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19 de dezembro de 2014

NA BRIGA ENTRE ABERT E FABRICANTES DE CELULARES VAI SOBRAR PARA O TATU

Em meio à ‘briga’ surda, mas nem tanto, entre operadoras de telefonia e emissoras de rádio, alguém vai sair perdendo. Você, que me conhece e sabe da defesa que sempre fiz do rádio, não importa qual seja o portador de sinal utilizado, pode achar estranha a minha colocação inicial, mas vamos à justificativa.

3b0625787532daeb956c7ecde5e116c2_XLValendo-se da digitalização da TV, o rádio, espertamente, está migrando para a faixa ocupada pela televisão analógica cujo fim se aproxima, embora ainda não esteja definido. E, a despeito dos “assassinos” do rádio divulgarem sua morte inapelável, ele não está morrendo. Pelo contrário, está se adaptando aos novos tempos com absoluto sucesso. 

A migração do AM para o FM, em andamento, é reflexo disso. Com a atmosfera saturada por sinais das ‘teles’ a sintonia do AM foi muito prejudicada. Quando o AM terminar a migração, o som do rádio e sua sintonia serão favorecidos. De olho na mudança, as emissoras de rádio, representadas pela ABERT- Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão, estão pressionando fabricantes de celulares a incluírem o chip de rádio em todos os aparelhos celulares.

Sob o título “Smart é ter rádio de graça no celular”, foi lançada uma campanha publicitária. É uma boa ação de marketing, mas existem alguns obstáculos a serem transpostos. Basicamente, de fundo econômico.

O primeiro deles, é compensar fabricantes de rádio que só aguardam o início da ocupação da faixa estendida, por exemplo, para colocar à venda aparelhos capazes de sintonizar as emissoras que vão operar nessa faixa. A campanha da ABERT praticamente pulveriza o mercado, prejudicando o setor industrial.

01zfacebookapp_pronto Não há como negar a tendência, irreversível, de que os celulares serão os receptores ideais para substituir os tradicionais aparelhos de rádio AM e FM que todos conhecemos. Presentes, cada vez mais em todos os lugares, os celulares já fazem parte do dia a dia das pessoas e são usados muito mais para outras finalidades do que para fazer ligações telefônicas. Aliás, telefonar continua tão ruim ou até pior do que há vinte anos.

A jogada articulada pela ABERT permitiria à radiodifusão, ampliar seu mercado (chegando ao ouvinte) através dos celulares. Hoje, não se esqueça, há mais celulares no país do que habitantes. Aí, as operadoras de telefonia acordaram e entenderam que vão se transformar em portadoras gratuitas do sinal das emissoras e passaram a reivindicar remuneração do setor.

Em contrapartida, as emissoras argumentam que são produtoras de conteúdo e devem ser remuneradas por isso. No fundo, é jogo de cena de ambas as partes. As rádios terão mais audiência e vão se dar bem, atraindo anunciantes. A evidência despertou ainda mais o apetite das teles. Para levar o sinal do FM ao celular querem dinheiro.

Nas assinaturas pré e pós pagas, o usuário é descontado do crédito ou acrescido à conta mensal, o valor correspondente ao consumo de dados. Quando usa a Internet para acessar o que deseja, o internauta consume dados e paga para ter esse direito. O sinal do rádio captado pelo celular não precisa da Internet, segundo a Abert, mas quem tem celular sabe que não é bem assim.

image Outra coisa: a ABERT também diz que ouvir FM pelo celular não gasta bateria. Será, mesmo? Veja no fórum a seguir a opinião de usuários sobre o assunto: (Fonte: Hardware. com.br) 

Como vimos até aqui, todo mundo tem uma ponta de razão, mas ninguém quer botar a mão no bolso. E quem vai pagar, então? De graça, não vai acontecer.

A resposta, a meu ver é esta: o tatu, o único que tem casca nas costas, vai pagar! Não através de uma taxa à parte, mas embutida no preço do consumo de dados. Ou qualquer outro artifício. Imaginação, para eles, é que não falta.

Ah… o tatú (como sempre, só lembrado por último) somos nós.

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