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3 de outubro de 2014

ELEIÇÕES 2014: DEBATE NA GLOBO. NÃO EXIGE PRÁTICA NEM HABILIDADE

A Globo quase sempre acerta quando planeja com antecedência. Tempo para pensar o debate, último entre presidenciáveis antes da eleição, houve de sobra. Alguma coisa deve ter mudado de última hora, levando a tropeços que poderiam ser evitados. A tribuna no centro do palco, por exemplo, era desnecessária. Além do tempo perdido entre levantar, caminhar, voltar e sentar não serviu para "intimidar" os candidatos, se foi esta a intenção, ao colocá-los frente a frente. Políticos não se constrangem. Mesmo que se odeiem, em público é beijinho-beijinho. (imagem)

Ainda curtindo a ressaca de acusações homofóbicas, Levi Fidelix foi o único que manifestou estar "na bronca", quando encarou Luciana Genro. Ela, porém, nem piscou. (imagem) Outro ponto negativo: William Bonner estava engessado. Exceto algumas poucas intervenções, por causa de estouro do tempo, manifestação da plateia e quando advertiu ao pastor Everaldo, que tentou burlar as regras pré-estabelecidas, Bonner não abriu a boca para mais nada. Limitou-se a seguir o script. (Fonte: Último Segundo)

Aos 51 anos, experiente, seguro e habituado às pressões diárias — na condição de editor-chefe e apresentador do telejornal de maior audiência da televisão brasileira — o jornalista ocupou lugar de peça decorativa no cenário. As perguntas feitas de candidatos para candidatos, em alguns momentos deram a impressão de que haviam sido combinadas previamente entre eles. (imagem) Típica levantada de bola na área para o centro-avante “encher o pé” em direção ao gol. Foram poucas as vezes em que um presidenciável mostrou surpresa e contrariedade com as perguntas. Dilma Rousseff, a mais bombardeada, deixou-se trair pela expressão facial durante a exposição de certos temas. (imagem) Os demais, estavam exultantes e demonstravam maior preocupação em aparecer bem na TV. Uma pena, pois o poderio da Globo nos levou a imaginar que os candidatos seriam mais exigidos. Não ter havido espaço para perguntas feitas pelo próprio Bonner e jornalistas ou figuras públicas convidados, reduziu o “debate” a mera demonstração de maior ou menor intimidade com as câmeras.  Por último, o sistema de apresentação dos temas foi confuso e tosco. Aquele esquema de fichas soltas numa caixa dividida em duas partes, uma para as fichas lidas e outra para as que ainda seriam apresentadas, favorecia o engano. Tanto é verdade, que o próprio mediador atrapalhou-se, logo no início, e trocou as bolas na ordem das coisas. (imagem)

A falha colaborou para “quebrar as pernas” de Bonner que, depois do incidente, manipulou as fichas com atenção redobrada. Hesitei ao digitar o verbo “manipular”, para que não ficasse a impressão de que, ao escolher o termo, eu tivesse a intenção de sugerir possível manipulação intencional do apresentador quanto à entrada dos temas durante o debate. Afinal, pensei, a favor de Bonner, está a conduta profissional dele durante esses anos todos em que o vemos na Globo.Entretanto, se eu tivesse a intenção de lançar névoa sobre a correção de conduta do apresentador, nem precisaria recorrer a esse expediente.

Um dia antes, Ana Paula Araújo, apresentadora do “Bom Dia Brasil”, foi a mediadora do debate entre os candidatos ao governo do Rio de Janeiro. (imagem)

Sem cerimônia (talvez por não saber que a câmera a focalizava por cima), manipulou as fichas como quis. Em atitude de autêntica prestidigitadora, colocou em dúvida a lisura da “mecânica” do debate. Um absurdo que exige explicações da Rede Globo. 

Para ver o vídeo, clique sobre a foto abaixo. São apenas 11 segundos. A imagem, gravada de um televisor, não tem boa qualidade, mas é suficiente para ver que Ana Paula troca as fichas. Insatisfeita, escolhe-as uma segunda vez. Na maior cara de pau. Só faltou dizer, à moda dos camelôs, “não exige prática nem habilidade”

De resto, neste dia 5 de outubro, que vença o melhor para o futuro do país. Esperamos, todos, que não haja manipulação.

manipulação_debate 

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