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30 de setembro de 2014

RODNEY BROCANELLI ESTREIA NOVO HORÁRIO NA SHOWTIME. O RÁDIO AGRADECE

Os amigos da rede, habituados a ler o que escrevo aqui no blog, hoje, excepcionalmente, podem também me ouvir. Pela primeira vez, considerei necessário fazer um depoimento pessoal. (imagem) O que digo, no áudio a que você acessa no final do post, está reproduzido no texto abaixo.

Estando há 22 anos longe da grande mídia radiofônica, fui agradavelmente surpreendido, ontem, por um convite do amigo Rodney Brocanelli. Como você deve saber, Rodney mantém o blog “Radioamantes”, dedicado à cobertura do setor de radiodifusão. Além disso, o amigo atua como apresentador, comentarista de esportes, produtor e colaborador em diversas áreas do rádio, entre outras atividades que exerce. (imagem)

Rodney me convidou para uma entrevista na webradio “Showtime”, nesta sexta-feira, dia 03 de outubro, às 9h00. Trata-se de um novo espaço conquistado pelo colunista que já apresenta, na mesma emissora virtual, a coluna “Radioamantes no Ar”, aos sábados, também às 9h00.

Do ponto de vista pessoal, recebi o convite com muito prazer, é claro, pois, ser lembrado, é uma das situações mais gratificantes da vida. Todavia, profissionalmente, apesar da tentação em contrário, o bom senso me recomendou agradecer, mas não aceitar o generoso convite. A recusa prendeu-se a um único motivo: existem muitos outros colegas de profissão, em atividade, que podem falar com mais desenvoltura sobre o meio em que atuam. Eu senti que poderia incorrer no erro de manifestar opinião emocional durante a entrevista, o que seria catastrófico. Foi por isso que recusei o convite.

Não estando no ar, é evidente que não sou a pessoa indicada para falar do rádio atual. Também não gostaria de evocar um passado que já ficou para trás. O rádio de hoje mostra que os tempos são outros e, a menos que haja uma mudança de mentalidade diretiva, não há mais lugar para profissionais de minha geração, pois, se houvesse, eu e outros colegas também fora do rádio estaríamos atuando. Pelo contrário, fala-se na morte do rádio. Sendo assim, minha participação iria parecer um equívoco.

estreia showtimeFaço este registro em agradecimento ao Rodney e para não deixar nenhuma dúvida pairando no ar. Porque no ar, no plano ideológico, defendo um rádio livre, atuante e com credibilidade, ou seja, 100% verdadeiro. A verdade é que não estou no rádio. Desejo uma feliz estreia ao novo horário de Rodney Brocanelli, na Showtime, nesta sexta, nove da manhã. (imagem: montagem)

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29 de setembro de 2014

DESATINO DE APRESENTADOR, NO RIO, GANHA CONOTAÇÃO DE ASSÉDIO SEXUAL

TV_sombra Hoje, vi uma notícia veiculada no “RD1.ig.com.br” que me recordou outra e me fez pensar em mais uma. Todas três na mesma linha.

A notícia que vi, trata da conduta do apresentador de um programa jornalístico da Record Rio. O moço virou notícia nas redes sociais e nos canais de comunicação internos que a emissora mantém abertos para o público. Na manhã desta segunda-feira, durante um momento “descontraído”, o apresentador deu para brincar com a repórter. A brincadeira, porém, ganhou conotação de assédio sexual, ao vivo. Indignados, telespectadores e internautas se manifestaram contra a atitude do rapaz, que parece ter perdido o “tino”. O que vai acontecer é um capítulo à parte, mas, certamente, o apresentador já deve ter entendido que certas “brincadeiras” não caem bem.

chefias Durante a leitura, me lembrei, da informação divulgada no dia 23 de setembro, pelo blog “Cheni no Campo”, e comentada por mim no dia 24. Jornalistas de uma emissora de rádio paulista estavam na “bronca” com a chefia do departamento. Nesse caso, a situação  envolve muita gente, segundo a denúncia. O RH da empresa em questão seria comunicado, assim como o sindicato da categoria, em São Paulo. A conduta da chefia caracteriza “assédio moral”, passível de punição severa. (imagem)

Não soube o que aconteceu de lá para cá, se é que aconteceu alguma coisa. A verificar.

tv_esportiva O pensamento que me ocorre agora, é um alerta.

Apresentador de conhecido programa esportivo, na tentativa de descontrair o ambiente, tem feito sucessivas brincadeiras com a nova colega, carioca, que passou a dividir o estúdio do programa há cerca de três semanas. (imagem)

Na base de piadinhas para lá e risadinhas para cá, a moça tem sido “galanteada” o tempo todo (a expressão correta seria outra). Entre constrangida e sorridente, a carioca, alvo dos gracejos, tenta não deixar o clima pesar. O que surpreende é o fato de que essa conduta (ao que parece) não despertou o desconfiômetro da direção da emissora em relação à dor de cabeça que as “brincadeiras” podem causar. E se não houver um basta vão causar, sem dúvida.

Nos meus tempos de garoto, em Sorocaba/SP, a posição do apresentador “brincalhão” seria descrita como a de alguém que “está procurando sarna para se coçar”.

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26 de setembro de 2014

CERCADO DE PROBLEMAS O SETOR BRASILEIRO DE COMUNICAÇÕES BUSCA SOLUÇÕES

comunicando Hoje não escrevo, apenas indico um artigo específico para quem atua no setor de radiodifusão e, também, para as pessoas que se interessam pelo tema. (imagens: link 1, link 2 e link 3)

Escrito por Helena Martins, da agência Brasil, é um apanhado sobre como funciona e como deveria funcionar a radiodifusão brasileira. Dividindo o tema entre o rádio, a televisão e a telefonia Helena traça um perfil da situação atual desses setores, incluindo problemas encontrados e soluções esperadas. Ao reforçar os argumentos, busca exemplos em modelos mundiais.

Do capítulo específico sobre o rádio, destaco três pontos enumerados pela articulista no rol de “vícios” que os empresários do ramo adquiriram com o tempo. A relação promíscua de proprietários de outorgas com o poder concedente; o oportunismo político que gravita em torno das concessões e o crescente e preocupante arrendamento de horários, entre outros desvios de finalidade.

Clique no link “Comunicação: TV e rádio enfrentam novos e velhos desafios”. Tenha uma boa leitura.

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25 de setembro de 2014

DIA DO RÁDIO. O FUTURO COM O CÉU POR TESTEMUNHA

Neste 25 de setembro comemora-se o Dia do Rádio. (imagem)

A data foi escolhida em homenagem ao nascimento de Edgar Roquette Pinto, considerado patrono do rádio brasileiro.

Ainda que a primeira emissora a entrar em funcionamento no país tenha sido a “Rádio Clube de Pernambuco”, em 1919, no Recife, o reconhecimento oficial coube à “Rádio Sociedade do Rio de Janeiro”, fundada por Roquette Pinto, em 1923.

landell e marconi Há controvérsia, também, sobre o inventor mundial do rádio e da correspondente data da invenção.

Historiadores se dividem entre o padre gaúcho Roberto Landell de Moura e o italiano Guglielmo Marconi. (imagens: link 1 e link 2)

Segundo relatos, o brasileiro fez uma experiência pioneira em 3 de junho de 1900, na avenida Paulista, São Paulo, capital. De lá, Lendell de Moura transmitiu a voz humana e sinais de telégrafo sem fio num raio de oito quilômetros, fato inusitado e surpreendente para a época.

Marconi patenteou o invento apenas em 1901, embora já tivesse feito testes com o telégrafo sem fio, no Canal da Mancha, entre Gran Bretanha e França, em 1896. O princípio da transmissão de Marconi se baseou em dois estudos realizados nos últimos anos do século XIX.

O primeiro, do físico e matemático britânico James Clerk Maxwell, à direita, criador da teoria sobre as ondas eletromagnéticas. (imagem) O conceito foi divulgado no livro, “Tratado sobre Eletricidade e Magnetismo”, em 1873.

O segundo estudo, foi realizado pelo físico alemão Heinrich Rudolf Hertz, à esquerda. (imagem) 

Em 1888, Hertz demonstrou a existência das ondas eletromagnéticas imaginadas por Maxwell.

Em justa homenagem, a descoberta recebeu o nome de ondas hertzianas popularmente também conhecidas como ondas de radiofrequência ou apenas ondas de rádio.

Na prática, Giuglielmo Marconi patenteou uma utilização para as ideias de Maxwell e Hertz. Não havia, ainda, um dispositivo físico que se valesse dos conceitos teóricos. Também físico e inventor, Marconi aproveitou os dois estudos para idealizar um modelo de radio. Nenhum demérito, pelo contrário, pois o italiano soube usar adequadamente as informações disponíveis. A foto mostra um dos primeiros aparelho produzidos pelo inventor. (imagem)

Landell de Moura, pouco antes, pensou em coisa semelhante, mas, por falta de apoio, sucumbiu a Marconi.

O desenvolvimento do rádio revolucionou a comunicação e aproximou os países do mundo. Divertindo, informando ou transmitindo os horrores de duas guerras mundiais e de vários outros conflitos e beligerâncias espalhados pelo planeta. Sem esconder os fatos, mas, acima de tudo, levando em suas ondas mensagens de fé e esperança de paz e desenvolvimento em harmonia. (imagem)

No Brasil, a caminho de comemorar o centenário, em 2023 (oficialmente), o rádio vive dias de expectativa.

Depois de se tornar a principal fonte transmissora de informações, serviços públicos e entretenimento e de participar de ações transformadoras da sociedade, atravessa fase preocupante. (imagem) Ao cabo de apenas três gerações, hoje vive a incerteza do amanhã. Morre ou não morre? — eis a questão.

Anencéfalos, parece não encontrarem a fórmula para a perenidade do rádio. Somente se dirigido, de fato, por incapazes, tal cogitação mereceria ser levada em conta.

O rádio é imortal. (imagem)

Atestam-no países do mundo inteiro que, ainda hoje, têm no rádio, o mais espetacular veículo de comunicação de massas de todos os tempos. Telefonia, televisão, satélites e Internet são produtos da evolução tecnológica que nasceram com o estímulo do rádio e através dele se consolidaram. As ondas do rádio continuam cruzando céus, terras e mares, agora com o apoio do mundo virtual-cibernético.

O rádio está vivo! Só pensa o contrário quem já morreu e se esqueceu de deitar. Zumbis administrativos, não entendem que o segredo do rádio, como de qualquer outra mídia, é c-o-n-t-e-ú-d-o! Conteúdo depende de profissionais especializados na produção de matéria-prima para a comunicação, de outros que operam equipamentos necessários, e dos que se incumbem de dar a forma final a tudo que é transmitido.

Vou repetir para os panacas eternamente de plantão: conteúdo é a palavra-chave. O resto são veículos. Cada um dentro de suas características. Basta olhar, para ver.

dobradinha perfeitaAté por isso, embora tenha outras razões, a comemoração do “Dia do Radialista” deve, mesmo, acontecer antes do “Dia do Rádio”. O primeiro atua em sinergia com o segundo, não há dúvida, mas o segundo, sem o primeiro, não pode existir. O recado é esse, mas os “cérebros privilegiados” não conseguem captar a mensagem.

Grande abraço para você que é do rádio e para você que não vive sem o rádio.

O futuro, que querem morto, irá mostrar o quanto estão errados os que se preparam para o desaparecimento dessa mídia espetacular.

Para conferir, é só ajustar a sintonia, retocar o volume e deixar a transmissão fluir tendo o céu por testemunha. Ou o éter, se preferir. (imagem)

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24 de setembro de 2014

EDEMAR ANNUSECK. NADA COMO OUVIR QUEM TEM HISTÓRIA PARA CONTAR

Ontem, terça-feira, 23 de setembro, postei um artigo sobre o “desaparecimento” da informação sobre a renda dos jogos de futebol. (imagem) Do nada, záz!, sumiram. Como na Copa do Mundo eu havia notado que este detalhe era omitido, relacionei a nova conduta ao efeito Copa.

A Fifa, diante da grandiosidade do lucro que estava tendo, tinha todo o interesse em escamotear esse detalhe. Ganhando os tubos, sem pagar um centavo de impostos, era de “bom tom” não dar motivos para inveja.

depende É… mas o pessoal do futebol brasileiro foi rápido no gatilho e matou a charada. Excelentes matemáticos, logo a CBF e as Federações espalhadas por todo o país, devem ter pensado assim: “2+2= o céu é o limite”. (imagem, editada)

E não é que do raciocínio passaram para a prática? Terminou a Copa e a informação da renda virou um mistério. Aonde foi parar? Quem viu? Alguém sabe dizer? As respostas deixaram claro que “ninguém sabia de nada”.

Como? você achou estranhas as evasivas? Pois eu não disse que essa turma aprende rapidinho? Não se esqueça que, antes da Fifa, um ex-presidente passou dois mandatos, de quatro anos cada, dizendo “não sei de nada”. Teretetê, virava e mexia, vinha um rolo e o homem gritava: eu não sabia! Ou seja, como responder sem se comprometer os dirigentes esportivos já haviam decorado. Faltava o empurrãozinho, que a Fifa se encarregou de dar. Bem, em síntese, foi o que eu disse.

Também ontem, eu disse aqui que havia solicitado algumas informações a respeito do assunto ao meu amigo Edemar Annuseck, narrador esportivo nota 10, atualmente residindo em Curitiba, no Paraná. Não recebi os esclarecimentos a tempo e publiquei o artigo com base, apenas, em minhas impressões que me apontavam para algo estranho.

Por sorte, minha intuição estava certa em boa parte, mas Annuseck me fez alguns reparos e deu a dica para quem quiser encontrar a renda desaparecida.

Para começar, essa história de sumirem com a renda não é coisa nova. O resto, acho melhor você ler diretamente o que nos conta o prezado amigo.

Eu aproveito para apagar partes da lousa e reescrever alguns trechos: (imagem)

“Flávio, é verdade. Os roubos devem ser grandes. Veja que o Andrés Sanchez está sendo intimado a pagar 13 milhões  (de reais) à Receita por não recolhimento de impostos, na transferência de jogadores para o exterior. Na Copa do Mundo era divulgado só o público e não vi ninguém postar uma linha sobre as rendas dos jogos. Segundo um deputado suíço (Roland Buchel) a FIFA está perdendo as regalias que tinha. Vai ser investigada. (Fonte: Fábio Campana)

As rendas e o público dos jogos do atual campeonato brasileiro podem ser vistas no site da CBF. Clicando na tabela do Campeonato você tem a oportunidade de ver o “borderaux” de todos os jogos.

Eu confesso que já cansei de falar e escrever sobre isso. (imagem) Acho que não tem jeito. Lá por 1985, se não me engano, eu estava transmitindo um jogo no Pacaembu/SP, quando no intervalo vieram até mim dois torcedores que estavam nas numeradas, mostrando seus ingressos que eram iguais quanto à fileira e ao número da cadeira. Me entregaram os bilhetes, divulguei na transmissão e no dia seguinte no Jornal de Esportes da PAN.

À tarde, liga na minha casa um assessor do Eduardo Farah (então, presidente da Federação Paulista de Futebol) pedindo os ingressos para serem examinados. Um executivo da FPF foi até minha casa em São Bernardo do Campo (região do ABC paulista) e entreguei os bilhetes. Até hoje, não tomei conhecimento sobre qualquer tipo de solução.

Infelizmente, Flávio, neste país, os corruptos fazem e desfazem. Faz algum tempo, escrevi sobre o assunto. Precisando alguma coisa, estou à disposição.”

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Aqui, retomo. Eu não sabia que os dados sobre cada partida passaram a ficar disponíveis no site da CBF. Afinal, quando dei alguns passos no setor esportivo, há mais de 40 anos, a Internet não existia. Continuo gostando de futebol e assisto a jogos de qualquer divisão, mas, hoje,interesse, como torcedor, se limita a isso. Nunca fui ao site para algum tipo de consulta e, imagino, o torcedor comum como eu, também não se dá a esse trabalho.

O endereço é este: http://www.cbf.com.br Clique em “Competições” e em seguida escolha, na coluna da direita, o campeonato que lhe interessa. Abaixo do nome do campeonato escolhido, há duas setas com fundo cinza que lhe permitem avançar ou voltar até a rodada a ser consultada. Nas rodadas já ocorridas, o borderô está no link “Boletim Financeiro”, como aparece na reprodução abaixo.site CBFÉ fácil notar que se trata de um trabalho extra para o torcedor. Além disso, omitir a renda durante os jogos, ao vivo, favorece a certos expedientes. Veja, também, que nas páginas referentes a diversas partidas dos vários campeonatos disputados no país, falta o tal “borderaux” ou “borderô”, em português. Provavelmente, da renda dessas partidas ninguém sabe, ninguém viu, ninguém se lembra.

Como vimos, o cheiro do dinheiro atrai os interesses de quem gravita em torno do mundo futebolístico, da mesma forma que o perfume das flores atraem as abelhas.

A diferença, fundamental, é que as abelhas são operosas e extremamente produtivas.

Enquanto o amarelo-ouro do mel revigora o corpo, o amarelo do vil metal degrada a moral e corrói espíritos ambiciosos.

Então é isso. Obrigado, Edemar Annuseck, pela gentileza do retorno e pelos esclarecimentos.

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JORNALISTAS DE RÁDIO PAULISTA SOFREM ASSÉDIO MORAL E ENSAIAM REAÇÃO

Nota divulgada por um blog especializado no setor radiofônico dá a dica: chefia de jornalismo de rádio paulista, será denunciada por assédio moral. Fonte: Cheni no Campo

Para quem pretende levantar hipóteses, a tarefa é bastante fácil. São três as emissoras jornalísticas conhecidas pela truculência verbal de quem as dirige. Todos três são useiros e vezeiros na prática de atemorizar, e ofender a dignidade dos profissionais que trabalham sob suas ordens.

O fato, aliás, é conhecido inclusive da própria justiça do trabalho, mas, inacreditavelmente, nada acontece com nenhum dos gritalhões assediadores. Para eles, não há limites. (imagem)

Uma das formas preferidas de agir, dos três, é fazer o profissional-alvo acreditar que é tão ruim, mas tão ruim, que se sair de onde trabalha atualmente, não conseguirá emprego em nenhum outro lugar. A “ameaça”, repetida incessantemente, leva, às vezes, algumas pessoas a acreditarem nisso.

Fragilizadas psicologicamente, aceitam sobrecarga horária, péssimas condições de trabalho, salário de fome e, algumas, chegam a passar pelo transtorno do pânico. Um massacre que deveria ser denunciado mais vezes.

Não sei se seria apropriado afirmar, mas tenho a impressão de que as denúncias não acontecem mais amiúde porque, além do terror psicológico, o assediado acaba nutrindo pelo assediador uma espécie de admiração que anula a própria vontade de quem sofre os ataques. Algo semelhante ao que ocorre entre sequestrador e sequestrado, cujo comportamento é explicado pela “Síndrome de Estocolmo”. Fonte: Wikipedia Seria possível? Poderia, algum psicólogo, explicar isso pra gente? (imagem) Para relembrar o caso que a foto ilustra, clique aqui.

a dupla Existem variações no “modus operandis” de outros assediadores morais que proliferam em várias empresas, de comunicação e demais segmentos de atividade. Por exemplo, em certa emissora de TV existe uma dupla da pesada, homem e mulher, exercendo a “função aterrorizadora” com voz baixa e modos, aparentemente, educados. (Montagem: link 1 e link 2)

O homem, leva o indigitado para tomar um cafezinho fora do local de trabalho, longe dos olhares dos demais funcionários. Fingindo-se “muito amigo”, desfia um rosário de culpas que, segundo ele, vêm sendo anotadas no dia a dia profissional contra o trabalhador. É o primeiro round, de apenas dois.

Depois, como se tivesse tomado conhecimento do assunto por mero acaso, a mulher entra no circuito para “socorrer” a vítima. Afirmando gostar muito dela, tanto pessoal quanto profissionalmente, dá “conselhos” para anular as ameaças que estariam pesando sobre o/a profissional. Então, passa a enumerar os procedimentos a serem adotados com essa finalidade.

Sem o menor pudor, fazendo-se de amiga, sugere abrir mão de horas-extras, adicionais noturnos, feriados remunerados. E nada de reclamar do vale-refeição. Tudo, claro, para acalmar os ânimos do empregador. Isso, diz a mulher, irá aliviar o foco de tensão e o assunto será esquecido. Livre de ameaças, a pessoa assediada garantirá o salário mensal em paz. Ora, mas que bondade! (imagem)

Percebe? O objetivo é o mesmo dos esbravejadores. Muda, apenas a tática. Crápulas é o que são, travestidos de gente fina.

Neste caso, as denúncias tornam-se mais difíceis ainda. Acreditando ter uma “amiga” na empresa, quem sofre esse tipo de assédio acha melhor “deixar pra lá”. E mesmo que um colega tente convencê-la a não aceitar o jugo, dificilmente terá sucesso. Uma denúncia dessas não encontra guarida entre os demais funcionários. Ninguém se presta a testemunhar contra os assediadores. Todos têm medo, principalmente, de perder a amizade da “protetora”.

Torço para que a atitude dos colegas que pretendem acabar com a opressão denunciada acima, seja firme e que atuem em bloco. Os celulares, hoje, fotografam e gravam som e imagem simultaneamente. Usados como câmera escondida, são poderosos aliados. (imagem)

Não se atemorizem e denunciem mesmo. Lembrem-se: antes de qualquer outra coisa, trata-se de proteger a dignidade de cada um.

Ceder, com medo de se complicar, é comprometer a confiança em si mesmo e fortalecer os canalhas. (imagem)

Valendo-se de posições hierárquicas, tentam destruir sua carreira e aspirações que incluem seu futuro.

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23 de setembro de 2014

CADÊ A ARRECADAÇÃO QUE ESTAVA AQUI? O GATO COMEU

Não sei se isto vem acontecendo em todos os estados brasileiros, mas, aqui em São Paulo, tenho notado que o rádio e a televisão deixaram de informar as rendas dos jogos de futebol. Em vez do total em dinheiro arrecadado pelas bilheterias, é divulgado o número de pagantes e, no máximo o total de público presente nos estádios. (imagem)

Posso estar enganado, mas tenho a impressão de que essa “onda” começou durante os jogos da Copa. Como disse, não tenho certeza. Perguntei ao amigo Edemar Annuseck, mas não obtive resposta. Edemar não deve estar no Paraná, hoje, ou simplesmente não viu meu recado no Face.

Nunca foi segredo para ninguém que certos dirigentes esportivos deixam-se levar pelo olho grande e “metem a mão” no pudim. (imagem) Na época em que atuei no esporte, entre 1968 e 1972, aproximadamente, era comum nos espantarmos com a renda. Baseados no público presente, estimávamos a arrecadação. No entanto, a importância anunciada geralmente ficava muito abaixo da expectativa geral.

Depois, já não atuando mais na área, eu acompanhava —como torcedor— a divulgação das rendas. Não raras vezes, os times visitantes, principalmente, chiavam diante do valor anunciado, pois a eles cabia parte da renda. Quanto menor fosse a arrecadação, menos o visitante levaria para casa.

Quantas vezes, até mais recentemente, a renda causou estranheza na crônica esportiva? (imagem) Habituados a trabalhar em estádios por todo o Brasil, os profissionais do esporte, no “olhômetro”, sempre tiveram uma boa noção de público. E não hesitavam em levantar o assunto. Quando havia uma suspeita, logo vinham os dirigentes anunciar um número absurdo de público não pagante.

Convidados dos clubes, autoridades, profissionais da crônica esportiva e policiais, entre outros que atuam no estádio, não pagam ingressos. Um número razoável de acessos gratuitos desse tipo estaria de bom tamanho se girasse em torno de mil pessoas. Olha que é gente à beça. Pois eu já vi, e você também, a divulgação de cinco mil, seis mil, oito mil e até mais de dez mil torcedores que entraram no estádio sem pagar. Um absurdo, que dá margem a especulações. Fonte: Extra

Sem pesquisar muito, encontrei um exemplo de agosto de 2011, na cidade de Parnaíba, no Piauí. Na partida entre Parnahyba Sport Club e 4 de julho, vencida pelo “tubarão” por 3 a 0, a nota destoante foi a renda. A lotação do estádio produziu apenas R$ 12.805,00. Isso mesmo, pouco mais de 12 mil reais.

O estádio “Mão Santa” é modesto, mas segundo informações locais, pode receber até 15 mil torcedores distribuídos pela área total construída. Sentados, acomoda 4.700 torcedores. Os cronistas locais fizeram os cálculos com base apenas na capacidade da geral e das arquibancadas.

Os dois setores do estádio, conhecido por “Piscinão”, comportam, cada um, 2.350 torcedores. O público total anunciado foi de somente 2.350 pagantes. Como explicar, então, a presença de outros 2.350 não pagantes que lotavam o estádio? E nem se considerou o público total, certamente de 15 mil pessoas, espremidas em todos os cantos disponíveis do “Mão Santa”. O fato foi motivo de revolta e muita ironia, justificadas, mas acabou ficando por isso mesmo. O link, a seguir, leva ao espantoso acontecimento. Corra a página para baixo até encontrar a foto que ilustra este comentário. (imagem) Fonte: Futebol Piauiense

Tem sido assim desde que me lembre. Por isso, agora, acho estranho o rompimento com a tradição. Se o número de torcedores no estádio é anunciado, por que não divulgar a renda? Para mim, há um mistério aí.

O que me deixa mais intrigado é a aparente conivência da mídia nessa omissão. Qual é a razão disso? A divulgação total dos números deveria ser obrigatória, inclusive porque o dinheiro produzido pelas bilheterias é passível de tributação, mesmo contando com algumas isenções. Tem algo que não me convence.

Da mesma forma, não engulo a informação de que o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Paulo Nobre, já tirou do próprio bolso cerca de 70 milhões de reais, como empréstimo ao clube. (imagem) Essa montanha de dinheiro foi usada para a compra de 35 jogadores que, de prático, não acrescentaram absolutamente nada em termos de futebol.

Bobo, Paulo Nobre não é. Alguém que trata o dinheiro com descaso, não tem a menor chance de enriquecer. Sendo rico, Nobre já teria aprendido que não se age dessa forma.

Olhando mais atentamente para os fatos acima, acho que estão sobrando bobos nas duas histórias. Tomara que não sejam os torcedores.

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22 de setembro de 2014

ENTRE O JEANS E A INTERNET, QUE SAUDADE DA VELHA CALÇA DESBOTADA

Em 26 de maio de 2011, escrevi um post em que comparei a Internet à calça jeans de mais ou menos quarenta anos atrás. As famosas calças “Lee” e “Levi’s”, logo que começaram a se popularizar por aqui, vinham dos Estados Unidos. (imagem)

Apenas algumas pessoas mais bem providas de bolso vestiam jeans, porque custavam caro. Além disso, a calça precisava de ajustes que poucos costureiros e costureiras estavam aptos ou dispostos a fazer.

Desde logo, o jeans mostrou o poder de nos igualar socialmente. Homens e mulheres, jovens ou pessoas de mais idade ganhavam ares semelhantes, a despeito das diferenças sócio-econômicas de quem o vestia.

jeans Para não ficarmos por fora, economizávamos durante dois ou três meses e até mais tempo. Em seguida, procurávamos alguém que vendesse jeans legítimos. Depois dos ajustes necessários, exibíamos o tão sonhado status de “igualdade”. No aspecto visual, éramos “descolados” ou “pra frentex”.

A calça jeans nos igualava, embora soubéssemos que a semelhança acabava quando o “bolso” era comparado. (imagens: link 1 e link 2 recorte)

O mesmo sentimento de “igualdade” surgiu  com a Internet. O nivelamento foi acentuado com a popularização da rede mundial de computadores. Daí eu ter dito, em 2011, que “a internet é hoje o que a calça jeans foi em passado recente”.

Porém, estão surgindo problemas. Tem gente confundindo socialização com invasão à privacidade. “Conversar” não me torna íntimo de ninguém. Menos ainda, me autoriza a “bater boca” com quem quer que seja, apenas porque tenho acesso às redes sociais. É impressionante como falta “semancol”. (imagem)

Basta a expressão de “amizade”, para que certas pessoas sintam-se no direito de dar palpite em tudo. O limite para qualquer situação é o bom senso, mas em ambiente “internáutico” esse fator parece inexistir.

As amizades virtuais, em algumas situações, ganham contorno de constrangimento. Se você emite uma opinião (o que é seu direito), da qual o “amigo ou amiga” discordam, o caráter amistoso se transforma em antagonismo virulento.

Não estou usando a frase como figura de oratória. É fato real, com agravantes: essas pessoas se acham no direito não apenas de discordar, mas de transformar a discordância em ofensa pessoal, agressão moral e intelectual. Uma atitude assombrosa, profundamente agressiva. (imagem)

É impossível aceitar a invasão de uma conversa que você mantém com outra pessoa, por gente que se julga no direito de interferir sem autorização. educacao

Não há, infelizmente, costureira ou costureiro que possam ajustar a educação nas redes sociais. (imagem)

Nesse caso, o melhor a fazer é excluir a “amizade” e seguir em frente, pois navegar é preciso.

Que saudade da velha calça desbotada…

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21 de setembro de 2014

NOVA DATA REJEITADA. DIA DO RADIALISTA É COMEMORADO EM 21 DE SETEMBRO

O  Dia do radialista sempre foi comemorado em 21 de setembro. (imagem)

Desde 2006, no entanto, a data oficial do profissional do rádio, passou a ser 7 de novembro. Porém, a novidade não agradou e foi rejeitada pela categoria. Cabe ressaltar que houve desatenção e inércia por parte dos sindicatos estaduais e da Federação dos radialistas. As entidades cochilaram e só acordaram depois que a mudança foi sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Colegas de todo o território nacional têm mantido o 21 de setembro, a despeito do projeto de lei nº 11.327, de autoria do deputado federal por Goiás, Sandes Junior, do PP. A intenção, segundo o autor do projeto, era homenagear o mineiro Ary Barroso, nascido num dia 7 de novembro. Fonte: UOL Educação

Entendeu, o deputado, que Barroso era um legítimo radialista por ter exercido a profissão como empregado. Edgar Roquette Pinto é considerado, oficialmente, fundador da primeira emissora brasileira. Porém, figura na condição de empresário do setor.

O argumento pesou favoravelmente na avaliação presidencial. Habituado, desde a época da militância sindical, a fazer média com o trabalhador, Lula viu uma oportunidade de marcar presença, em ano eleitoral. (imagem)

Esqueceram-se, Sandes Junior e Lula, de consultar a categoria sobre a mudança. Imposta goela abaixo, provocou mal estar entre os radialistas. A nova data não foi digerida e até agora ainda provoca rejeição. Nada a ver com Ary Barroso, mas a reação contrária surgiu em decorrência do flagrante desrespeito do parlamentar (que se diz radialista) e de Lula. Ambos desconsideraram a tradição, desde 1943, quando foi implantado o piso salarial da categoria, no governo de Getúlio Vargas. A data foi escolhida como referência para a comemoração do Dia do Radialista: 21 de setembro.

Há divergência histórica quanto à fundação da primeira estação de rádio no país. Em 1919, antes da criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, outra emissora, a Rádio Clube de Pernambuco, no Recife, realizou a primeira transmissão radiofônica de que se tem notícia. Porém, oficialmente, o privilégio coube à rádio inaugurada por Roquette Pinto, em 1923. Mais tarde, em 1936, a emissora foi doada ao governo, que a mantém até hoje, porém com o nome de Rádio MEC.

Percebe-se dessa forma que, pela segunda vez, a trajetória do rádio sofreu desvio histórico. Primeiro, em relação ao padre gaúcho Roberto Landell de Moura, considerado o verdadeiro inventor do rádio, antes de Guglielmo Marconi. (imagem)

Depois, novo desvio; este em prejuízo da Rádio Clube de Pernambuco, autora da primeira transmissão sonora brasileira através do rádio. Fonte: Zero Hora - RS

O padre Roberto Landell de Moura foi vencido pela descaso das autoridades brasileiras da época e acabou sendo preterido na História, em favor de Marconi, considerado o inventor do rádio. O favorecimento à Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, até hoje é inexplicável.

Resta saber se, agora, os radialistas brasileiros vão permitir, novamente, que a desfaçatez prevaleça e, mesmo contra a vontade da categoria, a comemoração do Dia do Radialista seja mantida em 7 de novembro. erro

Se “a voz do povo é a voz de Deus”, como se afirma, o “povo do rádio” precisa ser levado em consideração. Reconhecer o erro, retroceder e corrigir uma flagrante bobagem é, também, respeitar a democracia. Que o próximo governo, seja qual for, pense nisso. (imagem)

Feliz Dia do Radialista aos colegas de todo o Brasil!

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19 de setembro de 2014

EU TAMBÉM QUERO MORAR NO PAÍS DA PROPAGANDA DO HORÁRIO ELEITORAL

ideal_realidadeNo primeiro debate presidencial, realizado pela Band, no dia 26 de agosto, o candidato tucano, Aécio Neves, disse que “o sonho do brasileiro é morar na propaganda do horário eleitoral”, aludindo ao contraste entre o ideal e a realidade. Fonte: Estadão (imagens: link 1 e link 2)

É disso que desejo falar. Quem recorre ao sistema público de saúde, em todo o país, por não ter opção, amarga longa espera para receber atendimento e, maior ainda se a necessidade é de uma operação eletiva. Os prazos para conseguir uma coisa e outra são desanimadores.

Os postos de saúde, superlotados, mal conseguem atender às longas filas diárias de pacientes em busca de socorro médico. Marcar uma consulta exige paciência, determinação e a “mãozinha” de algum anjo da guarda. (imagem)

Faltam especialistas. Faltam equipamentos. Acrescentem-se, à lista do que falta, remédios, seringas descartáveis, luvas de borracha, potes de coleta de material fisiológico para exames laboratoriais, estetoscópios, medidores de pressão, equipamentos de raio X, mamógrafos e um sem-número de insumos necessários e imprescindíveis para exames e atendimento ambulatorial.

Se o caso é de cirurgia, não há quartos disponíveis, centros cirúrgicos estão em péssima situação, UTIs são insuficientes diante da demanda, equipes médicas se ressentem da falta de profissionais e por aí vai… Não existe alternativa, a não ser esperar e contar com a sorte. (imagem)

Até pouco tempo atrás, a solução para quem tem algum dinheiro de sobra no orçamento doméstico eram os planos de saúde, os convênios médicos e o seguro-saúde. Embora aparentem ser a mesma coisa, há diferenças entre eles. Contudo, não vou me ater a isso, pois a questão, aqui, é outra. Vamos denominar de “operadoras” as várias empresas que estão por trás desses produtos, quaisquer que sejam eles, e de “conveniado” aquele que paga pelo benefício.

Pois as operadoras vêm criando dificuldades cada vez maiores para o conveniado. Nas redes próprias ou credenciadas o quadro está se tornando muito parecido com o que se vê na rede pública de saúde. Não há datas disponíveis para atendimento imediato. Chega-se a esperar até dois meses ou mais, para agendar uma consulta de rotina. (imagem)

O mesmo acontece com exames recomendados pelos médicos. Selecionei um link sobre o o volume de reclamações contra planos de saúde em Belo Horizonte, Minas Gerais, mas a situação é igual em todo os grandes centros do país.

Tais esperas e dificuldades têm criado um efeito que encarece, ainda mais, o seu cuidado com a saúde. A razão é simples. Quando você consegue marcar uma consulta, a praxe recomenda que você tenha um prazo de até trinta dias para o retorno àquele profissional médico que realizou a consulta original. Normalmente, o prazo seria bastante para que você se submetesse aos exames e voltasse ao consultório para a avaliação dos resultados.

Acontece que os trinta dias acabam sendo insuficientes, pois os laboratórios demoram muito para agendar os exames e, depois, para entregar os resultados. A consequência disso é que você precisa marcar nova consulta com o médico que pediu os exames, pois o prazo do retorno venceu.

Para as operadoras, a nova consulta custa dinheiro. Não resta dúvida de que no reajuste do seu convênio esse custo será repassado a você. (imagem)

Pense no círculo vicioso que se cria. Milhares de conveniados contribuem para encarecer o custo de manutenção do convênio, sem terem a menor culpa pela marcação de nova consulta. Mesmo assim, são punidos quatro vezes:

1) com a demora na marcação da consulta;

2) a espera pelos exames solicitados;

3) ao agendar nova consulta para o retorno ao médico;

4) por fim, no reajuste anual do convênio.

Há quem diga, também, que o sistema reflete o “jeitinho” de compensar o baixo valor que as operadoras pagam a médicos, laboratórios clínicos, de imagem e fisioterápicos. (imagem)

Sem um controle atento e eficiente, as planilhas apresentadas para justificar os procedimentos realizados não são questionadas. Dizem, ainda, que muitos procedimentos são pagos duas, três vezes ou mais quando, na verdade, a cobrança adicional é fruto do “truque” semelhante ao que ocorre no sistema público de saúde.

A denúncia sobre médicos, laboratórios e hospitais credenciados junto ao SUS que cobram por procedimentos não realizados é recorrente.

Enquanto isso, a ANS, agência responsável pela fiscalização do setor, faz vista grossa e não vê as irregularidades. (imagem)

Está forrado de motivos o cidadão que, assistindo ao horário político, fica com vontade de morar na propaganda eleitoral da televisão. Lá, tudo acontece como se o Brasil fosse, de fato, o país das maravilhas.

Na propaganda, é.  Passado o horário eleitoral, infelizmente, nem as imagens produzidas por marqueteiros preocupados em transformar promessas e ilusões em votos, repito, nem isso, restará ao cidadão. (imagem)

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