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21 de novembro de 2014

O POLITICAMENTE CORRETO PERMITIRIA IDENTIFICAR ALEIJADINHO?

No dia 18 de novembro foram lembrados os 200 anos da morte de Antônio Francisco Lisboa, mineiro de Ouro Preto, onde nasceu em 29 de agosto de 1730. Segundo as críticas brasileira e internacional, o mineiro é considerado o maior representante da arte colonial no Brasil e o nome mais importante do barroco americano —o barroco mineiro— merecendo o lugar de destaque que ocupa na história da arte ocidental. (imagem)

Entre obras talhadas em pedra-sabão ou esculpidas em cedro, para adros, pórticos, átrios, púlpitos e altares de igrejas (além de uma rica produção estatuária e de projetos arquitetônicos), o artista deixou um acervo espetacular. A foto mostra o retábulo (parte posterior do altar), na capela-mor da Igreja de São Francisco, em São João del-Rei, Minas Gerais/MG. (imagem)

Homem de origem simples, Antônio Francisco Lisboa era “filho natural” de um arquiteto português com uma negra africana, escrava do lusitano. A expressão, hoje abolida, identificava filhos de casais não unidos pelo casamento. Sob o ponto de vista social, o célebre artista tinha tudo para não fazer sucesso e passar pela vida anonimamente. Seu diferencial, porém, foi o enorme talento que logo o destacou.

Localizei um link, apontado abaixo, em que o leitor que se interessa pela obra do escultor vai encontrar uma biografia detalhada sobre Antônio Francisco Lisboa.

Neste ponto, enfim, a justificativa para o título do post. Se o artista tivesse aparecido para o mundo nos tempos atuais, talvez fosse impossível identificá-lo com o apelido pelo qual é conhecido no mundo inteiro: “Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho”. Imagine, enquadrando-nos aos termos do politicamente correto; teríamos que chamá-lo de “Antônio Francisco Lisboa, o portador de necessidades especiais”.

polit_corretoHoje, à menor suposição de que uma palavra tenha conotação pejorativa, preconceituosa e remeta à injúria racial, levanta-se uma grita histérica clamando pelo tratamento politicamente correto do assunto ou do personagem. (imagem)

Em muitos casos (ouso dizer que na maioria deles) o apelido não significa nada além do que traduz. A ‘ofensa’ é produto da percepção oportunista de quem vê na alcunha uma agressão que não existe.

Não, não estou levantando a bandeira da liberdade para ofender, ridicularizar e lançar ataques pessoais contra a honra e a dignidade humanas. Apenas me permito chamar a atenção para os absurdos que a intransigência ignorante, característica do radicalismo atual, é capaz de criar.negra_li

Imagine sermos obrigados a denominar, por exemplo, Preta Gil como ‘Afrodescendente Gil’ ou Negra Li, como ‘Melanoderma Li’ para atendermos aos ditames ridículos do politicamente correto. Para mim, chega. (imagem de Preta Gil) e (imagem de Negra Li)

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Clique no link a seguir para saber mais sobre Antônio Francisco Lisboa, o ‘Aleijadinho’. 

Fontes: http://www.escritoriodearte.com/ e http://www.dicionarioinformal.com.br/negro/