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21 de outubro de 2014

JEITINHO BRASILEIRO DEIXA A DIGITALIZAÇÃO DO RÁDIO EM BANHO-MARIA

rd_digital Depois da “descoberta” de que o modelo digital adequado ao Brasil ainda não existe, o setor deu um tempo no projeto de digitalização do rádio. Para evitar a estagnação do setor, à espera de uma data para retomar o processo, os radiodifusores deram o verdadeiro pulo do gato e encontraram uma solução para melhorar a qualidade de som e de recepção do AM, de uma só vez.

Desde o anúncio da digitalização do rádio, os donos de emissoras FM ficaram de sobreaviso. Pelo projeto, as AMs teriam um ganho de qualidade significativo. Comparativamente, tomando por base apenas os quesitos qualidade sonora e melhoria de recepção, a troca do FM pelo sistema digital pouco acrescentaria para o ouvinte. Em contrapartida, o investimento na passagem do FM para o digital custaria muito caro e beneficiaria, imediatamente as emissoras AM. Esse pensamento travou o desenvolvimento do processo.

Alguém há de se lembrar, com razão, que entre as vantagens do rádio digital estava a de oferecer até quatro bandas de frequência para transmissão simultânea. Na prática, uma única emissora poderia explorar quatro segmentos de programação.

A possibilidade de ter múltiplos canais de emissão em uma única rádio agradou em cheio. (imagem) “Já pensou, que maravilha?” —alguns empresários comemoraram o detalhe. Até alguém se lembrar de que a tarefa de produzir conteúdo diferente para cada uma das multibandas custaria verba adicional de produção.

Ante o balde de água fria, veio o pulo do gato. Com o apagão analógico da TV, previsto para breve, mas ainda sem data definitiva, por que não utilizar os canais de onde sairão as TVs e transformar o AM em FM?  

jeitinho_brasileiroA ideia contagiou o setor. Estava resolvida a questão de melhorar o AM, sem os vultosos investimentos imaginados, no caso da digitalização. Ainda que o empresariado pague ao governo uma diferença de preço, pela outorga da faixa estendida, a troca compensa. Ninguém duvide, também, que essa verba venha a ser financiada pelo BNDES. Finalmente, para o FM, o fato de não ter que meter a mão no bolso é um grande negócio, por ora. Típica solução que leva em conta o jeitinho brasileiro. (imagem)

Além disso, o problema das interferências, que complicaram a vida do AM, ocorre só nos grandes centros habitacionais. Não existe nas demais regiões do país. O AM terá, ainda, longa vida pelo Brasil afora.

A propósito, termina no próximo dia 10 de novembro o prazo para que donos de AM se pronunciem sobre a migração para a faixa estendida do FM. Quem se habilita? (Fonte: Tudo Rádio)

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