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19 de agosto de 2014

CREDIBILIDADE, FATOR DETERMINANTE NO MERCADO DE NOTÍCIAS. ONTEM, HOJE E AMANHÃ

Recebi hoje, como centenas (milhares seria exagero?) de colegas em todo o país e até no exterior, um press release da “Associação Brasileira dos Jornalistas”. Nele, está em destaque o artigo “O produto do jornalismo não é a informação, é a credibilidade”.

Escrito pelo cineasta Jorge Furtado, repassa aspectos do jornalismo. Como era no passado, qual é o nível atual e como poderá ser no futuro, fazem parte do artigo que, na verdade, promove o filme-documentário “ O Mercado de Notícias”. Não por acaso dirigido por Jorge Furtado.

O fato de ser um artigo autopromocional não diminui o grau de acerto das observações do autor. Sintetizando quatro séculos de história, Furtado registra o crescimento da imprensa no mundo todo como atividade econômica e, também, política.

No Brasil, lembra o diretor articulista, antes do golpe militar de 1964, a imprensa manifestava opiniões que deixavam clara para o leitor, ouvinte ou telespectador a tendência política que abraçavam. Com o golpe, apoiado pela grande imprensa, vieram as cassações, os exílios, a caça às bruxas, enfim. A censura e os temores que daí nasceram levaram ao abandono do hábito de se declarar politicamente.

Como sabemos, alguns veículos de informação, depois, repudiaram o apoio de outrora. Aqui, me permito pensar que o repúdio talvez tenha sido fruto do receio de que o poder atual, à margem no regime militar, partisse para o revide. A instituição da Comissão da Verdade, por exemplo, reforça esse receio. Mas não é o caso a ser questionado agora.

Quero ressaltar que no viés do artigo está colocada a questão da sobrevivência do jornalismo moderno, com o advento da Internet e a multiplicidade de plataformas e formatos digitais. As novidades têm levado a indagações sobre o futuro da atividade jornalística, seja em papel ou outro tipo de mídia.

As sucessivas demissões havidas em grandes e respeitáveis redações de empresas jornalísticas, em todo o país, sedimentam, dia a dia, a ideia de que, em breve, haverá um outro tipo de jornalista em ação. Os jornais, em nome do enxugamento de custos, têm abrigado em seus quadros empregados dispostos a atuarem, indistintamente, em diferentes formatos de informação. Atraídos pela tecnologia irreversível e cada vez mais abrangente, estão surgindo os profissionais multifacetados, dispostos a tudo. A concentração de atividades sobre um único profissional é o sonho de consumo dos empresários do setor.

Uma coisa, porém, é inegável e não dá para mudar.

O negócio do jornalismo, como destaca o título do artigo de Jorge Fontoura, não é a informação, mas a credibilidade.

Os profissionais moldados no trato direto com a notícia, “treinados e capacitados para separar o que é relevante do que não é, sem preconceitos, com honestidade intelectual”, atuem na mídia em que atuarem, esses, não desaparecerão, ao contrário do que alardeiam os pregoeiros do novo tempo.

Mal comparando, dizia-se o mesmo sobre o fim dos fotógrafos quando as câmeras eletrônicas e digitais, inclusive e principalmente, acopladas aos celulares, começaram a se expandir por todo o mundo. “Os fotógrafos vão desaparecer” —gritaram, açodados, os “mensageiros” do Apocalipse. Nada mais equivocado.

É certo que qualquer um, hoje, pode “bater” qualquer foto. Mas apenas os profissionais competentes, capazes de notar, antes do clique, o que a foto vai revelar, produzem fotos inesquecíveis, inquestionáveis.

Jornalisticamente falando, o maior legado que se pode deixar para o futuro é uma boa fotografia da profissão.

Embora uma imagem valha por mil palavras, como diz o bordão, sempre haverá a necessidade de alguém com talento, capaz de contar bem a história que a foto sugere.

E, naturalmente, com credibilidade. Claro!

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Fontes: Associação Brasileira dos Jornalistas e Jornal Zero Hora 

Imagens: Cartaz / Comissão / Tipos de mídia / Celular fotografa / O que vem depois?