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16 de agosto de 2014

ELEIÇÕES SEM CENSURA: APÓS A MORTE DE EDUARDO CAMPOS É HORA DE JUNTAR OS CACOS DO PSB

A morte prematura e violenta do candidato à presidência da república, pelo PSB, o pernambucano Eduardo Campos, neto do histórico político de esquerda Miguel Arraes, trouxe um problema inesperado para a cúpula dirigente do Partido Socialista Brasileiro.

Formalizar Marina Silva como candidata do partido, em substituição a Campos, enfrentava restrições dentro da coligação partidária que apoiava o ex-governador de Pernambuco. A resistência poderia crescer, sem a presença de Eduardo Campos, responsável por aparar as arestas mais pontiagudas se opondo à ex-senadora do PV na chapa presidencial, como vice. O bom senso parece ter prevalecido e, agora, já se fala em união partidária com a efetivação de Marina Silva como substituta de Eduardo Campos. 

A surpreendente declaração de Marina, sugerindo Renata Campos, viúva do presidenciável falecido, para ocupar o cargo de vice, significou, num primeiro momento, um entrave para a continuidade do processo de substituição de nomes na chapa do PSB.

O jornal Folha de S.Paulo publicou, ontem, nota em que a participação de Renata era impossível, por que ela não teria se desincompatibilizado do cargo que ocupa no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. O prazo previsto pela Lei das Inelegibilidades, ou seja, a Lei complementar 64, de 1990, acabou em julho e, nesse caso, não haveria mais a possibilidade da candidatura.

Hoje, porém, o jornal O Estado de São Paulo, publica declaração do presidente do TCE pernambucano dizendo que Renata Campos está licenciada do Tribunal e, portanto, poderia formar a nova chapa do PSB, na condição de vice-presidente.

O problema, então, será adivinhar se o eleitor disposto a votar em Eduardo Campos vai optar por Marina Silva. Campos e Marina, apesar de entrarem juntos na disputa presidencial, eram figuras políticas muito diferentes entre si. Campos era apaziguador, cordial, dono de um notável jogo de cintura no trato de ideias e acordos políticos. Marina, mais radical, rígida na defesa dos próprios pontos de vista, é reconhecida como osso duro de roer.

No papel de vice, Marina, na hipótese remota de Eduardo Campos vencer as eleições, não representaria uma dor de cabeça para os partidos da coligação que apoiava o ex-governador pernambucano. Já como presidente, a participação de Marina Silva ganha a relevância que muitos não desejam. E, para complicar esse quebra-cabeças, Renata Campos, identificada como esposa e mãe excelentes, é uma incógnita quanto à atuação política que dela se espera.

Diante dessa nova situação, será que o eleitor aceitaria a mudança de última hora que coloca uma pessoa, embora formada em economia, sem nenhuma experiência política no exercício de cargos públicos? Estamos falando da vice-presidência do país.

O cargo de vice é tido como formal e protocolar, mas na história do presidencialismo nacional já tivemos dez vices-presidentes que, por diversas razões, assumiram o poder. Essa perspectiva, ainda que não ocorra, agrada ao eleitor brasileiro?

Resta saber se a estratégia de propaganda eleitoral do PSB vai atingir a sensibilidade do eleitorado. A tentação dos marqueteiros deve prevalecer e o apelo emocional será usado e abusado no horário político. A exiguidade de tempo para elaborar a nova campanha vai ser usada como argumento para justificar certos truquezinhos de comunicação.

No início, e durante alguns momentos em que a necessidade pedir, imagens de Eduardo Campos, pontuadas por trilhas sonoras nostálgicas, invadirão a tela da TV. É o vale-tudo para transferir à Marina Silva o legado político do ex-governador.

No rádio, a voz de Campos deve dar o tom à locução pungente que descreverá o saudoso candidato. Uma manobra que pode funcionar, mas que, de repente, também pode se transformar em um autêntico tiro pela culatra.

Ao povo é possível confundir, maquiando fatos e circunstâncias. Já em relação a políticos de carreira, ansiosos pelo poder…

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Imagens: Material de campanha de Eduardo Campos / Marina Silva / Renata Campos / Eleitor / Armas Nacionais / Eduardo Campos carrega criancinha