CONTATOS, INCLUSIVE ASSESSORIAS DE IMPRENSA:
FALE CONOSCO!

Navegue à vontade

Na coluna à direita, logo abaixo das postagens preferidas do leitor, está o ZAPPING. Através dele você tem acesso direto às noticiais do dia, nacionais e internacionais, além de informações sobre quase tudo. ZAPPING. Uma central de notícias e entretenimento em que você escolhe o que quer.

30 de outubro de 2014

O RÁDIO VAI VIRAR CELULAR OU O CELULAR VAI VIRAR RÁDIO?

Quando o celular chegou ao Brasil, muitos anos depois de estar em operação nos Estados Unidos e em países da Europa, o aparelho era grande, pesado, falava muito mal e a bateria não durava quase nada. Sem contar que durante uma conversa, a duras penas, a orelha da gente “pegava fogo”, pois o tijolão, como era chamado, esquentava uma barbaridade. Apesar disso, custava uma pequena fortuna. (imagem) Veja um resumo sobre a história e a evolução do celular, no mundo, clicando aqui e aqui.

Com a evolução tecnológica, os aparelhos foram ficando menores e mais baratos. Porém, continuavam falando mal, a despeito da massificação de antenas retransmissoras, as células, espalhadas  por São Paulo, de onde escrevo.

A bateria passou a durar um pouco mais. Em stand-by (espera), chegava a durar até três dias. Em operação básica, fazendo chamadas ou recebendo-as, o consumo de energia crescia radicalmente. O preço despencou.

Se os aparelhos menores, com baixo consumo e preço reduzido, atraíam pela estética e economia, eram dotados de funções limitadas.  A eficiência das ligações continuava questionável. Passados 23 anos desde a chegada ao Brasil, a qualidade das chamadas telefônicas ainda é considerada ruim. (imagem)

Nesse meio tempo, depois da miniaturização (comparativamente aos primeiros), os celulares começaram a ter múltiplas funções, as telas foram crescendo e o acesso à Internet, hoje, é mais cobiçado do que as chamadas de celular para celular. As mensagens instantâneas via MSN, Skype, redes sociais e, agora, o WhatsApp impulsionaram, definitivamente, a popularização do telefone móvel. O preço dos aparelhos voltou a crescer. Alguns, chegam a custar mais de três mil reais. (imagem)

Dados de junho de 2013, mostravam que tínhamos passado a casa dos 265 milhões de linhas em operação. Em conta simples, havia 135 celulares para cada grupo de 100 habitantes, ou seja, mais telefone do que gente. E o crescimento no número de linhas continuava. Para você ter uma ideia, em outubro do mesmo ano o crescimento de celulares ativos passou dos 268 milhões. Atualmente, segundo a Anatel, há 278 milhões e 100 mil celulares em funcionamento. A previsão é de que, em 2018, estejamos na casa dos 350 milhões de aparelhos funcionando. (imagem)

Tamanha multiplicação revela dados interessantes. As chamadas continuam sendo sofríveis, nem sempre se consegue falar com quem queremos. O número de serviços possíveis de serem feitos pelo celular, cresce em progressão geométrica. Em meio a tudo isso, uma curiosidade: navegando, dificilmente há quebra de conexão, mas falando de celular para celular, a dificuldade é praticamente a mesma de 23 anos atrás. A diferença leva ao questionamento. Por que os novos serviços são estáveis e os tradicionais, razão fundamental da criação dos celulares, continuam ruins como sempre? (imagem)

A perspectiva indica que, cada vez mais, outros serviços serão agregados aos celulares, através do acesso à Internet. Já é possível acessar seu banco, transferir valores, fazer pagamentos, realizar investimentos, consultar a fatura de cartões de crédito e uma série de outros serviços que, até bem pouco tempo eram feitos, no máximo, através do computador pessoal.

Em razão disso, os Smartphones, Iphones, Ipods, Ipads, tablets e congêneres estão ficando cada vez mais caros e maiores, devido ao crescimento das telas, embora tenham perfil mais fino. A bateria melhorou, mas não suficientemente, e dura, em média, um dia. Quantas vezes se esgotam bem no meio de uma operação?

Pelo que se nota, os celulares estão ocupando o lugar dos computadores domésticos, os chamados desktops. Em breve, apenas empresas farão uso dos computadores convencionais, tornando-os em máquinas-ferramenta dedicadas a determinadas funções, nada mais. Os celulares substituirão, no uso doméstico e pessoal, os conhecidos desktops. Os notebooks ainda sobreviverão por um tempo mais, visto que são portáteis e em diversas oportunidades servem até de telefone. Como alguns rádios automotivos modernos já fazem. O sistema “Blue & Me”, parceria da Fiat com a Microsoft, por exemplo, torna possível ao motorista ligar para os contatos de sua agenda do celular, através da conexão Bluetooth. Veja aqui

Tamanha popularidade deve transformar todos os celulares em aparelhos de rádio. Estão em andamento planos nesse sentido.

Paralelamente à migração do AM para o FM, as associações que representam o setor de radiodifusão pressionam fabricantes de dispositivos móveis a incluírem um chip que permite a recepção de rádio FM em seus aparelhos.

O rádio tradicional, da forma física como o conhecemos, deve desaparecer ao longo dos anos. (imagem)

Não se anime muito, você, dirigente “mané”, imaginando que essa é a solução para todos os seus problemas.

O conteúdo vai continuar sendo o principal motivo que manterá o ouvinte ligado no rádio, através de qualquer meio de recepção. (imagem)

*** *** *** *** *** ***

29 de outubro de 2014

OUTUBRO TERMINA SEXTA-FEIRA, MAS O BRASILEIRO ESPERA PELA 2ª, DIA 3 DE NOVEMBRO

Outubro está terminando e muitos aguardam o dia 31. Pela cultura norte-americana e, agora, também brasileira, 31 de outubro é dedicado ao Dia das Bruxas. (imagem) Num país como o nosso, em que as donas da vassoura andam soltas, a assimilação era de se esperar.

Passando pelas ruas, notam-se muitas casas exibindo na fachada cabeças de abóbora e outros itens de decoração alusivos à data.

Este ano, o Halloween será comemorado numa sexta-feira, o que aumenta o sabor de mistério (embora até divertido) de que se reveste a comemoração.  

No entanto, o brasileiro está contando nos dedos à espera de novembro. O nacionalismo cívico anda assim agudo? —você me pergunta, certamente se lembrando de 15 de novembro, dia da proclamação da república. Esta república que, perto de comemorar 125 anos, acaba de passar por um estresse eleitoral? As respostas se resumem a um sonoro não.

Então, é o Dia da Bandeira, lábaro estrelado que apregoa “Ordem e Progresso”? —você pode insistir. A resposta também é não. (imagem)

Vamos parar por aqui, pois novembro é mês recheado de datas importantes. Indo direto ao ponto, as atenções gerais estão voltadas para o próximo dia 3, segunda-feira.

Nesse dia, também dedicado aos cabeleireiros e à instituição do direito da mulher ao voto, conquistado em 1930, Renata Vasconcellos estreia na bancada do “Jornal Nacional”. (imagem)

Na sexta-feira, 31 de outubro, Patrícia Poeta se despede do jornalístico da Globo.

Ainda que forçássemos uma situação, relacionar o fato com o Dia das Bruxas, nem de longe caberia. Patrícia é o que se pode chamar de colírio para os olhos e, de bruxa, não tem nada. (imagem)

Mesmo reconhecendo a beleza de Patrícia Poeta, há de se fazer um reparo. Profissionalmente, Renata Vasconcellos está muitos furos acima da colega que se afasta. E também é dona de uma beleza clássica para não se botar defeito. Mas, a pergunta que se faz nos últimos dias gira em torno do porquê da troca.

Colegas da imprensa especulam que a mulher de Amauri Soares, diretor de programação da Globo, foi fritada pela direção geral da emissora. Os bam-bam-bans não teriam gostado das gafes de Patrícia na bancada do principal telejornal da emissora e do país, gostemos ou não da realidade.

Eu não embarco nessa. Em plena crise global devido à baixa audiência, irreversível, do “Vídeo Show”, Patrícia Poeta é a bola da vez para substituir o horário da atração agonizante. Vitimada pelo terror da televisão, o vírus “ibopelus anemicus”, cujo efeito é arrasador, equipes de especialistas têm se dedicado à cura do paciente, sem sucesso. (imagem)

Lembra-se da informação, surgida logo após a Copa, de que a Globo pensava em criar para Patrícia Poeta um programa vespertino, nos moldes do matutino “Encontro”, com Fátima Bernardes?

Minha aposta, bancada em post, publicado em 16 de setembro, continua firme. Se você não se lembra dela ou nem mesmo a viu, clique no link “William Bonner vira ‘mau-caráter’. Estava demorando… ”. Din-din.

Desculpe, eu quis dizer, plim-plim.

*** *** *** *** *** ***

28 de outubro de 2014

DUAS PASSAGENS LIGADAS À EXTINTA TV MANCHETE QUE EU JÁ HAVIA ESQUECIDO

Há pouco mais de 31 anos, o império global de Roberto Marinho esteve ameaçado de perder a liderança de audiência. O autor da proeza foi Adolpho Bloch, dono da extinta TV Manchete.

bloch e marinho juntosO portal “Notícias da TV”, de Daniel Castro, conta essa história, que os telespectadores mais novos não conhecem. De quebra, revela dados interessantes sobre a TV de 1983. Fonte: Notícias da TV

Ao ler a informação do “ntv” me lembrei de uma passagem que vivi, relacionada à inauguração da Manchete. Eu trabalhava, então, na rádio Eldorado FM e na TV Cultura, ambas de São Paulo.

Na Eldorado, que havia sido reformulada com o fim da “Amélia”, equipamento de automação, os programas passaram a ser apresentados “ao vivo”. Integrei a primeira turma de locutores da nova programação.

Foi na Eldorado que conheci Audálio Dantas, jornalista e publicitário dos mais respeitados e admirados até hoje. Audálio me convidou para fazer a locução de um comercial de TV que seria veiculado durante o filme “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, programado para a estreia da Manchete. O comercial, das pilhas Rayovac, reproduzia uma cena do filme de Steven Spielberg. (imagem)

Aquela em que os brinquedos começaram a funcionar sozinhos no quarto do menino Barry, de apenas três anos. Os extraterrestres queriam abduzir o garoto e usaram esse estratagema para atraí-lo para fora da casa. (imagem)

Fui ao estúdio indicado, gravei a locução e avisei família e vários de meus amigos para assistirem à TV Manchete. Na noite de domingo, 5 de junho de 1983, houve a estreia do filme tão esperado, inédito na televisão.

Estou ligado, na sala, ao lado de minha saudosa mãe, aguardando o comercial. Depois de um tempo que me pareceu interminável, veio, enfim, o intervalo. Na tela, os brinquedos começaram a se movimentar produzindo uma sinfonia de sons diferentes, acompanhada de um piscar de luzes multicoloridas.

Quando entrou a locução de assinatura… não era eu. A voz era a de Guilherme Queiroz. Surpreso, olhei para minha mãe e apenas disse: “Ué, não sou eu!” Imagine o tamanho da minha frustração. (imagem)

No dia seguinte, ao procurar informações sobre o ocorrido, me disseram que o cliente não havia aprovado minha locução e optou pelo colega. A prática ainda é comum no mercado, mas não custava terem me comunicado. Para piorar, quando fui receber o cachê, que a produtora decidiu me pagar como compensação, encontrei as portas fechadas. Haviam requerido falência. 

Anos mais tarde, quando a Manchete atravessava o período de crise mais agudo, final da década de 1990, durante um mês, em março de 1999, fui locutor de chamadas da emissora, em São Paulo. (imagem)

Uma semana antes do mês acabar, encaminhei a nota fiscal para receber pelo serviço (cumprindo norma interna), mas não vi a cor do dinheiro. Até hoje.

Tudo ficou no passado. Se não fosse o “Notícias da TV”, eu nem me lembraria mais disso. A evocação do passado veio me comprovar que, em tudo, sempre existe um lado bom. A lembrança me serviu de tema para o post de hoje. Não recebi o dinheiro que esperava, mas acrescentei ao patrimônio da memória mais uma história para contar. Não tem preço.

*** *** *** *** *** ***

24 de outubro de 2014

ELEIÇÕES 2014: PARA VER ANTES DE VOTAR

Esta semana, nas redes sociais, vi a definição abaixo. Simples e, ao mesmo tempo, de uma profunda realidade. 

Procure se lembrar disto logo mais, à noite, durante o debate entre os candidatos presidenciais, na Globo. Seu voto é o único instrumento com o qual é possível mudar um país. Não o perca apenas porque você não gosta de “perder” a eleição. Muita gente age dessa forma e, por isso, vota em quem as pesquisas apontam que tem a preferência do eleitor.

imageLembre-se: o Brasil é um só. Não importa a região em que vive o cidadão. Somos todos brasileiros. Assuma um compromisso com o seu futuro e o de sua família e vote conscientemente. Afinal, você não engrossa a fila das pessoas que conhecem, ouvem e veem a verdade, mas ainda assim preferem acreditar na mentira. 

Não perca o debate. Começa às 22h10, logo após a novela.

*** *** *** *** *** *** ***

23 de outubro de 2014

PETROBRAS, DE NOVO, NO OLHO DO FURACÃO. DILMA SABIA?

Recebi de Moacir Japiassu o aviso. Fui ler na fonte, mas em menos de dois segundos, a página que comecei a ler fechou e foi substituída por comunicando alertando que o serviço estava indisponível naquele momento, 11h15. Fonte: aviso_pag_noblatHavia duas possibilidades para isso: ou o número de acessos superou as expectativas e o servidor não me permitiu acessar o conteúdo ou a página foi tirada do ar. No entanto, a chamada para o comentário continuava na página inicial do blog. Ao clicar sobre o link, o máximo que consegui, em cinco ou seis tentativas, foi capturar a imagem da página, sem o final do texto, como você vê abaixo. pagina noblatPor via das dúvidas, pois nunca se sabe qual é o peso de “influências externas” sobre as Organizações Globo, reproduzo para os amigos da rede o texto de Noblat, na íntegra, que me foi passado por e-mail pelo “Japi”. Dessa forma, quem tentou ver e não viu terá a oportunidade de ver, não é mesmo? E, também, estaremos contribuindo para que a Rede Globo não seja tão pressionada por aqueles aos quais não interessa a divulgação do fato. Tadinha da Globo, você não acha que ela merece essa forcinha?

Então, vamos ao que interessa:

Outro negócio suspeito faz a Petrobras continuar sangrando

A presidente Dilma sabia? O TCU quer saber

23/10/2014 - 08h04

Ricardo Noblat

 

Êpa! Tem jeito de elefante, presa de elefante, tromba de elefante, mas o governo não admite que seja um elefante.  O que será então?

Muita coisa se passou na Petrobras desde que se montou ali um esquema bilionário de desvio de recursos para enriquecer políticos que apóiam o governo e financiar campanhas – a de Dilma, inclusive.

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma auditoria para investigar o pagamento extra de mais de R$ 1 bilhão feito pela Petrobras ao governo boliviano. Tem a ver com a importação do gás boliviano pelo Brasil.

 

A grana entupiu o tesouro da Bolívia em plena campanha de Evo Morales, o presidente, candidato à reeleição. Por sinal, ele se reelegeu. Pela terceira vez. Aspira mudar a Constituição para poder se reeleger indefinidamente.

Qual o problema do pagamento extra?

Apenas o seguinte: a quantia foi paga a mais sem que nada estivesse previsto no contrato assinado pelos dois países para a compra do gás boliviano.

Quem autorizou o pagamento a mais?

O TCU quer saber.

Por que a Petrobras pagou o que não devia?

O TCU quer saber.

E por que o pagamento, inclusive, retroagiu a meses anteriores ao recebimento da grana pela Bolívia?

Calma. Devagar. O TCU quer saber.

A presidente Dilma sabia?

O TCU quer saber.

Quem sabe ela não se baseou num parecer “falho” para concordar com o negócio?

Não foi assim  no caso da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras? Pelo menos Dilma diz que foi assim.

presidentes_noblatLonge de mim a intenção de gerar mais dúvidas, mas depois de ler o artigo de Noblat me lembrei não só do evocado caso de Pasadena, mas, também, do reajuste de tarifas da energia gerada pela hidrelétrica de Itaipu que o Paraguai não usa e vende ao Brasil. Não é por nada, mas fiquei pensando… lembra? Fonte: Folha de S.Paulo

* Esclarecimento: Depois de ter escrito este post, descobri que meu acesso ao “Blog do Noblat” era negado porque eu não estava cadastrado. Custava o texto do aviso, que reproduzi lá em cima, esclarecer o motivo? Mas acho que foi bom. Fazia tempo, cerca de umas 12 horas, que eu não botava a cabeça para pensar… ora, se foi bom.

*** *** *** *** *** ***

22 de outubro de 2014

GLOBO NÃO PERDOA GEOGRAFIA DO APRESENTADOR EVARISTO COSTA

Leio no portal Notícias da TV, de Daniel Castro, nota sobre a substituição de Evaristo Costa, da cobertura da apuração do segundo turno.

e_costa_geografia O apresentador, que divide a bancada do “Jornal Hoje” com Sandra Annenberg, teria sido criticado na Globo por causa do mau desempenho mostrado na cobertura das apurações do primeiro turno. Fonte: Notícias da TV 

O maior problema, segundo a nota do “ntv”, foi Evaristo ter ficado nervoso durante os trabalhos a ponto de se confundir e, em vez de dizer que os estados do Acre e do Pará pertencem ao Norte, disse que eram estados do Nordeste. Para piorar a situação, Willian Bonner teria corrigido o colega, no ar, alertando que Evaristo estava repetindo uma informação. A desatenção, certamente, foi fruto do nervosismo. -- Veja o vídeo, de 12 segundos, que mostra o equívoco.

Para este domingo, a Rede Globo decidiu trocar Evaristo Costa pela mineira Ana Paula Araújo, do “Bom Dia Brasil”. O zelo global com Evaristo, no entanto, contrasta com o desleixo injustificável em relação à Ana Paula. Você se lembra, é claro, do vídeo que circulou pelas redes sociais mostrando a jornalista trocando as fichas na hora de uma pergunta destinada a um dos candidatos a governador do Rio, durante o debate do primeiro turno. Sem se importar com a câmera a jornalista fez a troca, mostrada ao vivo. A Globo, pelo que sei, não tocou no assunto, mas deveria ter esclarecido o “engano” da mediadora. O vídeo da troca está aqui

Sobre a bronca de Bonner em Evaristo, por ter repetido uma informação, as más línguas dizem (mas não provam) que deve ter sido motivada por ciúme profissional.

De vez em quando circulam rumores de que Evaristo Costa poderá ser, em futuro breve, o substituto de William Bonner na bancada do “Jornal Nacional”.

Sinceramente, não creio. Apesar de bom moço, o apresentador do “Jornal Hoje” precisaria comer muito feijão, ainda, para encarar o principal telejornal da maior emissora do país.

*** *** *** *** *** ***

21 de outubro de 2014

JEITINHO BRASILEIRO DEIXA A DIGITALIZAÇÃO DO RÁDIO EM BANHO-MARIA

rd_digital Depois da “descoberta” de que o modelo digital adequado ao Brasil ainda não existe, o setor deu um tempo no projeto de digitalização do rádio. Para evitar a estagnação do setor, à espera de uma data para retomar o processo, os radiodifusores deram o verdadeiro pulo do gato e encontraram uma solução para melhorar a qualidade de som e de recepção do AM, de uma só vez.

Desde o anúncio da digitalização do rádio, os donos de emissoras FM ficaram de sobreaviso. Pelo projeto, as AMs teriam um ganho de qualidade significativo. Comparativamente, tomando por base apenas os quesitos qualidade sonora e melhoria de recepção, a troca do FM pelo sistema digital pouco acrescentaria para o ouvinte. Em contrapartida, o investimento na passagem do FM para o digital custaria muito caro e beneficiaria, imediatamente as emissoras AM. Esse pensamento travou o desenvolvimento do processo.

Alguém há de se lembrar, com razão, que entre as vantagens do rádio digital estava a de oferecer até quatro bandas de frequência para transmissão simultânea. Na prática, uma única emissora poderia explorar quatro segmentos de programação.

A possibilidade de ter múltiplos canais de emissão em uma única rádio agradou em cheio. (imagem) “Já pensou, que maravilha?” —alguns empresários comemoraram o detalhe. Até alguém se lembrar de que a tarefa de produzir conteúdo diferente para cada uma das multibandas custaria verba adicional de produção.

Ante o balde de água fria, veio o pulo do gato. Com o apagão analógico da TV, previsto para breve, mas ainda sem data definitiva, por que não utilizar os canais de onde sairão as TVs e transformar o AM em FM?  

jeitinho_brasileiroA ideia contagiou o setor. Estava resolvida a questão de melhorar o AM, sem os vultosos investimentos imaginados, no caso da digitalização. Ainda que o empresariado pague ao governo uma diferença de preço, pela outorga da faixa estendida, a troca compensa. Ninguém duvide, também, que essa verba venha a ser financiada pelo BNDES. Finalmente, para o FM, o fato de não ter que meter a mão no bolso é um grande negócio, por ora. Típica solução que leva em conta o jeitinho brasileiro. (imagem)

Além disso, o problema das interferências, que complicaram a vida do AM, ocorre só nos grandes centros habitacionais. Não existe nas demais regiões do país. O AM terá, ainda, longa vida pelo Brasil afora.

A propósito, termina no próximo dia 10 de novembro o prazo para que donos de AM se pronunciem sobre a migração para a faixa estendida do FM. Quem se habilita? (Fonte: Tudo Rádio)

*** *** *** *** *** ***

17 de outubro de 2014

MUDANÇAS PARECIDAS APONTAM PARA O FUTURO DO RÁDIO

Ontem, quinta-feira, dia 16, visitei uma grande emissora paulistana. Fui falar com o diretor geral, a quem eu não conhecia pessoalmente. Em conversa, ele me disse que o futuro do rádio está na prestação de serviços à comunidade em que se localiza e na segmentação de conteúdo. Para ele, o universo musical está destinado a ter nos aplicativos móveis seu grande canal de comunicação. Mantenho sob sigilo a identidade dele, pois, durante a visita, não o avisei sobre a possibilidade de usar, aqui no blog, o que me foi dito em off. Aliás, este diretor não foi o primeiro a se posicionar sobre o assunto e, certamente, não será o último. (imagem)

O que chama a atenção, isto sim, é a convergência de opiniões emitidas por outros dirigentes que já se pronunciaram sobre o futuro do rádio. Ou seja, a impressão reinante é a de que está em curso um planejamento consensual apontando o caminho a seguir.

Talvez as associações estaduais do setor de radiodifusão, tenham acordado para o problema e decidido partir, conjuntamente, em busca de um novo modelo para o rádio atual. Ou pode ser que a iniciativa seja de algumas empresas, preocupadas com o futuro. (Imagem)  Você deve se lembrar quando Tutinha, novo diretor geral da Jovem Pan/SP, disse, há pouco tempo, que não acreditava mais em rádio musical no futuro” (Fonte: Notícias da TV)

Desde o seu surgimento, o rádio vem passando por mudanças constantes, ao sabor da evolução tecnológica e da própria transformação da sociedade. Um reflexo inevitável e necessário, pois, como as demais mídias, o rádio tem como objetivo oferecer ao mercado o que o mercado procura.

Hoje, o diretor geral do Sistema Globo de Rádio (SGR), Bruno Thys, divulgou um comunicado, no Rio de Janeiro, em que anuncia mudanças e dá outras informações. (imagem)

O primeiro ponto destacado por Thys foi a troca da frequência utilizada, até então, pela portadora em FM da programação do AM naquela praça. O ouvinte do Rio Janeiro sintonizará a rádio Globo AM pelos 89,5 Mhz somente até o próximo dia 17 de novembro.

Do dia 18 em diante, o ouvinte fluminense deverá sintonizar em 98,1 Mhz para ouvir o som da Globo AM em FM. Essa frequência atualmente é usada pela Beat90 (do grupo), que deixará de existir no dial. Denominada, a partir do dia 19 do próximo mês, de Rádio Beat, estará disponível somente através do universo on-line.

Repare na justificativa: (…) “o consumo de música, principalmente entre os mais jovens, cresce exponencialmente nos meios digitais e tende a migrar integralmente para a Internet, enquanto as rádios com conteúdo voltado para serviço, esporte, informação e entretenimento têm futuro assegurado no dial” . (Fonte: Cheni no Campo)

Viu? O discurso é o mesmo que vem sendo ouvido em todos os cantos do pais. Existe, claramente, uma rota já traçada que conduz o rádio tradicional para mídias distintas. Além disso, finalmente, o rádio passa a ver no universo da web uma grande parceira a serviço do ouvinte.

Passado o momento de pânico paralisante, com a perspectiva de que o rádio iria desaparecer, surgiu a luz no fim do túnel e alguém vislumbrou possibilidades nunca imaginadas antes da digitalização midiática. De inimiga mortal, a evolução tecnológica passou, bem a tempo, a ser vista como grande aliada. (imagem)

Fico feliz em verificar essa tendência, pois há muitos e muitos anos os profissionais do setor estavam feito gatos, deitados perto do fogão, aproveitando o calorzinho da brasa. Nenhum deles se atrevia a pegar o machado e providenciar mais lenha para manter o fogo aceso.

Os colegas radialistas e jornalistas que atuam na radiodifusão, precisam enxergar o amanhã sob o prisma de um colorido especial. Traçada em preto e branco, a perspectiva do rádio não animava a ninguém.

Certas adaptações serão necessárias, mas o que são alguns passos para trás se for possível correr e saltar em direção ao futuro?

*** *** *** *** *** ***

16 de outubro de 2014

DEBATE PRESIDENCIÁVEL DA PAN, SBT, FOLHA E UOL SÓ TEM UM INIMIGO: O HORÁRIO

Tenho aberto espaço neste blog para a divulgação dos debates entre os presidenciáveis. O cidadão brasileiro é o maior interessado em conhecer o pensamento dos candidatos. Embora todos saibamos que o último debate a ser realizado, o da Globo, no dia 24, é o que terá a maior influência sobre o eleitor, todos os confrontos são importantíssimos. Quer pela especificidade de audiência que determinados veículos possuem, quer por aumentarem a possibilidade de todos os cidadãos terem acesso a pelo menos um dos debates.

Incentivar o desenvolvimento da cidadania e contribuir para o aumento da conscientização popular é uma das funções mais nobres da mídia em geral. Hoje acontece o debate que a rádio Jovem Pan, em parceria com o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) e o portal UOL, empresa do grupo Folha, transmite a partir das 18 horas - (Fonte: Portal UOL/Folha)  - imagem

A tradição jornalística da Pan, aliada à repercussão do SBT junto às camadas mais populares do país, e a representatividade da Folha revestem o debate de um interesse especial.

O formato deverá seguir o mesmo modelo adotado na Band. Sem participação de jornalistas, exceto o mediador Calos Nascimento, o grau de “agressividade” de cada candidato vai flutuar ao sabor do que o adversário perguntar. E, naturalmente, as perguntas dependerão muito da posição atual de cada presidenciável, segundo as pesquisas eleitorais. O limite será a coragem de cada um, determinada pelas circunstâncias do momento. 

Este fator limitante, porém, não se compara à infelicidade do horário previsto para a transmissão pelo rádio e pela TV. No rádio, a audiência será beneficiada, pois às 18 horas, em pleno rush, o eleitor motorista, preso no trânsito das grandes cidades, poderá acompanhar o programa enquanto tenta chegar em casa. Por outro lado, na TV, o número de cidadãos que só estará em casa depois que o programa já tiver acabado. Um detalhe que poderia ser evitado, com melhor planejamento.

A Internet vai ter muita importância para aqueles que desejarem acompanhar o desempenho de Aécio Neves e Dilma Rousseff. (imagens: link 1 e link 2)

Os portais da rádio Jovem Pan, do Sistema Brasileiro de Televisão—(SBT) e, certamente, do UOL e da Folha deverão disponibilizar a gravação do debate, na íntegra. 

Para quem estiver preso no trânsito, sem rádio, ou espremido do transporte público entre 18h00 e 19h20, e não puder assistir à transmissão ao vivo, esta é uma grande opção.

*** *** *** *** *** ***

15 de outubro de 2014

MARIANA GODOY SAI DA GLOBO. ESPECULA-SE A VINDA PARA EMISSORA PAULISTA

Apesar de noticiado, não repercutiu, como se poderia esperar, a demissão de Mariana Godoy, apresentadora da Rede Globo, onde estava havia mais de duas décadas. (imagem)

Mais conhecida do público paulista, devido a ter apresentado durante anos a edição local do “Bom Dia São Paulo”, ultimamente Mariana estava no “Jornal das Dez”, veiculado pelo canal pago GloboNews.

Morando no Rio de Janeiro desde 2012, Mariana Godoy alegou motivos pessoais para tomar a decisão de sair. Ela disse ter “encontrado o limite para um casamento à distância”. O marido da apresentadora continuou morando em São Paulo durante todo esse tempo. (Fonte: coluna “Outro Canal”, de Keila Jimenez, no portal da Folha de S.Paulo)

Problemas pessoais à parte, o fato é que Mariana sentia-se desconfortável na Globo, palco de uma série de mudanças internas. O nome de Mariana Godoy, no entanto, não era cogitado para estar no proscênio. (Alô, *Salomão Ésper, eu sabia que, um dia, iria usar o termo)Madura o suficiente para saber da relevância de trabalhar na principal organização televisiva do país, a jornalista não “chutaria o balde” (muito civilizadamente, diga-se), ainda que “em nome do amor”—agora eu caprichei, hein? Por favor, que não se interpretem as aspas como indícios de menosprezo, em absoluto. Quem me conhece sabe que não sou chegado a figuras poéticas ou românticas, só isso. A frase saiu assim e apesar de, no primeiro impulso, querer reescrevê-la, resolvi mantê-la. (imagem)

Se a Globo entende que pode se dar ao luxo de não segurar a profissional, tenho certeza de que aqui, em São Paulo, devem estar contando os dias para que a jornalista seja liberada e possa revelar, enfim, para onde vai.

Especula-se que Mariana Godoy estaria em negociações sigilosas com uma emissora paulista, o que considero bastante possível. Não há, disponíveis, apresentadoras do nível de Mariana.

Além disso, ela é bonita, charmosa, fina, elegante e tem voz extremamente microfônica, fato raro na maioria das profissionais de TV.

Eu aposto que Mariana Godoy se sairia muito bem no rádio. Não se espante caso isso aconteça, cumulativamente.

Boa sorte, Mariana. A gente espera rever sua imagem, brevemente, na telinha.

*** *** *** *** *** ***

*Salomão Ésper: colega e ídolo, jornalista do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

14 de outubro de 2014

DEBATE NA BAND. TEMPO OS CANDIDATOS TERÃO, MAS O QUE FARÃO COM ELE É O PROBLEMA

O debate, na Band, logo mais, às 22h15 desta terça-feira, o primeiro do segundo turno, é muito importante. (imagem) Para o eleitor, trata-se de ótima oportunidade para observar o comportamento dos candidatos, frente a frente. As reações de satisfação ou de contrariedade (quando dão ou levam um “gancho”), a expressão facial, a tonalidade vocal e o nível das respostas. Tudo deve ser observado.

Nem me refiro às baixarias, comuns em momentos de confronto, como este. Meu alerta é no sentido de não se deixar enganar, por qualquer um dos dois, quando prometem coisas cuja decisão depende do Congresso Nacional (Câmara e Senado), para dizer o mínimo. dilma x aecioComo a gente sabe, tem muita promessa do tipo “no meu governo vou fazer tudo o que os outros não fizeram”, esquecendo-se, às vezes, de acrescentar “inclusive eu, ou meu partido, quando estava no poder”. (imagens – link 1 e link 2)

O debate serve, também, para “destravar” os candidatos, preparando-os para o encontro final, na Globo, dia 24, última chance para os aspirantes ao cargo presidencial dizerem o que pensam.

A propósito, hoje me impus ouvir o horário eleitoral no rádio, entre 7h00 e 7h20. Tanto no horário de Aécio Neves, quanto no de Dilma Rousseff, os que menos falaram foram os candidatos. 

Dos 10 minutos reservados para cada um, o tucano abriu o bico por escassos dois minutos. Dilma gastou cerca de dois minutos e vinte segundos. O resto foi ocupado pelo marketing dos dois candidatos para um desfile de musiquinhas insossas e muita conversa jogada fora.

Você se lembra que, no primeiro turno, a reclamação da maioria era sobre a injustiça de uns terem muito tempo à disposição, no rádio e na TV, enquanto outros mal conseguiam dizer o próprio nome. (imagem)

Diante do que ouvi hoje, confesso, fiquei em dúvida. Agora que ambos têm o mesmo tempo disponível, 20 minutos para cada um, distribuídos em dois blocos de 10 minutos, diariamente, por que não aproveitam para divulgar, por exemplo, seus planos de governo?

Vá entender!!!

*** *** *** *** *** ***

13 de outubro de 2014

MARQUETEIROS APELAM NA RETA FINAL DO SEGUNDO TURNO

A candidata Dilma Rousseff, do PT, tem sido criticada, com justa razão, pois a campanha eleitoral do marqueteiro dela descambou para a xenofobia. (imagem)

Usando os cidadãos brasileiros que moram fora do Nordeste como xenófobos, Dilma tem instigado ódio de irmãos contra irmãos. A propaganda política, inacreditavelmente, tolera mentiras. Mesmo as do tipo “vou fazer chover dinheiro” (por exemplo), impossível. O entendimento da Justiça Eleitoral, porém, é o de que o exagero é mera campanha, não mentira propriamente.

Se mentir não é problema, a xenofobia não pode ser tolerada nem por um minuto e sob qualquer circunstância. Entretanto, eu não vi, e você também não, nenhuma providência legal no sentido de acabar com esse tipo de animosidade. A candidata pretende governar o país ou pretende ser presidente apenas da população nortista e nordestina? Somos um país de brasileiros. (imagem)

Por outro lado, hoje pela manhã ouvi um jingle no rádio, durante o horário eleitoral, que me surpreendeu tanto quanto a baboseira de Dilma, quando tenta pintar o “diabo” com as cores do Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

O jingle, que também sonoriza um filme da campanha tucana, traz um cantor com sotaque falsamente nordestino, forçando a pronúncia de algumas palavras e, para piorar, chamando Aécio Neves de “cabra bão”. No vídeo, aparece escrito “cabra bom”, mas o cantor força o sotaque. Os marqueteiros enlouqueceram?

Se é mentira perigosa de Dilma, acusar o restante do país de inimigo do Norte/Nordeste, não é menos mentira Aécio fazer-se passar por “cabra bão”. (imagem)

O texto do jingle até que é bom, levado em ritmo de xote-baião, mas fica no ar a nítida intenção de jogar poeira nos olhos da população norte-nordestina, ao se criar a imagem de “cabra bão” para Aécio Neves.

Alguns dirão que isso é só uma ‘mentirinha’. Não existe ‘mentirinha’. Assim como não existe meia-mentira. Existe, apenas, mentira. Agora, na reta final, o tucano resolveu dar razão às maledicências da petista? Vê se acorda, rapaz. Seu avô, com certeza, lhe daria um belo puxão de orelhas. Merecido, por sinal.

O jingle-filme segue, logo abaixo. Feito em desenho animado, só faltou Aécio aparecer arrastando a sandália, vestido com as roupas de couro próprias da caatinga. Se tivessem feito isso, podiam ter encerrado a campanha por aí. Que a apelação vergonhosa não desmotive o eleitor, que deseja mudanças autênticas.

Para ver em tela cheia, clique no logotipo do Youtube e, depois, no quadradinho ao lado do logo.

*** *** *** *** *** ***

 

12 de outubro de 2014

EMPRESAS E PROFISSIONAIS MULTIFACETADOS REAFIRMAM SUCESSO DO RÁDIO

Um dos temas recorrentes nas redes sociais é a especialização profissional. Diferentes opiniões ora apontam para as vantagens de ser especialista, ora sinalizam para os benefícios da atividade multifacetada. (imagem) 

A dúvida não atinge apenas a pessoa física, mas, principalmente, a empresa que deseja manter ou até elevar o nível competitivo com o qual se apresenta ao mercado.

Acabo de ver mais uma dessas análises. Um empresário se reuniu com executivos do mercado publicitário e ofereceu os serviços da empresa dele. (imagem meramente ilustrativa)

A principal argumentação foi a de que a empresa não era especializada em nada especificamente, mas era multifacetada, capaz de resolver qualquer necessidade. Terminada a reunião, um dos executivos observou que se a empresa oferecida não era especializada em nada, então, tudo o que ela fizesse não devia ser bem feito. Segundo ele, somente especialistas alcançam resultados excelentes. Para justificar a contratação de sua empresa, o profissional “vendedor” disse o seguinte:

“(…) A equipe multidisciplinar realiza um trabalho muito mais completo e abrangente, que envolve a complexidade de análises e definições estratégicas. A convergência de profissionais com formações e especializações variadas, como administração, relações públicas, design gráfico, relações internacionais, branding, jornalismo, entre outros, permite explorar diferentes maneiras de enxergar a mesma questão. A troca contínua de informações e percepções também tira cada um da sua própria zona de conforto, já que pensamentos e insights perturbadoramente inesperados e extremamente pertinentes podem surgir do profissional, supostamente, menos ligado ao tema. Contudo, para que uma equipe com esse perfil funcione, é necessário que haja uma clara definição do caminho a ser percorrido e de como os outputs de cada projeto servirão a um propósito ou solução de um problema específico.” (Fonte: Portal Comunique-se)

Trocada em miúdos, a explicação quer dizer apenas que a empresa multifacetada, embora não seja especialista em uma área determinada, deve recorrer a especialistas do setor em que vier a ser solicitada a atuar. Adicionalmente, profissionais de outras áreas poderão participar do trabalho e, cada um, com a visão específica de seu setor, deve contribuir com sugestões diferentes, porém focadas no mesmo problema.

Duas coisas ficam claras. Primeira: especialistas sempre existirão. Segunda: Por mais multifacetada que seja uma empresa, o caminho das pedras aponta para especialistas. Em algum ponto do trabalho, eles serão convocados. Ou no início, para determinar a rota a seguir, ou no final, para conferir se o “trajeto” proposto vai levar ao objetivo esperado.

A evolução mercadológica busca um discurso profissional diferente, mas, no fundo, não dá para reinventar a roda. (imagem) O que devemos, isto sim, é fazê-la rodar macio.

Tudo isso para dizer que, no rádio, não é diferente. Sempre houve a interação de diversos profissionais, dos vários setores de uma emissora, na busca do melhor resultado para o público. A modernização do veículo, apoiada em novas tecnologias oferece múltiplos formatos, mas o conteúdo sempre terá maior peso.

“O todo (a grade de programação) é maior do que a simples soma de suas partes” — independentemente do valor individual dos profissionais envolvidos. Aliás, como ensina, há séculos, o conceito holístico de Aristóteles.

Tem gente que ainda não entendeu a lição. Assim, fica difícil.

*** *** *** *** *** ***