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29 de agosto de 2014

WILLIAM BONNER VAI MATAR A COBRA E MOSTRAR O PAU NA GLOBO?

Em alta nas redes sociais, após a entrevista com a atual presidente da república, Dilma Rousseff, William Bonner, tem sido visto com simpatia pelos telespectadores. (Imagem)

O editor-chefe do “Jornal Nacional” e um dos apresentadores do programa, será o mediador do debate presidencial na Rede Globo de Televisão no próximo dia 2 de outubro, último dos debates permitidos antes da eleição, marcada para o dia 5.

aecio_campos Antes e após o acidente fatal que ceifou a vida do candidato presidenciável Eduardo Campos, Bonner foi alvo de volumosas críticas por ter, no entendimento de internautas, sido duro além do esperado com os candidatos Aécio Neves, do PSDB, e o ex-governador pernambucano, do PSB. (imagem)

O desempenho de William Bonner chegou a levantar a suspeita de que ele estivesse, a mando da emissora para a qual trabalha, cumprido ordens internas para executar o “massacre”. A suposição levou muita gente a imaginar que a Globo estivesse vestindo a camisa da atual presidente, em troca de algumas vantagens. “Amiga”, como sempre foi, de sucessivos governos, a possibilidade foi imaginada sem demora por oposicionistas e, também, pela concorrência, embora ninguém admita abertamente.

Incomodado com o que chamou de “intolerância”, Bonner fez um desabafo pelo Instagram, para se defender das acusações. Fonte: Brasil Post

dilma_JN A entrevista com Dilma Rousseff, porém, o redimiu. Muitos dos que o criticaram, passaram a cumprimentar o profissional pelo posicionamento firme e destemido demonstrado em Brasília. (Imagem)

Escalar o jornalista para mediar o debate presidencial que vai reunir, não mais isoladamente como no “Jornal Nacional”, mas simultaneamente os candidatos era solução inevitável depois de Dilma. Se a Globo tivesse, se é que tinha, outro nome para a função, o peso da credibilidade que Bonner somou diante de Dilma, levou a “Vênus Platinada” a ficar sem saída. Fonte: Coluna do Flávio Ricco

Resta esperar que a presença do jornalista seja o diferencial desse debate. É preciso que os debatedores respeitem o mediador o que, certamente, Bonner exigirá. Caso contrário, o programa será apenas mais um a causar sono.

Chamo a atenção de quem viu, por exemplo, o debate presidencial na Band, no dia 26 passado. Nas duas ocasiões em que Ricardo Boechat alertou os participantes sobre a conduta diante da “luz vermelha” que sinalizava o fim do tempo de cada candidato, o resultado foi positivo. (Imagem)

Primeiro, Boechat deixou claro que era permitido ao candidato concluir o raciocínio mesmo que, eventualmente, o tempo determinado estourasse em poucos segundos. Depois, foi a vez de Boechat lembrar que embora tenha admitido uma certa liberalidade quanto à conclusão da fala de cada um, o respeito ao tempo era compromisso acertado, anteriormente, com as assessorias dos respectivos candidatos. Essa observação foi necessária, pois, na primeira oportunidade após o aviso inicial de Boechat, Marina Silva simplesmente ignorou o tempo reservado a ela e foi muito além do estabelecido. Após a advertência, o tempo não foi mais flagrantemente desrespeitado. De um bom mediador espera-se, mesmo, esse tipo de intervenção ágil, segura e impostergável. Tem que ser, como foi, na hora.

genro_fidelix Aproveito o momento para um desagravo. No debate da Band, Luciana Genro, na réplica a Levy Fidelix, foi descortês com o jornalista José Paulo de Andrade, da rádio Bandeirantes, chamando-o de desinformado sobre os protestos populares do ano passado, intitulados de “voz das ruas”. Oportunista, sabendo que não seria objetada, chamou um dos mais sérios e preparados profissionais da imprensa nacional de desinformado sobre a questão. Como bem disse o candidato Levy Fidelix, na tréplica, a desinformada era ela. (Imagem)

No lugar de José Paulo de Andrade eu pediria direito de resposta, mas as “regrinhas engessadoras” —contra as quais sempre me insurjo— certamente não previam esse direito ao jornalista. Há de se pensar nisso, no futuro. (Imagem)

Acredito que, na Globo, Bonner não vai correr o risco de ser ridicularizado por nenhum candidato. Pela conduta incisiva demonstrada nas entrevistas realizadas no “Jornal Nacional” e pela dimensão que adquiriu após a entrevista com a presidente Dilma Rousseff, se ofendido, Bonner vai matar a cobra e mostrar o pau. Nada mais natural.

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