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7 de janeiro de 2015

O PASSADO MOSTRA QUE O RÁDIO PERDEU, DEFINITIVAMENTE, A IMAGINAÇÃO

marco_caggiano O amigo Marco Caggiano (esquerda), homem de vendas do rádio e da televisão, me escreveu para tirar uma dúvida sobre o programa “Você Comanda a Parada”, que foi atração da rádio Bandeirantes.

Conheci Caggiano nos anos 1970, quando o departamento comercial era dirigido por Dalton Machado, sob o comando de Samir Razuk, ambos falecidos. imagem_noticia_adnews_8662_190395836

O assunto me trouxe à lembrança detalhes que eu julgava esquecidos, mas, surpreendentemente, ainda estão vivos na memória.

Corria o ano de 1978. Eu estava na “Excelsior—a máquina do som”, onde havia chegado em março daquele ano. G_Curado Em dezembro, dois dias antes de meu aniversário (dia 6) recebi telefonema de Newton Miranda, porta-voz de um convite de Gualberto Curado (esquerda), para retornar à rádio Bandeirantes, de onde eu tinha saído em fevereiro daquele mesmo ano. Nesse retorno, eu faria um horário diurno. A proposta me balançou.

Antes de trabalhar na Excelsior, estive nos chapadões do Morumbi, apresentando o “Bandeirantes a caminho do sol”, de julho de 1977 a fevereiro de 1978, no ingrato horário da madrugada.

De julho a setembro de 1977, quando me mudei para São Paulo, eu vinha de São Vicente, litoral paulista, para trabalhar. Pegava o busão (da Breda) na baixada, às dez da noite, descia no terminal Jabaquara, pegava o metrô, descia na estação São Bento, subia a Líbero Badaró, até uma ruazinha ao lado de onde é, hoje, a prefeitura paulistana, pegava o Jardim Colombo da meia-noite e vinte, e seguia para o Morumbi, sede da emissora de João Saad. Por volta de uma da manhã, batia o ponto de entrada na rádio.

O caminho de volta começava às quatro e meia da madrugada. Chegava em São Vicente em torno das sete e meia, oito horas. Isso quando eu não dormia no ônibus e era acordado na garagem, onde se faziam inspeção e limpeza do veículo. De lá, eu ia a pé para casa, na praia da Biquinha.

Aos domingos, eu ficava até mais tarde. José Paulo de Andrade, era o diretor de jornalismo da rádio e me escalava para apresentar, também, os boletins informativos chamados, na época, de ‘pinga-pinga’, até a entrada do arquivo musical, apresentado pelo saudoso companheiro e depois compadre, Antônio Carvalho (à esquerda).

Então, eu saía de São Paulo às oito, para chegar em São Vicente depois das onze da manhã. Para mim, que já não era tão menino, a carga pesou. Por isso, quando Antônio Celso me chamou para assumir o horário de Henrique Régis e apresentar o “Pediu, Tocou, Ganhou”, na Máquina, não pensei duas vezes.

Porém, naquele dezembro, o convite de Gualberto Curado, poucos meses depois de estrear na Excelsior, era tentador e aceitei. Outra razão que me levou a atender o chamado. Um amigo, na Globo, já ouvira rumores sobre o futuro incerto da Excelsior. O nome dele é segredo que não posso revelar.

FG_Henri_Dalton_1980 Assim nasceu o “Você Comanda a Parada”, que o Curado, eu e parte da equipe de produção criamos coletivamente para a Bandeirantes. A base, ou seja, a estrutura, foi inteiramente montada por mim e pelo xará, de tão saudosa memória.

Criado para ser apresentado em estúdio, em 1979, um ano depois o programa passou a ser transmitido de grandes lojas de departamentos com grande sucesso comercial. O pioneiro foi o grupo Carrefour. Completando oito anos de Brasil, em 1980, o Carrefour queria chamar a atenção do público e o “Você Comanda a Parada” foi escolhido para a tarefa. Na foto, eu, Henry—gerente Carrefour Pinheiros—e Dalton Machado, grande cara, do Comercial da Bandeirantes.

Esse era o ponto que Marco Caggiano queria esclarecer. Afinal, foi ele, quando ainda era contato comercial na Bandeirantes, quem fez a ponte entre o cliente e a emissora, até chegar a mim. Apesar de tantos anos terem se passado, o rádio de hoje continua com a ‘cara’ de ontem.

Assustadoramente, ele e eu, verificamos que, o maior veículo de comunicação de massas perdeu, em definitivo, a imaginação. Eu acrescentaria: perdeu, também, a memória, pois quase ninguém se lembra das coisas, hoje. Mas, como diz Marcelo Rezende, da Record: “como é que eu sei disso? É que eu estava lá…” (obrigado, pelo uso do seu chapéu, Marcelo)

E o Marco Caggiano, hoje Executivo de Conta Varejo, na TV Gazeta, de São Paulo, também estava.

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Observação e agradecimento: A postagem original, feita ontem, 7 de janeiro, saiu sem a foto de Gualberto Curado. Hoje, pude anexá-la ao post graças à gentileza de Beto Curado, filho de meu xará inesquecível. Obrigado, Beto.