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14 de novembro de 2014

SEM ÍDOLOS, O RÁDIO DO FUTURO NÃO TERÁ ESPAÇO PARA O SER HUMANO

interrogation O desaparecimento de ídolos do rádio não é fruto do desgaste causado pelo tempo ou, menos ainda, se deve à revolução tecnológica. É —antes de qualquer outra coisa— resultado de manobra intencional das grandes emissoras, iniciada há muitos anos. A razão do ‘sumiço” dos ídolos é outra, bem diferente, mas não admitida pelo setor. (imagem)

Ídolos são ídolos para sempre e reside neste ponto a causa da não renovação dos grandes nomes do rádio. Repare: até hoje são reverenciados profissionais como César Ladeira, Ary Barroso, Luiz Jatobá, Cesar de Alencar, Heron Domingues (foto) , Haroldo Barbosa, Alberto Cury, Haroldo de Andrade, para citar (sem ordem cronológica) apenas alguns dos grande nomes do Rio de Janeiro, onde o rádio viveu a fase de ouro deste veículo de comunicação.

Em todo o Brasil, são vários os craques do rádio que estão, até hoje, na memória popular. Em São Paulo ainda se cultuam nomes de ídolos que fizeram a história do rádio local e protagonizaram sonhos de milhares de ouvintes, estreitando os laços de afeição entre o rádio e seu público.

Ao relacionarmos certos nomes, entre dezenas e até centenas de ídolos do rádio, o risco de deixar muitos de fora, como certamente deixei ao citar alguns dos grandes profissionais do passado, do Rio de Janeiro, aparentemente cometemos injustiças. Os nomes citados representam todos os demais, na impossibilidade de citá-los todos. Claro que em todo o Brasil são muitos os ídolos que deixaram saudade e não tenho condição de falar sobre cada um deles.

Aqui, em São Paulo, de onde escrevo, posso relacionar Nicolau Tuma, Murilo Antunes Alves, Pedro Luiz, Fiori Gigliotti, Osmar Santos, Barros de Alencar, Humberto Marçal, Moraes Sarmento, Vicente Leporace (foto) , Ramos Calhelha e Hélio Ribeiro, entre muitos outros radialistas famosos até hoje.

O rádio paulista contemporâneo vive de nomes como Eli Correa, Paulo Barboza, José Paulo de Andrade, Salomão Ésper, José Silvério, Joseval Peixoto e mais uma dúzia, no máximo, que ainda mantêm legiões de fãs e admiradores. São os últimos ídolos do rádio. Não haverá renovação.

a_celso_excelsior Entre os FMs, ainda são lembrados e idolatrados profissionais do porte de Antonio Celso (foto) , Henrique Régis, Dárcio Arruda, Emílio Surita, Sérgio Bocca, César Rosa, Joca, Bob Floriano, Tavinho Ceschi e uns vinte ou trinta outros profissionais do microfone. Insisto em esclarecer que os nomes citados personificam todos os demais colegas e companheiros de trabalho não relacionados, dos quais você se lembra com saudade. Cada ouvinte tem os seus.

O traço comum de todos os ídolos do rádio, sejam de que região do Brasil forem, é um só: os ídolos continuam sendo lembrados pela personalidade artística que possuíam e, em segundo plano, pela emissora em que atuaram. Com base nessa constatação, os empresários ficavam aterrorizados, em toda renovação contratual. Onde encontrar alguém para substituir fulano, cicrano ou beltrano se não houver um acordo entre as partes?

Esta é a questão! De três ou quatro décadas para cá, as emissoras começaram a tirar a importância dos profissionais e passaram a priorizar a emissora. No entendimento dos empresários do ramo, importante é o rádio. Quem atua nele, tanto faz. Para o ouvinte, porém, sempre foram mais importantes os “artistas” do rádio. A emissora, tanto fazia.

troca Temendo ficar reféns da mão de obra, os dirigentes começaram a colocar em prática a desconstrução dos ídolos. Hoje, adota-se o modelo “tira um, põe outro”, na crença de que, para o ouvinte, não importa. (imagem)

Acredito que não importa mesmo, pois o modelo vigente se tornou a regra e não preocupa mais o setor. Nas regiões interioranos do país, ainda se conserva a relação de amizade, companheirismo e confiança que uniam os profissionais do microfone e o público, mas nos grandes centros isto acabou.

Dentro de no máximo dez anos a voz humana será sampleada, a exemplo do que se faz com acordes de instrumentos musicais, e o profissional do microfone será considerado totalmente obsoleto.

adeus_ao_radio Notícias e demais informações estarão disponíveis em uma central única de produção a que todas as emissoras terão acesso. (imagem) Havendo interesse em determinado tipo de material, bastará baixar os arquivos, transformá-los em sampler de voz humana e acabou a conversa. Todo o resto será levado ao ar automaticamente, num trabalho realizado por máquinas dedicadas.

Terá, enfim, acontecido a concretização do sonho que acalenta o ideal do empresário da radiodifusão.

Nesse dia, aí sim, a alma do rádio terá morrido finalmente.

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Fontes: https://gruporadiopp.wordpress.com/category/locutores/ - http://www.locutor.info/index_fotos_radio_nacional.html