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30 de novembro de 2014

ROBERTO BOLAÑOS, O CHAVES, PARTIU SEM QUERER, QUERENDO

Roberto Bolaños (imagem), ator mexicano de 85 anos (faria 86 em fevereiro), morreu na última sexta-feira, dia 28 de novembro, em Cancún, no México. Com a saúde debilitada, havia tempos estava no centro das atenções de milhões de fãs pelo mundo afora. Bolaños, criador e intérprete de “Chaves” e “Chapolin Colorado”, durante mais de 30 anos vinha fazendo sucesso no SBT.

Qual a razão para tal empatia com o público ninguém sabe, exatamente, embora existam muitas teorias que tentam explicar o fenômeno. Todas fazem sentido, mas nenhuma é absoluta. A verdade é que “Chaves” é, simplesmente, “Chaves” e cada fã tem um motivo particular que explica sua identificação com o personagem.

A série “Chaves”, produzida pela TV mexicana Televisa, foi dublada em mais de 50 idiomas. No Brasil, desde a estreia, o seriado caiu nas graças do povo. Adultos e crianças, indistintamente, repetem os bordões do menino peralta e inocente que se esconde num barril e se lamenta dizendo “ninguém tem paciência comigo”. (imagem)

Essa e outras frases acabaram sendo incorporadas no dia a dia de muita gente que “sem querer, querendo”, reverencia o personagem repetindo seus bordões.

Da mesma forma, Chapolin Colorado é ídolo de crianças e adultos. Quem de nós não ouviu ou até disse, “não contavam com a minha astúcia” ou “suspeitei desde o princípio”, nos mais variadas situações da vida? (imagem)

Coringa do SBT, “Chaves” tem socorrido a emissora toda vez que algum horário vai mal. Basta tirar o programa que está patinando em audiência e exibir os episódios de “Chaves” no lugar. O público, cativo, responde imediatamente, pois “Chaves” não sai de moda.

Homenagem do SBT

Em reconhecimento ao sucesso das séries e, também, em homenagem a Roberto Bolaños, o SBT realiza uma exposição no Memorial da América Latina, com entrada franca. Sem data para terminar, a “Vila do Chaves” está aberta ao público, no Pavilhão México, onde os fãs podem ver ou rever alguns dos mais divertidos momentos das séries.

O endereço é Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Estação Barra Funda do Metrô – São Paulo/capital. Mais detalhes podem ser obtidos pelo telefone (0xx11) 3823-4600.

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Notícias relacionadas:

1) Morre Roberto Gómez Bolaños, criador de Chaves e Chapolin

2) SBT presta homenagem a Roberto Bolaños no Memorial da América Latina

27 de novembro de 2014

EX-MODELO VAI SE LIVRAR DO CRACK; SE A RECORD FIZER SUCESSO

por_foraA televisão, infelizmente, está cada dia mais “bonita” tecnologicamente e cada vez mais “podre”. Existe um ditado antigo que traduz o esforço para manter a aparência, descuidando da essência: “por fora, bela viola; por dentro,  pão bolorento”.

Pois é exatamente o que ocorre com a TV, neste momento . Claro que há pessoas sérias, corretas, honestas e preocupadas em dar bons exemplos, conhecedoras que são da grande força da televisão. Mas os bastidores continuam sendo preocupantes.

Apesar do aparente esforço que certos movimentos sociais têm feito em busca de uma TV mais saudável, ainda há muito o que ser feito. Até um dia dedicado à erradicação da baixaria na TV, 18 de outubro, foi criado para manter acesa a chama do ideal, mas não é fácil. A tentação pela audiência continua sendo o fator que desequilibra.

Veja, como exemplo, que em 2009, um desses movimentos, o Instituto Alana, conseguiu tirar do ar o programa “Eu vi na TV”, apresentado por João Kleber, na RedeTV. Era resultado da campanha “Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania”. A alegria durou pouco. O apresentador está de volta. Com o velho estilo. (Fonte: Gazeta Digital)

A política de responsabilidade social de algumas emissoras, fechou um pouco o cerco ao exagero e tenta delimitar onde termina o bom senso e começa a apelação. Mesmo assim, ainda ocorrem vacilos que não deveriam mais acontecer. E, naturalmente, os bastidores tornam-se o palco da tragédia humana. O vale tudo para ganhar uns pontos de “ibope” atropela o que estiver pela frente.

É o caso da “ex-modelo Loemy Marques que sucumbiu ao vício do crack, abandonou a profissão e passou a viver na Cracolância (região central da capital paulista) inteiramente dominada pela droga.

loemy_capa_vejinha A informação, da Veja São Paulo, logo ganhou o ambiente sem limites da Internet e a notícia virou febre entre os setores de produção de todas as televisões do país. Teve início uma verdadeira corrida maluca entre as Tvs, todas tentando obter exclusividade para entrevistar Loemy. Os abusos para conquistar a primazia, logo surgiram. Oferta de dinheiro, tratamento, acompanhamento psicológico, entrevistas, manchetes, fama, droga... opa! O que a droga está fazendo aqui? (Fonte: Notícias da TV)

É isso. Na luta para levar a melhor, o primeiro ingrediente a faltar foi, lamentavelmente, bom senso. Até sequestro relâmpago houve. É inacreditável.

Agora, parece que a Record ganhou a parada. O programa “A Hora do Faro”, apresentado aos domingos por Rodrigo Faro, fechou um pacote completo com a modelo, visando realizar uma espécie de reality show em que a atração será a recuperação de Loemy Marques, livrando-a da dependência ao crack. Uma “atração” que vai depender do sucesso do quadro.

E, para aumentar a desfaçatez, note o esclarecimento do apresentador dominical: “A gente vai dar o suporte para ela se reerguer, mas ela vai ter que querer”. Eu acrescento: “Se o programa bombar de audiência, que sorte! Se, porém, não fizer o sucesso imaginado, coitada de Loemy”.

Para a Record, o objetivo é alavancar o programa em disputa com a concorrência, nada além disso.

Esquecem-se que o caráter social da ação deve prevalecer sobre todos os demais interesses. Loemy Marques não pode ser tratada como mercadoria.

Ainda mais numa emissora cujo dono declara ter como objetivo elevar a espiritualidade do fiel. Tudo bem que televisão não é igreja, mas a matéria prima, da qual se extrai o elemento para trabalhar a ideia é a mesma: o ser humano. (Fonte: Notícias da TV)

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25 de novembro de 2014

O FIM DOS LOCUTORES ESTÁ PRÓXIMO. DAQUI ALGUNS ANOS A ESTRELA SERÁ A VOZ DIGITAL

locutores Eu já disse aqui no blog que em futuro breve as figuras do locutor e da locutora vão desaparecer das emissoras de rádio. Os tempos estão mudando e o avanço tecnológico vai acabar com esses profissionais. (imagem 1, 2 e 3)

Primeiro será extinto o locutor das rádios musicais, aquelas que anunciam o título da música, mencionam compositor e intérprete, dão a hora certa e condições do tempo. De hora em hora, para cumprir uma exigência legal, gastam um minuto com duas notinhas de 30 segundos ou três de 20, às quais chamam de ‘noticiário’.

Hoje qualquer software de automação opera uma emissora. Por enquanto, é preciso gravar as falas que se deseja transmitir. Depois de gravadas ficam arquivadas, o tempo todo à disposição.

O sistema pode ser conduzido manualmente ou ficar no automático e fazer tudo sozinho 24 horas. Desliga o link do satélite, no caso das redes, executa o break comercial, roda notícia e coisas do tipo. As praças, por sua vez, podem fazer o intervalo local. Concluído o bloco, a emissora cabeça-de-rede religa o link do satélite e a vida continua para todos normalmente. A foto que aqui está é meramente ilustrativa, mas, em geral os sistemas automatizados trabalham de maneira semelhante.

Existem muitas emissoras em operação nesse sistema. O detalhe é que o locutor ainda grava uma coisinha e outra de última hora. Porém, vai chegar o tempo (e não demora muito) que nem esse locutor será necessário. Imagine o quadro: alguém digita um texto, o sistema lê o que está escrito, sintetiza na voz e timbre desejados (masculina ou feminina) e “fala” sem nenhuma intervenção humana. Assim, locutor para quê?

As emissoras ”al-news”, dedicadas ao jornalismo e as rádios esportivas (nas transmissões de futebol), ainda dependerão de locutores, mas, com o tempo terão o mesmo fim.

Já existe e funciona com relativa eficácia, o software que reconhece fisionomia, utilizado em sistemas de vigilância e proteção patrimonial. Uma pessoa focalizada pela câmera de segurança tem suas características armazenadas. Se a mesma pessoa for vista de novo, o sistema a reconhece imediatamente. Em minha visão futurista, algo parecido vai entrar em campo para identificar os atletas. De posse do nome e das características de cada jogador, o software vai tabular dados como localização do atleta em campo, velocidade de deslocamento, possibilidades de conclusão da jogada e outras informações que ajudarão a compor a voz do narrador digital. Parece loucura? Nem tanto.

Veja e ouça dois exemplos. Ao ser redirecionado(a), abra o som do seu multimídia, clique sobre o ícone “Ouvir o texto”, ao lado de uma página e um alto-falante. O sintetizador de voz ainda apresenta falhas de pronúncia e reconhecimento do texto, mas falta pouco para aposentar a voz humana.

1) Comentarista da ESPN é dispensado da emissora após piadinha Rio-São Paulo

2) Ex-defensor da “cura gay” se casa com homem nos Estados Unidos

É… os tempos estão mudando!

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24 de novembro de 2014

TEM CHEIRO DE RÁDIO-PIZZA NO AR PARA BANCAR A MIGRAÇÃO DO AM

Desde antes da assinatura do decreto presidencial autorizando a migração do AM para o FM já se notava um movimento conjunto de emissoras, coordenado pelas entidades representativas dos veículos de comunicação.

A migração, ardorosamente aguardada pelo setor, passou a despertar o temor generalizado dos empresários com os “elevados custos” que a mudança de faixa implicaria. (imagem)

Achei muito estranho, pois, se um empresário qualquer decidisse comprar uma FM disponível (caso houvesse uma), certamente iria pagar muito, mas muito mais do que, com certeza, a nova frequência vai custar para os interessados.

E como quem não chora não mama, a choradeira começou. Em vez de lágrimas, um cheiro de pizza invadiu o ar. (imagem)

Sensibilizado, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, tranquilizou o setor. Com a generosidade dos anjos, avisou que o BNDES abrirá linhas de financiamento para auxiliar na migração. Para fazer o serviço completo, vai liberar recursos para “fazer uma campanha de mídia evitando que o ouvinte fique perdido" com as mudanças. (imagem)

Ok, você entendeu certo. O governo vai financiar até as companhas publicitárias das emissoras que precisarem se comunicar  com o ouvinte “perdido”. (Fonte: Portal G1)

Mesmo assim, as emissoras começaram a promover cortes de pessoal, dando a entender que os custos operacionais e aquisitivos para a troca de transmissor vão encarecer muito o negócio. Por isso, estão se readequando (cortando a folha de pagamento) para “enfrentar” as despesas que virão.

Seria mais honesto dizer que o avanço da tecnologia vai reduzir o volume de mão de obra para “tocar as novas emissoras”. Ou seja, com a modernização do sistema não será preciso manter o mesmo quadro funcional. Esse é, de fato, um dos efeitos perversos da evolução, mas que empresário é besta de admitir a verdade e perder a “boquinha”? Por isso, toma terror.

A cantilena surtiu efeito imediato. (imagem) O governo, tão bonzinho, concedeu a desoneração da folha de pagamento dos empregados de empresas de comunicação, para evitar desemprego. (Fonte: Abert) Isso ainda não basta. O empresariado quer mais e continua batendo na cangalha para o burro (governo) entender o recado.

No fundo, o que se pretende é achar um jeitinho de o setor oficial “socorrer” a iniciativa privada com mais facilidades ainda. Se possível, que o dinheiro do BNDES seja transformado em recursos não reembolsáveis, condição prevista pelas normas do banco. bndesTudo em nome do social, mas os empregados já demitidos e aqueles que ainda serão dispensados terão perdido os postos de trabalho, sem volta. Essa gente, de fato, canta bem sem viola. (Fonte: BNDES) - Reprodução

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Notícias relacionadas:

1) O Rádio: Migração das AMs para a faixa FM

2) Governo vai estimular migração de rádios AM para FM, diz ministro

23 de novembro de 2014

CAFÉ COM JORNAL ENTROU NA RETA, MAS PODE NÃO CRUZAR A LINHA DE CHEGADA

Anunciado com estardalhaço, prometendo ser ‘dinâmico e menos formal’, criticando nas entrelinhas, antecessores e concorrentes no horário, o “Café com Jornal”, estreou na Band no começo de maio deste ano. Composto por numerosa equipe, entre apresentadores e especialistas, chegou com ‘panca de bacana’ e moderninho. Cafe_com Jornal_sem_ID Além de um noticiário ‘atualizado a todo instante’, os especialistas iriam falar sobre saúde, atividades físicas, esportes, artes e espetáculos, relacionamentos, economia, tecnologia, carreira profissional, educação dos filhos e comportamento em geral. Com isso, a ‘tropa de choque’ pretendia sacudir o telespectador. (divulgação)

faccioli e patricia O novo produto esperava dobrar a audiência militar, na base do ‘1… 2… 1… 2…’ que o “Primeiro Jornal” obtinha com Luciano Faccioli e Patrícia Maldonado. Pelo volume prometido de ‘inovações’, a tarefa parecia moleza. (imagem)

Vi a estreia. Nada de espetacular. Estava mais para um desses programas femininos, com algumas notícias. Havia um clima de tensão no ar. Era preciso considerar que o nervosismo nessas ocasiões atrapalha.

Cerca de dez dias depois assisti ao programa de novo, zapeando entre SBT, Record e Globo, concorrentes diretos. Na tela da Band, a intranquilidade da estreia deu lugar a uma aparente aflição da equipe.

Atribuí o fato à disputa natural de alguns integrantes por espaço. Muita gente junta, todas querendo falar, gera esse tipo de coisa, mas já se notava que o “Café com Jornal” dificilmente daria certo. A razão não tinha nada a ver com inovação, talento ou credibilidade, mas com o retorno financeiro do investimento.

A foto da “briga” ilustra matéria publicada pelo site TVFOCO, sobre uma nota divulgada na “Coluna do Flávio Ricco”, do UOL. O colega informou, então, que o “Café com Jornal, da Band, nem bem estreou e já tem gente se engalfinhando por lá. A cobrança por melhores resultados está levando muita gente boa perder a cabeça.” A nota, publicada como drops do post “Telejornais insistem em repetir notícias superadas”, sob o título “Calma nessa hora”, foi ridicularizada pelos integrantes do programa, porém dá uma boa ideia, sim, do clima nos bastidores da atração.

Dobrar a audiência do “Primeiro Jornal”, ainda que fosse minguada, não passou de intenção. Logo no início, os números mostraram uma reação positiva (mera curiosidade do público), mas recuaram para o antigo patamar. Hoje, nem isso. (imagem)

A última medição divulgada pelo Ibope, correspondente ao dia 20 de novembro, ficou em 0,7 ponto —índice que tem sido a média dos tempos atuais e transforma o “Café com Jornal” no segundo programa da Band com menos audiência. (Fonte: Notícias da TV)

Muito dinheiro para produzir tão pouco, já preocupa a alta direção do Morumbi. Era fatal.

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Notícias relacionadas:

1) CAFÉ COM JORNAL PODE ESFRIAR DEPOIS DA COPA

2) CAFÉ COM JORNAL. AUDIÊNCIA JÁ PREOCUPA E A COPA NEM ACABOU 

22 de novembro de 2014

ALÔ, RIO: REI DA BAGUNÇA EM SÃO PAULO, ADEPTO DO ‘RÁDIO RODINHA’ VAI INVADIR SUA PRAIA

mudou Falar das emissoras de rádio que pertencem ao grupo Mundial, antigo CBS, é sempre um risco. Nunca se pode garantir nada, por melhores que sejam nossas fontes. O problema é que por trás de tudo está Paulo Abreu que, alguém já disse, é o criador do “rádio rodinha”. De vez em quando, está mudando de lugar. Um dia opera em determinada frequência e, no outro, já se bandeou para outra sintonia. Esse comportamento instável não se refere, apenas, à localização das emissoras no dial, mas, também, à programação de cada uma delas. O ouvinte nem se espanta mais. Sabe que, de uma hora para outra, o que era já era.

generos Na rotina radiofônica, as emissoras costumam se identificar como jornalísticas, esportivas, religiosas e musicais, basicamente. Entre as que tocam música, a tendência é diferenciarem-se de acordo com o gênero predominante na programação, ou seja, pop, rock, funk, axé, samba, pagode, rap e demais variações populares, de acordo com o perfil de audiência, jovem ou adulto. Todas mantêm-se no estilo adotado para firmar o conceito junto ao ouvinte. Paulo Abreu, não. Uma emissora dele é capaz de tocar tudo de uma só vez, tipo “junto e misturado”. E o que se ouve hoje não serve de parâmetro para o que vai acontecer amanhã.

Eu soube, por um amigo, em setembro, que a Super Rádio, depois de ser proibida pela Justiça de continuar usando o nome Tupi (propriedade dos Diários Associados) estava planejando mudar tudo. Mudar tudo?—perguntei, sem nenhum espanto. Fazer mudanças intempestivas é o que mais o grupo Mundial tem feito. “É, mas vai demitir muita gente”—completou minha fonte.

Entre agosto e setembro, Paulo Abreu desfez a rede Iguatemi AM, promoveu mudanças na Iguatemi FM e na Iguatemi Prime FM, além de demitir profissionais. Sempre entendi, e disse aqui, que contratação e demissão fazem parte do negócio. É preciso, porém, que sejam feitas com critério. Para Paulo Abreu, no entanto, não existe critério. (à esquerda, na foto)

Só uma coisa é certa: o homem parece ter o bicho carpinteiro no corpo e não consegue ficar parado. Vira e mexe, muda a frequência ou a programação de outras rádios do grupo, como por exemplo, Terra e Scalla. Nos intervalos, manobra junto aos amigos no governo, para reativar a extinta TV Excelsior.

Enquanto isso não acontece, o empresário se prepara para novas mudanças. Em São Paulo, a Super Rádio—Tupi até outro dia, operando em AM, 1150 Khz, acaba de mudar de novo. O que vai acontecer em seguida é inútil tentar adivinhar, pois o que o insaciável senhor planeja, hoje, pode ser diferente amanhã.

boca_no_trombone Ao encerrar, uma dica para o pessoal do Rio de Janeiro: o empresário está de olho no mercado fluminense e tem realizado testes para desembarcar na Cidade Maravilhosa. Salve-se quem puder!

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Notícias relacionadas:

1) IGUATEMI AM, DE SÃO PAULO, PODE MUDAR. RÁDIO-CORREDOR INFORMA SOBRE DEMISSÕES (FG-News)

2) RÁDIO IGUATEMI AM, SÃO PAULO. O SILÊNCIO CONTINUA (FG-News)

3) CORTE NA IGUATEMI/SP. EMBORA NÃO SEJA TOTAL, COMEÇOU (FG-News)

4) RÁDIO CORREDOR VOLTA A FUNCIONAR NA AVENIDA PAULISTA (FG-News)

5) A SEDUÇÃO CAUSADA PELO MERCADO CARIOCA (Fonte: Rádio de Verdade)

21 de novembro de 2014

O POLITICAMENTE CORRETO PERMITIRIA IDENTIFICAR ALEIJADINHO?

No dia 18 de novembro foram lembrados os 200 anos da morte de Antônio Francisco Lisboa, mineiro de Ouro Preto, onde nasceu em 29 de agosto de 1730. Segundo as críticas brasileira e internacional, o mineiro é considerado o maior representante da arte colonial no Brasil e o nome mais importante do barroco americano —o barroco mineiro— merecendo o lugar de destaque que ocupa na história da arte ocidental. (imagem)

Entre obras talhadas em pedra-sabão ou esculpidas em cedro, para adros, pórticos, átrios, púlpitos e altares de igrejas (além de uma rica produção estatuária e de projetos arquitetônicos), o artista deixou um acervo espetacular. A foto mostra o retábulo (parte posterior do altar), na capela-mor da Igreja de São Francisco, em São João del-Rei, Minas Gerais/MG. (imagem)

Homem de origem simples, Antônio Francisco Lisboa era “filho natural” de um arquiteto português com uma negra africana, escrava do lusitano. A expressão, hoje abolida, identificava filhos de casais não unidos pelo casamento. Sob o ponto de vista social, o célebre artista tinha tudo para não fazer sucesso e passar pela vida anonimamente. Seu diferencial, porém, foi o enorme talento que logo o destacou.

Localizei um link, apontado abaixo, em que o leitor que se interessa pela obra do escultor vai encontrar uma biografia detalhada sobre Antônio Francisco Lisboa.

Neste ponto, enfim, a justificativa para o título do post. Se o artista tivesse aparecido para o mundo nos tempos atuais, talvez fosse impossível identificá-lo com o apelido pelo qual é conhecido no mundo inteiro: “Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho”. Imagine, enquadrando-nos aos termos do politicamente correto; teríamos que chamá-lo de “Antônio Francisco Lisboa, o portador de necessidades especiais”.

polit_corretoHoje, à menor suposição de que uma palavra tenha conotação pejorativa, preconceituosa e remeta à injúria racial, levanta-se uma grita histérica clamando pelo tratamento politicamente correto do assunto ou do personagem. (imagem)

Em muitos casos (ouso dizer que na maioria deles) o apelido não significa nada além do que traduz. A ‘ofensa’ é produto da percepção oportunista de quem vê na alcunha uma agressão que não existe.

Não, não estou levantando a bandeira da liberdade para ofender, ridicularizar e lançar ataques pessoais contra a honra e a dignidade humanas. Apenas me permito chamar a atenção para os absurdos que a intransigência ignorante, característica do radicalismo atual, é capaz de criar.negra_li

Imagine sermos obrigados a denominar, por exemplo, Preta Gil como ‘Afrodescendente Gil’ ou Negra Li, como ‘Melanoderma Li’ para atendermos aos ditames ridículos do politicamente correto. Para mim, chega. (imagem de Preta Gil) e (imagem de Negra Li)

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Clique no link a seguir para saber mais sobre Antônio Francisco Lisboa, o ‘Aleijadinho’. 

Fontes: http://www.escritoriodearte.com/ e http://www.dicionarioinformal.com.br/negro/

20 de novembro de 2014

SILVIO SANTOS FINGE QUE NÃO VÊ, MAS VAI TOMANDO NOTA

Aproveitando o feriado do Dia da Consciência Negra, dei uma passeadinha mais demorada pelos blogs, colunas e sites especializados no meio rádio e televisão para me inteirar do que está acontecendo. (imagem)

O rádio anda devagar, como tem estado ultimamente. O fato marcante da semana foi a troca de frequência da rádio Globo, no Rio, que passou dos 89,5 Mhz para os 98,1 fazendo a dobradinha em AM e FM transmitidos para o Rio de Janeiro. O AM local continua em 1220 Khz, mas o FM mudou. Falei sobre isso, e as implicações que a troca representa, no post RÁDIO, DA GLOBO, NO RIO, SAI DO DIAL E VAI PARA A INTERNET PENSANDO NO FUTURO. Se você não leu, clique no link em negrito.

Por causa do feriado, decidi escrever dois posts hoje. Os dois sobre televisão. O primeiro fala das demissões previstas para depois do Natal, na Record, em particular em São Paulo e no Rio.

O post de agora fala da insatisfação de Silvio Santos com certos diretores do SBT. (imagem) A nota, publicada pelo colega, xará e amigo Flávio Ricco, colunista do UOL, deve servir de alerta para o corpo diretivo da TV e, certamente, Silvio vai ocupar parte das férias para pensar no assunto.

Aos amigos, o dono do maior sorriso do Brasil revela que vem reparando no desempenho e na atitude de certos diretores de sua emissora. Sem citar nomes, SS diz que há tempos não tem gostado do que vem acontecendo, mas que observou melhor a questão no último Teleton.

Embora cada vez mais brincalhão e, aparentemente, desligado, Silvio Santos tem até exagerado e cometido gafes evitáveis, mas, definitivamente, ele não é bobo.

Eu não boto muita fé nessa coisa de astrologia, mas, aos 64 anos, deu para notar que algumas pessoas, em particular os sagitarianos (alô, Zora Yonara!), fazem parte da turma dos que ‘já estão voltando com a farinha moída e torrada, enquanto muita gente ainda está plantando o milho’. (imagem) Esse tipo de comportamento é um perigo para quem se imagina esperto e pensa que ninguém percebe o que está havendo. Silvo Santos percebe e vai tomando nota.

Parece que alguns executivos do SBT podem não emplacar 2015. Ou, pelo menos, se quiserem manter o cargo, vão ter que mudar o jeito de conduzir seus departamentos.

Dizem que para conhecer melhor certas pessoas, basta dar poder a elas. Ao que tudo indica, é o caso na Anhanguera. Essa gente não pode ignorar que, no fim das contas, a última palavra é sempre do “patrão”

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O alerta da Coluna de Flávio Ricco está no link “Silvio Santos já não esconde a sua insatisfação com diretores do SBT

Notícia relacionada:

O DESAFIO DE NEILA MEDEIROS VAI ALÉM DE SUBSTITUIR CÉSAR FILHO NO SBT

RECORD PLANEJA DEMISSÃO EM MASSA DEPOIS DA PASSAGEM DE PAPAI NOEL

Este é o tipo da notícia que ninguém deseja ouvir, principalmente quando se aproximam as festas de fim de ano. Divulgada ontem pelo site Notícias da TV, a informação já circulava de boca em boca entre os funcionários de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os rumores dão conta de que mais de 800 funcionários devem ‘rodar’. Os setores a serem atingidos são ignorados, mas a boataria aponta ora uns, ora outros.

Mais rápidos que um raio, andam espalhando o boato de que o corte se deve à contratação de César Filho, ex-SBT. (imagem)

Nada a ver. Estão usando o profissional como bode expiatório para indispor o rapaz com os futuros colegas de trabalho. Pura canalhice dos passarinhos que conhecem o traseiro que têm.

Para minimizar o estrago, os executivos da rede referem dizer que se trata de uma "redução de 20% nos investimentos" de 2015. Uma das medidas para botar em prática a contenção de gastos, será a terceirização da mão de obra.

Gugu Liberato deve ficar com boa parte da produção terceirizada, através da produtora própria, a GGP. Uma boquinha providencial. (imagem)

É verdade que nenhuma empresa tem a obrigação de se transformar em órgão assistencial ou previdenciário, nem a Record, mas a escolha da época para usar o ‘facão’ é, para não dizer outra coisa, é crueldade. Não sou eu que devo ensinar o padre nosso para o vigário, mas há formas e formas de reduzir ‘investimentos’ sem penalizar tão gravemente quem menos tem a ver com a gastança descontrolada.

Por exemplo, o lançamento de um programa de demissões voluntárias, em que os primeiros recebam mais benefícios que os últimos, seria uma opção razoável. Dessa forma, quem saísse antes receberia uma indenização maior para dar ao funcionário condições de se manter até conseguir nova colocação. Os que optassem por ficar mais tempo, perderiam alguns benefícios dados aos primeiros, mas contariam com o salário para ‘segurar a onda’, enquanto garimpa uma vaga no mercado de trabalho. Um cálculo de proporcionalidade garantiria o equilíbrio financeiro da empresa até que o ciclo de demissões se completasse. (imagem)

Contas à parte, o certo é que a produtora do Gugu vai precisar de gente, se quiser encarar o volume de produção que irá substituir na Record. (imagem) Se você suspeita que será atingido pelo ‘passaralho’, vá à luta desde já. A rapidez para sair em busca de trabalho será fundamental nesta hora.

Ainda existe a esperança de que Edir Macedo possa se sensibilizar e cancelar o corte. Duvido. Todos sabemos que ‘milagres’, mesmo no Templo de Salomão, não caem do céu.

Clique no link “Record deve demitir mais de 800 após o Natal e assusta funcionários” e saiba mais. Fonte: Notícias da TV, de Daniel Castro

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19 de novembro de 2014

PATRÍCIA POETA FALOU DEMAIS OU SÓ APROVEITARAM A OCASIÃO?

Veja porquê dizem que “em boca fechada não entra mosquito”. E, também, costumam lembrar que “se a natureza nos deu duas orelhas e apenas uma boca é sinal de que devemos ouvir mais e falar menos”. (imagem)

Pois é, quando a boca abre muito o que sai dela faz estragos difíceis de controlar. Neste caso, é melhor eu só repassar esta informação. Vai que eu fale o que não devo? Não dizem que "O peixe morre pela boca?"

O curioso nesta nota é que se a “geladeira” for pra valer, então… Cala-te boca! Eu, hein?

É melhor você ler e pensar o que quiser. Clique aqui: “Após criticar JN, Patrícia Poeta vai ficar na 'geladeira' da Globo em 2015

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Veja notícias relacionadas:

1) WILLIAM BONNER, VIRA “MAU-CARÁTER”. ESTAVA DEMORANDO…

2) OUTUBRO TERMINA SEXTA-FEIRA, MAS O BRASILEIRO ESPERA PELA 2ª, DIA 3 DE NOVEMBRO

18 de novembro de 2014

RÁDIO, DA GLOBO, NO RIO, SAI DO DIAL E VAI PARA A INTERNET PENSANDO NO FUTURO

A zero hora deste dia 18 de novembro, ocorreu uma mudança importante no rádio do Rio de Janeiro. As colunas especializadas anteciparam o fato há, pelo menos, três meses e vêm repetindo o alerta desde então —o que nos permite dizer que o ouvinte fluminense não foi apanhado de surpresa.

98,1 FM_globo rio A rádio Globo, do Rio de Janeiro, transmitia o sinal do AM 1220 Khz, pelos 89,5 Mhz em FM. Essa frequência era alugada da família do ex-governador paulista Orestes Quércia, já falecido. Decidida a não renovar o contrato, a Globo planejou transformar a rádio Beat 98 FM, do grupo, em radio web, para operar só na Internet. Dessa forma, a frequência 98,1 Mhz, do Sistema Globo de Rádio—SGR, seria utilizada para transmitir o som da Globo AM. O plano saiu do papel e começou a ser executado a partir do primeiro segundo de hoje.

Foi uma bela jogada, pois, além de se livrar de um custo fixo mensal elevado, o SGR vai desenvolver técnicas específicas para a plataforma virtual. A Beat é a primeira emissora que sai integralmente do dial para operar na Internet. Isso vai permitir testar, na prática, aplicativos para dispositivos móveis, que estão se popularizando cada vez mais.

sgr Quando a Internet estiver oferecendo, por padrão, mais velocidade de navegação e conexão estável na maior parte do território nacional, a Beat estará pronta para oferecer o rádio virtual inteiramente desenvolvido. O Sistema Globo de Rádio sai na frente, instalando um verdadeiro laboratório experimental, de olho no futuro. Afinal, o rádio está mais vivo do que nunca.

Para quem gosta de rádio e lamenta não ter ouvido o fim, no dial, da Beat 98 e a troca de frequência da Globo Rio, recomendo o blog “Radioamantes”, de Rodney Brocanelli. Ele disponibiliza um áudio sobre o momento da transição, que contou com vários nomes famosos da emissora saudando os ouvintes pelos 98,1. Clique no link “O fim da Beat 98 e a estreia da Rádio Globo Rio nos 98,1 FM (RJ)

radio_bit Daqui para a frente, ouça a rádio Beat 98, no link http://radiobeat.globoradio.globo.com/home/HOME.htm

Vale dizer que a Globo Rio de Janeiro, continua transmitindo normalmente o AM pelos 1220 Khz tradicionais.

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17 de novembro de 2014

ANTES TARDE DO NUNCA. ALEXANDRE KADUNC RECEBE JUSTA HOMENAGEM DO CEU

Nada melhor do que ser imortalizado neste lugar, literalmente o próprio Céu, onde Alexandre deve morar agora.” — Bogdana Victória Kadunc, falando no dia 13 de novembro, sobre a homenagem feita ao irmão, Alexandre Kadunc, que passa a dar nome ao CEU Vila Rubi (Centro Educacional Unificado), zona sul de São Paulo.

kadunc A frase fez parte do depoimento comovente de uma das irmãs do jornalista Alexandre Kadunc, falecido em 1989, e que durante muitos anos se destacou pelo brilhante trabalho realizado no departamento de jornalismo da Rádio e Televisão Bandeirantes. Descrito como um homem adiante de seu tempo, foi responsável por diversas inovações no rádio e na televisão, criando modelos de formato e conteúdo que, até hoje, são tidos como revolucionários. (imagem)

Uma homenagem tardia, como costuma ser, porém “justa e merecida”, como destacou Bogdana. O evento encheu o ambiente de emoção. Sob o mesmo clima, ex-companheiros de Alexandre Kadunc deram declarações sobre o profissional, trazendo para os nossos dias um pouco daquilo que o jornalista representou no passado e que, se não fossem ocasiões como esta, ficariam sepultadas para sempre na memória do tempo.

tito_lima Assistindo ao vídeo da cerimônia, tive a grata surpresa de rever o professor Tito Lima, responsável por minha entrada na TV Cultura, de São Paulo, em 1980. Nesse ano, passei a apresentar o RTC Notícia, telejornal diário, em dupla com Odayr Baptista, (foto) também presente neste evento. Com Odayr tenho tido a sorte de me reencontrar, esporadicamente.

Dois outros que nunca mais tinha visto, são Sergio Augusto de Castro, o grande “Monga”, sempre bem humorado, e Ivan Rodrigues, ambos integrantes da equipe de jornalismo do RTC Notícia. Depois de sair da Cultura, Ivan esteve alguns anos na Globo, em Sorocaba, mas hoje não sei onde está.

Paro por aqui e recomendo a leitura do post publicado pelo site “Bastidores do Rádio”, de Adriano Barbeiro, que, além do texto, coloca à disposição dois vídeos. Um, de 12 minutos e 23 segundos, é alusivo à homenagem a Alexandre Kadunc. O outro, se refere à trajetória de Kadunc e de outros grandes nomes na história do jornalismo do Grupo Bandeirantes. Tudo isso você encontra aqui.

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16 de novembro de 2014

CLAUDIO VIANEI, MINEIRO DE IPANEMA, FALA PARA O MUNDO

Claudio Vianei, colega radialista, é um dos nossos amigos da rede. Ele vive e mora em Ipanema, Minas Gerais. Vianei leu o post “SEM ÍDOLOS, O RÁDIO DO FUTURO NÃO TERÁ ESPAÇO PARA O SER HUMANO” e decidiu me contar a história que publico a seguir. Personagem e autor do relato, ninguém melhor do que ele para narrar os fatos. Acompanhe:

claudio_vianeiParabéns, Vianei. Sua decisão é um belo exemplo. O que aconteceu com você foi uma troca e tanto, determinada pela decisão do gerente com o aval do dono da rádio, claro. A palavra final é sempre de quem autoriza.

Curioso, pesquisei os dados do município mineiro de Ipanema referentes a 2010 —quando você foi demitido— e, de acordo com o IBGE, numa área de 456,641 km², em região de Mata Atlântica, estavam distribuídos 18.170 habitantes. Supondo que você fosse líder absoluto de audiência, vamos calcular com bastante otimismo que 60% da população local e das redondezas fossem seus ouvintes naquela época. Estamos considerando que 40% da população eram crianças e pessoas sem o hábito de ouvir rádio, pelos mais diferentes motivos. Imaginemos que sua audiência, então, era de cerca de 56 mil pessoas, levando em conta o alcance da emissora nos municípios vizinhos, como Imbé de Minas, Mutum, Conceição de Ipanema, Piedade de Caratinga, Santa Rita de Minas, mais próximas de Ipanema. Os dados relativos a tais cidades foram obtidos também no site do IBGE. Aproveito e mando um abraço carinhoso ao povo mineiro, em especial aos habitantes da região mencionada.

claudio_vianei_meio corpo Diante destes números, você tem inteira razão ao afirmar que foi considerado ídolo no rádio onde atuou por tanto tempo, “levando a informação, a cultura, o conhecimento e muito mais que isso”.

Agora, veja o que a demissão e a sua iniciativa provocaram: hoje, o Google+ informa que seu perfil foi visualizado até agora por 1.712.943 pessoas (às 14h44, deste domingo). Na página, você divulga o endereço-web da Rádio Jornal de Bolso, que vem “obtendo bom retorno em termos de audiência”, segundo suas palavras. Passei no endereço e escrevo este post ao som da sua programação. Do seu jeito, ou seja, do jeito em que você acredita. Esse, aliás, é o melhor jeito de todos.

Para encerrar, note como o destino foi generoso com você, Claudio Vianei. O universo potencial de audiência, na Internet, é praticamente imensurável, pois o ambiente virtual não tem fronteiras. Se aquele gerente, há quatro anos, lhe fechou uma porta, a Internet lhe abriu as janelas do mundo. Desejo a você muitas alegrias e sucesso. Obrigado, por ter escrito.

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14 de novembro de 2014

SEM ÍDOLOS, O RÁDIO DO FUTURO NÃO TERÁ ESPAÇO PARA O SER HUMANO

interrogation O desaparecimento de ídolos do rádio não é fruto do desgaste causado pelo tempo ou, menos ainda, se deve à revolução tecnológica. É —antes de qualquer outra coisa— resultado de manobra intencional das grandes emissoras, iniciada há muitos anos. A razão do ‘sumiço” dos ídolos é outra, bem diferente, mas não admitida pelo setor. (imagem)

Ídolos são ídolos para sempre e reside neste ponto a causa da não renovação dos grandes nomes do rádio. Repare: até hoje são reverenciados profissionais como César Ladeira, Ary Barroso, Luiz Jatobá, Cesar de Alencar, Heron Domingues (foto) , Haroldo Barbosa, Alberto Cury, Haroldo de Andrade, para citar (sem ordem cronológica) apenas alguns dos grande nomes do Rio de Janeiro, onde o rádio viveu a fase de ouro deste veículo de comunicação.

Em todo o Brasil, são vários os craques do rádio que estão, até hoje, na memória popular. Em São Paulo ainda se cultuam nomes de ídolos que fizeram a história do rádio local e protagonizaram sonhos de milhares de ouvintes, estreitando os laços de afeição entre o rádio e seu público.

Ao relacionarmos certos nomes, entre dezenas e até centenas de ídolos do rádio, o risco de deixar muitos de fora, como certamente deixei ao citar alguns dos grandes profissionais do passado, do Rio de Janeiro, aparentemente cometemos injustiças. Os nomes citados representam todos os demais, na impossibilidade de citá-los todos. Claro que em todo o Brasil são muitos os ídolos que deixaram saudade e não tenho condição de falar sobre cada um deles.

Aqui, em São Paulo, de onde escrevo, posso relacionar Nicolau Tuma, Murilo Antunes Alves, Pedro Luiz, Fiori Gigliotti, Osmar Santos, Barros de Alencar, Humberto Marçal, Moraes Sarmento, Vicente Leporace (foto) , Ramos Calhelha e Hélio Ribeiro, entre muitos outros radialistas famosos até hoje.

O rádio paulista contemporâneo vive de nomes como Eli Correa, Paulo Barboza, José Paulo de Andrade, Salomão Ésper, José Silvério, Joseval Peixoto e mais uma dúzia, no máximo, que ainda mantêm legiões de fãs e admiradores. São os últimos ídolos do rádio. Não haverá renovação.

a_celso_excelsior Entre os FMs, ainda são lembrados e idolatrados profissionais do porte de Antonio Celso (foto) , Henrique Régis, Dárcio Arruda, Emílio Surita, Sérgio Bocca, César Rosa, Joca, Bob Floriano, Tavinho Ceschi e uns vinte ou trinta outros profissionais do microfone. Insisto em esclarecer que os nomes citados personificam todos os demais colegas e companheiros de trabalho não relacionados, dos quais você se lembra com saudade. Cada ouvinte tem os seus.

O traço comum de todos os ídolos do rádio, sejam de que região do Brasil forem, é um só: os ídolos continuam sendo lembrados pela personalidade artística que possuíam e, em segundo plano, pela emissora em que atuaram. Com base nessa constatação, os empresários ficavam aterrorizados, em toda renovação contratual. Onde encontrar alguém para substituir fulano, cicrano ou beltrano se não houver um acordo entre as partes?

Esta é a questão! De três ou quatro décadas para cá, as emissoras começaram a tirar a importância dos profissionais e passaram a priorizar a emissora. No entendimento dos empresários do ramo, importante é o rádio. Quem atua nele, tanto faz. Para o ouvinte, porém, sempre foram mais importantes os “artistas” do rádio. A emissora, tanto fazia.

troca Temendo ficar reféns da mão de obra, os dirigentes começaram a colocar em prática a desconstrução dos ídolos. Hoje, adota-se o modelo “tira um, põe outro”, na crença de que, para o ouvinte, não importa. (imagem)

Acredito que não importa mesmo, pois o modelo vigente se tornou a regra e não preocupa mais o setor. Nas regiões interioranos do país, ainda se conserva a relação de amizade, companheirismo e confiança que uniam os profissionais do microfone e o público, mas nos grandes centros isto acabou.

Dentro de no máximo dez anos a voz humana será sampleada, a exemplo do que se faz com acordes de instrumentos musicais, e o profissional do microfone será considerado totalmente obsoleto.

adeus_ao_radio Notícias e demais informações estarão disponíveis em uma central única de produção a que todas as emissoras terão acesso. (imagem) Havendo interesse em determinado tipo de material, bastará baixar os arquivos, transformá-los em sampler de voz humana e acabou a conversa. Todo o resto será levado ao ar automaticamente, num trabalho realizado por máquinas dedicadas.

Terá, enfim, acontecido a concretização do sonho que acalenta o ideal do empresário da radiodifusão.

Nesse dia, aí sim, a alma do rádio terá morrido finalmente.

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Fontes: https://gruporadiopp.wordpress.com/category/locutores/ - http://www.locutor.info/index_fotos_radio_nacional.html