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22 de setembro de 2014

ENTRE O JEANS E A INTERNET, QUE SAUDADE DA VELHA CALÇA DESBOTADA

Em 26 de maio de 2011, escrevi um post em que comparei a Internet à calça jeans de mais ou menos quarenta anos atrás. As famosas calças “Lee” e “Levi’s”, logo que começaram a se popularizar por aqui, vinham dos Estados Unidos. (imagem)

Apenas algumas pessoas mais bem providas de bolso vestiam jeans, porque custavam caro. Além disso, a calça precisava de ajustes que poucos costureiros e costureiras estavam aptos ou dispostos a fazer.

Desde logo, o jeans mostrou o poder de nos igualar socialmente. Homens e mulheres, jovens ou pessoas de mais idade ganhavam ares semelhantes, a despeito das diferenças sócio-econômicas de quem o vestia.

jeans Para não ficarmos por fora, economizávamos durante dois ou três meses e até mais tempo. Em seguida, procurávamos alguém que vendesse jeans legítimos. Depois dos ajustes necessários, exibíamos o tão sonhado status de “igualdade”. No aspecto visual, éramos “descolados” ou “pra frentex”.

A calça jeans nos igualava, embora soubéssemos que a semelhança acabava quando o “bolso” era comparado. (imagens: link 1 e link 2 recorte)

O mesmo sentimento de “igualdade” surgiu  com a Internet. O nivelamento foi acentuado com a popularização da rede mundial de computadores. Daí eu ter dito, em 2011, que “a internet é hoje o que a calça jeans foi em passado recente”.

Porém, estão surgindo problemas. Tem gente confundindo socialização com invasão à privacidade. “Conversar” não me torna íntimo de ninguém. Menos ainda, me autoriza a “bater boca” com quem quer que seja, apenas porque tenho acesso às redes sociais. É impressionante como falta “semancol”. (imagem)

Basta a expressão de “amizade”, para que certas pessoas sintam-se no direito de dar palpite em tudo. O limite para qualquer situação é o bom senso, mas em ambiente “internáutico” esse fator parece inexistir.

As amizades virtuais, em algumas situações, ganham contorno de constrangimento. Se você emite uma opinião (o que é seu direito), da qual o “amigo ou amiga” discordam, o caráter amistoso se transforma em antagonismo virulento.

Não estou usando a frase como figura de oratória. É fato real, com agravantes: essas pessoas se acham no direito não apenas de discordar, mas de transformar a discordância em ofensa pessoal, agressão moral e intelectual. Uma atitude assombrosa, profundamente agressiva. (imagem)

É impossível aceitar a invasão de uma conversa que você mantém com outra pessoa, por gente que se julga no direito de interferir sem autorização. educacao

Não há, infelizmente, costureira ou costureiro que possam ajustar a educação nas redes sociais. (imagem)

Nesse caso, o melhor a fazer é excluir a “amizade” e seguir em frente, pois navegar é preciso.

Que saudade da velha calça desbotada…

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