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3 de setembro de 2014

COBRANÇA DO ESPAÇO NO RÁDIO CONVENCIONAL AFOGA O TALENTO NO MAR DE ‘WEB RADIOS’

Rodney Brocanelli leu meu artigo sobre a dificuldade atual de se encontrar novos bons narradores esportivos, mencionada por José Silvério, um dos profissionais mais respeitados no gênero. Concordando em alguns pontos e discordando de outros, Rodney fez uma postagem sobre o assunto, no blog “Radioamantes”, adicionando informações e esclarecendo o que ele sentiu ser preciso aclarar. Deixei um comentário no post que ele escreveu, intitulado “ O debate sobre a narração esportiva” e decidi reproduzir o texto aqui, como segue:   

Suas observações, como colunista do setor de radiodifusão e profissional com larga atividade em 'web radios' (ocupando funções de apresentador da coluna "Radioamantes no Ar" —Show Time—, de comentarista esportivo, plantão e produtor de conteúdo, entre outras) são importantes para o perfeito entendimento de meu artigo. (imagem)

Afirmo isto por uma razão principal: meu propósito, ao levantar a questão, não foi, continua não sendo e nunca será o de menosprezar a capacidade criativa, imprescindível, e o surgimento de novos valores no rádio.

Especifiquei o rádio esportivo, diante da revelação de José Silvério, noticiada por você. Estendi a questão para outros setores do rádio, pois o que acontece no setor esportivo também tem ocorrido nos demais segmentos de programação. (imagem)

Para ser explícito, refiro-me à compra de espaço (indireta, através de carteiras comerciais, ou direta, via arrendamento de horários), prática que tem limitado o uso da mão de obra profissional no rádio e na televisão.

jovens_talentos Longe de querer polemizar, reconheço a existência de jovens talentos por este país imenso, infelizmente escondidos em meio à crescente proliferação de 'web radios', na Internet, plataforma que o próprio rádio convencional tem utilizado na tentativa de atingir o público através de outras mídias. (imagem)

As adaptações pontuais a que você se refere merecem uma reflexão. Da mesma forma que a radiodifusão tem se adaptado (embora mal) ao universo digital da rede mundial de computadores, os profissionais que por falta de espaço no rádio físico estão nas 'web radios', precisam, sim, fazer as adaptações necessárias no rádio virtual para diferenciarem-se não apenas do veículo, mas dos narradores esportivos em atividade no rádio propagado por ondas hertzianas. (imagem)

Reitero que há muita gente boa procurando mostrar serviço na tentativa de conquistar um espaço nas grandes emissoras. Porém, hoje, este não é mais o fator que garante a consecução do objetivo.

aconselho Aí está a principal dificuldade, que me leva a dar um "conselho" (ironia clara) aos novatos "para que não se preocupem muito com talento vocal, mas que procurem aprimorar sua técnica comercial". (imagem) Comprando o próprio horário terão vez no rádio atual que, equivocadamente, se norteia por parâmetros muito distantes da capacidade artístico-profissional do jovem aspirante a um lugar ao sol. 

apoioO talento merece apoio. (imagem) Sempre foi assim e não deveria mudar. Infelizmente, o que temos visto, até em grandes emissoras, é a tendência medíocre e preguiçosa de transferir a responsabilidade pelo faturamento da empresa aos interessados em ocupar um espaço no rádio. Não adianta mais, ao jovem talentoso, ser bom e competente em sua arte.

A contra-argumentação que você faz ao meu artigo, Rodney, além de justa, é interessante o suficiente para que eu a transforme em post do FG-News, nesta quarta, 3 de setembro.

debate É preciso ampliar o debate de ideias e ganhar representatividade para mudar a rota do rádio atual. (imagem)

O mais brilhante e criativo veículo de comunicação de todos os tempos merece um futuro melhor.”