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16 de janeiro de 2015

GIULIANA MORRONE E CECÍLIA MALAN, DA GLOBO: OS DOIS LADOS DA MOEDA

image Outro dia (09/01) vi uma nota sobre a participação de Giuliana Morrone, repórter e apresentadora da Globo/Brasília, falando sobre as medidas de segurança que seriam adotadas em Londres após o atentado contra o jornal Charlie Hebdo.

Estranhei, pois a Globo tem escritório, em Londres, para cobrir a Europa. No entanto, o correspondente Roberto Kovalic estava em férias e imaginei que a falta de pessoal tivesse motivado a ida de Giuliana a Londres, para reforçar a equipe.

Ao ler a íntegra da nota, o esclarecimento: a jornalista também estava em férias, na capital londrina, e diante dos acontecimentos decidiu colaborar. Arregaçou as mangas e foi à luta. Gestos dessa natureza são elogiáveis, mas têm dois lados.

O lado bom é que revela a prontidão de profissionais conscientes de seu papel e dispostos a colaborar em qualquer circunstância. Afinal, jornalista é jornalista 24 horas, esteja aonde estiver. Se preciso, deve atuar. Não há discussão sobre isso.

O lado ruim é que, em ocasiões como essa, de urgência e necessidade, nem sempre ofertas generosas, como a da repórter, são vistas com bons olhos. Num primeiro momento, a chegada repentina de ‘reforços’ passa a impressão de incapacidade da equipe local. Os pingos nos “is” colocam as coisas em seus devidos lugares e garantem um ponto positivo para Giuliana. Vestiu a camisa da profissão e foi à luta. Assim é que se faz.

Aproveitando o gancho, faço uma observação sobre Cecília Malan. Filha do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, do governo FHC, é de se imaginar a pressão que isso representa negativa e positivamente para ela. Os aspectos negativos começam com o fato de ser filha do ex-ministro. Numa primeira vista, a hipótese de ela ter conseguido o cargo na base do “QI” joga por terra a tentativa de mostrar que Cecília conquistou o posto através de seus próprios méritos. Cecília, porém, não surgiu do nada para as telas globais. Percorrendo a trilha comum dos iniciantes, a filha do ministro começou a carreira em 2005, na redação do “Bom dia Brasil”. Ali, foi estagiária, trainee, produtora e editora, com especialização no noticiário internacional. A diferença, é claro, além de ter começado aonde quis, é que não ouviu (com certeza) os gritos histéricos nem os assédios morais que troam nos ouvidos de quem não tem costas quentes.

Tendo passado praticamente toda a adolescência morando em Nova Iorque e Washington, nos Estados Unidos, e Paris, na França, a jornalista tinha facilidade com idiomas. Quando surgiu a oportunidade, foi transferida para o escritório londrino da Globo, em 2011.

Nossa memória curta acaba colaborando para a ideia de ascensão meteórica de Cecília Malan, graças ao pai, mas não é bem assim. Embora a ‘figura’ paterna seja uma credencial e tanto e deva ter aberto muitas portas para ela, há de se lembrar que a filha do ministro vem dividindo matérias com Ana Carolina Albar e Marcos Losekann, desde que chegou a Londres. Além disso, tem participado de grandes coberturas e feito matérias em diversas áreas, como lembra trecho de reportagem publicada pelo portal UOL, cujo excerto segue:

(…) “Entre as coberturas marcantes na carreira de Cecília estão a morte do papa João Paulo II, a libertação da refém Ingrid Bettancourt, a morte de Michael Jackson, os protestos na Ucrânia e entrevistas com grandes nomes da música como Adele e One Direction.”

O medo declarado por Cecília Malan ao ouvir tiros no episódio do atentado contra o Charlie Hebdo não a torna mais ou menos competente, seja ou não filha do ex-ministro. Nesse quesito, o “QI” não conta. A revelação, que se espalhou pelas redes sociais, apenas revela a falta de vivência de Cecília Malan com o campo (as ruas), onde os fatos acontecem no ritmo da vida. Sem retoques.

Nem tudo está perdido, Cecília. Apesar do medo, o caminho é esse.

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Giuliana Morrone interrompeu férias para entrar na linha de frente, no atentado ao jornal Charlie Hebdo: “Repórter da Globo interrompe férias para cobrir massacre de jornalistas

O medo de Cecília ganhou repercussão nas redes sociais: “Cecília Malan é destaque no "JN" e diz que sentiu pavor ao cobrir tiroteio