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16 de julho de 2014

ADVERTÊNCIA POR BOA NOITE. O RÁDIO, SEM DÚVIDA, MUDOU

bagunçaOntem, 15 de julho, eu estava remexendo alguns papéis em busca de documentos. Não sou do tipo organizado e o mais comum é enfiar uma folha de papel, um recorte de jornal ou documento em alguma gaveta, dentro de uma caixa, pasta ou envelope. O problema é que, depois, não me lembro onde guardei isto ou aquilo. Então, toda vez que preciso de algo, o remédio é olhar em tudo.

Estava nessa tarefa há umas duas horas, mais ou menos, quando abri uma determinada caixa. Olhei dentro, na expectativa de achar o que eu precisava. Levantei uma folha, outra e fui revirando a papelada. Encontrei uns quatro ou cinco envelopes pardos, de tamanho médio, sem identificação. Estavam recheados de papéis. 

“Vou ter que examinar um por um” —pensei, já sabendo que não teria escapatória.

Eram papéis de vários anos atrás. Números de telefone, havia pelo menos 20. O péssimo hábito de anotar o número e não escrever o nome da pessoa, me obriga, quase sempre, a jogar tudo fora depois de um certo tempo. De que me adiantam os números, se não me lembro de quem são?  

sizemar“Preciso começar a anotar direito, para evitar esse tipo de coisa” —fiz um gesto aborrecido, mas, no fundo, sei que não vou mudar.

Estava na procura quando, num dos envelopes, vi um memorando. Datado de 07 de outubro de 1986, é assinado por José Paulo de Andrade, então diretor de jornalismo da rádio Bandeirantes/SP.

Dirigido a Sizemar Silva, destinava uma cópia a Carlos Gatti, Antonio Marcus de Almeida e a mim. 

memorandoAinda com o memorando nas mãos, comecei a rir. Nem me lembrava mais disso. Porém, não pude deixar de notar que o tempo muda tudo, independentemente de nossas ações e vontades pessoais. Mesmo aquelas que pareciam imutáveis, porque eram sérias.

bem humorados O crime profissional que eu, Carlos Gatti e Antonio Marcus cometemos, para merecer a advertência de nosso diretor de jornalismo, foi encerrar o “Jornal de Amanhã” dando um “boa noite” em uníssono, ou seja, falamos os três ao mesmo tempo. Um “pecado” e tanto, para a época, mas Zé Paulo estava certo. Hoje, uma grande bobagem diante do que se ouve no rádio. Sem dúvida, as coisas mudaram.

Por outro lado, tenho certeza de que não vou mudar. Continuarei a anotar números de telefone sem identificar seus proprietários; vou guardar papéis em qualquer lugar e depois me esquecer de onde os coloquei. Para mudar, como às vezes penso, eu teria que cultivar esse hábito ao longo dos próximos anos e sei que não vou começar a fazer agora o que nunca fiz. E, por fim, mudar para quê? Gosto do que sou, pois é o resultado do que sempre fui.

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Imagens: Arquivo