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4 de junho de 2015

NÃO ERA VERDADE. OU MELHOR, ERA, MAS NÃO ERA. FICOU CLARO?

Caí no “conto do fim do Blogger”. Não, não se trata de nenhum “golpe” com finalidade criminosa ou, sequer, escusa. No link postado ao final deste texto, você tem acesso a um vídeo com Marcos Lemos, autor do anúncio sobre o fim do Blogger Brasil.

Após a repercussão que o aviso alcançou, Lemos, agora, explica em detalhes o que, de fato, vai acontecer. Uma coisa é certa: o Blogger Brasil está no fim. Porém, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, como dizem e Marcos Lemos deixa claro. Veja lá, então qual é a coisa que vale.

Para aplacar sua curiosiade, antes de clicar no link, fique ciente de que o nosso blog não vai acabar. Pois é… não vai acabar, mas não o atualizarei mais com a periodicidade de antes. E por quê? A resposta é simples: falta de interesse do leitor.

Em quase cinco anos de existência, sempre que pude escrevi algo sobre rádio, embora não necessariamente. Com alguns anos de convivência no meio radiofônico, eu tinha histórias para contar. Quando não, dava uns pitacos em determinados assuntos relativos ao meio. Não na condição de expert, coisa que nunca fui, mas opinando em caráter estritamente pessoal e, até, como apaixonado pelo assunto. Nada além disso.

Ocorre que estando fora do ar há muitos anos, hoje são poucos os ex-ouvintes que ainda se lembram de meu nome. Então, o blog se tornou, apenas, um meio de contato virtual entre mim e algumas poucas pessoas. Embora eu tenha por todas elas muito carinho e consideração, não posso me iludir e imaginar que o blog é fundamental ou importante no contexto da radiodifusão atual.

Vivemos outros tempos. O rádio mudou. O ouvinte mudou. Conceitos de ontem não se usam mais. Dispenso-me de emitir uma opinião sobre a mudança, se para melhor ou para pior. Mudou para se adequar aos tempos atuais. E ponto final.

Quando li o aviso sobre o fim do Blogger e, equivocadamente, entendi que o “FG-News, onde os fatos se encontram” estava com os dias contados (assim como os demais blogs hospedados no Blogger), publiquei pelo Facebook um aviso aos amigos. Já havia um bom tempo que eu não publicava nenhum post, exatamente porque a percepção de retorno que o blog alcançava não era das melhores e, por isso mesmo, não via mais sentido em continuar com ele. Entretanto, como a Internet é um arquivo fantástico onde se encontram bilhões (já estaríamos na casa dos trilhões ou ainda mais?) de informações, imaginei que, com o fim do blog, os posts publicados desapareceriam da rede.

Considerei que isso seria descortês em relação aos personagens das muitas histórias que escrevi sobre pessoas que conheci e fatos que testemunhei ou, pelo menos, dos quais ouvi falar. Daí, a intenção de recuperar as histórias publicadas até hoje e mantê-las hospedadas em outro endereço, como arquivo. Caso alguém pesquisasse na rede, algumas histórias ainda poderiam ser encontradas. Com a elucidação da verdade, fica valendo o seguinte: manterei o atual endereço e não se fala mais nisso.

Se, doravante, eu considerar que um determinado assunto vale a pena se comentado ou debatido com os amigos, publicarei alguma coisa a respeito. Todavia, antevejo que tais momentos serão cada vez mais raros. Faço questão de reiterar que continuo à disposição dos amigos. Sempre que solicitado, não me furtarei o prazer de responder a todos sobre meu tema preferido, qual seja, o rádio. Como se diz ao término das mais apaixonadas histórias de amor, “foi bom enquanto durou”. Um grande abraço a todos.

Agora, eis o link em que Marcos Lemos explica tudo: CLIQUE SOBRE A FOTO

fim do blogger_a_verdade

26 de janeiro de 2015

GLOBO DÁ UMA DE PERNA DE PAU E MARCA GOL CONTRA SEUS PRÓPRIOS INTERESSES

O amigo Rodney Brocanelli, colunista especializado em rádio, um dos editores do blog “Radioamantes” (o outro é Marcos Lauro) levantou a bola da vez no setor esportivo, qual seja, o inexplicável boicote a alguns patrocinadores do esporte. O ‘privilégio’ não é da maior emissora do país, embora, claro, nessa condição, seja ela quem mais aparece e, consequentemente, quem mais prejudica os patrocinadores esportivos.

O esporte, em qualquer modalidade, depende de recursos financeiros para se desenvolver e se fortalecer perante o público. É o público, em última instância, a razão que determina o crescimento de todo esporte. Sem apoio financeiro os clubes não podem contratar, entre outras necessidades. Sem uma boa equipe, a torcida desaparece. Sem torcida, não surgem patrocinadores. Este círculo vicioso existe, também, no rádio, além da televisão. Porém, como se sabe, o TV leva grande vantagem e usa de artimanhas para ganhar mais que a concorrência, em audiência e financeiramente falando.

imgres Não é por outra razão que a rede Globo, por exemplo, massacra o telespectador com a exibição de jogos do Corinthians e do Flamengo, os dois times de maior torcida no país. A Globo sabe que ao patrocinador o que interessa é audiência e vende essa audiência a preços estratosféricos. É ‘pegar ou largar’, pois a fila de anunciantes na TV é grande. E anda, como se diz. Se uma empresa titubear, outra preenche a vaga, imediatamente. A conclusão, óbvia, é a de que o esporte alavanca o faturamento televisivo. Não há como mascarar tal evidência.

Esse ponto torna ainda mais incompreensível o boicote ao patrocinador que ajuda a sustentar os clubes esportivos que, por sua vez, atraem audiência que beneficia os veículos de comunicação. A Globo em particular, detentora dos direitos de exibição da maioria dos eventos esportivos transmitidos pela televisão. No caso global, fora o canal aberto, o domínio é amplamente amparado pelo Sportv, através de seus canais Sportv 1, 2 e 3 mais os segmentos Premier, que se desdobram em oportunidades comerciais altamente rendosas.

images No amistoso disputado ontem, “Palmeiras x Red Bull Brasil”, transmitido pelo Sportv, porém, a atitude da Globo ficou mais em evidência e se transformou no assunto mais comentado pelas redes sociais, com ampla repercussão, particularmente em São Paulo, o maior mercado publicitário do país.

A Globo terá que se justificar, sem dúvida. Por um lado, vive de patrocinadores. Por outro, prejudica-os deliberadamente, vetando a exibição de marcas, logos e quaisquer menções que levem à identificação do patrocínio. Uma atitude, no mínimo, inescrupulosa. Algo semelhante ao que fazem jogadores após um gol, certos de que serão filmados e fotografados em destaque, tiram as camisas e prejudicam os patrocinadores que ajudam a pagar seus salários.

O assunto não é novo e vem sendo discutido há tempos. O próprio Rodney Brocanelli já teve a oportunidade de ‘sacar’ essa bola, em maio de 2011, quando citou o problema que o vôlei brasileiro também enfrentava. De lá para cá, a situação tem se agravado, sem que algum tipo de solução tenha sido encontrado. A fuga das torcidas tem se acentuado. As rendas, ridículas, mal dão para manter a estrutura dos estádios milionários construídos para a Copa. Os números do Ibope, como não poderia ser diferente, têm diminuído. Se essa trajetória for mantida, em breve, não haverá mais interesse de patrocinadores em gastar fortunas apenas para forrar os cofres alheios

imgres Para complicar, a Globo boicota seus parceiros comerciais. O produto Red Bull é um dos clientes da Globo, então é parceiro. A pergunta que ecoa na cabeça de todos é: “durante quanto tempo o anunciante vai permanecer iludido, até descobrir que se o energético anunciado é capaz de dar asas, quando a empresa fabricante vai, enfim, levantar voo? E, como acontece numa revoada, basta o primeiro pássaro levantar voo, para o bando inteiro debandar…

Relembre, ou leia agora, o artigo de Rodney Brocanelli que, naquele tempo, colaborava com o FG-News, onde os fatos se encontram e participe desta discussão. “O BLOQUEIO DOS PATROCINADORES DO VÔLEI

Do jeito que a situação tem evoluído, e atingido outras modalidades esportivas, não vai demorar para soar o apito final. Em todas as arquibancadas.

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23 de janeiro de 2015

A REDE GLOBO ESTÁ EM ROTA DE EXTINÇÃO? AQUELA QUE NÃO SE MEXER VAI MORRER

Esta semana não consegui postar tanto quanto gostaria. “Estive “correndo atrás do prejuízo}”, como dizem. Na semana que vem, quero ver se corro atrás do lucro, pois me parece mais coerente. Para não fechar a semana em brancas nuvens, faço uma indicação.

AA_azenha_amorim Antes de mais nada, um esclarecimento. O texto foi escrito por Luiz Carlos Azenha e está exposto no site “Conversa Afiada”, da Paulo Henrique Amorim. O que me leva ao aviso? Ambos são conhecidos ‘inimigos’ da Rede Globo. Como zagueiros que se prezam, não perdem a viagem e dividem qualquer bola que pingue na área da emissora líder.

Isto posto, a reportagem “COMO O NETFLIX, COMPETINDO COM A AMAZON, VAI MATAR A GLOBO” precisa ser vista com cautela, pois, se nem tudo são flores nessa questão, ainda estamos longe do pesadelo que o texto sugere. Entretanto, a avaliação de Azenha está embasada em fatos reais que, mais dia menos dia, vão atormentar a vida global.

PLIMPLIM A concentração produtiva que beira ao monopólio, apontada pelo repórter, tem sido até agora (com uma grande ‘mãozinha’ do governo) o empuxo do motor que fez a Globo disparar na frente da concorrência. Isto vai mudar, não há dúvida, em boa hora. Aliás, já passou da hora. Ainda mais que a Internet está mordendo os calcanhares de quem ainda não despertou para a realidade. Se ficar, o bicho come; se correr, o bicho pega.

As duas gigantes (Amazon e Netflix) são, de fato, uma ameaça não apenas aos domínios globais, mas a todo grupo que dormir no ponto. Os Marinho não estão mortos e devem reagir à altura. Só não se sabe, ainda, qual será o caminho a seguir.

Sendo um profissional do meio, eu gostaria, claro, que o mercado de produção fosse aquecido e contasse com a participação maciça de Record, SBT, Band e todas as demais que almejam conquistar um púbico maior, na luta pela audiência. Não apenas porque haveria crescimento na demanda de mão de obra, mas, principalmente, porque é da diversidade de peixes que se pode pescar os melhores. Por esta analogia popular, hoje, você joga a isca na água sabendo, por antecipação, que nem sempre virá um peixe no anzol. Às vezes, não raras, você fisga uma botina velha. Ou seja, as emissoras de TV põem no ar toda espécie de lixo e ao ‘pescador’, quase não resta alternativa.

imagesA continuar como está, o panorama da televisão brasileira pode se transformar em um cenário ainda mais feio. A TV por assinatura cresce de forma exponencial, mostrando que o telespectador está em busca de uma programação melhor e variada.

Este brado de alerta precisa ser entendido pelas TVs abertas. Ou elas melhoram o nível de programação ou, mais rapidamente do que se imagina, algumas TVs abertas poderão fechar.

Veja o que diz Luiz Carlos Azenha, aqui.

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20 de janeiro de 2015

COMPETIÇÃO ENTRE CANAIS DE TV TIRA O FOCO DA NOTÍCIA E CANSA O TELESPECTADOR

jornais_matutinos Amigos da rede. Meus posts deixam claro que não sou colunista de rádio e televisão, mas um observador com alguma experiência no segmento. Portanto, não concorro com os profissionais que costumo acompanhar, pela Internet. São experts no assunto, têm boas relações com as emissoras e trazem informações com as quais vou pincelando o quadro atual do setor.

Fala-se muito em inovação, em interatividade e, mais do que tudo, adequação dos meios (jornais, revistas, rádio, Internet, redes sociais, televisão), a chamada multiplataforma, de modo a levar o melhor para o destinatário final, ou seja, o público. Nesse ponto, o discurso tem sido muito melhor que o resultado, pouco expressivo.

Quando um fato novo cai na rede, a notícia é imediatamente, ou quase, replicada nas demais mídias. Para trocar em miúdos, se a Internet não der, ninguém dá uma nova informação.

Foi disso que falou Paulo Henrique Amorim, dia desses, em sua coluna “Conversa Afiada”, ao citar uma declaração de Cecília Malan, sobre o atentado ao jornal Charlie Hedbo, em Paris, capital francesa.

Tem havido uma acomodação perniciosa nos meios de comunicação: é mais fácil esperar pela notícia na rede, líder indiscutível em termos de diversidade e velocidade da informação. Com base nesse traço virtual, as emissoras de rádio e televisão, e mesmo jornais e revistas, diminuíram consideravelmente suas equipes. Fica mais barato navegar na Web à caça de novidades.

Além disso, estagiários, aos quais é confiada a missão de caçadores internáuticos, custam muito menos para os cofres das empresas.

Uma situação que deveria ser melhor analisada pelas autoridades, pois, claramente, estudantes que cumprem estágio, hoje, causam, de forma involuntária, triplo prejuízo no exercício da função: para o próprio estagiário—sobrecarregado e mal remunerado—, para o profissional do setor e para o público, o maior prejudicado.

Vejo televisão pela manhã. Às vezes, começo mais cedo, mas, geralmente estou ligado por volta de seis e meia, sete horas.

É muito aborrecido ver a mesma notícia nos diferentes canais, editada e apresentada quase identicamente.

Muda uma frase ou outra, na cabeça de apresentação. O resto varia menos ainda.

imgresAssim, a responsabilidade de manter o telespectador sintonizado no canal acaba recaindo sobre apresentadores e apresentadoras, encarregados de fazer a diferença entre os diversos telejornais concorrentes no horário.

Neste ponto, atualmente, temos um outro problema. Baseando-se Fala-Brasil-01uns nos outros, o “papinho de esperar trem”, cansativo e chato, está se tornando lugar comum na telinha.

Está na hora de botar ordem na casa. Já basta a mesmice do noticiário a comprometer todos os telejornais. O telespectador merece mais do que notícias iguais.

imgresPara piorar, agora, a apresentação também tem se tornado semelhante, às vezes inteiramente dissociada do que é mostrado na tela.

 cafe_logo_brasilFora esses detalhes, tem mais: apresentadores estão sendo levados à condição de astros e estrelas, chamando mais atenção para eles do que propriamente informando o que acontece ou aconteceu.

O show é a notícia. O foco é a informação. Parece que, na luta pela audiência, o essencial anda sendo esquecido. Assim, “não há tatu que aguente”.

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19 de janeiro de 2015

GFK AJUSTA RETOQUES PARA INICIAR PESQUISA DE AUDIÊNCIA NA TV BRASILEIRA

Abril promete ser um mês interessante para a TV brasileira. Não se trata de nenhum programa a ser lançado no período ou a contratação de algum nome de peso no cenário artístico da telinha. Nada disso, a grande vedete será a própria televisão como veículo de comunicação, sob o aspecto da audiência.

A mídia que mais atrai anunciantes será colocada à prova, com a entrada em atividade do novo instituto de pesquisas, GfK, de origem alemã. Iniciando seu trabalhos no Brasil, a empresa tem contratos assinados com Band, SBT, Record e RedeTV!, inicialmente. A mais poderosa emissora televisiva do país preferiu ficar de fora e não assinou com a GfK.

Dessa forma, para a Globo, só existirá o IBOPE. Resta saber se o mercado publicitário também vai pensar assim. O fato é que a partir de abril, teremos um ‘duelo’ adicional entre as emissoras. Além de tentarem atrair o público com suas atrações, elas manterão um embate através do confronto do IBOPE com os números do novo instituto.

Até que os responsáveis pelas duas pesquisas encontrem uma ‘fórmula’ justificável para as disparidades (que vão existir, sem dúvida), o mercado terá uma ótima oportunidade para verificar se os números globais são tudo isso que o IBOPE apura. Como a ‘briga’ entre os dois institutos não é saudável para eles mesmos, a justificativa para as eventuais diferenças apuradas por ambos, deverá ser convincente ou a própria credibilidade das pesquisas será colocada em xeque.

GFK IBOPE Além disso, se GfK e IBOPE apurarem números muito semelhantes, a lógica aponta para o rompimento de contrato das emissoras com pelo menos um instituto. Afinal, qual a razão de pagar por duas pesquisa iguais, feitas por empresas diferentes? O instituto que convencer o mercado sobre a lisura, a técnica e a exatidão de sua pesquisa vai conquistar maior credibilidade, enquanto o outro terá que ‘enfiar a violinha no saco’ e sair do ramo. Isso não interessa a nenhum dos dois.

Como há muitos interesses comerciais envolvidos nessa disputa, inclusive e principalmente por parte das emissoras, será interessante analisar a ‘dança dos números’. Vai ser uma boa oportunidade para verificarmos qual a frente de batalha é mais eficiente para determinar a vitória desta ou daquela emissora. A ‘luta’ de bastidores ou o ‘mano a mano’, na telinha?

Outro efeito, com certeza, deverá ser notado. Finalmente, a população talvez seja capaz de tirar uma velha dúvida: pesquisador de audiência existe de verdade? Mas essa já é outra história…

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GfK deve iniciar os trabalhos em abril e poderá mostrar um novo panorama na luta pela audiência da televisão brasileira. Veja no link “TVs assinam com rival do Ibope e deixam Globo sozinha(Fonte: Ricardo Feltrin - UOL)

18 de janeiro de 2015

FÁTIMA BERNARDES VIRA REFERÊNCIA PARA PRETENDENTES À CARREIRA NA TV

williambonner_fatimabernardes_divglobo560 Fátima Bernardes, ex-apresentadora do Jornal Nacional, ao lado do marido, William Bonner, estreou no “Encontro”, no dia 25 de junho de 2012. Depois da ficar por 13 anos no noticioso mais famoso do país, Fátima deixou a função jornalística, em 5 de dezembro de 2011, para se dedicar ao entretenimento.

“Não vai dar certo”, disseram alguns. “Fátima vai quebrar a cara”, afirmaram outros. De maneira geral, havia uma grande desconfiança em torno da capacidade da jornalista se sair bem no programa que estava sendo ‘desenhado’ para ela.

No dia da estreia, embora eu não tivesse assistido ao programa em que ela assumiu o novo papel, escrevi um post a respeito. Intitulado “ESTREIA DE FÁTIMA BERNARDES, NA GLOBO. NÃO VI, MAS GOSTEI”. Assim mesmo, ‘no escuro’, apostei seco no sucesso de Fátima. Recebi algumas críticas (normais) e até uma recomendação para deixar o otimismo de lado e me preparar para um fragoroso desastre do programa e, consequentemente, de Fátima Bernardes.

Longe de mim querer ser o dono da verdade, mas o tempo tem mostrado que eu não fui imprudente quando aderi ao grupo dos, poucos, que se aventuraram a dar opinião favorável ao programa e, mais diretamente, à ex-apresentadora do JN.

Passados um ano e meio depois da estreia, Fátima é hoje um nome referencial de sucesso absoluto quando se fala de apresentadora de talento e credibilidade. Em razão do sucesso, a profissional tem faturado bastante em merchandising e propaganda, atividades proibidas a jornalistas, na Globo. No entretenimento não existe essa proibição e Fátima tem sabido tirar proveito disso.

O sucesso dela é tanto que já existe fila de novas candidatas a um cargo semelhante. Virou moda. Todas alimentam o sonho de ser uma nova Fátima Bernardes.

A começar por Patrícia Poeta, para quem a Globo projeta um programa vespertino, destinado principalmente às mulheres.

Recém saída do “Jornal Nacional”, depois de ocupar a vaga de Fátima durante três anos, Patrícia (embora não diga) está contando as horas para se lançar nesse novo nicho de mercado e, claro, faturar ‘beeemmm’ mais do que ganharia, se continuasse no JN.

Antes que alguém sugira que estou criticando a mulher de Amauri Soares, diretor da Central Globo de Programação, refiro-me à Patrícia apenas para demonstrar, de forma cabal, os efeitos do indiscutível sucesso de Fátima Bernardes.

Escolher o melhor para suas vidas e carreiras é direito de todos e de todas. Entretanto, o Destino é quem vai decidir. Ou não?

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Assuntos relacionados:

A LINGUIÇA DE FÁTIMA BERNARDES E O BIFÃO DO REI. A CARNE É FRACA, MAS A PROPAGANDA…”

O sucesso de Fátima Bernardes é reconhecido unanimemente pela crônica especializada. Veja, por exemplo, a notícia publicada pela coluna de Flávio Ricco, no portal UOL: “Fátima Bernardes volta ao “Encontro” no dia 26, com novos quadros e cenário

16 de janeiro de 2015

GIULIANA MORRONE E CECÍLIA MALAN, DA GLOBO: OS DOIS LADOS DA MOEDA

image Outro dia (09/01) vi uma nota sobre a participação de Giuliana Morrone, repórter e apresentadora da Globo/Brasília, falando sobre as medidas de segurança que seriam adotadas em Londres após o atentado contra o jornal Charlie Hebdo.

Estranhei, pois a Globo tem escritório, em Londres, para cobrir a Europa. No entanto, o correspondente Roberto Kovalic estava em férias e imaginei que a falta de pessoal tivesse motivado a ida de Giuliana a Londres, para reforçar a equipe.

Ao ler a íntegra da nota, o esclarecimento: a jornalista também estava em férias, na capital londrina, e diante dos acontecimentos decidiu colaborar. Arregaçou as mangas e foi à luta. Gestos dessa natureza são elogiáveis, mas têm dois lados.

O lado bom é que revela a prontidão de profissionais conscientes de seu papel e dispostos a colaborar em qualquer circunstância. Afinal, jornalista é jornalista 24 horas, esteja aonde estiver. Se preciso, deve atuar. Não há discussão sobre isso.

O lado ruim é que, em ocasiões como essa, de urgência e necessidade, nem sempre ofertas generosas, como a da repórter, são vistas com bons olhos. Num primeiro momento, a chegada repentina de ‘reforços’ passa a impressão de incapacidade da equipe local. Os pingos nos “is” colocam as coisas em seus devidos lugares e garantem um ponto positivo para Giuliana. Vestiu a camisa da profissão e foi à luta. Assim é que se faz.

Aproveitando o gancho, faço uma observação sobre Cecília Malan. Filha do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, do governo FHC, é de se imaginar a pressão que isso representa negativa e positivamente para ela. Os aspectos negativos começam com o fato de ser filha do ex-ministro. Numa primeira vista, a hipótese de ela ter conseguido o cargo na base do “QI” joga por terra a tentativa de mostrar que Cecília conquistou o posto através de seus próprios méritos. Cecília, porém, não surgiu do nada para as telas globais. Percorrendo a trilha comum dos iniciantes, a filha do ministro começou a carreira em 2005, na redação do “Bom dia Brasil”. Ali, foi estagiária, trainee, produtora e editora, com especialização no noticiário internacional. A diferença, é claro, além de ter começado aonde quis, é que não ouviu (com certeza) os gritos histéricos nem os assédios morais que troam nos ouvidos de quem não tem costas quentes.

Tendo passado praticamente toda a adolescência morando em Nova Iorque e Washington, nos Estados Unidos, e Paris, na França, a jornalista tinha facilidade com idiomas. Quando surgiu a oportunidade, foi transferida para o escritório londrino da Globo, em 2011.

Nossa memória curta acaba colaborando para a ideia de ascensão meteórica de Cecília Malan, graças ao pai, mas não é bem assim. Embora a ‘figura’ paterna seja uma credencial e tanto e deva ter aberto muitas portas para ela, há de se lembrar que a filha do ministro vem dividindo matérias com Ana Carolina Albar e Marcos Losekann, desde que chegou a Londres. Além disso, tem participado de grandes coberturas e feito matérias em diversas áreas, como lembra trecho de reportagem publicada pelo portal UOL, cujo excerto segue:

(…) “Entre as coberturas marcantes na carreira de Cecília estão a morte do papa João Paulo II, a libertação da refém Ingrid Bettancourt, a morte de Michael Jackson, os protestos na Ucrânia e entrevistas com grandes nomes da música como Adele e One Direction.”

O medo declarado por Cecília Malan ao ouvir tiros no episódio do atentado contra o Charlie Hebdo não a torna mais ou menos competente, seja ou não filha do ex-ministro. Nesse quesito, o “QI” não conta. A revelação, que se espalhou pelas redes sociais, apenas revela a falta de vivência de Cecília Malan com o campo (as ruas), onde os fatos acontecem no ritmo da vida. Sem retoques.

Nem tudo está perdido, Cecília. Apesar do medo, o caminho é esse.

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Giuliana Morrone interrompeu férias para entrar na linha de frente, no atentado ao jornal Charlie Hebdo: “Repórter da Globo interrompe férias para cobrir massacre de jornalistas

O medo de Cecília ganhou repercussão nas redes sociais: “Cecília Malan é destaque no "JN" e diz que sentiu pavor ao cobrir tiroteio

14 de janeiro de 2015

VISTO COMO SALVAÇÃO DA LAVOURA LUIZ BACCI ESTÁ LEVANDO A VACA PARA O BREJO

Demorou até menos do que eu esperava. Depois de ser tirado do ar, seis meses após a estreia do “Tá na Tela” (programa que antecedia o “Brasil Urgente”), do Datena, o ‘menino de ouro’ enfrenta outro revés. Deslocado para o horário matinal, desde o último dia 12 de janeiro, tido como a solução para levantar o pífio “Café com Jornal”, Bacci passa a ser visto como problema, na Band. É o que diz o colunista Flávio Ricco, do portal UOL. Era esperado que o ‘menino de ouro’ levantasse a audiência do programa, mas isso não aconteceu.

Flávio Ricco, naturalmente, reportou o que lhe foi informado. Cumpriu o papel de jornalista. No entanto, considero prematura a cobrança em cima do novo apresentador (e o xará não tem nada com isso), pois a presença de Luiz Bacci em novo horário tem apenas dois dias. Se já vazou a ‘preocupação’ da direção da emissora, é sinal de que alguém bateu com a língua nos dentes, de propósito. A direção não faria uma bobagem dessas, pois seria o mesmo que jogar dinheiro no fogo e, ao que se sabe, ninguém do alto escalão do Morumbi apresenta sintomas de demência, embora, às vezes, a gente fique tentado a pensar que sim... O ‘vazamento’ tem tudo para ser intriga da oposição. E, como já vi esse filme antes, pode esperar que vem mais por aí.

O problema, no caso, não é Luiz Bacci. É o próprio jornal. Anunciado como uma verdadeira revolução no modo de informar, o modelo ficou só na expectativa. Além da razão apresentada por Flávio Ricco (acertadamente), qual seja, a venda de horários para igrejas, a programação que antecede o jornalístico não gera audiência.

Entrar do nada e virar o jogo é impossível. Nesse ponto, a equipe que cedeu espaço para a chegada do ‘menino de ouro’ não tem influência nenhuma. O ‘ibope’ do “Café com Jornal” segue o padrão militar de sempre ( um, dois, um, dois, um, dois). No últimos tempos, nem isso.

Que Luiz Bacci não é o apresentador ideal para o programa, está na tela, digo, na cara. Tanto mais, usando o tom desespero ao amanhecer, na tentativa de “aquecer” a geladeira. E olhe que, na segunda-feira, além do rescaldo da marcha parisiense em protesto ao atentado contra o jornal “Charlie Abdo”, houve a manifestação dos empregados demitidos das montadoras paulistas, porém, um fato que interessava mais à população do estado de São Paulo.

Imagine para os demais estados brasileiros, terem que aguentar o frenesi das ‘últimas atualizações’, que não passavam da mesma coisa ouvida desde as seis da manhã, com a equipe local.

O erro diretivo (que ainda precisaria ser melhor explicado) foi tirar o ‘menino de ouro’ do caminho de Datena.

A justificativa de corte de gastos para enfrentar o ano duro em que estamos, continua soando como farsa.

Ora, se você tem um produto que pontua razoavelmente (“Tá na Tela”), com tendência de alta, é insanidade acabar com ele de uma hora para outra e apostar num horário perdido, como é o caso das manhãs da Band. Aquilo não tem salvação.

Daniel Bork, o cozinheiro simpático que sucede ao “Café com Jornal” tem caprichado nas receitas, mas, mesmo assim, não consegue fazer a mágica de tornar o período matinal da emissora, mais palatável.

Não acredito que os motivos que levaram à mudança sejam, meramente, econômicos. Aí tem coisa. Se a vaca, realmente, for para o brejo, a culpa não terá sido de Luiz Bacci.

Tô certo ou não to? Me ajuda aí, pô!

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A informação de Flávio Ricco, do portal UOL, está no link “Contratado como solução, Luiz Bacci vira problema na Band

12 de janeiro de 2015

CRISTIANO RONALDO É BOLA DE OURO. THIERRY HENRI FOI O BOLA MURCHA DA FESTA

bola_de_ouro_2014 Não havia dúvida e todos apostavam seco na vitória de Cristiano Ronaldo como o dono da Bola de Ouro de 2014. Maior barbada, só ficou estranho para Messi ao ganhar por apenas 4 centésimos de ponto porcentual do goleiro alemão Manuel Neur. Como analista de futebol, sou mais brilhante quando fico calado e, assim, não vou perder a chance de mostrar meu ‘virtuosismo’ ao não acrescentar uma vírgula sequer à voz corrente mundial. Deu o que todos esperavam, com uma discordância aqui, ali e acolá, mas, de resto, era fácil de entender.

O que ninguém entendeu, mesmo, foi a ‘cara de merda’ de Thierry Henry, o apresentador mais baixo astral que já vi na telinha. Cada um tem seus motivos para festejar ou não, mas, na suposição de que o jogador estava ganhando um belo cachet da Fifa para fazer as vezes de Mestre de Cerimônias, o que foi aquilo? Falou quase de favor o nome de Cristiano Ronaldo. A plateia e o público de casa só ouviram o nome do ganhador do troféu porque o sonoplasta deve ter aberto o som no ‘talo’, como se diz. Nunca vi tanta má vontade ao anunciar o ganhador de um prêmio. Mas esta é apenas minha opinião, naturalmente.

marta_ronaldo Para nós, brasileiros, restou o prazer de termos Marta, pela décima primeira vez, entre as disputantes da Bola de Ouro. Bola que Marta já conquistou cinco vezes, o que não é pouco, não.

Portanto, ela nem se abalou quando o nome da alemã Nadine Kessler  foi anunciado como vencedora da edição 2014. Para Marta, valeu a festa.

Marta fez questão, mesmo, foi de bater uma selfie com o português, dono da bola. Afinal, tietagem não sai de moda e só quem tem personalidade faz questão de revelar seus ídolos.

Franck-Ribery-Bayern-Munchen-20136 Durante a semana, em todo o mundo, o torcedor de futebol vai manifestar sua preferência e bla, bla, bla… 

Eu vou ver se descubro a razão de tamanho descaso de Thierry Henry em relação ao evento. Ou… acabo de me lembrar!

Será que foi em solidariedade a outro jogador francês, Franck Ribery, do Bayern de Munique, que criticou a eleição de CR7?

Quer saber? Não vou nem me dar ao trabalho. Thierry, se quiser, que se explique. Não tenho nada com isso.

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No link a seguir, do Globo Esporte, detalhes e vídeos do evento: “É tri: CR7 confirma favoritismo, fatura a Bola de Ouro e comemora com grito

A possível causa do descaso de Thierry Henry, durante a apresentação do evento, pode estar aqui. “Machucado” com 3º lugar, Ribery ataca Fifa: “Foi uma decisão política(Fonte: http://esportes.terra.com.br/)

9 de janeiro de 2015

DOBRADINHA EMPRESARIAL NA REDETV! PARA CUIDAR DO CORPO E DA ALMA

A associação entre o padre-cantor paranaense Reginaldo Manzotti e o empresário no ramo de farmácias, Sidney Oliveira, pode ser uma boa solução para quem já chegou naquele ponto da vida em que é comum se ouvir conselhos do tipo “olha, é melhor você cuidar da alma, porque o corpo já era”.

Embora ambos já comprem horários da RedeTV!, o padre e o vendedor de remédios resolveram aprofundar o negócio e agora são sócios em um novo empreendimento, através da parabólica da emissora. Não se sabe o valor que ambos vão gastar com isso, mas pouca coisa não é.

O curioso nessa associação é que os produtos patrocinadores da ‘sociedade’ são interdependentes e parecem fazer a dobradinha ideal para quem tenta manter a saúde física, custe o que custar. E quando, por qualquer circunstância, o corpo já não aguenta mais o tranco, o espírito pode se socorrer dos bálsamos da fé. Bem pensado, não?

Viu como para tudo na vida tem remédio? E não é só remédio, claro. Também tem produtos de beleza, perfumaria e cosméticos. Afinal, quem é que vai querer aparecer na porta do céu com má aparência?

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Os detalhes do novo negócio estão no link “RedeTV! aluga parabólica para padre cantor e dono de farmácia

8 de janeiro de 2015

VENENO DE ENCOMENDA QUESTIONA HOJE EM DIA, DA RECORD? PARECE, MAS NÃO DEVE SER

249581 O site Notícias da TV, de Daniel Castro, publicou nesta quinta-feira, 8 de janeiro, que os apresentadores do novo “Hoje em Dia”, da Record, foram apresentados à imprensa no improviso. Inclusive, anunciou que o primeiro ‘piloto’ do programa (espécie de teste) seria gravado apenas na tarde de hoje. Não creio ter sido essa a intenção, mas o texto passa a impressão de que não houve nenhum planejamento nem cuidado especial com o programa reformulado que estreia nesta segunda-feira, dia 12 de janeiro.

Explorando a possível inimizade dos novos apresentadores com a equipe anterior, a matéria do Notícias da TV se reveste de frases que podem ser interpretadas como feitas ‘de encomenda’ para gerar mal estar.

Daniel Castro é profissional jornalista que, apesar de estar inteiramente voltado para o entretenimento, não precisa (nem aceitaria bem) praticar esse tipo de viés. Reitero que não acredito na intencionalidade negativa da matéria. Porém, melhor do que eu simplesmente dar minha opinião, aqui, é você ler a publicação e pronto. O link segue, abaixo.

renata-bob Ana Hickmann, César Filho e Renata Alves (aquela repórter ‘arretada’ e simpática) que ficou conhecida pelas reportagens inusitadas, dentro do “Domingo Espetacular”, devem se dar muito bem na função.

Uma frase, de César Filho, resume o que a insinuação, mesmo que seja proposital, se esqueceu de levar em conta: “treino é treino e jogo é jogo”.

César joga o fino. Renata é repórter sacudida e sabe das coisas. Ana, se não bastassem a beleza e o tamanho que a destacam, no trio, vem se soltando e nem balança mais (tanto) a cabeça e o corpanzil após cada frase. Cacoete que tem sido abandonado, finalmente.

Pois que trile o apito. A bola vai rolar fácil, fácil.

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A reportagem sobre o anúncio à imprensa da nova equipe de apresentadores do “Hoje em Dia”, vem a seguir: “Record lança novos apresentadores do Hoje em Dia no improviso”.

7 de janeiro de 2015

O PASSADO MOSTRA QUE O RÁDIO PERDEU, DEFINITIVAMENTE, A IMAGINAÇÃO

marco_caggiano O amigo Marco Caggiano (esquerda), homem de vendas do rádio e da televisão, me escreveu para tirar uma dúvida sobre o programa “Você Comanda a Parada”, que foi atração da rádio Bandeirantes.

Conheci Caggiano nos anos 1970, quando o departamento comercial era dirigido por Dalton Machado, sob o comando de Samir Razuk, ambos falecidos. imagem_noticia_adnews_8662_190395836

O assunto me trouxe à lembrança detalhes que eu julgava esquecidos, mas, surpreendentemente, ainda estão vivos na memória.

Corria o ano de 1978. Eu estava na “Excelsior—a máquina do som”, onde havia chegado em março daquele ano. G_Curado Em dezembro, dois dias antes de meu aniversário (dia 6) recebi telefonema de Newton Miranda, porta-voz de um convite de Gualberto Curado (esquerda), para retornar à rádio Bandeirantes, de onde eu tinha saído em fevereiro daquele mesmo ano. Nesse retorno, eu faria um horário diurno. A proposta me balançou.

Antes de trabalhar na Excelsior, estive nos chapadões do Morumbi, apresentando o “Bandeirantes a caminho do sol”, de julho de 1977 a fevereiro de 1978, no ingrato horário da madrugada.

De julho a setembro de 1977, quando me mudei para São Paulo, eu vinha de São Vicente, litoral paulista, para trabalhar. Pegava o busão (da Breda) na baixada, às dez da noite, descia no terminal Jabaquara, pegava o metrô, descia na estação São Bento, subia a Líbero Badaró, até uma ruazinha ao lado de onde é, hoje, a prefeitura paulistana, pegava o Jardim Colombo da meia-noite e vinte, e seguia para o Morumbi, sede da emissora de João Saad. Por volta de uma da manhã, batia o ponto de entrada na rádio.

O caminho de volta começava às quatro e meia da madrugada. Chegava em São Vicente em torno das sete e meia, oito horas. Isso quando eu não dormia no ônibus e era acordado na garagem, onde se faziam inspeção e limpeza do veículo. De lá, eu ia a pé para casa, na praia da Biquinha.

Aos domingos, eu ficava até mais tarde. José Paulo de Andrade, era o diretor de jornalismo da rádio e me escalava para apresentar, também, os boletins informativos chamados, na época, de ‘pinga-pinga’, até a entrada do arquivo musical, apresentado pelo saudoso companheiro e depois compadre, Antônio Carvalho (à esquerda).

Então, eu saía de São Paulo às oito, para chegar em São Vicente depois das onze da manhã. Para mim, que já não era tão menino, a carga pesou. Por isso, quando Antônio Celso me chamou para assumir o horário de Henrique Régis e apresentar o “Pediu, Tocou, Ganhou”, na Máquina, não pensei duas vezes.

Porém, naquele dezembro, o convite de Gualberto Curado, poucos meses depois de estrear na Excelsior, era tentador e aceitei. Outra razão que me levou a atender o chamado. Um amigo, na Globo, já ouvira rumores sobre o futuro incerto da Excelsior. O nome dele é segredo que não posso revelar.

FG_Henri_Dalton_1980 Assim nasceu o “Você Comanda a Parada”, que o Curado, eu e parte da equipe de produção criamos coletivamente para a Bandeirantes. A base, ou seja, a estrutura, foi inteiramente montada por mim e pelo xará, de tão saudosa memória.

Criado para ser apresentado em estúdio, em 1979, um ano depois o programa passou a ser transmitido de grandes lojas de departamentos com grande sucesso comercial. O pioneiro foi o grupo Carrefour. Completando oito anos de Brasil, em 1980, o Carrefour queria chamar a atenção do público e o “Você Comanda a Parada” foi escolhido para a tarefa. Na foto, eu, Henry—gerente Carrefour Pinheiros—e Dalton Machado, grande cara, do Comercial da Bandeirantes.

Esse era o ponto que Marco Caggiano queria esclarecer. Afinal, foi ele, quando ainda era contato comercial na Bandeirantes, quem fez a ponte entre o cliente e a emissora, até chegar a mim. Apesar de tantos anos terem se passado, o rádio de hoje continua com a ‘cara’ de ontem.

Assustadoramente, ele e eu, verificamos que, o maior veículo de comunicação de massas perdeu, em definitivo, a imaginação. Eu acrescentaria: perdeu, também, a memória, pois quase ninguém se lembra das coisas, hoje. Mas, como diz Marcelo Rezende, da Record: “como é que eu sei disso? É que eu estava lá…” (obrigado, pelo uso do seu chapéu, Marcelo)

E o Marco Caggiano, hoje Executivo de Conta Varejo, na TV Gazeta, de São Paulo, também estava.

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Observação e agradecimento: A postagem original, feita ontem, 7 de janeiro, saiu sem a foto de Gualberto Curado. Hoje, pude anexá-la ao post graças à gentileza de Beto Curado, filho de meu xará inesquecível. Obrigado, Beto.