CONTATOS, INCLUSIVE ASSESSORIAS DE IMPRENSA:
FALE CONOSCO!

Navegue à vontade

Na coluna à direita, logo abaixo das postagens preferidas do leitor, está o ZAPPING. Através dele você tem acesso direto às noticiais do dia, nacionais e internacionais, além de informações sobre quase tudo. ZAPPING. Uma central de notícias e entretenimento em que você escolhe o que quer.

21 de junho de 2014

ANA PAULA OLIVEIRA, MARÍLIA RUIZ E A TECNOLOGIA EM DESTAQUE NA COPA

Com a overdose de Copa na TV, por mais “filmeiro” que a gente seja uma hora acaba se tornando também “boleiro”. É inevitável, se quisermos ficar um pouco “por dentro” do que está rolando nos gramados brasileiros. Assim, tenho visto alguns jogos.

Para quem assiste à transmissão pela TV, como eu, é impossível não notar a expressão de surpresa de narradores e comentaristas em relação a seleções consideradas pequenas e que têm assustado “a fina flor do futebol mundial”. A maior “zebra” (para eles) é a seleção da Costa Rica, já classificada para a próxima fase. Na foto, o gol da vitória contra a Itália.

Entre os fiascos, ainda repercute a saída de Espanha, Austrália, Inglaterra e Camarões, seleção que muita gente entendida no assunto apostava que faria um grande estrago entre os competidores. Faltou cabeça entre eles (ou sobrou?). Assou-Ekotto e Moukandjo, de Camarões, trocaram cabeçadas no jogo contra a Croácia, que meteu 4 a 0 no time africano. Foi preciso que Webo (camisa 15, na foto), contivesse os ânimos e evitasse um vexame ainda maior.

Os destaques positivos desta Copa devem-se à exibição de gala de grandes seleções como Alemanha (hoje enroscou em Gana), França (deu mais um espetáculo, diante da Suíça) e Holanda. Itália, Brasil e Argentina, por enquanto, despertam mais temor na torcida por uma eventual desclassificação precoce do que a confiança de que podem ser finalistas.

A vedete das transmissões tem sido a tecnologia da linha de gol (TLG). Caro e eficiente, o sistema que incluiu 14 câmeras de alta velocidade, custa 260 mil dólares (R$ 623 mil) e cerca de 4 mil dólares (R$ 9.300) por partida, para ser operado, acaba com a história do “entrou, não entrou”.

A Fifa deve bancar a manutenção do TLG nos estádios da Copa durante um ano. Findo esse prazo, se a CBF entender que vale a pena, o sistema poderá ser comprado e incorporado ao estádio, como “legado da Copa do Mundo”.

Além da tecnologia da linha do gol, o “tira-teima” virtual (ainda mais aperfeiçoado) não deixa dúvida sobre erros e acertos da arbitragem quando o assunto é, na maioria das vezes, impedimento. Como curiosidade, a repetição do lance duvidoso é vista apenas pelos telespectadores. No telão dos estádios, não. Medida acertada, me parece, para não gerar discussão entre as torcidas e evitar brigas desnecessárias.

Falta, agora, desenvolver um software para evitar os erros grosseiros do apito, sobretudo em jogadas faltosas (ou não) dentro da área. Alguns pênaltis duvidosos foram marcados ou deixados de marcar prejudicando, num caso e no outro, as equipes envolvidas na partida. O comitê de arbitragem da Fifa defende a livre interpretação dos árbitros, questão que, por enquanto, alimenta acalorada discussão em torno do assunto. Não me parece que vai haver mudança a curto prazo.

Diante dos avanços tecnológicos evidentes, já citados, tem se tornada hilária a análise dos comentaristas de arbitragem escalados para acompanhar e esclarecer possíveis lances polêmicos durante o jogo. Gastam um tempo precioso discutindo o indiscutível e, pior, aborrecendo a paciência do telespectador que viu o lance nos mínimos detalhes. Ninguém escapa, Globo, Sportv (ótima cobertura), Band, ESPN e Fox Sports. Esse “quesito” precisa ser revisto.

Por último, esta Copa mostra que a presença feminina entre comentaristas das emissoras nacionais é muito pequena. Comumente, as mulheres ocupam espaços na reportagem e na apresentação de programas esportivos e nesta Copa não tem sido diferente. Apenas a Fox Sports 2, se não estou enganado, abriu espaço para duas mulheres comentarem os jogos. São elas Marília Ruiz e Ana Paula Oliveira.

Marília, casada com o humorista Paulo Bonfá —que narra jogos no canal—, tem experiência jornalística de alguns anos, mas, por falta de oportunidades (é o que penso) acabou criando uma TV web, onde tem atuado no segmento esportivo. Na grande mídia, a participação de Marília nesta Copa do Mundo talvez seja a grande performance profissional da jornalista.

Ana Paula de Oliveira, consagrada como bandeirinha (apitou jogos também), é jornalista, dá os primeiros passos como comentarista durante a partida (não apenas de arbitragem) e tem se saído bem. Dona de uma beleza clássica indiscutível, talvez seja esse detalhe que a inibe um pouco quando está diante das câmeras. Se sorrisse mais, certamente acrescentaria um toque especial à própria imagem. Talvez ela queira evitar a crítica de pessoas que creditam o sucesso feminino apenas à aparência físico-estética e fica um tanto inibida. Ser bonita, com conteúdo, é um privilégio, não é crime. Sorria, Ana Paula. O telespectador, principal favorecido, agradece.

E, antes que me esqueça, parabéns, às duas, pelo bom trabalho.

*** *** *** *** ***

Imagens: Costa Rica, gol contra a Itália / Cabeçadas de Camarões / TLG - Gol Line Tecnology / Linha de Impedimento / Pênalti, Fred  / Marília Ruiz e Paulo Bonfá / Ana Paula Oliveira