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4 de setembro de 2014

COMUNICADORES POPULARES VÃO ‘MORRER’ NA MIGRAÇÃO DO AM PARA O FM?

primeiro_teste_pan Os testes preparatórios para a migração do AM para o FM, em São Paulo, mal começaram e os boateiros de plantão já trabalham à toda velocidade para elaborar prognósticos sobre a mudança.

Na capital paulista, os primeiros testes na faixa estendida, coordenados pelo engenheiro Eduardo Cappia, estão sendo feitos pela Jovem Pan, na frequência de 84,7 mhz. Com prazo de até um ano, para ajustes e demais providências necessárias à migração, é certo que antes de 2015 nenhuma emissora em AM terá se “bandeado” para a nova faixa. (imagem) 

Enquanto as mudanças não forem possíveis e viáveis, técnica e economicamente, tudo o que se disser em termos de futuro é chute.

Nessa categoria devem ser inscritos os apologistas do pânico. Segundo eles, diretores de emissoras populares estão morrendo de medo pois, com as mudanças, a programação popular está com os dias contados. 

comunicadoresEntre os comunicadores de programas musicais, nomes como Eli  Correa, Paulo Barbosa, Altieris Barbiero e outros despontam, há muito tempo. Desde a época em que o AM não sofria as atuais interferências, eles já eram ídolos. Entre os pregadores religiosos que atuam no AM, o destaque unânime é para o padre Marcelo Rossi. (imagens: link 1, link 2, link 3 e link 4)

fora do radio Sem o menor fundamento, futurólogos divulgam “previsões”, no mínimo, desprovidas de seriedade. Para eles, assim que a mudança de faixa for efetivada, os comunicadores populares perderão espaço no rádio. A direção dessas emissoras, ainda segundo eles, não sabe o que colocar no ar. (imagem)

Bobagem. Campeões de audiência hoje, manterão essa condição amanhã, com o som e a sintonia do rádio melhorados. O que faz sucesso no rádio, hoje, é o que garantiu a audiência, ontem, e vai sustentar os índices, amanhã: conteúdo ao encontro da preferência do ouvinte.

Deveriam estar preocupados os dirigentes que imaginam resolver o problema de audiência de suas emissoras apenas com a melhoria do som. Se a programação, hoje, é ruim, amanhã o som do conteúdo vai ficar insuportável.

Para exemplificar, o que é melhor ou pior? Ouvir a voz de um excelente cantor reproduzida em mono sofrível ou suportar um péssimo cantor desafinar em som estereofônico impecável? Pois tem gente, por aí, achando que você vai escolher a segunda opção. (imagem)

O povo prestigia profissionais que atuam no segmento popular não por causa do som mais puro ou mais chiado, desta ou daquela emissora. Quem atrai e cativa a audiência é o comunicador, que entende e atende seu público. Ponto final. Ouvintes fiéis seguem seus ídolos e sintonizam o rádio na estação para onde eles se mudam, a despeito da qualidade sonora do aparelho de que dispõem.

O que interessa a essa parcela de público é a intimidade desenvolvida entre comunicador e ouvinte, que passam a se considerar amigos de longa data. Se levarmos a expressão ao pé da letra, são isso mesmo. O comunicador “conhece” seus ouvintes e estes são capazes de notar, pela voz, quando o profissional do microfone atravessa um mau momento.

sintonia A interação entre comunicador e ouvinte implica sinergia perfeita, cujo efeito, o todo, é maior que a soma das partes e se traduz em sucesso. Mas há um detalhe: a alquimia é única e, para funcionar bem, depende de características pessoais inatas do público e do apresentador. (imagem)

Isso explica porque programas radiofônicos aparentemente iguais, destinados a um público semelhante, funcionam bem com fulano e não produzem o mesmo efeito com cicrano. A comunicação popular genuína, embora possa ser explicada por teorias e conceitos técnicos é, antes de tudo, um dom. Este é o caso, específico, dos apresentadores que nominei acima.

Eu afirmo, com toda convicção, que na hipótese improvável de uma rádio popular não migrar do AM para o FM, o público fiel dessa emissora vai permanecer em sintonia. Com som de primeira ou com o chiado de sempre, a comunicação vai continuar acontecendo. O resto, é conversa mole para boi dormir.cala a boca

Por isso, eu peço a atenção daqueles que, na falta de assunto, transformam-se em propagandistas do apocalipse radiofônico: não tendo o que falar, mantenham a boca fechada. O risco de morder a própria língua diminui consideravelmente. E o rádio dispensa comentários dessa natureza. (imagem)

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