CONTATOS, INCLUSIVE ASSESSORIAS DE IMPRENSA:
FALE CONOSCO!

Navegue à vontade

Na coluna à direita, logo abaixo das postagens preferidas do leitor, está o ZAPPING. Através dele você tem acesso direto às noticiais do dia, nacionais e internacionais, além de informações sobre quase tudo. ZAPPING. Uma central de notícias e entretenimento em que você escolhe o que quer.

28 de outubro de 2014

DUAS PASSAGENS LIGADAS À EXTINTA TV MANCHETE QUE EU JÁ HAVIA ESQUECIDO

Há pouco mais de 31 anos, o império global de Roberto Marinho esteve ameaçado de perder a liderança de audiência. O autor da proeza foi Adolpho Bloch, dono da extinta TV Manchete.

bloch e marinho juntosO portal “Notícias da TV”, de Daniel Castro, conta essa história, que os telespectadores mais novos não conhecem. De quebra, revela dados interessantes sobre a TV de 1983. Fonte: Notícias da TV

Ao ler a informação do “ntv” me lembrei de uma passagem que vivi, relacionada à inauguração da Manchete. Eu trabalhava, então, na rádio Eldorado FM e na TV Cultura, ambas de São Paulo.

Na Eldorado, que havia sido reformulada com o fim da “Amélia”, equipamento de automação, os programas passaram a ser apresentados “ao vivo”. Integrei a primeira turma de locutores da nova programação.

Foi na Eldorado que conheci Audálio Dantas, jornalista e publicitário dos mais respeitados e admirados até hoje. Audálio me convidou para fazer a locução de um comercial de TV que seria veiculado durante o filme “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, programado para a estreia da Manchete. O comercial, das pilhas Rayovac, reproduzia uma cena do filme de Steven Spielberg. (imagem)

Aquela em que os brinquedos começaram a funcionar sozinhos no quarto do menino Barry, de apenas três anos. Os extraterrestres queriam abduzir o garoto e usaram esse estratagema para atraí-lo para fora da casa. (imagem)

Fui ao estúdio indicado, gravei a locução e avisei família e vários de meus amigos para assistirem à TV Manchete. Na noite de domingo, 5 de junho de 1983, houve a estreia do filme tão esperado, inédito na televisão.

Estou ligado, na sala, ao lado de minha saudosa mãe, aguardando o comercial. Depois de um tempo que me pareceu interminável, veio, enfim, o intervalo. Na tela, os brinquedos começaram a se movimentar produzindo uma sinfonia de sons diferentes, acompanhada de um piscar de luzes multicoloridas.

Quando entrou a locução de assinatura… não era eu. A voz era a de Guilherme Queiroz. Surpreso, olhei para minha mãe e apenas disse: “Ué, não sou eu!” Imagine o tamanho da minha frustração. (imagem)

No dia seguinte, ao procurar informações sobre o ocorrido, me disseram que o cliente não havia aprovado minha locução e optou pelo colega. A prática ainda é comum no mercado, mas não custava terem me comunicado. Para piorar, quando fui receber o cachê, que a produtora decidiu me pagar como compensação, encontrei as portas fechadas. Haviam requerido falência. 

Anos mais tarde, quando a Manchete atravessava o período de crise mais agudo, final da década de 1990, durante um mês, em março de 1999, fui locutor de chamadas da emissora, em São Paulo. (imagem)

Uma semana antes do mês acabar, encaminhei a nota fiscal para receber pelo serviço (cumprindo norma interna), mas não vi a cor do dinheiro. Até hoje.

Tudo ficou no passado. Se não fosse o “Notícias da TV”, eu nem me lembraria mais disso. A evocação do passado veio me comprovar que, em tudo, sempre existe um lado bom. A lembrança me serviu de tema para o post de hoje. Não recebi o dinheiro que esperava, mas acrescentei ao patrimônio da memória mais uma história para contar. Não tem preço.

*** *** *** *** *** ***