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23 de agosto de 2014

DEBATE NA BAND. ESPERO QUEIMAR A LÍNGUA, MAS…

Escrevo este post antes da realização do debate entre candidatos a governador de São Paulo, a ser transmitido pela Band. Fonte: Band.com.br

Em outros tempos, havia simultaneidade de debates semelhantes nas praças em que a rede tem uma afiliada. Cada qual aproveitava o desligamento da rede para realizar seu próprio debate. Afinal, a batalha verbal entre candidatos de São Paulo, de onde escrevo, não interessa a moradores de outros estados. O contrário também é verdadeiro.

Este ano, entretanto, o debate entre governadores do Rio de Janeiro, por exemplo, foi realizado, na Band, no último dia 20. Fonte: O Globo Acho improvável que o Rio, nesta noite de sábado, transmita o debate paulista. Deve programar algum filme ou algo que o valha no horário. Desconheço se a Band, em outros estados, já realizou debates locais, mas caso o tenha feito, o mesmo expediente do Rio deve ser adotado nessas praças. (Debate 2014 Band, Rio)

Vamos ao que interessa. Debates dessa natureza, dado o número de participantes e o tempo exíguo para perguntas e respostas, acabam sendo tediosos e, raramente, vão ao encontro do interesse do principal público que deveria ser atraído para a TV: os eleitores.

A Rede Globo tem adotado um formato que atende melhor ao anseio do eleitor, convidando um candidato por vez para participar de entrevista no Jornal Nacional. A exceção, que não deveria ocorrer, foi a atual presidente Dilma Rousseff. As críticas, pela deferência, soaram como subserviência. Cabidamente, diga-se. Salvou-se Willian Bonner, que não se deixou intimidar pelo autoritarismo da candidata que não resistiu à tentação de mostrar-se presidente na entrevista. (Entrevista na Globo) O formato global é perfeito. O problema é o tempo, cerca de 15 minutos, insuficientes para extrair do candidato algo mais denso.

A ideia, no entanto, é atraente e poderia ser executada por outras redes para entrevistar, separadamente, os candidatos ao governo de cada estado. Sem a “aglomeração” de participantes, que engessam debatedores e jornalistas, preocupados com o tempo de cada um, o programa não rende o que poderia render. Fica naquela coisa de “trinta segundos para perguntar” e “um minuto e meio para responder”, além de réplicas e tréplicas que, costumeiramente, não levam a nada. Ou, para usar uma linguagem mais popular, é muito “nhem-nhem-nhém” para benefício de ninguém. (Imagem do debate de 2010, na Band)

Com um candidato de cada vez e jornalistas desprendidos, que não aspirem apenas o sonho da notoriedade como vemos habitualmente, os debates seriam muito mais consistentes.

Em vez de duas e até três horas como costumam demorar tais debates, provocando sono e desinteresse, se feitos em série poderiam ter a duração máxima de 30 minutos, cada, e obterem resultados muitos mais interessantes.

Inclusive em termos de “ibope” que, no fundo, é o que interessa às emissoras. Patrocinadores atentos também se mostrariam mais dispostos a investir sua verba institucional em programas assim. (sono)

Que tal exercitar a criatividade e, para 2018, oferecer ao telespectador um motivo a mais e um sofrimento a menos para ficar em frente ao televisor? (criatividade)

O número de aparelhos desligados ou a simples troca de canal, durante os modorrentos debates, devem ser argumentos suficientemente fortes para fazerem as TVs brasileiras se mexerem.

O que está em jogo é ou não é um futuro melhor para todos?  Pois já passou da hora de parar com o modelão de debates que torram a paciência de qualquer um.

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