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2 de outubro de 2014

ELEIÇÕES 2014: ACORDAR DO SONHO PARA O PESADELO

Esta noite eu tive um sonho. Sonhei que morava em um país imenso, abençoado por Deus e bonito por natureza. Que beleza! (imagem)

O povo desse país maravilhoso, de dimensões continentais, falava a mesma língua, com variação sonora própria dos sotaques regionais. Além do sotaque, havia pequenas diferenças, por exemplo, na forma como tratavam a comida.

Os habitantes de uma região chamavam de mandioca um tubérculo branco, na verdade uma raiz, enquanto para outros era macaxeira. Todavia, a diferença não tinha a menor importância! Valia muito mais o fato de que ambos os cidadãos reconheciam naquela raiz parte de sua própria essência a lhes determinar a origem: eram, todos, filhos da mesma terra, em que se plantando tudo dava.

Havia, porém, um senão. Com potencial imenso para fartura, atraía olhares vorazes e apetites insaciáveis. Para complicar, eles não se contentavam em usufruir as delícias da parte que lhes cabia. Queriam mais, sempre mais. (imagem)

Essa ganância produzia um efeito perverso e criminoso. Quando ninguém estava olhando, os vorazes e insaciáveis davam um jeito de se apropriar do que era dos outros. E lá se iam partes incalculáveis que, se distribuídas honestamente, dariam para apascentar a fome de todos.

Por essa razão, apesar do cenário maravilhoso daquela terra, milhões de pessoas traziam no semblante a sombra de uma certa tristeza que tornava opacos olhos feitos para reluzir de felicidade. Uma terra tão bonita, em contraste com aquele olhar de profunda melancolia; quase desesperança.

Os habitantes daquela terra sabiam que os vorazes e insaciáveis se apropriavam de partes que cabiam aos cidadãos, mas tinham medo de reagir. Eles achavam que poderia ser pior. Então, faziam de conta que não viam nada e tentavam tocar a vida como podiam.

Porém, tudo o que não é combatido tende a ficar pior e lá, naquela terra, era exatamente o que estava acontecendo. Os grupos de vorazes e insaciáveis queriam cada vez mais. (imagem)

Era preciso pôr um basta na situação. Aí, inventaram as eleições. Dali para a frente, só poderia ocupar o posto de voraz e insaciável quem fosse escolhido para o cargo.

Foi quando começaram as promessas de melhorar isto e mais aquilo, para fazer daquela terra algo muito melhor. Vinham grupos com propostas de mudanças espetaculares e outras recheadas de absurdos, em troca de votos. Os vorazes e insaciáveis se tornaram especialistas em prometer, mesmo sabendo que jamais cumpririam nada. E o faziam com uma expressão digna de fé. Um talento admirável. Depois não se falava mais nisso, até as próximas eleições.

Ao povo, resignado, restava esperar para, quem sabe, eleger alguém que mentisse menos. Mas qual, durante décadas nada mudou. Com o tempo, os vorazes e insaciáveis perceberam que o povo acabaria notando as mentiras e resolveram tomar precauções.

Para garantir votos em outras eleições, os vorazes e insaciáveis criaram um sistema de convencimento dos eleitores. Foi quando nasceram uns brindes, aos quais deram nomes de Bolsas, que garantiam a quem ganhasse uma delas, o direito de receber uma parte que era desviado. (imagem) Um esquema inacreditável, digno de mentes maquiavélicas.

Eu estava espantado com aquela revelação, quando acordei indignado. Ao me dar conta de que a história acima não passava de um sonho, esbocei um gesto de alívio e alegria. Ainda bem que um país assim não existe, não é mesmo?

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