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23 de setembro de 2014

CADÊ A ARRECADAÇÃO QUE ESTAVA AQUI? O GATO COMEU

Não sei se isto vem acontecendo em todos os estados brasileiros, mas, aqui em São Paulo, tenho notado que o rádio e a televisão deixaram de informar as rendas dos jogos de futebol. Em vez do total em dinheiro arrecadado pelas bilheterias, é divulgado o número de pagantes e, no máximo o total de público presente nos estádios. (imagem)

Posso estar enganado, mas tenho a impressão de que essa “onda” começou durante os jogos da Copa. Como disse, não tenho certeza. Perguntei ao amigo Edemar Annuseck, mas não obtive resposta. Edemar não deve estar no Paraná, hoje, ou simplesmente não viu meu recado no Face.

Nunca foi segredo para ninguém que certos dirigentes esportivos deixam-se levar pelo olho grande e “metem a mão” no pudim. (imagem) Na época em que atuei no esporte, entre 1968 e 1972, aproximadamente, era comum nos espantarmos com a renda. Baseados no público presente, estimávamos a arrecadação. No entanto, a importância anunciada geralmente ficava muito abaixo da expectativa geral.

Depois, já não atuando mais na área, eu acompanhava —como torcedor— a divulgação das rendas. Não raras vezes, os times visitantes, principalmente, chiavam diante do valor anunciado, pois a eles cabia parte da renda. Quanto menor fosse a arrecadação, menos o visitante levaria para casa.

Quantas vezes, até mais recentemente, a renda causou estranheza na crônica esportiva? (imagem) Habituados a trabalhar em estádios por todo o Brasil, os profissionais do esporte, no “olhômetro”, sempre tiveram uma boa noção de público. E não hesitavam em levantar o assunto. Quando havia uma suspeita, logo vinham os dirigentes anunciar um número absurdo de público não pagante.

Convidados dos clubes, autoridades, profissionais da crônica esportiva e policiais, entre outros que atuam no estádio, não pagam ingressos. Um número razoável de acessos gratuitos desse tipo estaria de bom tamanho se girasse em torno de mil pessoas. Olha que é gente à beça. Pois eu já vi, e você também, a divulgação de cinco mil, seis mil, oito mil e até mais de dez mil torcedores que entraram no estádio sem pagar. Um absurdo, que dá margem a especulações. Fonte: Extra

Sem pesquisar muito, encontrei um exemplo de agosto de 2011, na cidade de Parnaíba, no Piauí. Na partida entre Parnahyba Sport Club e 4 de julho, vencida pelo “tubarão” por 3 a 0, a nota destoante foi a renda. A lotação do estádio produziu apenas R$ 12.805,00. Isso mesmo, pouco mais de 12 mil reais.

O estádio “Mão Santa” é modesto, mas segundo informações locais, pode receber até 15 mil torcedores distribuídos pela área total construída. Sentados, acomoda 4.700 torcedores. Os cronistas locais fizeram os cálculos com base apenas na capacidade da geral e das arquibancadas.

Os dois setores do estádio, conhecido por “Piscinão”, comportam, cada um, 2.350 torcedores. O público total anunciado foi de somente 2.350 pagantes. Como explicar, então, a presença de outros 2.350 não pagantes que lotavam o estádio? E nem se considerou o público total, certamente de 15 mil pessoas, espremidas em todos os cantos disponíveis do “Mão Santa”. O fato foi motivo de revolta e muita ironia, justificadas, mas acabou ficando por isso mesmo. O link, a seguir, leva ao espantoso acontecimento. Corra a página para baixo até encontrar a foto que ilustra este comentário. (imagem) Fonte: Futebol Piauiense

Tem sido assim desde que me lembre. Por isso, agora, acho estranho o rompimento com a tradição. Se o número de torcedores no estádio é anunciado, por que não divulgar a renda? Para mim, há um mistério aí.

O que me deixa mais intrigado é a aparente conivência da mídia nessa omissão. Qual é a razão disso? A divulgação total dos números deveria ser obrigatória, inclusive porque o dinheiro produzido pelas bilheterias é passível de tributação, mesmo contando com algumas isenções. Tem algo que não me convence.

Da mesma forma, não engulo a informação de que o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Paulo Nobre, já tirou do próprio bolso cerca de 70 milhões de reais, como empréstimo ao clube. (imagem) Essa montanha de dinheiro foi usada para a compra de 35 jogadores que, de prático, não acrescentaram absolutamente nada em termos de futebol.

Bobo, Paulo Nobre não é. Alguém que trata o dinheiro com descaso, não tem a menor chance de enriquecer. Sendo rico, Nobre já teria aprendido que não se age dessa forma.

Olhando mais atentamente para os fatos acima, acho que estão sobrando bobos nas duas histórias. Tomara que não sejam os torcedores.

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