CONTATOS, INCLUSIVE ASSESSORIAS DE IMPRENSA:
FALE CONOSCO!

Navegue à vontade

Na coluna à direita, logo abaixo das postagens preferidas do leitor, está o ZAPPING. Através dele você tem acesso direto às noticiais do dia, nacionais e internacionais, além de informações sobre quase tudo. ZAPPING. Uma central de notícias e entretenimento em que você escolhe o que quer.

30 de agosto de 2014

DE OLHO NOS DRONES TVs VÃO ABANDONAR HELICÓPTEROS

A notícia tem sido divulgada em portais informativos e sites especializados no avanço tecnológico. Você já deve ter lido que os drones (ou “Vants”— veículos aéreos não tripulados) ganharam versões diferenciadas, menores, mais baratas, conquistaram adeptos e vem sendo usados, cada vez mais, em várias funções. (Imagem)

A ideia, lançada como ferramenta auxiliar na fiscalização e vigilância de áreas de difícil acesso, de risco diplomático ou zonas conflituosas e de guerra —entre outras— teve boa acolhida por órgãos políticos, militares, policiais e de inteligência.

A polícia federal brasileira, por exemplo, usa “Vants” para vigiar fronteiras em que há suspeita de servirem de rota para o tráfico de armas e drogas. (Imagem)

Operações bélicas encontram apoio nos drones para levantar a posição de tropas de exércitos inimigos e movimentações estratégicas. Controlados a distância, os drones podem sobrevoar à baixa altitude regiões-alvo, sem serem captados por radares. Empregados até em espionagem internacional, com apoio de satélites, essas máquinas voadoras são “agentes” quase invisíveis. Se destruídas, acidentalmente ou porque foram descobertas, o prejuízo se limita à perda material.

Tanta versatilidade, é claro, não passaria despercebida e, hoje, os drones têm sido empregados por empresas privadas em diversas atividades.

O gigante e líder do universo digital de buscas e pesquisas, Google, vem desenvolvendo estudos sob o nome de “Project Wing Field Test”, que visam beneficiar empresas de transporte e entrega de pequenos volumes, com o auxílio dessa tecnologia. (Imagem)

Os testes estão sendo realizados em Queensland, Austrália. Fonte: www.proxxima.com.br

Nos Estados Unidos, antecipando-se, a Amazon (logo) —maior loja on-line do mundo— anunciou, no ano passado, que fará uso de drones para a entrega de artigos comercializados por ela. Fonte: www.efe.com  

outro_canal Esta semana, a coluna de Keila Jimenez, especializada na cobertura de televisão, informou que as emissoras de TV devem substituir helicópteros por drones, mais baratos, para captação de imagens de congestionamentos, acidentes, manifestações e quaisquer outros fatos relevantes que requeiram sobrevoo do local.

Os preços do equipamento, devem oscilar de 15 mil a 100 mil reais, dependendo da tecnologia embarcada. Este é o principal fator que atrai a atenção das emissoras. O aluguel (na maioria dos casos) de aeronaves tradicionais usadas atualmente ultrapassa e muito esses valores, a depender da frequência de utilização. As emissoras estão comprando aparelhos não tripulados e fazendo o treinando de profissionais que passarão a comandar as operações a céu aberto, por controle remoto. Fonte: Coluna Outro Canal

Existe um porém nessa questão. Para serem colocados em voo os drones precisam de autorização da Anac—Agência Nacional de Aviação Civil, sobre a qual recai a responsabilidade de normatizar e regulamentar a utilização do espaço aéreo por aeronaves de todos os tipos. (logo)

Aí reside, certamente, um dos maiores riscos apresentados pela substituição de helicópteros por objetos voadores não tripulados.

O controle de uma aeronave, qualquer uma, depende do conhecimento do piloto sobre rotas, condições atmosféricas e meteorológicas (pressão do ar, velocidade e direção do vento, sol, chuva, neblina) e outros fatores que influenciam diretamente na qualidade e na segurança do voo.

O “congestionamento” do espaço aéreo causado pelos drones, sem rigor de fiscalização e aplicação de penas severas, pode representar sério risco para as demais aeronaves.

A propósito, no acidente que vitimou o candidato presidencial Eduardo Campos e membros da comitiva que o acompanhava, incluindo os pilotos do jato, em Santos/SP, houve a suspeita (dificilmente comprovável) de que um drone poderia ter causado a queda que matou sete pessoas, no total. Fonte: Band.com.br / (Imagem)

Fico imaginando o grau de prudência e responsabilidade dos funcionários treinados pelas emissoras, na ânsia de darem um furo jornalístico, por exemplo.

Considerando o pouco valor que se atribui à vida alheia, essa é uma questão que, sinceramente, me dá frio no estômago.

*** *** *** *** *** ***

29 de agosto de 2014

WILLIAM BONNER VAI MATAR A COBRA E MOSTRAR O PAU NA GLOBO?

Em alta nas redes sociais, após a entrevista com a atual presidente da república, Dilma Rousseff, William Bonner, tem sido visto com simpatia pelos telespectadores. (Imagem)

O editor-chefe do “Jornal Nacional” e um dos apresentadores do programa, será o mediador do debate presidencial na Rede Globo de Televisão no próximo dia 2 de outubro, último dos debates permitidos antes da eleição, marcada para o dia 5.

aecio_campos Antes e após o acidente fatal que ceifou a vida do candidato presidenciável Eduardo Campos, Bonner foi alvo de volumosas críticas por ter, no entendimento de internautas, sido duro além do esperado com os candidatos Aécio Neves, do PSDB, e o ex-governador pernambucano, do PSB. (imagem)

O desempenho de William Bonner chegou a levantar a suspeita de que ele estivesse, a mando da emissora para a qual trabalha, cumprido ordens internas para executar o “massacre”. A suposição levou muita gente a imaginar que a Globo estivesse vestindo a camisa da atual presidente, em troca de algumas vantagens. “Amiga”, como sempre foi, de sucessivos governos, a possibilidade foi imaginada sem demora por oposicionistas e, também, pela concorrência, embora ninguém admita abertamente.

Incomodado com o que chamou de “intolerância”, Bonner fez um desabafo pelo Instagram, para se defender das acusações. Fonte: Brasil Post

dilma_JN A entrevista com Dilma Rousseff, porém, o redimiu. Muitos dos que o criticaram, passaram a cumprimentar o profissional pelo posicionamento firme e destemido demonstrado em Brasília. (Imagem)

Escalar o jornalista para mediar o debate presidencial que vai reunir, não mais isoladamente como no “Jornal Nacional”, mas simultaneamente os candidatos era solução inevitável depois de Dilma. Se a Globo tivesse, se é que tinha, outro nome para a função, o peso da credibilidade que Bonner somou diante de Dilma, levou a “Vênus Platinada” a ficar sem saída. Fonte: Coluna do Flávio Ricco

Resta esperar que a presença do jornalista seja o diferencial desse debate. É preciso que os debatedores respeitem o mediador o que, certamente, Bonner exigirá. Caso contrário, o programa será apenas mais um a causar sono.

Chamo a atenção de quem viu, por exemplo, o debate presidencial na Band, no dia 26 passado. Nas duas ocasiões em que Ricardo Boechat alertou os participantes sobre a conduta diante da “luz vermelha” que sinalizava o fim do tempo de cada candidato, o resultado foi positivo. (Imagem)

Primeiro, Boechat deixou claro que era permitido ao candidato concluir o raciocínio mesmo que, eventualmente, o tempo determinado estourasse em poucos segundos. Depois, foi a vez de Boechat lembrar que embora tenha admitido uma certa liberalidade quanto à conclusão da fala de cada um, o respeito ao tempo era compromisso acertado, anteriormente, com as assessorias dos respectivos candidatos. Essa observação foi necessária, pois, na primeira oportunidade após o aviso inicial de Boechat, Marina Silva simplesmente ignorou o tempo reservado a ela e foi muito além do estabelecido. Após a advertência, o tempo não foi mais flagrantemente desrespeitado. De um bom mediador espera-se, mesmo, esse tipo de intervenção ágil, segura e impostergável. Tem que ser, como foi, na hora.

genro_fidelix Aproveito o momento para um desagravo. No debate da Band, Luciana Genro, na réplica a Levy Fidelix, foi descortês com o jornalista José Paulo de Andrade, da rádio Bandeirantes, chamando-o de desinformado sobre os protestos populares do ano passado, intitulados de “voz das ruas”. Oportunista, sabendo que não seria objetada, chamou um dos mais sérios e preparados profissionais da imprensa nacional de desinformado sobre a questão. Como bem disse o candidato Levy Fidelix, na tréplica, a desinformada era ela. (Imagem)

No lugar de José Paulo de Andrade eu pediria direito de resposta, mas as “regrinhas engessadoras” —contra as quais sempre me insurjo— certamente não previam esse direito ao jornalista. Há de se pensar nisso, no futuro. (Imagem)

Acredito que, na Globo, Bonner não vai correr o risco de ser ridicularizado por nenhum candidato. Pela conduta incisiva demonstrada nas entrevistas realizadas no “Jornal Nacional” e pela dimensão que adquiriu após a entrevista com a presidente Dilma Rousseff, se ofendido, Bonner vai matar a cobra e mostrar o pau. Nada mais natural.

*** *** *** *** ***

 

 

 

28 de agosto de 2014

RÁDIO IGUATEMI AM, SÃO PAULO. O SILÊNCIO CONTINUA

iguatemi_rd Em desdobramento ao post de ontem, faço esta atualização sobre os rumores que cercam a rádio “Iguatemi - AM”, 1370 Khz. Após a publicação do artigo, recebi novas informações sobre prováveis adquirentes, valores envolvidos e detalhes de um eventual arrendamento, se esta for a opção final. (Logotipo)

Antes de mais nada, a transferência de titularidade de outorgas públicas, como é o caso das emissoras de rádio e televisão, é fato normal.

Nem sempre os contemplados se revelam bons empresários do setor ou encontram, na atividade, o que dela esperavam.

Obedecidas as exigências legais, a transferência pode ser feita. Chamada de “Transferência Direta de Outorga”, trata-se de venda, na verdade, mas não vejo problema nisso.

Para pleitear uma concessão de outorga é preciso, primeiro, investir em estudos de viabilidade técnica e econômica, na fase de licitação, feitos por assessorias que acompanham o desenvolvimento do projeto. (assessoria)  Se obtida a concessão, vêm as despesas com imóveis que abrigarão os equipamentos, tais como estúdio, técnica e transmissor. Normalmente são necessárias obras de adaptação para a divisão física da emissora. Tudo isso custa caro. (instalações)

No caso de venda, tem início um detalhado procedimento contábil-burocrático para instruir o processo de transferência, o que também implica dispêndio de valores elevados.

É justo, portanto, que numa eventual negociação esse gasto seja ressarcido pelo comprador ao vendedor. Também é comum que a parte compradora rejeite o quadro de funcionários já existentes na emissora e mude a razão social que vai identificar os novos “proprietários” da outorga.

passivo trabalhista O temor é ser considerado sucessor na atividade e se torne responsável, principalmente, pelo passivo trabalhista da empresa. Em certos casos, é tão grande ou maior que o valor envolvido na transação de compra e venda. Assim, desde que todas as rescisões contratuais e trabalhistas sejam feitas de forma legal, correta e transparente, nada a objetar. (passivo)

O problema, no caso específico da “Iguatemi”, é que o empresário Paulo Masci de Abreu se notabilizou por fazer uso das emissoras apenas para fins políticos e comerciais, sem cumprir com a correspondente reciprocidade exigida pelo poder concedente, o governo, ao aprovar a outorga. A concessão pressupõe um compromisso do concessionário perante a sociedade, verdadeira “proprietária” da concessão pública. (contrato)

Protegido, politicamente, por meio de favorecimentos e bajulações —relembro o caso José Dirceu— o empresário se transformou em mero negociante, ignorando os aspectos culturais, educacionais, sociais, informativos e de prestação de serviços que devem se constituir no objetivo primordial do serviço de radiodifusão. É sobre esse estado que coisas que falo quando lamento o desfecho, provável, do caso “Iguatemi”.

Até agora ninguém se pronunciou quer da parte da emissora, quer da parte da Anatel ou do Ministério das Comunicações, para negar ou confirmar informações, prestar os devidos esclarecimentos e tranquilizar o mercado profissional. (Logotipo)

*** *** *** *** *** 

27 de agosto de 2014

IGUATEMI AM, DE SÃO PAULO, PODE MUDAR. RÁDIO-CORREDOR INFORMA SOBRE DEMISSÕES

Rumores que correm à boca pequena, na capital paulista, indicam que a rádio Iguatemi AM, 1370 Khz, está se preparando para uma mudança. A conclusão é instantânea quando se diz que a emissora está dispensando todos os funcionários. A maioria já foi chamada para assinar a demissão.

Os mesmos rumores acrescentam que o motivo da medida pode ser a oferta de algum arrendatário interessado na frequência. Existe um quadro de consternação, na av. Paulista, sede da emissora, confirmado por um dos comunicadores mais populares da Iguatemi AM. Por uma questão de cautela e para não prejudicá-lo, prefiro omitir o nome dele. (logotipo)paulo_abreu

Como o proprietário da Iguatemi é Paulo Abreu, conhecido empresário paulista que, além de operar mais emissoras do que permite a legislação do setor, o faz na frequência que bem entende, não há porque duvidar dos comentários velados. Além disso, o costume de implantar determinada programação e, sem aviso-prévio, cancelar tudo depois de algum tempo, é bastante conhecido pelo mercado. (Paulo Abreu)

Por coincidência, um dia antes de saber desta história (soube ontem), escrevi um artigo e o postei aqui no blog. Se você não leu, segue o link: O RÁDIO CONTINUA LIGADO, MAS ATÉ QUANDO?

Paulo Abreu, para quem não se lembra, é aquele mesmo “hoteleiro” humano, solidário, amável e gentil que ofereceu um emprego de gerente no hotel Saint Peter a José Dirceu, julgado e condenado no caso do mensalão do PT. (Imagem) O salário, de 20 mil reais, contrastava com a remuneração de mil e oitocentos reais pagos à gerente-geral do mesmo hotel, em Brasília  – Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Pois esse mesmo empresário, agora, parece não se sensibilizar com a sorte de seus empregados. Afinal, quem são eles? Com certeza, não ocupam posição social e política privilegiadas que possa interessar, não é?

Hoje, até o momento desta postagem, nenhum colunista especializado na cobertura do setor informou —para confirmar ou desmentir os rumores— alguma coisa sobre a rádio Iguatemi.

Continuarei em sintonia para, quem sabe, captar a mensagem. Prefiro que seja mentira, mas…

*** *** *** **** ***

DEBATE PRESIDENCIAL MOSTRA O DE SEMPRE: TEMPO DEMAIS PARA RESULTADO PÍFIO

Fiz esta postagem no Facebook, durante a tarde, e a repito aqui no blog. Mudo, apenas, o tempo verbal com que iniciei o post, no FB.

Perguntaram-me o que achei do debate presidencial, na Band, nesta terça-feira. Fiquei surpreso com a pergunta e retruquei: qual debate? Não é deboche, mas a constatação real de que em três horas de programa (um castigo para o telespectador) o que se viu foi tempo demasiado para nada. Se você não assistiu, segue link —da própria Band—  onde o debate está dividido em blocos, da forma como foi organizado. E mais não digo, pois a opinião a respeito deve ser sua. Diante da duração da "tarefa", sugiro que você reserve um período especial para gastar esse tempo (Debate Band) – Link: “Embates entre trio de líderes marca debate(sic)Fonte: Notícias.band.uol.com.br

26 de agosto de 2014

DATENÃO AFINOU. BATER DE FRENTE COM “MERCHAND NEVES” NÃO É MOLEZA

Ainda repercute o incidente havido nos estúdios principais da rádio Bandeirantes de São Paulo, neste domingo, 24 de agosto, durante o programa “Domingo Esportivo”, comandado por Milton Neves.

O que aconteceu todos, a esta altura já sabem. O fato foi registrado, primeiro, por Edu Cesar, o amigo gaúcho que, apesar de todas as dificuldades enfrentadas, mantém o site “Papo de Bola”, na Internet, há vários anos, com muito sucesso entre os colegas do setor esportivo. (Edu Cesar)

rosto_rodneyAqui, em São Paulo, o primeiro a mencionar o bate-boca destemperado de José Luiz Datena, com microfones abertos, vazando para o ar, foi o amigo Rodney Brocanelli, um dos mais atentos e isentos colunistas da web, especializado em rádio. (Rodney Brocanelli - arquivo)

Citando Edu Cesar como fonte, Rodney, botou no blog “Radioamantes” o trecho do bate-papo de Neves e o “craque” Neto e, pouco depois, a “entrada” raivosa do jornalista valentão, esbravejando e questionando os colegas.

Diante da repercussão, negativa obviamente, a direção da Bandeirantes optou por suspender Datena, useiro e vezeiro nesse tipo de destempero. Profissionalmente consagrado por causa dos programas policiais que apresenta, há anos, o ex-jornalista esportivo acabou incorporando um personagem talhado especialmente para fazer crer que ele é o valentão que todos imaginam. (Repórter)

Afinal, ele vive dizendo que já foi ameaçado de morte, anda de carro blindado e toda aquela papagaiada, própria de quem tenta convencer a todos de que é “bravo” feito uma fera. Faz bem para a “ibagem”, segundo critérios pessoais dele.  As explosões temperamentais, dizem, são corriqueiras. Coisa de boçal, sem dúvida. (José Luiz Datena)

Desta vez, para azar dele, o zangado apresentador bateu de frente com Milton Neves, o maior faturamento da rádio Bandeirantes, responsável, também, por verbas expressivas repassadas às rádios BandNews FM e Bradesco Esportes (e provavelmente às outras emissoras do grupo, sem esquecer a própria TV). O repasse acontece através da agência de propaganda “Terceiro Tempo”, cujo nome alude aos programas que o “rei do merchand” apresenta nas emissoras do grupo. Milton Neves não engoliu a “invasão” do estúdio e, principalmente, a imagem de bundão que Datena quis fazer dele. Com outro, Datena teria conseguido o intento. Com o mineiro de Muzambinho, não deu. Afinal, com dinheiro não se brinca, sabe a direção do Morumbi. (Milton Neves)

A despeito da “Datenodependência”, termo cunhado por Rodney Brocanelli para descrever a relação do Grupo Bandeirantes com José Luiz Datena, não tomar uma atitude enérgica seria mais vergonhoso, ainda, para a direção da casa.

Datena foi punido, pelo menos “oficialmente”. Se vai sofrer desconto de salário é outra história. E mesmo que a suspensão tenha sido de “mentirinha” (não estou garantindo que foi), pelo menos publicamente fica a nódoa sobre o “rei da cocada”, no entendimento egocêntrico do irado apresentador. (cartão)

sois rei De agora em diante, o público sabe, por exemplo, que Datena não é o rei do mundo como pensa ser. (Montagem link 1 e link 2)

Mais do que isso, sabe que, além de se mostrar ingrato com quem o ajudou na época das vacas magras (o que não é vergonha para ninguém que saiu da pobreza e conquistou a fortuna) ele também afina, quando a parada é dura.

Quem conta melhor toda essa história é Edu Cesar, no site “Papo de Bola”. Então, sugiro que você clique no link, a seguir, para conhecer os detalhes. Texto e áudio contam tudo sobre o “bate-boca” recheado de palavrões e tentativa de intimidação. De minha parte, encerro o assunto. Até porque, falar de Datena não me compraz.

*** *** *** *** ***

Para checar a história, os detalhes e as “Consequências da tensão na rádio Bandeirantes”, basta clicar no link - Fonte: Papo de Bola

25 de agosto de 2014

O RÁDIO CONTINUA LIGADO, MAS ATÉ QUANDO?

radio ligadoNunca o rádio foi tão discutido como nos últimos tempos. (Rádio ligado)

Com o advento de novas mídias, principalmente, os catastrofistas costumeiros levantam a voz para alardear o fim do veículo. Por incrível que pareça, a previsão negativa parte de atuais diretores do rádio brasileiro. Esta “visão” talvez seja a resposta para a situação em que o rádio se encontra: desacreditado não pelo público nem pelos profissionais do setor, mas por quem o dirige. No meio desse paradoxo, o cenário atual e a perspectiva do rádio de amanhã só podem ser sombrios.

De um lado, legiões de desempregados perambulam entre as recordações do rádio de ontem e os sonhos do rádio de amanhã. Sonhos de reconquista de um prestígio que foi se perdendo, aos poucos, na mesma medida em que as emissoras começaram a lotear espaços da programação para “quem der mais”, promovendo autêntico leilão de horários, com o único objetivo de rechear o caixa da empresa. Sim,  toda e qualquer atividade comercial, com base no capitalismo, visa o lucro. Portanto, se vivemos no regime capitalista, o lucro está inserido no contexto. No rádio não seria diferente.

Certo, mas e a contrapartida? Ao receber do governo a outorga para funcionamento de uma emissora, seja de rádio ou de televisão, o responsável pela emissora, pessoa física ou jurídica, aceita cumprir com uma série de normas e compromissos. Antes de nos atermos a eles, é necessário dizer que toda e qualquer concessão pública, como é o caso do rádio e da televisão, pertence ao conjunto da sociedade brasileira. (Concessões públicas)

Veja artigo de Vilson Vieira Jr., jornalista capixaba (do Espírito Santo), jornalista, membro do Coletivo Intervozes e estudioso da legislação e das políticas de comunicação, além de ser Mestrando em Ciências Sociais, na Universidade Federal do ES (Ufes) Fonte: Blog Mídia Aberta 

Ocorre que a sociedade desconhece, ou é levada a desconhecer, que tem tais poderes e deveria ser ouvida, antes, durante a vigência da concessão original e, principalmente, nas sucessivas renovações da outorga.

Como o auxílio de uma legislação falha, sem fiscalização adequada, mais o jogo de interesses políticos e econômicos, a outorga e a renovação das concessões se transformaram em frutos de decisão exclusiva do governo, o que caracteriza burla aos princípios legais que regulam o setor, à revelia da própria Constituição. Abrem-se, aí, as portas para o desastre que temos acompanhado.

Aqueles compromissos, exigidos dos beneficiados com a outorga ou renovação desta, sequer são questionados pelo poder concedente. Como resultado do “liberou geral” o rádio e a televisão deixaram de ser veículos de prestação de serviço, difusores de informação, agentes de formação cultural e formadores de conceitos de ética, moral e cidadania, entre outras atribuições que deveriam ser cumpridas. (Anatel)

Defensores do modelo que se impôs rebatem o argumento lembrando que as renovações de outorga são responsabilidade do Governo e do Congresso Nacional—Câmara dos Deputados e Senado. Os parlamentares representam legitimamente a sociedade que os elegeu, afirmam. Não há de se questionar a legalidade do procedimento, pois, em última análise, a sociedade brasileira se manifesta através do Congresso Nacional.

Isto precisa mudar. O que foi descrito até aqui acontece no Brasil inteiro e os reflexos da situação preocupam colegas de todo o país. Em Santa Catarina, por exemplo, entrevista realizada por Severo Antunes com Walmir Matos, veiculada num importante site dedicado ao rádio, aponta para o mesmo problema. Matos, radialista e jornalista, atualmente é funcionário da Assembleia Legislativa catarinense. Se você quiser conhecer o que o colega pensa a respeito do atual descaminho do rádio, clique no link do site “Caros Ouvintes”.

O rádio, por culpa do mau gerenciamento ou ambição desmedida, está em rota de colisão. (imagem)

Empresários do setor alegam custos operacionais elevados devidos à revolução tecnológica. Apontam diminuição do faturamento, ante a retração do mercado publicitário. Acrescentam, para justificar o loteamento da grade de programação, os elevados encargos sociais, fiscais e tributários incidentes sobre a folha de pagamentos, a natureza da operação e a receita da emissora.

O arrendamento total ou parcial transfere tudo isso para o arrendatário. O conteúdo dos programas que vão para o ar, naturalmente, fica a cargo que quem compra o horário. Virou o vale-tudo que temos visto. Os meios de radiodifusão acabaram descaracterizados. Hoje, atua no rádio quem paga mais. O número de desemprego de profissionais da radiodifusão cresce a cada dia.

O futuro está sendo escrito. A hora de corrigir o texto é agora, se ainda queremos para o rádio uma história com final feliz. (Imagem)

*** *** *** *** ***

24 de agosto de 2014

APÓS O DEBATE ENTRE GOVERNADORES PAULISTAS, ENFIM, UMA IDEIA

debate band governador O debate dos candidatos ao governo do estado de São Paulo, entre o final da noite do sábado e início da madrugada deste domingo, na Band, foi esvaziado pela ausência do candidato-governador. Mesmo ausente, porém, foi o mais lembrado pelos debatedores durante o programa. (Debate)

Se o problema intestinal não tivesse obrigado à internação do governador-candidato no Instituto do Coração, na capital paulista, ele daria vexame no ar. Então, você me pergunta:

—Mas por quê ele daria vexame no ar?

Ora, pressionado, ao vivo, vai que ele tivesse uma diarreia, né? E, pelo volume de “argumentos” que o governo dele oferece de bandeja aos adversários, acho que a dor de barriga seria inevitável.

Há quem defenda a manutenção do atual modelo de debates. Eu não, mas a conclusão deve ser de cada telespectador que acompanhou o debate.

desempenho Sobre o programa de ontem/hoje, faço algumas observações, sem mencionar nomes. Quem viu, há de se lembrar. (Desempenho)

O sósia de Marcelo Tas, mais bem preparado que o original, já chegou mostrando que o sonho dele é, mesmo, o de ser gestor público. Na primeira manifestação, não se referiu aos telespectadores como "cidadãos", preferindo chamá-los de "contribuintes". Típico ato falho, demonstrando, sem disfarce, que ele só pensa "naquilo", ou seja, no dinheiro arrecadado com impostos.

Aquele rapaz “simples, do povo”, deslumbrado pela oportunidade de estar na TV, se esqueceu das propostas e, talvez, acanhado por ficar diante das câmeras, cuidou apenas de repetir o quanto era grato pelo privilégio de aparecer. Quando deixou de se congratular consigo mesmo, só conseguiu exigir para Levy Fidelix a paternidade do aerotrem, hoje monotrilho.

Anunciando-se professor, o grandalhão, de óculos, defensor de passeatas e denunciador da violência policial contra badernas, foi até simpático e citou números, estatísticas e assemelhados. Porém, como professor, ele sabe que a “decoreba” é artifício de aluno para se dar bem nas provas.

O conhecimento do mestre me pareceu a estratégia estudantil. Fã de super-heróis, criticou propagandas políticas que evocam Batman e outros personagens menos cotados.

verde Discreto, o médico verde não quis “brigar” com ninguém. Exibindo a estampa de cavalheiro e gentil, deve voltar para a câmara de vereadores depois das eleições. Não dá para dizer mais nada. Demonstra estar na disputa para manter a popularidade. É direito dele. (Montagem: link 1 e link 2)

Já o presidente-licenciado, representante do segmento industrial, girou feito pião e não respondeu em quem vai votar para presidente. Preferiu dizer que o voto dele é do vice, de seu partido. Há meio século o eleitor não vota mais no vice. A eleição é vinculada. Ao votar para presidente o eleitor está votando, também, no vice. O inverso não existe, mas o homem fingiu não saber disso. Na prática, terá que sufragar o nome da candidata a presidente, da qual se declara “ferrenho adversário”. Difícil de entender. Ou não.

cubanizando a medicina Por último, o médico-ex-ministro da saúde. Depois de ironizar o “desarranjo” intestinal do atual governador paulista, usou todos os tempos que lhe couberam para afirmar que no “governo dele” iria bla, bla, bla… Em franca descortesia com os demais candidatos, polarizou a disputa entre dois partidos. As perguntas que lhe fizeram foram, na maioria, ignoradas. Só aproveitava o gancho quando havia outra chance de espalhar penas no estúdio. A “cubanização” da medicina brasileira, lembrada por Fábio Pannunzio, ficou perdida no meio do falatório eleitoral. Sem que ninguém mais insistisse no assunto, a resposta foi para o limbo. (Imagem recortada)

Sobre o post que escrevi ontem, antes da realização do debate, salvei minha língua; ô programinha chato e demorado! Não troquei de canal nem desliguei a TV, pois me senti na obrigação de assistir para não ser acusado de falar sobre o que não vi. silvio luizPorém, se não fossem os palitinhos nos olhos, eu teria dormido ao fim do terceiro bloco. Quem sabe no segundo.

Como diz Silvio Luiz, o locutor esportivo, “pelo amor dos meus filhinhos”; está na hora de reformular os debates. (Silvio Luiz)

Desse jeito, imaginar que o telespectador vai ser atraído pelo programa, equivale a supor que as crianças de ontem, hoje adultas, ainda acreditam em Papai Noel. batman

Falando nisso, o professor que defende passeatas baderneiras acabou, de certa forma, me dando uma ideia. Quem sabe um super-herói possa nos salvar?  (Chamando o homem-morcego)

— Socorro, Batman!

*** *** *** *** ***

23 de agosto de 2014

DEBATE NA BAND. ESPERO QUEIMAR A LÍNGUA, MAS…

Escrevo este post antes da realização do debate entre candidatos a governador de São Paulo, a ser transmitido pela Band. Fonte: Band.com.br

Em outros tempos, havia simultaneidade de debates semelhantes nas praças em que a rede tem uma afiliada. Cada qual aproveitava o desligamento da rede para realizar seu próprio debate. Afinal, a batalha verbal entre candidatos de São Paulo, de onde escrevo, não interessa a moradores de outros estados. O contrário também é verdadeiro.

Este ano, entretanto, o debate entre governadores do Rio de Janeiro, por exemplo, foi realizado, na Band, no último dia 20. Fonte: O Globo Acho improvável que o Rio, nesta noite de sábado, transmita o debate paulista. Deve programar algum filme ou algo que o valha no horário. Desconheço se a Band, em outros estados, já realizou debates locais, mas caso o tenha feito, o mesmo expediente do Rio deve ser adotado nessas praças. (Debate 2014 Band, Rio)

Vamos ao que interessa. Debates dessa natureza, dado o número de participantes e o tempo exíguo para perguntas e respostas, acabam sendo tediosos e, raramente, vão ao encontro do interesse do principal público que deveria ser atraído para a TV: os eleitores.

A Rede Globo tem adotado um formato que atende melhor ao anseio do eleitor, convidando um candidato por vez para participar de entrevista no Jornal Nacional. A exceção, que não deveria ocorrer, foi a atual presidente Dilma Rousseff. As críticas, pela deferência, soaram como subserviência. Cabidamente, diga-se. Salvou-se Willian Bonner, que não se deixou intimidar pelo autoritarismo da candidata que não resistiu à tentação de mostrar-se presidente na entrevista. (Entrevista na Globo) O formato global é perfeito. O problema é o tempo, cerca de 15 minutos, insuficientes para extrair do candidato algo mais denso.

A ideia, no entanto, é atraente e poderia ser executada por outras redes para entrevistar, separadamente, os candidatos ao governo de cada estado. Sem a “aglomeração” de participantes, que engessam debatedores e jornalistas, preocupados com o tempo de cada um, o programa não rende o que poderia render. Fica naquela coisa de “trinta segundos para perguntar” e “um minuto e meio para responder”, além de réplicas e tréplicas que, costumeiramente, não levam a nada. Ou, para usar uma linguagem mais popular, é muito “nhem-nhem-nhém” para benefício de ninguém. (Imagem do debate de 2010, na Band)

Com um candidato de cada vez e jornalistas desprendidos, que não aspirem apenas o sonho da notoriedade como vemos habitualmente, os debates seriam muito mais consistentes.

Em vez de duas e até três horas como costumam demorar tais debates, provocando sono e desinteresse, se feitos em série poderiam ter a duração máxima de 30 minutos, cada, e obterem resultados muitos mais interessantes.

Inclusive em termos de “ibope” que, no fundo, é o que interessa às emissoras. Patrocinadores atentos também se mostrariam mais dispostos a investir sua verba institucional em programas assim. (sono)

Que tal exercitar a criatividade e, para 2018, oferecer ao telespectador um motivo a mais e um sofrimento a menos para ficar em frente ao televisor? (criatividade)

O número de aparelhos desligados ou a simples troca de canal, durante os modorrentos debates, devem ser argumentos suficientemente fortes para fazerem as TVs brasileiras se mexerem.

O que está em jogo é ou não é um futuro melhor para todos?  Pois já passou da hora de parar com o modelão de debates que torram a paciência de qualquer um.

*** *** *** *** ***

22 de agosto de 2014

TÁ NA TELA , COM LUIZ BACCI, NÃO DECOLA. CULPA DE ALGUMA CABEÇA DE BURRO?

O Grupo Bandeirantes de Comunicação é um dos casos mais estranhos do setor. Os donos são gente finíssima; aprenderam, com João Saad, a respeitar os empregados embora “seo” João tenha sido inigualável.

Entre as redes de televisão brasileiras, é das mais admiradas pela população. A cabeça de rede está localizada em uma das áreas mais valorizadas de São Paulo. O grupo reúne emissoras importantes e destacadas no setor de comunicações, entre rádio e televisão. Edita um dos jornais de rua mais conhecidos e concorridos do mundo. Tem o maior jornal de classificados do país. Goza de prestígio político como poucos. Emprega alguns dos mais respeitados profissionais do jornalismo nacional. Tudo isso, incompreensivelmente, não se traduz em audiência na TV.

Algumas das “atrações”, francamente, são risíveis e, no mínimo, comprometem a imagem do grupo. Não é de hoje que a Band patina, sem sair do lugar. Ninguém sabe, ao certo, qual é o problema embora existam teorias, nem sempre lisonjeiras, sobre alguns diretores da empresa.

Para darmos crédito aos boatos, teríamos que admitir a idiotice administrativa dos donos, o que não se pode, sequer, cogitar. De ingenuidade deles, também não se pode falar.

Será que a origem dessa quase “maldição” é alguma cabeça de burro enterrada por lá? Padre Quevedo, aquele, diria “isso no equixiste”, mas que alguma coisa tem, isso tem.

O mais recente exemplo da estranheza do que ocorre na Band é o programa “Tá na tela”, com Luiz Bacci. O “menino de ouro” desembarcou no Morumbi em meio a promessas e muita expectativa. O exagero faz parte da promoção, afinal. Cabe qualquer coisa nos releases distribuídos à imprensa para colunistas especializados na divulgação da rede, mas tirando o exagero o que sobra? Quase nada.

Esse, talvez, seja o motivo do que acontece, atualmente, com o “Tá na Tela”. O programa não decola e os ajustes têm sido temas de reuniões internas sucessivas, em busca de solução. Fonte: Notícias da TV

Bacci já começa a ser questionado por certas alas, aquelas eternamente “contra tudo”, que lambem os beiços e apontam culpados, mas não têm a menor ideia do que fazer para contornar a situação. Ou, se têm, ficam de boca fechada, apostando na confusão. Com que interesse?—você há de me perguntar.

Pois é. Como eu disse, no início, este é um dos casos mais estranhos do setor.

*** *** *** *** ***

Imagens: Luiz Bacci, apresentador / João Carlos Saad, o “Johnny”, presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação / Ricardo Boechat, jornalista