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18 de agosto de 2014

ELEIÇÕES SEM CENSURA: EM BUSCA DE UMA FRASE DE EFEITO PARA A PROPAGANDA ELEITORAL

Em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves, do PMDB, foi eleito presidente da República pelo Colégio Eleitoral. Instituído pelo regime militar, o Colégio Eleitoral era formado, inicialmente, pelos parlamentares da Câmara Federal e do Senado. Com base nessa formação foram eleitos os generais Arthur da Costa e Silva, em 1967; Emílio Garrastazu Médici, em 1969; Ernesto Beckmann Geisel, em 1974, e João Baptista de Oliveira Figueiredo, em 1979.

Encerrado o período militar, o Colégio Eleitoral foi modificado para escolher, ainda de forma indireta, o primeiro presidente após o regime. Ao Colégio tradicional foram incluídos seis membros do partido majoritário de cada Assembléia Legislativa estadual. Nessa eleição, concorria com o mineiro Tancredo Neves o deputado Paulo Maluf, representante de São Paulo pelo PDS.

Logo após o anúncio da vitória, Tancredo proferiu um discurso do qual se destacou um trecho bombástico e comovente, de grande força comunicativa:

“Não vamos nos dispersar. Continuemos reunidos, como nas praças públicas, com a mesma emoção, a mesma dignidade e a mesma decisão. Se todos quisermos, dizia-nos, há quase duzentos anos, Tiradentes, aquele herói enlouquecido de esperança, podemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la!”

A “diverticulite”, causa oficial da morte de Tancredo Neves, mudou o curso da história e as palavras de Tancredo se transformaram em bandeira dos novos tempos, que viriam a seguir. “Não vamos nos dispersar”, lembrava a frase que ficou a instigar o país.

Neste 2014, dois ex-governadores, netos de dois célebres representantes da história recente da política nacional, estavam na berlinda. Ambos postulantes ao cargo presidencial. Um deles, era Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, neto de Miguel Arraes. Campos se desincompatibilizou do governo pernambucano para disputar a presidência pelo PSB.

O outro, é Aécio Neves, neto de Tancredo Neves. Aécio, tal como o avô, foi governador de Minas Gerais antes de tentar a presidência da república pelo PSDB. Dentre os candidatos de oposição, eram os que tinham mais chances de se destacar na disputa.

A queda do jato em que Campos estava com o staff de campanha, mudou o curso desta eleição. Porém, a frase cunhada por ele um dia antes da morte, ecoa e deve se constituir em palavras de ordem contra a situação. Alusiva ao desânimo que, na interpretação de Eduardo Campos, tomou conta do país com os governos petistas, “não vamos desistir do Brasil”, movida à comoção nacional causada pelo acidente aéreo, deve retumbar no inconsciente do eleitor que anseia por mudança.

Neste ponto, embora esteja vivo, Aécio ficou em desvantagem. Além da falta de um programa de governo, claro e viável (o que também faltava a Campos), o mineiro se ressente da falta de um mote de campanha. Resgatar a frase do avô, Tancredo, nesta altura, pode não ser a solução.

Já para os “herdeiros” de Campos, a ideia de que o eleitor não deve desistir do Brasil é um grande achado.

Começou a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Em cinco de outubro veremos se o brasileiro é movido a emoção ou se não se deixará influenciar pelo marketing político.

Você apostaria em quê?

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Imagens: Tancredo Neves / Eduardo Campos e Miguel Arraes / Aécio Neves / Dúvida