da situação de penúria dos empresários do rádio. O motivo é outro: eles terão que arrumar uma nova desculpa. “Baixa audiência” não vai colar mais. Pelo contrário, o rádio tem mais audiência do que todas as emissoras de TV abertas, somadas.

No período vespertino o fiel da balança começa a pender para a telinha, mas, ainda assim, algumas rádios têm mais ouvintes por minuto que certas emissoras de televisão. Se existe audiência e os departamentos comerciais não conseguem vender o espaço publicitário, é outra história. Mas não acredito na incompetência dessa gente. Afinal, alguns, estão na atividade há décadas. Se fosse o caso de não saberem “vender”, já teriam sido trocados há tempos. Quem se habilita a contar o que se passa, de fato? O que está acontecendo parece um caso típico de falta de sintonia com o público; um desastre.

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Veja os números que desmascaram o chororô dos empresários do rádio, no link “Segundo pesquisa, Rádio tem o dobro da audiência da TV aberta em São Paulo durante o dia” – Fonte: Tudoradio.com

Imagens: Rádio no carro / Pinocchio / Ipsos