CONTATOS, INCLUSIVE ASSESSORIAS DE IMPRENSA:
FALE CONOSCO!

Navegue à vontade

Na coluna à direita, logo abaixo das postagens preferidas do leitor, está o ZAPPING. Através dele você tem acesso direto às noticiais do dia, nacionais e internacionais, além de informações sobre quase tudo. ZAPPING. Uma central de notícias e entretenimento em que você escolhe o que quer.

20 de janeiro de 2015

COMPETIÇÃO ENTRE CANAIS DE TV TIRA O FOCO DA NOTÍCIA E CANSA O TELESPECTADOR

jornais_matutinos Amigos da rede. Meus posts deixam claro que não sou colunista de rádio e televisão, mas um observador com alguma experiência no segmento. Portanto, não concorro com os profissionais que costumo acompanhar, pela Internet. São experts no assunto, têm boas relações com as emissoras e trazem informações com as quais vou pincelando o quadro atual do setor.

Fala-se muito em inovação, em interatividade e, mais do que tudo, adequação dos meios (jornais, revistas, rádio, Internet, redes sociais, televisão), a chamada multiplataforma, de modo a levar o melhor para o destinatário final, ou seja, o público. Nesse ponto, o discurso tem sido muito melhor que o resultado, pouco expressivo.

Quando um fato novo cai na rede, a notícia é imediatamente, ou quase, replicada nas demais mídias. Para trocar em miúdos, se a Internet não der, ninguém dá uma nova informação.

Foi disso que falou Paulo Henrique Amorim, dia desses, em sua coluna “Conversa Afiada”, ao citar uma declaração de Cecília Malan, sobre o atentado ao jornal Charlie Hedbo, em Paris, capital francesa.

Tem havido uma acomodação perniciosa nos meios de comunicação: é mais fácil esperar pela notícia na rede, líder indiscutível em termos de diversidade e velocidade da informação. Com base nesse traço virtual, as emissoras de rádio e televisão, e mesmo jornais e revistas, diminuíram consideravelmente suas equipes. Fica mais barato navegar na Web à caça de novidades.

Além disso, estagiários, aos quais é confiada a missão de caçadores internáuticos, custam muito menos para os cofres das empresas.

Uma situação que deveria ser melhor analisada pelas autoridades, pois, claramente, estudantes que cumprem estágio, hoje, causam, de forma involuntária, triplo prejuízo no exercício da função: para o próprio estagiário—sobrecarregado e mal remunerado—, para o profissional do setor e para o público, o maior prejudicado.

Vejo televisão pela manhã. Às vezes, começo mais cedo, mas, geralmente estou ligado por volta de seis e meia, sete horas.

É muito aborrecido ver a mesma notícia nos diferentes canais, editada e apresentada quase identicamente.

Muda uma frase ou outra, na cabeça de apresentação. O resto varia menos ainda.

imgresAssim, a responsabilidade de manter o telespectador sintonizado no canal acaba recaindo sobre apresentadores e apresentadoras, encarregados de fazer a diferença entre os diversos telejornais concorrentes no horário.

Neste ponto, atualmente, temos um outro problema. Baseando-se Fala-Brasil-01uns nos outros, o “papinho de esperar trem”, cansativo e chato, está se tornando lugar comum na telinha.

Está na hora de botar ordem na casa. Já basta a mesmice do noticiário a comprometer todos os telejornais. O telespectador merece mais do que notícias iguais.

imgresPara piorar, agora, a apresentação também tem se tornado semelhante, às vezes inteiramente dissociada do que é mostrado na tela.

 cafe_logo_brasilFora esses detalhes, tem mais: apresentadores estão sendo levados à condição de astros e estrelas, chamando mais atenção para eles do que propriamente informando o que acontece ou aconteceu.

O show é a notícia. O foco é a informação. Parece que, na luta pela audiência, o essencial anda sendo esquecido. Assim, “não há tatu que aguente”.

*** *** *** *** *** ***