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19 de setembro de 2014

EU TAMBÉM QUERO MORAR NO PAÍS DA PROPAGANDA DO HORÁRIO ELEITORAL

ideal_realidadeNo primeiro debate presidencial, realizado pela Band, no dia 26 de agosto, o candidato tucano, Aécio Neves, disse que “o sonho do brasileiro é morar na propaganda do horário eleitoral”, aludindo ao contraste entre o ideal e a realidade. Fonte: Estadão (imagens: link 1 e link 2)

É disso que desejo falar. Quem recorre ao sistema público de saúde, em todo o país, por não ter opção, amarga longa espera para receber atendimento e, maior ainda se a necessidade é de uma operação eletiva. Os prazos para conseguir uma coisa e outra são desanimadores.

Os postos de saúde, superlotados, mal conseguem atender às longas filas diárias de pacientes em busca de socorro médico. Marcar uma consulta exige paciência, determinação e a “mãozinha” de algum anjo da guarda. (imagem)

Faltam especialistas. Faltam equipamentos. Acrescentem-se, à lista do que falta, remédios, seringas descartáveis, luvas de borracha, potes de coleta de material fisiológico para exames laboratoriais, estetoscópios, medidores de pressão, equipamentos de raio X, mamógrafos e um sem-número de insumos necessários e imprescindíveis para exames e atendimento ambulatorial.

Se o caso é de cirurgia, não há quartos disponíveis, centros cirúrgicos estão em péssima situação, UTIs são insuficientes diante da demanda, equipes médicas se ressentem da falta de profissionais e por aí vai… Não existe alternativa, a não ser esperar e contar com a sorte. (imagem)

Até pouco tempo atrás, a solução para quem tem algum dinheiro de sobra no orçamento doméstico eram os planos de saúde, os convênios médicos e o seguro-saúde. Embora aparentem ser a mesma coisa, há diferenças entre eles. Contudo, não vou me ater a isso, pois a questão, aqui, é outra. Vamos denominar de “operadoras” as várias empresas que estão por trás desses produtos, quaisquer que sejam eles, e de “conveniado” aquele que paga pelo benefício.

Pois as operadoras vêm criando dificuldades cada vez maiores para o conveniado. Nas redes próprias ou credenciadas o quadro está se tornando muito parecido com o que se vê na rede pública de saúde. Não há datas disponíveis para atendimento imediato. Chega-se a esperar até dois meses ou mais, para agendar uma consulta de rotina. (imagem)

O mesmo acontece com exames recomendados pelos médicos. Selecionei um link sobre o o volume de reclamações contra planos de saúde em Belo Horizonte, Minas Gerais, mas a situação é igual em todo os grandes centros do país.

Tais esperas e dificuldades têm criado um efeito que encarece, ainda mais, o seu cuidado com a saúde. A razão é simples. Quando você consegue marcar uma consulta, a praxe recomenda que você tenha um prazo de até trinta dias para o retorno àquele profissional médico que realizou a consulta original. Normalmente, o prazo seria bastante para que você se submetesse aos exames e voltasse ao consultório para a avaliação dos resultados.

Acontece que os trinta dias acabam sendo insuficientes, pois os laboratórios demoram muito para agendar os exames e, depois, para entregar os resultados. A consequência disso é que você precisa marcar nova consulta com o médico que pediu os exames, pois o prazo do retorno venceu.

Para as operadoras, a nova consulta custa dinheiro. Não resta dúvida de que no reajuste do seu convênio esse custo será repassado a você. (imagem)

Pense no círculo vicioso que se cria. Milhares de conveniados contribuem para encarecer o custo de manutenção do convênio, sem terem a menor culpa pela marcação de nova consulta. Mesmo assim, são punidos quatro vezes:

1) com a demora na marcação da consulta;

2) a espera pelos exames solicitados;

3) ao agendar nova consulta para o retorno ao médico;

4) por fim, no reajuste anual do convênio.

Há quem diga, também, que o sistema reflete o “jeitinho” de compensar o baixo valor que as operadoras pagam a médicos, laboratórios clínicos, de imagem e fisioterápicos. (imagem)

Sem um controle atento e eficiente, as planilhas apresentadas para justificar os procedimentos realizados não são questionadas. Dizem, ainda, que muitos procedimentos são pagos duas, três vezes ou mais quando, na verdade, a cobrança adicional é fruto do “truque” semelhante ao que ocorre no sistema público de saúde.

A denúncia sobre médicos, laboratórios e hospitais credenciados junto ao SUS que cobram por procedimentos não realizados é recorrente.

Enquanto isso, a ANS, agência responsável pela fiscalização do setor, faz vista grossa e não vê as irregularidades. (imagem)

Está forrado de motivos o cidadão que, assistindo ao horário político, fica com vontade de morar na propaganda eleitoral da televisão. Lá, tudo acontece como se o Brasil fosse, de fato, o país das maravilhas.

Na propaganda, é.  Passado o horário eleitoral, infelizmente, nem as imagens produzidas por marqueteiros preocupados em transformar promessas e ilusões em votos, repito, nem isso, restará ao cidadão. (imagem)

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