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17 de outubro de 2014

MUDANÇAS PARECIDAS APONTAM PARA O FUTURO DO RÁDIO

Ontem, quinta-feira, dia 16, visitei uma grande emissora paulistana. Fui falar com o diretor geral, a quem eu não conhecia pessoalmente. Em conversa, ele me disse que o futuro do rádio está na prestação de serviços à comunidade em que se localiza e na segmentação de conteúdo. Para ele, o universo musical está destinado a ter nos aplicativos móveis seu grande canal de comunicação. Mantenho sob sigilo a identidade dele, pois, durante a visita, não o avisei sobre a possibilidade de usar, aqui no blog, o que me foi dito em off. Aliás, este diretor não foi o primeiro a se posicionar sobre o assunto e, certamente, não será o último. (imagem)

O que chama a atenção, isto sim, é a convergência de opiniões emitidas por outros dirigentes que já se pronunciaram sobre o futuro do rádio. Ou seja, a impressão reinante é a de que está em curso um planejamento consensual apontando o caminho a seguir.

Talvez as associações estaduais do setor de radiodifusão, tenham acordado para o problema e decidido partir, conjuntamente, em busca de um novo modelo para o rádio atual. Ou pode ser que a iniciativa seja de algumas empresas, preocupadas com o futuro. (Imagem)  Você deve se lembrar quando Tutinha, novo diretor geral da Jovem Pan/SP, disse, há pouco tempo, que não acreditava mais em rádio musical no futuro” (Fonte: Notícias da TV)

Desde o seu surgimento, o rádio vem passando por mudanças constantes, ao sabor da evolução tecnológica e da própria transformação da sociedade. Um reflexo inevitável e necessário, pois, como as demais mídias, o rádio tem como objetivo oferecer ao mercado o que o mercado procura.

Hoje, o diretor geral do Sistema Globo de Rádio (SGR), Bruno Thys, divulgou um comunicado, no Rio de Janeiro, em que anuncia mudanças e dá outras informações. (imagem)

O primeiro ponto destacado por Thys foi a troca da frequência utilizada, até então, pela portadora em FM da programação do AM naquela praça. O ouvinte do Rio Janeiro sintonizará a rádio Globo AM pelos 89,5 Mhz somente até o próximo dia 17 de novembro.

Do dia 18 em diante, o ouvinte fluminense deverá sintonizar em 98,1 Mhz para ouvir o som da Globo AM em FM. Essa frequência atualmente é usada pela Beat90 (do grupo), que deixará de existir no dial. Denominada, a partir do dia 19 do próximo mês, de Rádio Beat, estará disponível somente através do universo on-line.

Repare na justificativa: (…) “o consumo de música, principalmente entre os mais jovens, cresce exponencialmente nos meios digitais e tende a migrar integralmente para a Internet, enquanto as rádios com conteúdo voltado para serviço, esporte, informação e entretenimento têm futuro assegurado no dial” . (Fonte: Cheni no Campo)

Viu? O discurso é o mesmo que vem sendo ouvido em todos os cantos do pais. Existe, claramente, uma rota já traçada que conduz o rádio tradicional para mídias distintas. Além disso, finalmente, o rádio passa a ver no universo da web uma grande parceira a serviço do ouvinte.

Passado o momento de pânico paralisante, com a perspectiva de que o rádio iria desaparecer, surgiu a luz no fim do túnel e alguém vislumbrou possibilidades nunca imaginadas antes da digitalização midiática. De inimiga mortal, a evolução tecnológica passou, bem a tempo, a ser vista como grande aliada. (imagem)

Fico feliz em verificar essa tendência, pois há muitos e muitos anos os profissionais do setor estavam feito gatos, deitados perto do fogão, aproveitando o calorzinho da brasa. Nenhum deles se atrevia a pegar o machado e providenciar mais lenha para manter o fogo aceso.

Os colegas radialistas e jornalistas que atuam na radiodifusão, precisam enxergar o amanhã sob o prisma de um colorido especial. Traçada em preto e branco, a perspectiva do rádio não animava a ninguém.

Certas adaptações serão necessárias, mas o que são alguns passos para trás se for possível correr e saltar em direção ao futuro?

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