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18 de junho de 2014

DATENA SE ESQUECE QUE ESTÁ NO AR É USA PAPO DE BOTECO NA COPA

A distração de José Luiz Datena durante a narração de Chile x Espanha, na tarde desta quarta-feira, pela Band, não é novidade. Há muito tempo o rádio e a televisão vêm usando a linguagem que mais se aproxima do jeito de falar da população, no dia a dia.

Ao descrever o zagueiro Sérgio Ramos, da Espanha, como jogador violento, Datena disse "esse cara bate pra caralho, Neto".

Uma fração de segundo depois, ele pediu desculpas pelo "palavrão involuntário". Datena disse mais ou menos isto: "Pô, desculpe, saiu sem querer."

E foi isso mesmo. A frase sobre Sérgio Ramos soou naturalmente na hora do bate-papo entre o narrador e o comentarista, acerca de um lance faltoso. Talvez até passasse despercebida se não fosse o próprio Datena ter se preocupado em se desculpar com o telespectador.

Alguns colegas me pediram uma opinião sobre o incidente. Eu estava assistindo ao jogo, pela Band. Ouvi a frase, mas não me surpreendi. A expressão é rotineira em emissoras de rádio, principalmente em FM, nesses programas que passam trotes e coisas do gênero. Alguns, recorrem ao "pi" tradicional para "censurar" palavras.

Para mim, o uso do sinal sonoro é hipocrisia e nem funciona. Quem é que não sabe o que foi dito, sob o "pi"? No fundo, o recurso é usado para chamar a atenção.

O "escorregão" de Datena vai se tornar lugar-comum em todos os veículos, não demora muito não. Aliás, na TV, já vem acontecendo há tempos. Quem nunca ouviu o "porra, meu" dito por Faustão? Ninguém reclama, pelo contrário, até o elogiam por ser "descontraído".

Não discuto se é bonito ou se é feio falar assim, mas é assim que se fala entre amigos em torno de qualquer assunto. Sinal dos tempos. Não perca o sono por isso, Datena. No máximo, se você, de fato, acha que pisou na bola, controle sua língua.

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Imagens:  José Luiz Datena / Sérgio Ramos / Pi