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27 de novembro de 2014

EX-MODELO VAI SE LIVRAR DO CRACK; SE A RECORD FIZER SUCESSO

por_foraA televisão, infelizmente, está cada dia mais “bonita” tecnologicamente e cada vez mais “podre”. Existe um ditado antigo que traduz o esforço para manter a aparência, descuidando da essência: “por fora, bela viola; por dentro,  pão bolorento”.

Pois é exatamente o que ocorre com a TV, neste momento . Claro que há pessoas sérias, corretas, honestas e preocupadas em dar bons exemplos, conhecedoras que são da grande força da televisão. Mas os bastidores continuam sendo preocupantes.

Apesar do aparente esforço que certos movimentos sociais têm feito em busca de uma TV mais saudável, ainda há muito o que ser feito. Até um dia dedicado à erradicação da baixaria na TV, 18 de outubro, foi criado para manter acesa a chama do ideal, mas não é fácil. A tentação pela audiência continua sendo o fator que desequilibra.

Veja, como exemplo, que em 2009, um desses movimentos, o Instituto Alana, conseguiu tirar do ar o programa “Eu vi na TV”, apresentado por João Kleber, na RedeTV. Era resultado da campanha “Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania”. A alegria durou pouco. O apresentador está de volta. Com o velho estilo. (Fonte: Gazeta Digital)

A política de responsabilidade social de algumas emissoras, fechou um pouco o cerco ao exagero e tenta delimitar onde termina o bom senso e começa a apelação. Mesmo assim, ainda ocorrem vacilos que não deveriam mais acontecer. E, naturalmente, os bastidores tornam-se o palco da tragédia humana. O vale tudo para ganhar uns pontos de “ibope” atropela o que estiver pela frente.

É o caso da “ex-modelo Loemy Marques que sucumbiu ao vício do crack, abandonou a profissão e passou a viver na Cracolância (região central da capital paulista) inteiramente dominada pela droga.

loemy_capa_vejinha A informação, da Veja São Paulo, logo ganhou o ambiente sem limites da Internet e a notícia virou febre entre os setores de produção de todas as televisões do país. Teve início uma verdadeira corrida maluca entre as Tvs, todas tentando obter exclusividade para entrevistar Loemy. Os abusos para conquistar a primazia, logo surgiram. Oferta de dinheiro, tratamento, acompanhamento psicológico, entrevistas, manchetes, fama, droga... opa! O que a droga está fazendo aqui? (Fonte: Notícias da TV)

É isso. Na luta para levar a melhor, o primeiro ingrediente a faltar foi, lamentavelmente, bom senso. Até sequestro relâmpago houve. É inacreditável.

Agora, parece que a Record ganhou a parada. O programa “A Hora do Faro”, apresentado aos domingos por Rodrigo Faro, fechou um pacote completo com a modelo, visando realizar uma espécie de reality show em que a atração será a recuperação de Loemy Marques, livrando-a da dependência ao crack. Uma “atração” que vai depender do sucesso do quadro.

E, para aumentar a desfaçatez, note o esclarecimento do apresentador dominical: “A gente vai dar o suporte para ela se reerguer, mas ela vai ter que querer”. Eu acrescento: “Se o programa bombar de audiência, que sorte! Se, porém, não fizer o sucesso imaginado, coitada de Loemy”.

Para a Record, o objetivo é alavancar o programa em disputa com a concorrência, nada além disso.

Esquecem-se que o caráter social da ação deve prevalecer sobre todos os demais interesses. Loemy Marques não pode ser tratada como mercadoria.

Ainda mais numa emissora cujo dono declara ter como objetivo elevar a espiritualidade do fiel. Tudo bem que televisão não é igreja, mas a matéria prima, da qual se extrai o elemento para trabalhar a ideia é a mesma: o ser humano. (Fonte: Notícias da TV)

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