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24 de setembro de 2014

EDEMAR ANNUSECK. NADA COMO OUVIR QUEM TEM HISTÓRIA PARA CONTAR

Ontem, terça-feira, 23 de setembro, postei um artigo sobre o “desaparecimento” da informação sobre a renda dos jogos de futebol. (imagem) Do nada, záz!, sumiram. Como na Copa do Mundo eu havia notado que este detalhe era omitido, relacionei a nova conduta ao efeito Copa.

A Fifa, diante da grandiosidade do lucro que estava tendo, tinha todo o interesse em escamotear esse detalhe. Ganhando os tubos, sem pagar um centavo de impostos, era de “bom tom” não dar motivos para inveja.

depende É… mas o pessoal do futebol brasileiro foi rápido no gatilho e matou a charada. Excelentes matemáticos, logo a CBF e as Federações espalhadas por todo o país, devem ter pensado assim: “2+2= o céu é o limite”. (imagem, editada)

E não é que do raciocínio passaram para a prática? Terminou a Copa e a informação da renda virou um mistério. Aonde foi parar? Quem viu? Alguém sabe dizer? As respostas deixaram claro que “ninguém sabia de nada”.

Como? você achou estranhas as evasivas? Pois eu não disse que essa turma aprende rapidinho? Não se esqueça que, antes da Fifa, um ex-presidente passou dois mandatos, de quatro anos cada, dizendo “não sei de nada”. Teretetê, virava e mexia, vinha um rolo e o homem gritava: eu não sabia! Ou seja, como responder sem se comprometer os dirigentes esportivos já haviam decorado. Faltava o empurrãozinho, que a Fifa se encarregou de dar. Bem, em síntese, foi o que eu disse.

Também ontem, eu disse aqui que havia solicitado algumas informações a respeito do assunto ao meu amigo Edemar Annuseck, narrador esportivo nota 10, atualmente residindo em Curitiba, no Paraná. Não recebi os esclarecimentos a tempo e publiquei o artigo com base, apenas, em minhas impressões que me apontavam para algo estranho.

Por sorte, minha intuição estava certa em boa parte, mas Annuseck me fez alguns reparos e deu a dica para quem quiser encontrar a renda desaparecida.

Para começar, essa história de sumirem com a renda não é coisa nova. O resto, acho melhor você ler diretamente o que nos conta o prezado amigo.

Eu aproveito para apagar partes da lousa e reescrever alguns trechos: (imagem)

“Flávio, é verdade. Os roubos devem ser grandes. Veja que o Andrés Sanchez está sendo intimado a pagar 13 milhões  (de reais) à Receita por não recolhimento de impostos, na transferência de jogadores para o exterior. Na Copa do Mundo era divulgado só o público e não vi ninguém postar uma linha sobre as rendas dos jogos. Segundo um deputado suíço (Roland Buchel) a FIFA está perdendo as regalias que tinha. Vai ser investigada. (Fonte: Fábio Campana)

As rendas e o público dos jogos do atual campeonato brasileiro podem ser vistas no site da CBF. Clicando na tabela do Campeonato você tem a oportunidade de ver o “borderaux” de todos os jogos.

Eu confesso que já cansei de falar e escrever sobre isso. (imagem) Acho que não tem jeito. Lá por 1985, se não me engano, eu estava transmitindo um jogo no Pacaembu/SP, quando no intervalo vieram até mim dois torcedores que estavam nas numeradas, mostrando seus ingressos que eram iguais quanto à fileira e ao número da cadeira. Me entregaram os bilhetes, divulguei na transmissão e no dia seguinte no Jornal de Esportes da PAN.

À tarde, liga na minha casa um assessor do Eduardo Farah (então, presidente da Federação Paulista de Futebol) pedindo os ingressos para serem examinados. Um executivo da FPF foi até minha casa em São Bernardo do Campo (região do ABC paulista) e entreguei os bilhetes. Até hoje, não tomei conhecimento sobre qualquer tipo de solução.

Infelizmente, Flávio, neste país, os corruptos fazem e desfazem. Faz algum tempo, escrevi sobre o assunto. Precisando alguma coisa, estou à disposição.”

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Aqui, retomo. Eu não sabia que os dados sobre cada partida passaram a ficar disponíveis no site da CBF. Afinal, quando dei alguns passos no setor esportivo, há mais de 40 anos, a Internet não existia. Continuo gostando de futebol e assisto a jogos de qualquer divisão, mas, hoje,interesse, como torcedor, se limita a isso. Nunca fui ao site para algum tipo de consulta e, imagino, o torcedor comum como eu, também não se dá a esse trabalho.

O endereço é este: http://www.cbf.com.br Clique em “Competições” e em seguida escolha, na coluna da direita, o campeonato que lhe interessa. Abaixo do nome do campeonato escolhido, há duas setas com fundo cinza que lhe permitem avançar ou voltar até a rodada a ser consultada. Nas rodadas já ocorridas, o borderô está no link “Boletim Financeiro”, como aparece na reprodução abaixo.site CBFÉ fácil notar que se trata de um trabalho extra para o torcedor. Além disso, omitir a renda durante os jogos, ao vivo, favorece a certos expedientes. Veja, também, que nas páginas referentes a diversas partidas dos vários campeonatos disputados no país, falta o tal “borderaux” ou “borderô”, em português. Provavelmente, da renda dessas partidas ninguém sabe, ninguém viu, ninguém se lembra.

Como vimos, o cheiro do dinheiro atrai os interesses de quem gravita em torno do mundo futebolístico, da mesma forma que o perfume das flores atraem as abelhas.

A diferença, fundamental, é que as abelhas são operosas e extremamente produtivas.

Enquanto o amarelo-ouro do mel revigora o corpo, o amarelo do vil metal degrada a moral e corrói espíritos ambiciosos.

Então é isso. Obrigado, Edemar Annuseck, pela gentileza do retorno e pelos esclarecimentos.

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