CONTATOS, INCLUSIVE ASSESSORIAS DE IMPRENSA:
FALE CONOSCO!

Navegue à vontade

Na coluna à direita, logo abaixo das postagens preferidas do leitor, está o ZAPPING. Através dele você tem acesso direto às noticiais do dia, nacionais e internacionais, além de informações sobre quase tudo. ZAPPING. Uma central de notícias e entretenimento em que você escolhe o que quer.

30 de dezembro de 2014

ABC DO FOGO. O VALOR DO PREÇO E O DA SEGURANÇA

Somente extintores de incêndio do tipo ABC poderão a ser usados a partir de primeiro de janeiro de 2015. A resolução 157, do CONTRAN, em vigor desde 2004, vinha sendo aplicada somente em veículos fabricados de 2005 para cá. Até agora, quando o prazo de validade do produto vencia, a recarga era permitida, fosse BC ou ABC. A partir de 2015, o prazo de validade desse equipamento obrigatório passa a ser de cinco anos, findos os quais deverão ser trocados por novos.

Em 2009, nova resolução, de número 333, estabeleceu 2015 como data limite para o fim das recargas e a troca total dos extintores BC que ainda estão em uso. Com isso, o CONTRAN pretende aumentar a segurança de motoristas e passageiros em casos de incêndio seguido de colisão, por exemplo. Entretanto, quando uma medida atinge o bolso do cidadão, a ‘dor’ é mais forte. A troca deve atingir, principalmente, a frota fabricada antes de 2005. Daquele ano para cá, os veículos novos passaram a sair de fábrica com extintores do tipo ABC, mas a recarga dos aparelhos era permitida. Com a chegada de 2015, os antigos extintores do grupo BC saem de cena e a prática da recarga fica proibida.

bibi_032Esse detalhe tem irritado muitos consumidores, que trocaram os velhos BCs pelos novos ABCs, há um ano ou dois, mas terão que comprar uma nova unidade para se adequar à resolução do CONTRAN. E também àqueles que recarregaram qualquer um dos modelos recentemente e deverão gastar de novo com esse item.  Por que não fazer a transição, permitindo que os dois casos fossem contemplados? Bastaria permitir que os prazos de validade restantes fossem cumpridos. Isso é possível e seria uma boa saída para amenizar o impasse. Estão circulando na rede protestos contra a troca, mas a maioria leva em conta o fator econômico.

Resta a questão da segurança. Para falar disso, recorri ao engenheiro Jorge Almada, especialista no assunto. Você deve se lembrar dele, aqui mesmo do blog. Prontamente, Jorge se prontificou a falar do assunto. Vamos ao que o engenheiro diz:

“Prezado Flávio, é um prazer contribuir com o seu blog e prestar alguns esclarecimentos. Vou analisar por partes os conteúdos expostos na internet. Não apenas o carburador e o distribuidor podem contribuir para o inicio de um incêndio. É preciso atentar que existe uma grande variedade de automóveis que tem o tanquinho de partida a gasolina e que, por exemplo, em uma colisão o combustível ali contido poderá contribuir para o inicio das chamas. Também convém lembrar que ainda temos um grande número de automóveis circulando com sistema de carburação e distribuidor. Em caso de colisão esse tipo de veículo pode pegar fogo e atingir um automóvel com injeção eletrônica.

Por outro lado, o uso acentuado de plásticos, borrachas, revestimentos internos, como tecidos, espuma de poliuretano utilizados nos automóveis brasileiros é fator preocupante. A taxa de propagação de chama dos veículos nacionais é muito elevada quando comparada com a de outros países. No Brasil, a taxa de velocidade de queima no interior dos automóveis é normalizada para 250 mm por minuto, enquanto que em outros países é de 100 mm/min, ou seja, aqui é permitido que o fogo se propague nos materiais internos dos automóveis a uma velocidade de duas vezes e meia a de outros países.

Face a esta situação, o Contran modificou a composição dos produtos químicos que vão dentro dos extintores, incorporando o fosfato monoamônico, representado pela letra “A”. Ela indica a presença de um aditivo eficiente no combate ao fogo em materiais sólidos. Cada letra representa o tipo de chama em que o extintor pode ser utilizado.

► Classe A: no principio de incêndio em materiais sólidos, como plásticos, borrachas, madeiras, tecidos, estofados, etc...

► Classe B: em líquidos combustíveis/inflamáveis, como gasolina, óleo, álcool e querosene.

► Classe C: ideal para chama que começa em equipamentos elétricos energizados, como bateria, alternador e outros equipamentos da parte elétrica do veículo.

Qual a vantagem do Extintor ABC? Vamos a elas:

a) O pó ABC apaga todos os tipos de incêndio automotivo com mais eficiência. Ele é capaz de apagar chamas de até 2 metros em materiais sólidos e de até 4 metros se produzidas por líquidos inflamáveis.

b) Tem validade de 5 anos, outra vantagem

c) A garantia de qualidade por parte dos fabricantes

d) Comodidade para o usuário, que passa um grande período sem preocupações.

Segundo o Corpo de Bombeiros, 7 carros pegam fogo por dia. E isso são apenas as ocorrências registradas. Nenhum veículo está imune, porque a causa do incêndio não costuma estar ligada à idade ou ao modelo do veículo.

Estatísticas de Incêndios no Estado de São Paulo :

Automóveis = 76 %  ---  Outros = 24%

Flávio, veja como a falta de informação contribui para uma visão equivocada com relação à segurança automotiva. Estamos falando não só da segurança e do preço do extintor de incêndio, mas sobretudo da PRESERVAÇÃO DA VIDA. Abraços,

Jorge Almada”

*** *** *** *** *** ***

Jorge Almada participou também de outros dois posts sobre incêndios automotivos:

1) É FOGO! SEU CARRO PODE VIRAR CINZAS EM MINUTOS

2) NAS LABAREDAS DO EXTINTOR DE INCÊNDIO. SALVE-SE QUEM PUDER!

*Jorge Luiz Ramos Almada tem mais de 30 anos de experiência em Polímeros; é professor ministrante de cursos de Plásticos em Escola Técnica - SENAI-SP. Exerce, também, a função de consultor e professor, atuando na formação de funcionários operacionais, “chão de fábrica e técnicos. Contatos: (12) 8182-8600 – e-mail: jorgealmada@uol.com.br